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E1-1.2-T017

X SIMPÓSIO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA FÍSICA APLICADA

 

AULA E PESQUISA DE CAMPO: BINÔMIO NA CONSTRUÇÃO DO CONHECIMENTO

 

Alexandre José Santos Ramos – UEPB – ramosajs@uai.com.br

 

 

Palavras-chave: aula de campo; Geologia e Geomorfologia.

 Eixo 1: Aplicação da Geografia  Física ao Ensino

Sub-eixo 1.2 – Pós-graduação e formação profissional

 

 

 

INTRODUÇÃO

Aborda a utilização da aula e pesquisa de campo no ensino de alunos matriculados no primeiro ano do Curso de Licenciatura em Geografia, componente curricular: Estudos Geológicos e Geomorfológicos. A proposta é: a - em primeiro lugar, como fixação e acréscimo à aula teórica ministrada na sala de aula; b - em segundo lugar, tornar possível ao aluno construir o seu próprio conhecimento, desenvolvendo uma atividade de pesquisa, tendo como base os conteúdos ministrados.

A teoria não é tudo, mas é essencial. Uma aula de campo com um relatório da atividade e a pesquisa de campo, são as melhores formas de solidificar o conhecimento teórico (GUERRA & CUNHA, 1996). Quando na aprendizagem, no qual o conhecimento é construindo pelo próprio aluno, teremos profissionais competentes e criativos. A aula e a pesquisa de campo cumpre de forma extraordinária o papel na construção do conhecimento do aluno.

Aula de campo geralmente é uma atividade que exige muito trabalho do professor. Envolve custos extras, de forma que, o professor tem de ter a flexibilidade de abordar outros assuntos quando ministrar a aula de campo, apesar do objetivo específico. Desta forma, isto não impede ao professor abordar outros conteúdos relacionados a sua disciplina e cujo conteúdo teórico tenha também sido ministrado anteriormente ou assunto ainda não abordado. Neste segundo caso, quando da aula teórica posterior, o exemplo prático deve ser relembrado ao aluno.

A aula de campo deve está prevista no plano de trabalho do professor no início do semestre, se possível com a data e o custo, isto permite a todos se programarem para o evento (professor, alunos e a mineração, se a aula for em uma mineração, por exemplo).

Na II Unidade do componente curricular Estudos Geológicos e Geomorfológicos, o objetivo é o reconhecimento e descrição de rochas, tipos de intemperismo observado, descrição do relevo da região e do afloramento.

É importante para o professor conhecer o local no qual a aula de campo será ministrada, mesmo que o professor tenha um bom domínio do assunto. Caso o professor ainda não conheça o local no qual a aula de campo será ministrada, por ficar localizada em outra cidade distante ou um outro impedimento qualquer, o reconhecimento da área pelo professor será feito utilizando a bibliografia existente. Além disto, é importante o professor fazer uma preleção da aula de campo, que no nosso caso terá a utilização de mapas. Todos os recursos disponíveis devem ser utilizados durante a aula de campo com o intuito de um melhor aproveitamento da aula, como por exemplo: mapa; bússola; GPS; fotografias aéreas; imagens de satélites; etc.

A AULA E A PESQUISA DE CAMPO

A teoria é, ao mesmo tempo, um referencial e um respaldo ao desenvolvimento de nossas investigações (GUERRA & CUNHA op. cit., 1996). A Geologia e a Geomorfologia, que são ciências que estuda a Terra, exige ida ao campo para uma maior compreensão das mesmas.

A proposta é que, após a exposição teórica na sala de aula de cada bloco de conteúdo, seja organizada uma aula no campo. Propomos a realização de no mínimo duas aulas de campo que abordará grande parte do conteúdo estudado no decorre do curso.

Propomos aula e pesquisa de campo para o componente curricular Estudos Geológicos e Geomorfológicos. As atividades devem envolver conteúdos de: unidades de relevo (planalto, planície e depressão); relevos residuais; processos intempéricos; reconhecimento e descrição geológica das rochas; geologia histórica; geologia da Paraíba (Província Borborema, Província Costeira); ação geológica das águas e ação geológica dos ventos.

A nossa proposta é que a aula de campo também sirva como modelo para uma pesquisa de campo desenvolvida pelos alunos. Uma dificuldade encontrada é que o componente curricular é oferecido aos alunos matriculados no primeiro ano do curso de Licenciatura em Geografia, “o calouro”, conseqüentemente, esta é primeira atividade de pesquisa desenvolvida pelo aluno na universidade, desta forma, a pesquisa terá que ser direcionada e orientada pelo professor (ANEXO III).

Propomos dividir os alunos em grupos de dois, conforme origem dos próprios (cidade natal), grupo ideal, no qual a construção do conhecimento é debatida entre os componentes. Recomendamos que as atividades desenvolvidas na pesquisa de campo do aluno sejam atividades idênticas às desenvolvidas pelo professor na aula de campo (ANEXO III), porém, as atividades dos alunos serão desenvolvidas em sua cidade de origem, desta forma, na sua pesquisa de campo também deverá constar: descrição do relevo, reconhecimento e classificação dos tipos de rochas; descrição das rochas constituintes (cor, textura, mineralogia, granulometria, estrutura); avaliação do grau de alterações intempéricas; descrição do afloramento observado; o histórico; a localização da cidade e do afloramento.

 

PESQUISA BIBLIOGRÁFICA: conteúdo curricular Estudos Geológicos e Geomorfológicos no Estado da Paraíba

·        Aspectos geológicos e geomorfológicos da Paraíba

A Paraíba está inserida em sua maior porte na Província Geotectônica Borborema e em uma menor parte na Província Costeira (LIMA et al, 1982), sendo fundamental a ida a cada uma das províncias com o intuito de fazermos observações e atividades práticas.

A Província Geotectônica da Borborema é constituída basicamente de terrenos cristalinos (ígneos e metamórficos), com idades majoritariamente do Arqueano e principalmente Proterozóico (WANDERLEY et al., 2002). A Província Costeira são terrenos sedimentares, teve início de sua formação no Cetáceo e têm no seu topo sedimentos do Quaternário (DANTAS & CAÚLA, 1982).

Antes da ida ao campo é fundamental uma pesquisa bibliográfica sobre a região a ser estudada, dentre outras bibliografias, recomendamos: estudo do Mapa Geológico da Paraíba (LIMA et al. op. cit., 1982). É importante uma consulta ao Atlas Geográfico da Paraíba (EGLER et al., 1985). Recentemente o CPRM - Serviço Geológico do Brasil publicou um novo mapa geológico da Paraíba (WANDERLEY et al. op. cit., 2002), porém, o mapa é pouco pedagógico, com legendas e cores confusas. Também existe no mapa denominação que induz ao erro geográfico, por exemplo, o Sistema de dobramento Pageú - Paraíba do mapa geológico anterior (LIMA et al. op. cit., 1982) tem na sua denominação analogia a duas bacias hidrográficas existentes em Pernambuco e na Paraíba, porém, foi subdividida em três no novo mapa geológico da Paraíba (WANDERLEY et al., 2002): Alto Pageú; Alto Moxotó e Alto Capibaribe. Sabemos que as bacias hidrográficas do Pageú, Moxotó e Capibaribe estão 100% contidas em território Pernambucano, desta forma, foi um grande erro dos autores. Desta forma, sendo a formação geológica da Paraíba e Pernambuco a mesma, a denominação deveria ser uma outra que não induzisse ao erro. Como diria a música interpretada por Luis Gonzaga “ ...Riacho do Navio, corre para o Pajeú. O rio Pajeú vai deságua no São Francisco. O rio São Francisco vai deságua no meio do mar... ”. O rio Pajeú corre para o São Francisco e nunca para o estado da Paraíba.

1.      A Província Geotectônica Borborema e sua relação com áreas de planalto e depressão

A Província da Borborema ocupa uma extensão na ordem de 380.000km2, sofreu instabilidade até o Pré-Cambriano Superior, mas a partir desta época, assim como em grande parte do que constitui o território brasileiro de hoje, tem-se comportado como uma grande zona relativamente estável, só sofrendo processos de acúmulo de sedimentos, com alguns períodos de reativação. Na Paraíba houve ocorrência de vulcanismo ácido no Mesozóico na região de Itapororoca. Houve também a ocorrência de basalto, 30 milhões de anos passados, como observado ao sul do município de Queimadas e em Boa Vista. Maciços do Pré-Cambriano subdividem a região. Geralmente aparecem como altos do embasamento (DANTAS & CAÚLA op. cit., 1982).

Em termos geomorfológicos, esta grande área cristalina na Paraíba engloba o Planalto da Borborema e área de depressão (Depressão Sertaneja e Depressão Litorânea). Foram áreas bastante erodidas no Quaternário, erosões relacionadas principalmente as Oscilações Climáticas do Pleistoceno no Quaternário (JATOBÁ & LINS, 2001).

2.      A Província Costeira e a sua relação com as planícies e tabuleiros costeiros.

A formação da Bacia Sedimentar Costeira e da própria plataforma continental brasileira tem início no Cretáceo Inferior com a ruptura e afastamento dos continentes sul-americano e africano (POPP, 1998). O rompimento se deu durante milhões de anos e a última parte que rompeu ocorreu na região que vai do norte de Alagoas a Touros no Rio Grande do Norte. Em termos geomorfológicos esta bacia sedimentar coincide com a unidade de relevo das Planícies e Tabuleiros Costeiros. Conseqüentemente, sua gênese coincide com a formação da própria bacia sedimentar.

 

A IDA AO CAMPO

·        1ª Aula de Campo - O Pico do Jabre

O Pico do Jabre e os cortes da estrada no percurso Campina Grande - Pico do Jabre foram escolhidos para ministrar a 1ª aula-exemplo (reconhecimento, descrição e meteorização das rochas, relevo estrutural e relevo escultural, Geologia da Paraíba). Área de 500 hectares, na qual se encontra o Pico do Jabre, é a única reserva ambiental de mata serrana da Paraíba.

Como em toda atividade de campo, é importante a pesquisa bibliografia, o objetivo é termos a maior gama de informações possíveis antes da ida ao campo. A aula teve início às 6:00h, na Praça da Bandeira, no Município de Campina Grande. A primeira atividade é uma leitura da quilometragem do ônibus e determinação da altitude no ponto de partida. Uma preleção é feita para os alunos, tendo como base à pesquisa bibliográfica e o conhecimento adquirido em atividades anteriores pelo expositor, no qual é utilizado o auxilio do Mapa Geológico da Paraíba (LIMA et al. op. cit., 1982) e do Atlas Geográfico da Paraíba (EGLER et al., 1985), também é distribuído um texto sobre o conteúdo explanado, procedimento adotado em todas as aulas de campo.

Na primeira parte da aula, a atividade foi dividida nas seguintes etapas: a - caracterização da Província Geotectônica Borborema e do Planalto da Borborema; b - reconhecimento dos afloramentos cristalinos em corte na estrada Campina Grande - Pico do Jabre; c - descrição das alterações intempéricas e o seu papel na esculturação do relevo; d - o Planalto da Borborema e a Depressão Sertaneja.

Primeira e segunda parada são cortes na estrada entre os municípios de Campina Grande - Soledade e Soledade - Juazeirinho, na primeira parada foi observado um afloramento magmático plutônico e na segunda parada foi observado um afloramento metamórfico. São descritas as principais características de cada rocha e como reconhece-las, onde são utilizadas e distribuídas tabelas com as principais características de cada rocha. As mesmas tabelas também serão utilizados como guia na pesquisa de campo que serão desenvolvidas pelos alunos nas suas cidades de origem (ANEXO I).

Na segunda parte da aula, a terceira parada foi no próprio Pico do Jabre, na sua base, na qual foi feita leitura de quilometragem e altitude. Situado no município de Maturéia, no estado da Paraíba, o Pico do Jabre encontra-se sobre a Serra de Teixeira no Planalto da Borborema, é o ponto de cota mais elevada da Paraíba, sobressai-se em relação à depressão do sertão paraibano ao norte, também em ralação ao Cariri paraibano a leste e do Pageú em Pernambuco, ao sul. O sistema de serras, próximo ao Pico do Jabre é divisor de águas, os riachos do leste irão fazer parte da bacia hidrográfica do Taperoá - Paraíba, os riachos ao sul irão fazer parte do Pajeú - São Francisco e os riachos ao norte irão fazer parte da bacia hidrográfica do Coremas - Açu.

No cume do Pico do Jabre, a atividade foi dividida nas seguintes etapas: a - obtenção da altitude do pico; b - descrição das características geológicos do monólito que fica localizado na parte mais alta do pico; c - reconhecimento e descrição de um afloramento cristalino no Pico do Jabre, sendo utilizado uma tabela para auxiliar a descrição (ANEXO II); d - descrição das alterações intempéricas e o seu papel na esculturação do relevo; e - relevo estrutural e escultural.

Observando do Alto do Pico do Jabre e da Pedra do Tendó (quarta parada), retorno a Campina Grande, via Patos, se tem uma visão espetacular do lineamento leste-oeste das rochas localizadas na Depressão Sertaneja ao norte, também é possível observar o contato rochas metamórficas ao norte e rochas magmáticas plutônicas ao sul. Grande lineamento atravessa longitudinalmente todo o estado.

A visão do alto da Pedra do Tendó é um ponto interessante para se explanar a formação do relevo estrutural. Estruturas falhadas são características da região, destaca-se relevo residual muitas vezes alongado em cristas. Quando na Depressão Sertaneja, nas proximidades dos grandes lineamentos, feições espetaculares dos inselbergs foram visualizadas, percurso Pico do Jabre – Patos - Santa Luzia.

  • 2ª Aula de Campo: do Planalto da Borborema a Planície e Tabuleiros Costeiros.

A segunda aula de campo iniciou-se também às 6:00h, na Praça da Bandeira (Campina Grande-PB), em pleno Planalto da Borborema.

A atividade foi dividida nas seguintes etapas: a - caracterização da Província Costeira e as unidades de relevo de depressão e de planicie; b - reconhecimento de afloramentos na estrada Campina Grande - Mataraca; c - descrição das alterações intempéricas e o seu papel na esculturação do relevo; d - o Rio Paraíba; e - o Rio Guaju, o mangue, as dunas e as praias em Mataraca.

A primeira parada foi feita em um corte da estrada Campina Grande - Riachão do Bacamarte, no qual foram observados afloramentos cristalinos recentemente expostos quando da duplicação da estrada BR-230 ainda na Província Borborema. A segunda parada foi no Rio Paraíba. A terceira parada já é feita nos tabuleiros da Província Costeira, trecho entre os municípios de Santa Rita - Mamanguape (BR-101), no qual foram observados o rio Paraíba e afloramento do Grupo Barreiras. A quarta parada foi feita nas praias, mangues e dunas em Mataraca.

A PESQUISA DE CAMPO DESENVOLVIDA PELOS ALUNOS

Com base nos conteúdos ministrados na sala de aula e no campo, o aluno desenvolverá uma pesquisa de campo em um afloramento rochoso na sua cidade natal. As atividades desenvolvidas pelo professor na aula de campo também serão desenvolvidas na pesquisa de campo de cada aluno. Sendo uma primeira pesquisa desenvolvida na universidade, é uma atividade complexa para o grau de conhecimento do aluno, porém é uma pesquisa orientada pelo professor, seja na ida ao campo, seja na elaboração do texto (ANEXO III), neste contexto, o ensino, a pesquisa e a aprendizagem terão sentido na essência da palavra.

Na pesquisa deve constar: reconhecer e classificar o tipo de rocha; localizar e descrever o afloramento; descrição dos contatos, relevo, localizar histórica e geograficamente a cidade; avaliar alterações intempéricas, desenhos ou fotografias das estruturas e das relações do contato e relação das amostras. O registro fotográfico, através de uma seqüência lógica de legendas enriquecerá o relatório apresentado. Dica: cada fotografia tirada numere e legende em caderneta, desta forma, após a revelação da foto já se tem um esboço da legenda.

O RELATÓRIO DA PESQUISA DE CAMPO

A forma de apresentação da pesquisa deverá ser objetiva, clara e concisa, levando-se em consideração o tema central do estudo, o desenvolvimento deverá ser lógico e deverá conter as seqüências dos passos. Na Introdução, deverá ser incluídos os motivos da realização da aula, sua importância e a delimitação do espaço estudado. Incluído também o objeto de estudo e definições de termos importantes utilizados no estudo (ANEXO III).

Na segunda parte, o relator deverá narrar, por escrito, todos os passos da tarefa realizada, descrevendo, minuciosamente, o que viu e ouviu, ou observou, na ótica das geociências. Também deve conter os procedimentos utilizados. Por fim, deverão comunicar os resultados, apresentando fatos, dados, conclusões, sugestões para pesquisas posteriores.

A AVALIAÇÃO

Toda atividade desenvolvida na sala de aula e no campo leva ao aluno a construir o seu próprio conhecimento, neste contexto, tem caráter pedagógico. Desta forma é possível ter uma avaliação continua, na qual os critérios de avaliação serão previamente conhecidos pelo aluno (ANEXO IV). A avaliação não terá um caráter punitivo, será instrumento para se atingir objetivo proposto. Caso não o atinja, o aluno será orientado a refazer. Em uma atividade, como uma pesquisa de campo, o aluno está continuamente construindo e reconstruindo o seu conhecimento, desta forma, este tipo de avaliação é o mais adequado.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

 

A aula de Campo serviu como suporte para uma outra atividade, uma pesquisa de campo a ser desenvolvida pelos alunos, sendo a primeira atividade de pesquisa de campo desenvolvida pelo aluno dentro da universidade. Dentre as propostas iniciais deste projeto, utilizar a aula e pesquisa de campo como mais uma ferramenta no ensino-pesquisa-aprendizado, beneficiando a aplicação do conteúdo no que se refere aos Estudos Geológicos e Geomorfológicos, os objetivos foram plenamente alcançados.

Mais importante do que o professor saber ensinar é conhecimento construído durante a aprendizagem pelo aluno. Quando trabalhamos com formação de professores em um curso de Licenciatura, no qual os alunos serão os professores das novas gerações, a nossa responsabilidade é duplicada.

Concluindo, cito Paulo Freire: “O educador que, ensinando Geografia, castrar a curiosidade do educando, em nome da eficácia da memorização mecânica dos conteúdos, tolhe a capacidade de aventurar-se. Não forma, domestica”. Dentro desta visão, a proposta de ensino/pesquisa/aprendizagem apresentada neste artigo vai de encontro às novas propostas pedagógicas. Só nos resta agora dizer, faça uma boa viagem em sua ida ao campo, tenham uma boa aula e faça uma boa pesquisa. 

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

DANTAS, José Robison Alconforado e CAÚLA, José Antonio Lopes. Mapa Geológico da Paraíba: Texto Explicativo. Campina Grande. GRAFSET, 1982.

EGLER, Cláudio Antonio Gonçalves et al. Atlas Geográfico do Estado da Paraíba. João Pessoa. GRAFSET, 1985.

GUERRA, Antonio José Teixeira e CUNHA, Sandra Batista. Rio de Janeiro. Geomorfologia: exercícios, técnicas e aplicações.Bertrand Brasil, 1996.

LIMA et al. Mapa Geológico da Paraíba. Campina Grande. - Companhia de Desenvolvimento e Recursos Minerais da Paraíba - CDRM, 1982.

JATOBÁ, Lucivânio & LINS, Rachel Caldas. Tópicos Especiais de Geografia Física. Recife. Editora Universitária - UFPE, 2001.

POPP, José Henrique. Geologia Geral. Rio de Janeiro.Livros Técnico e Científicos, 1998.

WANDERLEY, Adailson Alves et al. Recife. Mapa Geológico da Paraíba. CPRM - Companhia de Pesquisa e Recursos Minerais do Brasil, 2002.

ANEXO I

DISTINÇÃO ENTRE AS ROCHAS (POPP op. cit., 1998)

Rocha Magmática:

Textura: fanerítica/afanítica, equigranular/inequegranular, hocristalina/hipocrista-

lina/vítrea;

Estruturas: vesicular, amidalóide, bloco, brechas, fluídais e fraturação primária;

Geralmente as mais duras;

Geralmente não tem porosidade;

Não apresentam estruturas segundo faixas ou camadas;

Quebra-se de forma irregular;

Alto teor de feldspato além de micas, quartzo, hornblenda, piroxênio, olivina, nefelina;

Geralmente as mais heterogêneas mineralogicamente que as sedimentares e metamórficas;

Raro rocha carbonática.

Rocha Metamórfica:

Estrutura: maciça, granula, xistosa, gnáissica ou cataclástica;

Geralmente mais dura que as sedimentares;

Geralmente não apresentam porosidade;

Pode apresentar dobramentos e estrutura segundo faixas ou camadas;

Pode quebrar de forma regular;

Composição mineralógica geralmente mais homogênea que as magmáticas;

Cavernas são mais comuns em rochas metamórficas carbonáticas;

Minerais mais comuns: feldspato, quartzo, mica, sericita, clorita, talco, ferromagnesiano;

Quando de metamorfismo regional apresenta nítida orientação. Em grande dimensão pode ser identificado em fotografia aérea.

Rochas sedimentares:

Podem apresentar fósseis;

Estrutura: camadas (estratificação), gretas de contração, marcas de ondas;

Textura granular é característico de recristalização de rochas formadas predominantemente por quartzo ou de calcita;

Geralmente mais moles;

Pode quebrar de forma regular;

Minerais mais comuns: quartzo, feldspato, calcita, etc;

Pode apresentar porosidade;

Pode apresentar permeabilidade;

Horizontais ou pouco inclinadas.

ANEXO II

 Quadro para identificação macroscópica da rocha magmática (POPP op. cit., 1998)

Textura

Afanítica

 

Textura

Fanerítica

Grosseira a média

Textura

Fanerítica

Média a fina

Textura

Porfirítica

 

Estrutura

Maciça

 

Estrutura

Vesicular e amidalóide

 

Estrutura

Brechada ou Fluidal

 

Cores

Intermediária

 

Cores

Claras

Acinzentada

Cores

Claras

Avermelhada

Cores

Escura

Pretas

Cores

Escuras

Avermelhadas/marrons

Cores

Outra cor

 

Composição mineralógica

Ferromagnesiano

Muito

Composição mineralógica

Ferromagnesiano

Pouco

Composição mineralógica

Ferromagnesiano

Sem

Composição mineralógica

Feldspato

Muito

Composição mineralógica

Feldspato

Pouco

Composição mineralógica

Feldspato

Sem

Composição mineralógica

Quartzo

Com

Composição mineralógica

Quartzo

Sem

Teor de SiO2

Ácida

 

Teor de SiO2

Intermediária

 

Teor de SiO2

Básica

 

Teor de SiO2

Ultrabásica

 

Gênese

Intrusão

 

Gênese

Efusiva

 

ANEXO III

INTRODUÇÃO

O primeiro parágrafo de todos os capítulos é um breve relato do capítulo, no caso desta pesquisa tem que esta contida as questões geológicas, geomorfológicas e a cidade.

1.1  - Aspectos históricos

Não é o objetivo primeiro do trabalho, porém há a necessidade de um breve relato histórico da cidade.                                                                     

1.2  - Aspectos geográficos

Localizar a cidade escolhida. Caso utilize mapas, fotografias, etc, devem fazer parte do texto, mesmo que seja anexo, ou seja, há a necessidade de se enumerar com um breve relato e no texto se utiliza à numeração.

Outros aspectos geográficos como o relevo, clima pode ser mencionado aqui ou na fundamentação teórica. O clima, apesar de não ser o nosso objeto primeiro de estudo é um fator importante do intemperismo que será um dos objetivos do seu trabalho.

1.3  - Objetivos

Os objetivos são praticamente os mesmos para todos os alunos e já são previamente determinados pelo professor e que são:

1 – Uma descrição geológica e geográfica da região escolhida (pesquisa bibliográfica);

2 – Reconhecer no campo uma rocha magmática (ígnea), metamórfica ou sedimentar (ANEXO I);

3 – Localização do afloramento, descrição geral da área e o histórico;

3 – Uma descrição da rocha escolhida (ver tabela exemplo – ANEXO II);

4 – Descrição dos processos de intemperismo observados na área;

5 – Gênese da rocha;

6 – Descrição do relevo.

FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA E METODOLOGIA

(No item Fundamentação Teórica é feito uma revisão bibliográfica da Geomorfologia e da Geologia da região de onde se encontra o afloramento a ser estudado, este estudo lhe dará uma idéia do que pode ser encontrado quando de sua ida ao campo).

2.1 – Relevo e Geologia Regional (Uma descrição geral baseada na revisão bibliográfica, vir do geral para o específico).

2.1.1 - Província Borborema

2.1.2 - Sistema de Dobramento de sua região

2.2 - Metodologia (os passos de como foi feita a pesquisa)

APRESENTAÇÃO DOS DADOS

(É sua contribuição a ciência, você vai apresentar os dados sobre um afloramento rochoso ainda não estudado. A primeira informação é referente à descrição e localização, em outras palavras, eu chegaria no afloramento pelas suas informações?).

3.1 - Reconhecimento da Rocha

(Qual rocha que você reconheceu, magmática, sedimentar ou metamórfica? Neste item também deve ser detalhada a gênese da rocha).

3.2 - Descrição da Rocha. (Pode ser utilizado tabela - ANEXO II).

3.3 - Reconhecimento e Descrição dos Processos Intempéricos.

3.4 - Descrição do Relevo.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Como se diria no popular, neste capítulo não pode viajar na maionese, as considerações finais são sobre a sua pesquisa. As sugestões podem ser sobre o que pode ser melhorado ou mesmo uma sugestão sobre futuras pesquisas.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ANEXO IV - AVALIAÇÃO QUANTITATIVA 

 

Considerando

 

Pontuação

Máxima

Pontuação do Aluno

 

Objetividade.

30

 

Quanto

Forma de apresentação

 

Clareza.

 

40

 

 

 

Desenvolvimento lógico.

40

 

 

Introdução

Deve incluir os motivos da realização da aula, importância e delimitação do espaço estudado.

 

 

180

 

 

Corpo do Relatório

Deve conter a metodologia, a fundamentação teórica e os dados obtidos.

 

 

540

 

 

Final

Considerações finais e sugestões e referências.

 

120

 

 

Registro fotográfico, através de uma seqüência lógica.

 

50

 

 

TOTAL

 

 

1000

 

 

INDICADORES:

Aspectos históricos e geográficos (relevo e clima entre outros) da cidade e do afloramento;

Localização da cidade e do afloramento;

Descrição do afloramento e da região em que está contido (tamanho, forma, relevo, etc); Reconhecimento e descrição da rocha escolhida;

Reconhecimento e descrição dos processos intempéricos;

Gênese do afloramento;

Referencias Bibliográficas.