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X SIMPÓSIO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA FÍSICA APLICADA


 

CARTOGRAFIA DIGITAL APLICADA À INTEGRAÇÃO DOS ELEMENTOS GEOMORFOLÓGICOS DA ILHA DE MARAJÓ

 

Ruth Léa Bemerguy(ruthlea@ufpa.br)

Francileide de Fátima Chaves Rocha

João Batista Sena Costa(jbsena@iesam.com.br)*

Maurício da Silva Borges(maurício@ufpa.br)**

Osmar Guedes da Silva Júnior(guedesjr@ufpa.br)**

 

 

 

*IESAM - PA

**Departamento de Geologia/Centro de Geociências/UFPA,

Campus Universitário do Guamá - PA

 

Palavras-chave: modelo digital de terreno; ecossistemas; Ilha de Marajó

Eixo 1: Aplicação da geografia física à pesquisa

Sub-eixo 1.3: Educação Ambiental

 

 

INTRODUÇÃO

 

Este trabalho foi realizado na Ilha de Marajó englobando as folhas SA. 22-X-A (Chaves), SA.22-X-B (Soure), SA.22-X-C (Breves) e SA.22-X-D (Belém) limitadas pelas coordenadas geográficas : 510 00’e 480 00’ W Gr. e 00 00’e 20 00’ S. A Ilha de Marajó situa-se na foz do Rio Amazonas em um ambiente fluvial-estuarino complexo, onde as porções oriental e ocidental apresentam diversidades sedimentológicas, morfológicas e climáticas distintas, e neste sentido oferecem um amplo cenário para a caracterização física de ecossistemas envolvendo seu potencial ecológico e exploração biológica.

A Ilha de Marajó tem sido objeto de estudo de vários pesquisadores, reunindo um acervo bibliográfico que contempla a descrição da paisagem com enfoque naturalista como no século passado, ou voltado para a indústria do petróleo como se verifica na prospecção geofísica realizada a partir de 1948 pelo Conselho Nacional de Petróleo, seguida na década de 1970 pela PETROBRÁS e direcionada para o entendimento tectônico-estratigráfico das bacias sedimentares da foz do Rio Amazonas e de Marajó; tais pesquisas foram retomadas na década de 80 pela Texaco Exploration Brazil Company (TEBCO). A partir da década de 70 o IDESP, o Projeto Radam e a UFPA através do Curso de Pós-graduação em Geociências contribuíram para a evolução do conhecimento sobre os recursos hídricos da Ilha de Marajó e seus aspectos geológicos-ambientais, a esses se adiciona ao longo dos últimos anos, outros trabalhos com vários enfoques realizados pelo Museu Paraense Emílio Goeldi, IBGE, e pelo Centro de Geociências da UFPA, entre outros.

Os ecossistemas da Ilha de Marajó foram caracterizados com base no conceito de geossistemas, porque é nessa escala que se situa a maior parte dos fenômenos de interferência entre os elementos da paisagem (Bertrand, 1972): envolve a interação entre potencial ecológico (geomorfologia, clima e vegetação) e exploração biológica (vegetação, solo e fauna), ambos inter-relacionados com a ação antrópica, para expressar a organização do meio natural. Em consonância utilizou-se o termo ecossistema (Tansley apud. Odum, 1983): sistema ecológico ou ecossistema é qualquer unidade (biosistema) que abranja todos os organismos que funcionam em conjunto (comunidade biótica), numa dada área interagindo com o ambiente físico, de tal forma que um fluxo de energia produza estruturas bióticas claramente definidas e uma ciclagem de materiais entre as partes vivas e não-vivas

Dessa forma, os elementos geomorfológicos foram integrados a partir de sistemas gráficos utilizando-se os seguintes procedimentos em cartografia digital: 1) Criação de um banco de dados do acervo bibliográfico existente; 2) Integralização de dados de mapas temáticos (Projeto Radam, 1974; Bemerguy, 1981; Sbaraini, 2001), a partir da criação de um mapa digital base sobrepondo os dados necessários para compartimentação da paisagem; 3) Elaboração de bloco-diagramas para construção do modelo digital de terreno (MDT) semi-real com sobreposição de imagens. 4) Transformação da base de dados dos mapas em forma digital e modelagem de terreno utilizando-se os softwares Auto cad 2 000, Spring 6.0 e Surfer. Os produtos obtidos constituem um base de dados georeferenciados aplicada a estudos inter e multidisciplinares.

O conceito moderno de cartografia pode ser entendido como a organização, apresentação, comunicação e utilização da geoinformação nas formas visual, digital ou táctil, incluindo todos os processos de aquisição, preparação e apresentação de dados no emprego e estudo de qualquer tipo de mapa (ICA/Budapeste Hungria apud Lazarotto 1998). Neste contexto os modelos digitais de terreno favorecem a visualização simultânea de dados topográficos e geológicos, por isso têm sido amplamente empregados na pesquisa geomorfológica e no mapeamento ambiental da Região Amazônica, a exemplo: Ilha de Mosqueiro, nordeste do Estado do Pará (Borges et al. 1997); Vale do Rio Amazonas (Bemerguy, 1997); Região das Ilhas na foz do Rio Amazonas, (Palmeiras, 2001); e na Ilha de Marajó (Rocha, 2002), entre outros.

 

OS ELEMENTOS GEOMORFOLÓGICOS DA ILHA DE MARAJÓ: MAPAS TEMÁTICOS E MODELOS DIGITAIS DE TERRENO

 

Características climáticas

 

O clima da Ilha de Marajó enquadra-se no grupo A da classificação de Köppen, definido como clima tropical chuvoso, apresentando temperatura média de 270 C, e diferenciado em dois tipos básicos (Japiassú e Goés Filho, 1974; Tancredi et al. 1975): Tipo Af- clima tropical quente, com excessivas chuvas sazonais típico de monções, predominando na parte ocidental com pluviosidade anual média, na ordem de 2 900 mm e pluviosidade mensal sempre superior a 60 mm; Tipo Am clima tropical quente chuvoso, predominante na parte oriental que possue pluviosidade média anual de 2 100 mm e a mensal, inferior a 60 mm, durante mais de dois meses do ano (Figura 1A).

 

Descrição da cobertura vegetal

 

A cobertura vegetal tem como base fatores climáticos, pedológicos, antrópicos, e a altura dos estratos arbóreos (Dias, 1973). O fator climático contempla a divisão dos tipos de vegetação em Floresta tropical úmida, Florestas caducifólias alternadas com campos naturais, e Campos naturais. Já na classificação de Japiassú e Góes Filho (1974) apenas duas coberturas são individualizadas (Figura 1B): Floresta tropical densa distribuída na porção ocidental da ilha, que devido à influência das águas apresenta atrás dos manguezais, a Floresta de igapó; e o Cerrado, que abriga a vegetação de Parques com ou sem florestas de galeria que é regionalmente conhecida como a região de campos naturais na porção oriental da ilha. A região de campos (Miranda Neto, 1976) abrange os Campos altos, os Campos pouco alagados considerados como áreas de melhores pastos e os Campos baixos, onde também as pastagens são boas, além dos Mondongos que constituem os campos baixos, atoleiros em grande parte submersos com raríssimos tesos (áreas topograficamente elevadas em relação à área adjacente.).

 A ação antrópica e as sucessivas queimadas  favoreceram a regeneração da vegetação natural por meio de capoeiras e culturas tanto nas áreas revestidas por florestas, como naquelas de campos. Destaca-se que a ocupação humana, em particular na região de campos remonta há cerca de 400 A. D. quando os povos da Fase Marajoara alcançaram a Ilha de Marajó (Goeldi apud Schann, 1997). Os vestígios arqueológicos da ocupação humana na Ilha de Marajó, aparecem na região do Lago Arari. Os sítios da fase Marajoara localizam-se principalmente a leste e a sudeste desse lago.

 

Os principais grupos de solos

 

Os solos que ocorrem com maior expressão na Ilha são classificados como Hidromórficos Indiscriminados e solos Hidromórficos Gleyzados (Correa et al. 1974): os primeiros, apresentam perfis com horizonte superficial orgânico e orgânico-mineral, com grande variação em espessura, nos quais a matéria está total ou parcialmente decomposta ou em ambas as formas, este agrupamento é constituído de solos pouco evoluídos, medianamente profundos, muito pouco porosos, muito ácidos com baixa capacidade de troca de cátions e saturação de bases; e, os últimos são constituídos por solos desenvolvidos sobre sedimentos relativamente recentes, em geral, fortemente ácidos, podendo apresentar-se neutros e alcalinos de textura argilosa e às vezes com considerável conteúdo de silte (Figura 2A). No litoral da Ilha ocorrem os solos Halomórficos, com pouca expressão representados por solos indiscriminados de mangues. 

 

CompartimentaçÕES geomorfológicaS: morfoclimática, MORFOESTRUTURAL E MORFOTECTÔNICA

 

Relevo

A geomorfologia da Ilha de Marajó apresenta três feições características: as planícies fluviais colmatadas, na porção leste da ilha, as planícies fluviais em processo de colmatagem, a oeste, e na região central as superfícies pediplanadas. Estas feições fazem parte das unidades morfoestruturais denomonadas de Planalto Rebaixado da Amazônia e de Planície Amazônica (Barbosa et al. 1974). O mapa de unidades de relevo do IBGE (1993) apresenta os mesmos limites de compartimentação regional mas utiliza o termo Depressão do Amazonas ao invés da denominação Planalto Rebaixado; o termo Planície Amazônica envolve as planície fluviais, fluviomarinhas e fluviolacustres. Bemerguy (2001) explica a conveniência de adotar os últimos termos com base na abordagem morfométrica e morfológica ao longo da calha do Rio Amazonas.(Figura 2B)

O Planalto rebaixado da Amazônia abrange toda a porção centro sul da Ilha de Marajó, limitado a oeste com as planícies fluviais em processo de colmatagem e a leste com as planícies fluviais colmatadas. É coberto por floresta tropical densa e entrecortada por uma extensa rede de drenagem constituída de furos e igarapés. Esta unidade está incluída no domínio morfoclimático dos planaltos amazônicos rebaixados das áreas colinosas e planícies.

A Planície Amazônica apresenta um conjunto particular de paleocanais, furos, igarapés, paranás e também muitos lagos. A maior parte da planície é coberta por gramíneas, enquanto que nos vales há presença de vegetação arbustiva, sendo incluída no domínio morfoclimático das planícies inundáveis recobertas por campos. Essa planície, a oeste apresenta os baixos terraços e áreas em colmatagem, com lagos de barragens, sujeitas a inundações periódicas, sendo incluída no domínio morfoclimático dos planaltos amazônicos das áreas colinosas e planícies revestidas por floresta densa. Os níveis topográficos são denominados regionalmente de várzea (campos alagados periodicamente e que se enquadram no leito maior do rio), e igapós (nível de transição entre a várzea e o teso, terra firme onde a mata já se apresenta com espécies vegetais em desenvolvimento).

A Ilha de Marajó faz parte do Compartimento Morfotectônico Marajoara e sua evolução está vinculada a movimentação transtensiva do Terciário Superior que se prolongou até o Quaternário, e controla a estruturação e organização da paisagem, a saber: a) segmentação da Ilha de Marajó em blocos basculados por falhas normais de direção NW-SE responsáveis pelo soerguimento da região nordeste da ilha e o conseqüente desenvolvimento dos paleocanais e das falésias ao longo do litoral; b) abatimento da porção sudoeste da ilha gerando sistema de drenagem reticular, em parte controlado pelas falhas normais NW-SE; c) individualização da Baía de Marajó pela captura do baixo curso do Rio Tocantins pelas falhas dextrais de direção NE-SW que controlam também parte da morfologia (falésias) na parte nordeste das ilhas de Outeiro, Mosqueiro e Colares; e, d) os canais da região do estreito de Breves e do extremo norte da Ilha de Marajó (Canal Perigoso e do Sul) têm suas origens relacionadas à propagação das falhas transcorrentes dextrais de direção E-W que induzem a movimentação transtensiva (Costa et al., 1996; 2001;2002;  Bemerguy, 1997; 2002).

 

Drenagem

A rede de drenagem na Ilha de Marajó apresenta escoamento geral do centro para a borda da ilha, com traçado radial denso na porção ocidental: a angularidade dos rios de primeira ordem é baixa e a sinuosidade curva, mas os de primeira e segunda ordens que confluem diretamente nos de ordem mais alta, têm angularidade média e sinuosidade mista.

Na região ocidental da Ilha de Marajó, conhecida como Furos de Breves ou Estreitos, o padrão é reticular; o Rio Jacaré na direção S-N é o canal principal da rede. A partir da sua margem direita os rios Cajari, Anajás, Aramá, das Moções e Cururu, juntamente com vários furos que se dispersam e se unem novamente, formam as ilhas dos Macacos, Japichaua, Anajás e Charapucu, entre outras; essas atuam como vertentes dispersoras de canais que se distribuem aleatoriamente. Tal padrão se prolonga até o estuário do Rio Pará onde a configuração das ilhas é alongada à semelhança de levées naturais encobertos sazonalmente.

Aquele estuário é composto por uma seqüência de baías: a de Melgaço forma um único canal com larguras entre 3,5 km e 7,5 km, a qual se ramifica em canais múltiplos até desaguar na Baía das Bocas, onde o canal volta a ser único com largura constante de 7,5 km; a partir dessa baía o canal é denominado de Rio Pará. O sistema fluvial do Rio Pará tem padrão anastomosado: os tributários pela margem esquerda, rios Guajará e Canaticu, e o Furo Pacuúba têm orientação preferencial S-N; já os da margem direita, rios Jacundá e Oeiras são NNW-SSE.

Os padrões palimpéstico e anastomosado têm sua maior expressão na porção oriental da ilha. Um exemplo é o do Rio Paracauari, que juntamente com seus tributários, corta a drenagem antiga; outros exemplos são dados pelos rios das Moções e Anajás que drenam a porção central da ilha cortando vários desses corpos arenosos.

O padrão anastomosado é comum na porção nordeste da Ilha de Marajó entre o Lago Arari e a margem da ilha, onde a área é sujeita as inundações sazonais.

A organização espacial da rede de drenagem pode ser observada nos mapas temáticos e blocos-diagramas apresentados nas figuras de 1 a 5.

 

OS ECOSSISTEMAS DA ILHA DE MARAJÓ

 

Ecossistema terrestre

O ecossistema terrestre de campos ou pastagens naturais como é denominado na ilha, envolve geossistemas distintos: paleocanais, sistemas de lagos, planícies aluviais, cordões arenosos, e relevos de colinas desenvolvidos em cotas que alcançam 42 m e podem decrescer a 2 m em direção ao interior da ilha, ou até 4 m nas suas bordas (Figura 3).

A ilha é na sua maior parte circundada por planícies litorâneas flúvio-marinhas, à exceção da porção meridional onde é limitada pelo sistema morfo-hidrográfico do Rio Pará; tais planícies são constituídas por sedimentos pleistocênico-holocênicos. Na porção oriental destacam-se na planície dezenas de gerações de PALEOCANAIS de dimensões métricas a quilométricas com largura média do canal de 2,5 km, amplitude da ordem de 7,39 km e comprimento de onda em torno de 27,5 km, dispostos geralmente nas direções WNW-ESE e NNE-SSW. Na região de Soure, ao longo do rio Paracauari, os paleocanais são descritos como corpos arenosos descontínuos e irregulares, de topos convexos, que se destacam na planície argilosa com alturas de 1 a 2 m, via de regra controlados por árvores de médio porte. As areias que os constituem são de granulometria fina a média, texturalmente maturas e bem selecionadas, depositadas em ambiente fluvial-estuarino; a contribuição fluvial é atribuída aos sistemas fluviais dos rios Tocantins e Amazonas.

Outras formas deposicionais notáveis são os CORDÕES ARENOSOS ao longo da margem oriental do Lago Arari, na parte leste da Ilha de Marajó, que se distribuem por uma faixa de 11 km de largura e extensão de 24 km, erodidas transversalmente pela drenagem que escoa em direção ao lago. No Cabo Maguari, entre a Ponta do Amoroso e a Ponta Fina, região do extremo nordeste daquela ilha, a geometria das barras arenosas é individualizada em pelo menos quatro conjuntos com as frentes de acréscimo na direção NW-SE. Além desses, vários cordões existem entremeados com os paleocanais na margem setentrional da ilha.

O relevo colinoso atinge cota máxima de 42 m na Ilha de Marajó modelado em sedimentos pleistocênicos, os quais sustentam o nível de terraço mais antigo na foz do Rio Amazonas, morfologicamente definido por uma extensa superfície de aplainamento que grada com baixas declividades em direção as planícies da margem oriental; ao contrário da porção noroeste que tem o limite com aquelas planícies bem definido por rupturas de declive. De maneira geral, esta superfície constitui o interflúvio principal da rede de drenagem, embora domine na porção ocidental e meridional da ilha o traçado típico do estuário com várias porções do terreno situadas entre as cotas de 10 e 20 m, e isoladas por uma intrincada rede de canais de maré constituindo áreas que variam entre 12 km2 e 1.200 km2 , como a Ilha do Charapucu. Esta expressão morfo-hidrográfica se repete na região dos “Furos de Breves”, ou dos “Estreitos”.

 

Ecossistema aquático

Os ecossistemas aquáticos compreendem: os de mangues que contornam grande parte da ilha principalmente os furos que sofrem as maiores interferências da maré dinâmica, destacando-se a sua função de berçário biológico; os de oceanos que controlam sobremaneira os demais ecossistemas, interferindo na porção leste da ilha modelando falésias e promovendo zonas de acréscimo sedimentar a exemplo da porção nordeste; os de praias, associam-se às demais formas de acumulação ou estão intercaladas com as falésias com ótimas exibições na região de Soure- Salvaterra na parte nordeste da ilha de Marajó, via de regra sustentadas pelo Grupo Barreiras e sedimentos pleistocênicos. O desmonte das falésias, onde se desenvolve o perfil laterítico com feições colunares, é responsavel pela formação de terraços de abrasão muito bem representados na cidade de Joanes. Esse conjunto representa alternativas para o desenvolvimento sustentável, a exemplo do ecoturismo; os de LAGOS são constantes ao longo das planícies fluviais, onde os padrões de drenagens são anastomóticos, na porção central da ilha o Lago Arari representa um geossistema, que mantém o equilíbrio ecológico, e é vital para a manutenção da população local; por fim, os de RIOS desenham um emaranhado de furos e igarapés típicos de estuários. Nesse caso, intensamente controlados por sistemas de falhas, como o padrão reticular exibido na porção ocidental da ilha. Em sua maioria são canais de maré e se interligam aos ecossistemas de mangues à exceção do estuário do Rio Pará com seu complexo singular de baías e da foz do Rio Amazonas com seu aporte sedimentar e volume de água, cuja interferência com o Oceano Atlântico gera o fenômeno da pororoca constitui risco natural e propícia erosão acelerada em determinadas épocas do ano (Figura 3).

 

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Lista de Ilustrações

 

(Clique nas figuras para ampliá-las)

 

Figura 1– Modelo Digital de Terreno: Tipos climáticos (A) e da cobertura vegetal (B) da Ilha de Marajó.

 

Figura 2 - Modelo Digital de Terreno: Tipos de solo (A) e compartimentação geomorfológica (B) da Ilha de Marajó.

 

Figua 3 - Modelo Digital de Terreno dos ecososistenas terrestres e aquáticos da Ilha de Marajó.