Voltar à Página da AGB-Nacional
                                                                                            

   

imprimir o artigo

E2-2.2T160

 

X SIMPÓSIO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA FÍSICA APLICADA

 

 

 

 

A INTRODUÇÃO DAS NOVAS TECNOLOGIAS APLICADAS NO ENSINO DA GEOGRAFIA FÍSICA, NUM PROJETO DE EXTENSÃO: ATLAS ESCOLAR MUNICIPAL INTERATIVO


 

 

Dra. Janine Gisèle LESANN
Fundação Comunitária de Ensino Superior de Itabira – FUNCESI
Faculdade de Ciências Humanas
jlesann@hotmail.com

 

Ms. Valéria do Carmo AMORIM

Universidade Federal de Minas Gerais

Instituto de Geociências

Departamento de Geografia

vamorimbh@ufmg.br

 

 

 

Palavras-chave: Cartografia para escolares, Atlas escolar municipal interativo, sensoriamento remoto e ensino de geografia.

Eixo 2: Aplicação da Geografia Física à Extensão

Sub-eixo 2.2: Aplicação de Novas Tecnologias


 

 

 

O projeto Atlas Escolar Municipal Interativo foi desenvolvido, em grande parte, no contexto do Programa Pólo do Jequitinhonha (projeto de Extensão, Ensino e Pesquisa) da Universidade Federal de Minas Gerais, de 1990 a 2003. Esse projeto integra extensão, ensino e pesquisa uma vez que: (1) atende uma população carente de recursos didáticos da região mais pobre do estado de Minas Gerais, o Vale do Jequitinhonha; (2) objetiva a produção de um material didático alternativo aos livros didáticos, para o estudo do espaço local no quadro do ensino de geografia, nas 3a e 4a séries do Ensino Fundamental; (3) envolve pesquisadores doutores, doutorandos, mestres, mestrando e de iniciação científica da UFMG e professores do Ensino Fundamental da região, numa mesma equipe, em torno de um mesmo projeto. A vertente extensionista se caracteriza como a principal quando se verifique que o Atlas Escolar Municipal Interativo sai da escola e beneficia as famílias, os eleitos locais, os tomadores de decisão e outros membros da comunidade local.

Os Atlas abordam temas variados relativos à geografia de cada município, considerado em seu entorno regional, tais como, localização regional, identificação da sede e das localidades, dos municípios vizinhos, hidrografia, relevo, vegetação, população e suas características e atividades econômicas, entre outros, numa total médio de quarenta pranchas temáticas.

Um de seus objetivos é levar a criança ao entendimento dos conceitos básicos da geografia física, por meio de atividades interativas. Os conceitos da geografia física, raramente, são dominados pelos professores de 1a à 4a série do Ensino Fundamental e, normalmente, não são explicados nos manuais escolares, o que constituiu um dos maiores desafios didáticos na elaboração dos Atlas. Eles propiciam à criança oportunidades para: (1) observar fenômenos geográficos reais, por meio de contato direto (trabalho em campo, entrevista, visita), de fotografias ou de imagens; (2) registrar suas observações sob forma de tabela ou texto; (3) representar os elementos observados por meio de diagrama, croqui, mapa; (4) analisar os documentos elaborados; (5) interpretar e formar suas opiniões a partir de discussões com os colegas e outras pessoas da comunidade. Esses cinco passos fazem parte do método de aquisição de conhecimento científico, definido para a coleção Atlas Escolar Municipal Interativo.

Ao longo do projeto foram introduzidos e testados, em salas de aula, diversos meios visando possibilitar a construção, passo a passo, dos conceitos fundamentais da geografia física, pelas crianças desse nível de ensino.

Para as noções relativas ao relevo, por exemplo, trabalha-se com a observação da paisagem municipal por meio de fotografias. Os elementos observados são representados num croqui já esquematizado a ser completado pela criança com símbolos escolhidos e registrados em legenda anexa. Um texto explicativo orienta a identificação das formas do relevo presentes no documento.

 

Figura 1. Relevo: fotografia de paisagem + croqui + legenda. (Atlas de Padre Paraíso, p. 13)
(clique na figura para ampliá-la)

 

 

Figura 2. Relevo: mapa hipsométrico com um perfil topográfico. (Atlas de Lagoa da Prata, p. 17)

(clique na figura para ampliá-la)

 

 

Figura 3. Formas de relevo e usos da terra observados a partir de uma fotografia aérea. (Atlas de Brumadinho, p. 4)

(clique na figura para ampliá-la)

 

 

Cada inovação (croqui, perfil topográfico, mapa hipsométrico, ou fotografia aérea) foi objeto de pesquisa por parte de estudantes de iniciação científica. Todavia, testes mais rigorosos, relativos à performance de cada uma dessas inovações, precisam ser feitos assim como observações em sala de aula para verificar a aceitação, por parte dos alunos e dos professores de cada uma das abordagens. Isto é tema de uma dissertação de mestrado em fase de realização, na UFMG.

 

No contexto de uma parceria entre a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e a Université du Québec à Montreal (UQÀM), estudos realizados em conjunto com a equipe canadense para a elaboração das versões em CD-Rom e para Internet do Atlas Scolaire du Québec (Canadá), avaliaram o potencial didático de recursos oriundos dos programas de computador que possibilitam a reconstituição da superfície terrestre sob forma de modelo digital do terreno (MDT), com superposição de fotografias aéreas em preto e branco ou coloridas e, ainda, com a possibilidade de operar animações (fly-by) apresentadas por meio de um computador e de um programa mostrando a paisagem escolhida como base para o estudo, como se o usuário estivesse sobrevoando a região.

 

Uma pesquisa de mestrado (VACHON, 2001) foi desenvolvida, no Québec, no intuito de verificar a performance recíproca entre cartas topográficas, fotografias aéreas, em preto e branco e coloridas, uma maquete e um sobre-vôo (fly-by). Os alunos pesquisados estavam cursando a 3a série do Ensino Fundamental. A maquete e a carta colorida foram os meios mais adequados para a aquisição de noções tais como vale, monte, rio, planície, ilha e afluente. O sobre-vôo foi rejeitado por ter sido apresentado em preto e branco. Esses recursos estão, ainda, em fase de teste, sendo objetos de pesquisas para dissertações e teses, tanto no Brasil quanto no Québec.

 

Além da sua contribuição para o ensino-aprendizagem da Geografia Física através das imagens, está-se dando ao aluno do ensino básico a possibilidade de ter acesso não apenas a produtos derivados de modernas tecnologias como, também, de fazer uso de uma linguagem diferente da que está habituado no seu dia-a-dia.

 

Entretanto, o trabalho com essas ferramentas exige uma alfabetização específica para que sua leitura e compreensão possam ser feitas de maneira eficaz. Este processo envolve desde a compreensão de que a imagem observada corresponde a uma mudança de perspectiva (de frontal para vertical), até a compreensão de conceitos como escala, representação, passando pelo reconhecimento de objetos por meio das diferentes formas, cores, texturas, tonalidades, dentre outros. É importante ressaltar que existe uma diferença significativa quanto à facilidade de leitura e interpretação de uma fotografia aérea quando comparada a uma imagem de satélite. A fotografia aérea apresenta uma facilidade de leitura superior em função da maior semelhança que ela possui com a nossa forma de enxergar o espaço e seus elementos. Isto se aplica à maior parte das imagens orbitais, hoje disponíveis, como é o caso das geradas pelo sistema LANDSAT. Atualmente, sistemas orbitais, como o IKONOS, geram produtos com uma resolução que possibilita um nível de detalhamento em torno de 1: 10.000 e, por isso, apresentando certa semelhança com as fotografias aéreas de grande escala. Mas este produto, por enquanto, ainda, é menos acessível.

 

A maioria das imagens orbitais representa uma visão diferente da que somos capazes de enxergar, pois muitas foram obtidas em comprimentos de ondas diferentes daquelas que o olho humano pode captar. As imagens, geralmente, são em falsa cor o que pode dificultar a sua leitura. Por estes motivos, a interpretação de uma imagem é um pouco mais complexa que a de uma fotografia aérea. Apesar desses níveis diferenciados de dificuldade, tanto as fotografias aéreas quanto às imagens orbitais constituem importantes instrumentos para auxiliar o trabalho do professor com seus alunos, tanto dentro quanto fora da sala de aula.

 

O objetivo principal de utilizar essas imagens nos Atlas é estimular o aluno a observar, registrar, representar, analisar e interpretar os diversos elementos que integram as paisagens através de cores, tonalidades, texturas e formas. As imagens, tanto de satélite quanto às aéreas, constituem documentos com informações atualizadas e auxiliam na formação de uma imagem mental do território municipal no qual vivem, por parte dos usuários dos Atlas. Para essa pesquisa, as imagens de satélite foram cedidas pelo Centro de Sensoriamento Remoto de Minas Gerais (CSR-MG) que possui convênio com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), para o seu uso didático.

 

Figura 4. Relevo, hidrografia e vegetação: a imagem do território municipal, visto de um satélite. (Atlas de Padre Paraíso, capa)

(clique na figura para ampliá-la)

 

 

As imagens orbitais foram utilizadas nas capas de todos os Atlas Escolares Municipais Interativos. Entretanto, somente em alguns, elas foram exploradas em pranchas. É o caso dos Atlas de Padre Paraíso e Itamarandiba. O objetivo é, assim como no caso das fotografias aéreas, preparar o aluno para entender o mapa por meio de um “pré-mapa”. Por ser um documento que requer um conhecimento especifico, a prancha referente à imagem de satélite recebeu um tratamento diferenciado. Inicialmente, é feita uma breve introdução sobre o Sensoriamento Remoto. Em seguida, para que o aluno entenda um pouco mais a imagem sobre a qual irá trabalhar, é solicitado que observe pequenos recortes da imagem e identifique os elementos ali retratados. Para isso, é fornecido ao aluno, num quadro, o significado das cores que aparecem nos recortes da imagem. Ele deve escolher uma representação para cada tipo de vegetação.

 

Figura 5. Uso de terra e vegetação: interpretação da imagem de satélite.
 (
Atlas de Padre Paraíso, p. 16)

Após essa fase inicial de contato com a imagem e decodificação de suas cores, formas e texturas, é solicitado ao aluno localizar, na imagem, a sua comunidade e caracterizar a região onde mora, levando em consideração os elementos que foram identificados na legenda.

 

Com o objetivo de possibilitar um conhecimento maior do município em que vive, é pedido ao aluno que troque informações com alunos de outras escolas localizadas nas diversas comunidades do território municipal e na sede.

 

O próximo passo, a interpretação da imagem, deve ser dado com o auxílio das pranchas iniciais do Atlas referentes ao espaço físico do município. Em seguida, sobre o papel vegetal que acompanha a imagem, o aluno traça os elementos identificados e os registre numa legenda construindo, assim, o seu mapa.

 

O estudo da vegetação é iniciado por observações de fotografias e descrições dos diversos tipos de vegetação, presentes no território municipal. Veja, por exemplo, parte da prancha “vegetação” do Atlas de Padre Paraíso:

 

Figura 6. Prancha vegetação: fotografias de vegetação + descrições/definições dos tipos de vegetação. (Atlas de Padre Paraíso, p. 14)

___________________________________________________________________

O município de Padre Paraíso apresenta vários tipos de vegetação:

·         ao norte e noroeste, próximo a região de Araçuaí e Ponto dos Volantes,  nas partes mais secas, pode se observar um pouco de caatinga, vegetação formada por cactos e espécies que perdem todas suas folhas na época da seca e apresentam muitos espinhos;

·         ao leste, ainda divisa com Ponto dos Volantes e ao sul, divisa com Caraí, encontramos a vegetação da mata nativa, com imbaúbas, braúnas, peroba do campo, ipês, arco, jacarandá, remanescente da mata atlântica, ou seja, da floresta nativa, natural na região. Na comunidade de Encachoeirado, ao lado da EM Dom José de Háas, existe um belíssimo exemplar de peroba rosa, árvore centenária, doada a escola por seu proprietário. Muitas comunidades receberam seus nomes em homenagem a belas árvores nativas existentes no local como: Gameleira, Coqueiros, Brejaúba, Cedro, Sapucaia, Jenipapo;

·         ao longo dos cursos d’água, a mata ciliar preserva as margens evitando o assoreamento, ou seja, a queda de terra no córrego, entupindo seu leito.

 * Observe as fotografias e identifique cada tipo de vegetação a partir das descrições.

(clique nas figuras para ampliá-las)

     

 

___________________________________________________________________

 

No Atlas de Lagoa da Prata, a evolução do uso da terra foi representada por meio de uma coleção de mapas destacando cada tipo de uso em datas diferentes.


Figura 7. Evolução do uso da terra: coleção de mapas + mapas sintéticos em épocas diferentes. (Atlas de Lagoa da Prata, p. 23)

(clique nas figuras para ampliá-la)

 


 

Os mapas sintéticos possibilitam uma visão do conjunto, uma vez que a distribuição espacial e a evolução temporal, de cada elemento, foram apreendidas e analisadas, na coleção de mapas.

No Atlas de Itamarandiba, os temas vegetação e relevo foram trabalhados na prancha de uso da terra por meio de uma imagem de satélite. Veja, a seguir, a legenda interpretativa da imagem:

 

Figura 8. Vegetação, relevo e uso da terra. (Atlas de Itamarandiba, p. 16)
(clique na figura para ampliá-la)

 

 

O conceito de clima é trabalhado a partir das observações sistemáticas do céu e das temperaturas, seguido pelo registro em tabelas.

 

Figura 9. Clima. (Atlas de Itamarandiba, p. 12)
___________________________________________________________________

Observar e registrar

 

O tempo que passa é medido em minutos, horas, dias, semanas, meses, anos... É o mesmo em qualquer lugar do mundo: são 24 horas de sessenta minutos para cada dia; os meses são de 28, 29, 30 ou 31 dias; o ano se completa ao final de 12 meses.

 

O tempo que faz é caracterizado pela temperatura (muito frio, frio, agradável, quente, muito quente) e pelo aspecto do céu a cada momento, chamado tipo de tempo (sol, sol com nuvens, nuvens, chuva).

 

O tempo que faz é diferente em cada lugar do mundo. Por isso, temos de observá-lo para conhecê-lo.

 

Clima de Itamarandiba

 

O clima de um lugar é a soma das características do tempo que faz ao longo do ano, observado durante, no mínimo 30 anos. Para começar a conhecer o clima de Itamarandiba, você vai observar ao longo do tempo que passa as mudanças do tempo que faz.

 

þ Veja como fazer:

Cada dia, à mesma hora, você vai observar a temperatura no pátio da escola. Vai registrar sua observação (escolhendo, entre Muito Frio, Frio, Agradável, Quente ou Muito Quente), no lugar do dia, no calendário dos meses de fevereiro, maio, agosto e novembro.

Em seguida, você vai observar o tipo de tempo, naquele momento. Vai registrar sua observação com o desenho do tipo de céu, colocado na casa do dia, no calendário do mês em observação.

 

Ao final de cada mês, você soma os dias por tipo de tempo, na tabela do mês. Você faz o mesmo com as temperaturas.

 

þVeja o exemplo para um mês de fevereiro (de mentirinha)

 

TIPO DE TEMPO

 

1 5 5 17


TEMPERATURA

 

 MF

 F

 A

 Q

 MQ 

0

0

6

10

13

 

FEVEREIRO (por exemplo)

 

1

MQ

2

MQ

3

MQ

4

MQ

5

MQ

6

Q

7

Q

8

Q

9

A

10

A

11

MQ

12

MQ

13

MQ

14

MQ

15

MQ

16

MQ

17

Q

18

Q

19

Q

20

Q

21

MQ

22

MQ

23

MQ

24

Q

25

Q

26

Q

27

A

28

A

29

A

 

 

 

 

 

 

 

Sol

Sol com nuvens

Nuvens

Chuva

2

13

5

9

 

MQ

Q

A

F

MF

14

10

5

0

0

___________________________________________________________________

 

Em seguida, no final de cada mês, o aluno deve construir os diagramas de barras com os dados observados por ele e seus colegas. Um diagrama de curva poderia ser construído com os dados de temperatura.

Figura 10. Clima. Construção dos diagramas

___________________________________________________________________

 

TEMPERATURA

 

MQ

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

 

 

 

 

 

 

Q

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A

X

X

X

X

X

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

F

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

MF

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

5

 

2

3

4

5

6

7

8

9

10

11

12

13

14

15

16

17

18

19

20

 

CHUVA

 

Sol

Sol com nuvens

Nuvens

Chuva

2

13

5

9

 

S

X

X

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

S N

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

 

 

 

 

 

 

 

N

X

X

X

X

X

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

C

X

X

X

X

X

X

X

X

X

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

1

 

2

3

4

5

6

7

8

9

10

11

12

13

14

15

16

17

18

19

20

___________________________________________________________________

Observação: O aluno desenhe os X nos diagramas e as barras são coloridas, em seguida.

 

Na fase seguinte, o aluno vai analisar os diagramas para verificar os meses mais quentes e os mais frios, os mais chuvosos e os mais secos, para determinar as variações climáticas ao longo do ano e, portanto, as estações do ano de sua região.

Figura 11. Análise e interpretação dos diagramas (Atlas de Brumadinho, p. 17)
___________________________________________________________________


Os aspectos do céu e as temperaturas, entre outras variáveis, são observados todos os dias, em diversos locais. Na região de Brumadinho, foram observados por técnicos da Cemig. Para medir a temperatura, usa-se um instrumento chamado termômetro. As variações são medidas em graus Celsius. Zero grau corresponde à temperatura do gelo e 100 graus Celsius, ou 100C, à temperatura da água fervendo.
 

TEMPERATURAS EM BRUMADINHO, EM 2001

 

Meses

Janeiro

Fevereiro

Março

Abril

Maio

Junho

Temperatura em graus C°

22,7

24,4

22,8

22,3

19,9

18,8

Meses

Julho

Agosto

Setembro

Outubro

Novembro

Dezembro

Temperatura em graus C°

18,7

18,7

20,1

20,7

21,9

21,5

Fonte:Cemig, 2002.

þ Qual foi a maior temperatura em Brumadinho, em 2001? ____________

A menor? ____________

A quantidade de chuva que caiu foi medida e somada, em milímetros, para cada mês. A chuva cai num aparelho chamado pluviômetro.

þ Veja os desenhos de um pluviômetro (artesanal) e de um termômetro, abaixo:

        

CHUVAS EM BRUMADINHO, EM 2001

 

Fonte: Cemig, 2002.

 

þDurante qual mês choveu mais?  _______________ Menos? ________________

 PRANCHA 17

þLeia a curva com os dados de temperatura e o diagrama de coluna com os dados de chuva.                   

 


                                           

 

 

þ Você vai analisar e comparar os diagramas, referentes a Brumadinho, para descobrir as principais características do clima de sua região. Registre suas observações, no quadro abaixo:

 

Temperaturas

Meses

Mais quentes

 

 

 

þ Durante qual mês choveu mais?  _______________ Menos? ________________

 PRANCHA 17

þ Leia a curva com os dados de temperatura e o diagrama de coluna com os dados de chuva.

(CLIQUE NAS TABELAS PARA AMPLIÁ-LAS)

 


 

þ Você vai analisar e comparar os diagramas, referentes a Brumadinho, para descobrir as principais características do clima de sua região. Registre suas observações, no quadro abaixo:

Temperaturas

Meses

Mais quentes

  

Agradáveis

 

Mais frias

 

Tipos de tempo

Meses

Com mais sol

 

Com mais chuva

 

 

 

þ Agora, você pode caracterizar as estações do ano, na região de Brumadinho, ou seja, definir-lhe o clima.

CLIMA NA REGIÃO DE BRUMADINHO: REPRESENTAR E ANALISAR

 

___________________________________________________________________

 

 

As noções básicas para o entendimento das variações diárias do tempo e das características climáticas de cada região podem ser trabalhadas, ainda no Ensino Fundamental, nas séries subseqüentes, a partir das imagens de satélite e dos registros de temperaturas e tipos de tempo publicados, diariamente, nos jornais regionais e nacionais. Trabalhos de compilação, registro, representação, análise e interpretação podem ser organizados ao longo de um período letivo, iniciando, assim, os alunos do Ensino Fundamental à práticas científicas de pesquisa. Grupos de alunos podem ser responsabilizados pelo acompanhamento de determinadas regiões brasileiras ou de países diferentes. Com certeza, a observação das imagens orbitais divulgadas nos canais de televisão, diariamente, pode ser um incentivo para desenvolver a curiosidade e sistematizar os conhecimentos dos alunos e enriquecê-los.

 

Considerações finais

 

A introdução das novas tecnologias, no ensino, é irreversível tanto no Brasil quanto no mundo. Portanto, pesquisas precisam ser desenvolvidas para verificar a performance didático-pedagógica desses recursos, junto aos alunos e aos professores; adaptar as imagens orbitais para seu uso em sala de aula; e adequar os materiais didáticos.

 

O Ministério de Educação e Cultura (MEC) recomenda a inclusão das novas tecnologias no Ensino Fundamental e Médio, conforme os Parâmetros Curriculares Nacionais. O apoio do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), no sentido de ceder imagens orbitais para fins didáticos e de promover uma formação específica para professores, é essencial.

 

Sabemos da resistência da maioria dos professores do Ensino Fundamental e Médio com relação à introdução dessas ferramentas. Todavia, essa atitude revela sua insegurança para lidar com esses novos conhecimentos e pode ser superada. A formação básica dos professores, nos cursos Normais Superiores, precisa incluir essas novas tecnologias. A formação continuada, em serviço, com auxilio de pesquisadores de universidades pode ser um meio para propiciar essa formação para os professores em exercício. A ampliação da carga horária de prática de ensino das licenciaturas pode ser uma oportunidade para incentivar e reforçar colaborações entre universidades e escolas do Ensino Fundamental e Médio.

 

Finalmente, lembramos que a universidade é responsável pelo desenvolvimento de atividades de ensino de graduação e pós-graduação, de pesquisas e tem o dever de levar seu trabalho junto à comunidade. Assim, as atividades de ensino, pesquisa e extensão são intimamente interligadas. Seu papel na introdução das novas tecnologias é, portanto, fundamental.

 

Referências bibliográficas

 

LESANN Janine Gisèle. LIMA Kátia Victória de. CAMPOS Ewerton. Atlas Escolar de Itamarandiba. Itamarandiba: Prefeitura de Itamarandiba. 2002. 38 pranchas.

 

LESANN, Janine Gisèle GUADALUPE, M de C.B., MEIRELES, M. Atlas Escolar de Lagoa da Prata. Lagoa da Prata: Prefeitura Municipal de Lagoa da Prata, 2002. 47 pranchas.

 

 LESANN, Janine Gisèle, AMORIM, A. N. de C., DIAS, G.M., CARVALHO, E. M. de O. Atlas Escolar de Brumadinho. Belo Horizonte: Prefeitura Municipal de Brumadinho, 2002. 40 pranchas.

 

LESANN, Janine Gisèle, MASCARENHAS Isis Rodrigues, GRUPPI Francisco Carlos Fonseca, PAIXÃO Eva Maria. Atlas Escolar de Padre Paraíso. Teófilo Otoni: Prefeitura Municipal de Padre Paraíso, 2002. 47 pranchas.

 

VACHON, Sylvie. Etude comparative sur la performance de cinq outils géographiques pour l’apprentissage d’éléments du paysage. Montréal: Université du Québec à Montréal. 2001. (Dissertation de Maîtrise).