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X SIMPÓSIO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA FÍSICA APLICADA

 

 

BIOGEOFRAFIA E ECOTURISMO: QUESTÕES TEÓRICAS APLICADAS A ESTUDOS INTERDISCIPLINARES NO PANTANAL

 

 

Mercedes Abid Mercante

 

 

Universidade para o Desenvolvimento de Estado e da Região do Pantanal - UNIDERP

Mestrado em Meio Ambiente e Desenvolvimento Regional

mercante@terra.com.br

 

 

 

 Palavras-chave: Ecoturismo; paradigmas; teoria biogeográfica
 Eixo 3: Aplicação da Geografia Física à Pesquisa

Sub-eixo 3.1: Perspectivas inter e transdisciplinar




 

 

Introdução

Atualmente, as questões ligadas à temática ambiental ocupam posição de vanguarda, e temas que envolvem a alteração da paisagem pelo jogo  de relações entre processos de ordem natural, sócioeconômica e cultural vêm despertando o interesse de vários profissionais ligados ao meio ambiente.

A opção pela temática aqui transcrita, fundamenta-se em leituras e experiências ligadas à questão ambiental, sobretudo na fertilidade temática de pesquisa desenvolvida no Pantanal e no cerrado.

A relação de turismo na natureza e biodiversidade é evidenciada neste momento histórico, porém as raízes dessa discussão, remontam ao Século XIX com referência àsatividades recreativas do homem ao ar livre, como demonstra Ferreti (2002) ao salientar que o uso do termo ecoturismo “ressurgiu faz pouco tempo, acompanhando a onda das preocupações ambientais” (FERRETI, 2002. p. 116).

Cabe ressaltar que o turismo na natureza ou o ecoturismo é foco dos estudos de biogeógrafos voltados para a biodiversidade e as mudanças ambientais, tal como argumenta Simmons (1980) ao referenciar trabalhos de autores que desenvolveram, nas décadas de 60 e 70 do século anterior, estudos sobre a capacidade de suporte das áreas recreativas e demonstraram a existência de  problemas ocorridos em redutos de fauna e flora em áreas de refúgios, por ações de turismo predatório sem planejamento e gerenciamento  adequados e permanentes.

A abordagem aqui adotada alicerça-se na convicção que a proteção àbiodiversidade exige o avanço do conhecimento científico acerca dos processos biológicos, dos diferentes processos de apropriação e proteção da natureza, bem como os ajustes em termos das relações sociedade e natureza. Conhecimento que nos limites do escopo de seu tratamento, poderão contribuir para minimizar conflitos entre preservação ambiental, proteção aos recursos naturais e modelo econômico e o aprimoramento do padrão de desenvolvimento sustentável.

Assim, no primeiro momento levanta-se considerações gerais sobre o desafio conceitual; no segundo apresenta-se recortes da tendência mundial,  no terceiro, exemplos de ecoturismo regional e, finalmente, algumas considerações são extraídas desse processo alinhando-se aos fatores que compõem o objeto de estudo da Biogeografia.

 

O Conceito como um desafio

A busca do entendimento do que é o ecoturismo está centrada na diversidade existente no arcabouço conceitual relacionado ao assunto. O ecoturismo envolve dimensões geográfica, ecológica, econômica, social, política, ética, epistemológica e outras. Está no centro dos debates mundiais quanto à reestruturação do padrão de desenvolvimento, da mercantilização da natureza, da biodiversidade e da sobrevivência humana.

A Organização Mundial do Turismo – OMT – tem direcionado esforços para a promoção do ecoturismo e com esta intenção realizou em agosto de 2001, na cidade de Cuiabá (MT), a Conferência de Desenvolvimento Sustentável do Ecoturismo, como preparação da Cúpula Mundial do Ecoturismo, realizada em maio de 2002, em Quebec,com envolvimento de vários atores-chaves da comunidade internacional em comemoração ao Ano Internacional da Gestão Sustentável do Ecoturismo.

Ecoturismo é também definido como o turismo que consiste em viajar para áreas naturais não degradadas ou não poluídas, com o objetivo específico de estudar, admirar e fruir a paisagem e suas plantas e animais, tanto quanto manifestações culturais (do passado e do presente) encontradas nessas áreas. Nesses termos, o turismo orientado para a natureza implica uma colocação científica, estética ou filosófica para cientistas, artistas ou filósofos profissionais. O ponto principal é que a pessoa que pratica ecoturismo tem a oportunidade de mergulhar na natureza de uma maneira normalmente não possível no meio ambiente urbano.

Quem se dedica ao estudo verifica que aumenta significativamente o número de hotéis e operadoras turísticas que se auto-denominam como estabelecimentos de ecoturismo, sejam ou não ambientalmente corretos ou dotados de responsabilidade com o meio ambiente. É comum encontrar programas para turistas direcionados para cenários naturais rotulados de ecoturismo ou excursão para paisagem natural, sem considerar os critérios de sustentabilidade. As concepções entre o ecoturismo e excursão para paisagem natural encontram-se indefinidas.

Trata-se de um tema que diz respeito não somente ao uso do meio natural, mas também às relações sócioculturais e aos problemas de gestão multivariada.

Segundo a afirmação de Alho (1992) as belezas naturais do Brasil transformam-se em potenciais para atração do turismo internacional. A tropicalidade do país marcada pela sazonalidade não impede o movimento dos visitantes nas diversas paisagens brasileiras. Para o referido autor:

 

O turismo bem orientado é uma atividade cujos benefícios econômicos-financeiros se coadunam com os benefícios de proteção à natureza, porque é justamente a natureza protegida que o turista deseja ver. É claro que há necessidade de investimento em locais especialmente designados para receber o fluxo de visitantes. Do contrário, a atividade turística sem planejamento pode se tornar predatória, prejudicial à natureza. O turismo traz recursos financeiros que, tornam possível manter a natureza protegida. Por outro lado, deve ser bem orientado, para não deslocar os povos locais de suas áreas, nem excluí-los do processo rentável da atividade. Desse modo, a cultura e o estilo de vida do povo, associados à natureza e sua exuberância, devem fazer parte do pacote turístico (ALHO, 1992. p. 141).

 

O ecoturismo é definido pela International Ecoturism Society (1), de Vermont, como “viagem responsável para áreas naturais que conserva o meio ambiente e sustenta o bem-estar das populações locais” (MASTNY. 2002. p. 131).

Segundo a Embratur o ecoturismo é:

 

Um segmento da atividade turística que utiliza de forma sustentável o patrimônio natural e cultural, incentiva sua conservação e busca a formação de uma consciência ambientalista pela interpretação do ambiente, promovendo o bem-estar das populações (BRASIL, 1994. p. 19).

 

O ecoturismo emerge hoje como mediador entre a preservação, conservação ambiental e o uso da natureza para fins de turismo. Por conseguinte, o debate acerca do delineamento do termo adequado não se esgota com o emprego de uma ou outra etimologia, como bem alertou Furlan ao tratar do ecoturismo e educação ambiental em Unidades de Conservação (UC), quando ressaltou que um dos principais problemas relacionados a este campo de estudo, que desvirtua conceitualmente os objetivos do ecoturismo é a falta de conhecimento sistematizado do local. Segundo a autora:

 

De acordo com uma avaliação ainda preliminar das prioridades para implantação de UCs percebe-se uma forte tendência em priorizar a política de visitação agora também chamada de ecoturismo. Por exemplo muitos planos de manejo malfeitos acabam sendo a base conceitual e espacial para a implantação de ecoturismo (Furlan, 1996. p. 130).

 

O turismo direcionado para usufruir da natureza necessita ser adequado às fragilidades do meio e ser capaz de gerir e controlar impactos ambientais, bem como pautar-se no funcionamento da natureza e nos seus limites ecológicos tal como evidenciou Furlan (1996), por meio de um esquema apresentado na ilustração da figura1.

 

 

Figura 1: Esquema apresentado por Furlan (op cit. p. 128).

 

Os desafios, contudo envolvem outras dimensões que não apenas a econômica, são também sociais e epistemológicas. Torna-se impossível considerar o ecoturismo sem levar em consideração os princípios norteadores da conservação da biodiversidade e a sustentabilidade.

O mesmo acontece com o uso do termo natureza. Observa-se aí duas formas antípodas de tratar o problema: vigora em algumas agências de viagens, na mídia, o rótulo de natureza como um objeto a ser vendido e não usufruído numa visão mercantilista, ou seja, numa conotação da natureza como “capital” natural e, outra visão distante da enunciada, é a da necessidade de conhecer a natureza com seus componentes físicos, bióticos, abióticos e sócioambientais, ou melhor como recomenda Ab’Saber, que “sob a ótica de nossos tempos os espaços ecológicos e paisagens atuais têm o caráter de um palimpseto da natureza muitas vezes com muita complexidade em virtude das sucessivas ações do homem” (Ab’SABER, 1997. p. 29).

Observa-se a existência de novo desafio na abordagem epistemológica. A questãocentral para o ecoturismo, como também para o desenvolvimento sustentável é lidar com a contradição de um mundo real, influenciado pela globalização. Acrescente-se que, por tratar-se de uma temática complexa, que envolve componentes fisiográficos, ecológicos, climáticos e hidrológicos, conduz a estudos interdisciplinares.

A busca de novos enfoques são sinais que a sociedade está vivenciando uma nova forma de pensar. É oportuno, assim, refletir que os momentos de crise econômica política, social e cultural, são propícios à reformulações de idéias, retificações de metodologias, de posições epistemológicas e da procura de novos paradigmas.

Nesse aspecto, para enriquecer a discussão é interessante observar a interpretação de Manoel Correia de Andrade, para quem:

 

(...) a fase da utopia ecológica deve ser ultrapassada e substituída por uma Ecologia Científica e racionalizada que possa conduzir o homem a fazer o manejamento da natureza sem destruí-la (ANDRADE, 1994, p. 26).

 

Essa interpretação não deixa de chamar a atenção para uma nova fase que conduz à racionalidade e destaca o fato que, para a proteção da natureza é necessário o envolvimento do coletivo.

Observa-se assim avanços consideráveis no tratamento das questões do turismo ecológico. De acordo com a OMT, o turismo sustentável deverá conduzir à:

 

Gestão de todos os recursos de tal forma, que as necessidades econômicas, sociais e estéticas possam ser satisfeitas mantendo-se, ao mesmo tempo a integridade cultural, processos ecológicos essenciais, diversidade biológica e sistemas de suporte à vida. (MASTNY. 2002. p. 136).

 

Trata-se portanto, de um novo segmento de turismo. Todavia, o assunto é uma questão aberta, como bem alertou Furlan (1996), quando ressaltou inquietações ao indagar:

O ecoturismo: é uma nova onda turística?...por que há crescimento nesse segmento? E quais seriam as diferenças básicas do ecoturismo e turismo convencional? (Furlan, 1996. p. 129).

Assim sendo, no contexto recente no qual emergem as grandes discussões e desafios observa-se que a geografia como ciência sempre esteve vinculada à problemática ambiental, sendo esta “uma das mais explícitas características da geografia desde sua condição de ciência moderna oitocentista” (Mendonça, 2001. p. 118). Nesse sentido, a Geografia pode fornecer elementos  conceituais sobre os fenômenos físicos (primeira natureza) que dão sustentação científica às análises sobre o ecoturismo e suas interfaces com o turismo.

 

 O Redirecionamento Internacional do Ecoturismo.

 Segundo Mastny (2002) as definições variadas sobre o que é o ecoturismo dificultam a mensuração desse tipo de turismo. A International Ecoturism Society calcula que essa forma de viagem cresce num ritmo de 20% ao ano (comparado com 7% para o turismo em geral). Segundo a OMT essa demanda deverá continuar firme neste século.

A maioria dos ecoturistas mundiais são provenientes da América do Norte e Europa, e os destinos direcionam-se para os países em desenvolvimento, especificamente, para aqueles países tropicais com maior número de áreas protegidas.

As paisagens tropicais são atrativas para os habitantes de outras partes do mundo para esses o trópico é muitas vezes uma idéia que transita entre a realidade e fantasia.

Para muitos no mundo afora, certos topônimos parecem envolvidos num sonoridade especial: Taiti, Bali, Havaí, Iucatã, Galápagos, ilha de Páscoa, palavras que despertam sonhos, desejos de viagens e aventuras, e nós acrescentamos a esta lista duas áreas localizadas no estado de Mato Grosso do Sul que tem atraído turismo, um é o Pantanal que é um dos ambientes de água doce mais valiosos do mundo, o outro trata-se da região de Bonito com suas peculiaridades paisagísticas resultantes dos processos de estruturação do relevo cárstico.

As imagens das regiões tropicais são exploradas e bordadas com simbolismos, e muitas vezes estes utilizados para a produção de mitos a serem vendidos.

Desde 1991 a Global Environment Facility, patrocinada pelo Banco Mundial e Nações Unidas vem canalizando recursos financeiros para cerca de 400 projetos relacionados à Biodiversidade no mundo em desenvolvimento, muito dos quais possuem componentes significativos de ecoturismo(2).

O interesse pelo ecoturismo resultou em muitos benefícios positivos, sobretudo para os governos que incentivam a demarcação de áreas de preservação, protegendo-as de atividades mais destrutivas, além de ser uma indústria que gera riquezas.

Os exemplos de trabalhos bem conduzidos buscam essas respostas.

 

Projetos regionais

O Pantanal situado nos Estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul é um dos destinos para o ecoturismo apresentado para visitantes internacionais (TOMÁS, J. C. 2001). A rica biodiversidade, os atrativos cênicos, desde as escarpas rampeadas que delimitam os sistemas ambientais do Pantanal e do Cerrado, a abundância e riqueza dos peixes, a diversidade da fauna terrestre, e da avifauna com colônias de aves nos ninhais, aves com colorido impressionante que já aparecem na lista vermelha das espécies em extinção, é o atrativo para a realização dos “tours” ecológicos na frágil planície quaternária do Pantanal, a qual enquadra-se na categoria de ambiente de notável instabilidade.

As atrações paradisíacas das áreas do Pantanal Matogrossense eleitas por agências de turismo é para Mariani uma preocupação e alerta para:

 

os impactos advindos do aumento de ocorrência de comportamentos inadequados e agressivos aos ecossistemas visitados, por turistas de diversas origens e expectativas, incidem diretamente sobre o patrimônio natural da região, isto é o objeto primeiro da visitação (MARIANI, 1996. p. 83).

 

No Pantanal, o problema ecológico é indissociável dos conflitos gerados na apropriação e uso do território e das relações de poder que se estabeleceram no processo de ocupação, sobretudo os problemas decorrentes das áreas mais altas do entorno da planície. É portanto, impossível considerar a sustentabilidade ambiental fora da sustentabilidade social. A conservação da biodiversidade do Pantanal não pode ser separada do esforço para respeitar a diversidade cultural do homem pantaneiro.

A adoção do ecoturismo em Piraputanga, situado no município de Aquidauana, no Estado de Mato Grosso do Sul, remanescentes de vegetação rupestre, trouxe uma preocupação, pois a atividade poderá trazer um impacto socioambiental expressivo.

O fato de Piraputanga possuir uma área de tampão de vegetação rupestre, cercada por um ambiente produzido pelo homem, apresenta-se como um laboratório para estudos à luz da teoria da biogeografia insular e também um ambiente de beleza cênica que atrai os visitantes que apreciam o ecoturismo em ambientes cuesti forme.

A metodologia utilizada para estudos sobre a teoria dos refúgios procuram avaliar a taxa de extinção de espécies de acordo com o tamanho da área isolada.

As implicações e conhecimento científico do “dilema insular” são essenciais para minimizar as taxas de extinção e assegurar alguma chave de sobrevivência para certas espécies. Essas conclusões são aplicáveis não somente em estudos de ilhas oceânicas e continentais, mas também, de habitat “insular” no interior dos continentes.

 

Lições de experiência em Pesquisa Ambiental

As premissas apresentadas neste trabalho, permitem algumas considerações:

A pesquisa é de grande importância para os diversos segmentos da ciência e da tecnologia que preocupam-se com a questão ambiental. A forma como o debate vem sendo conduzido reflete claramente a existência de dualidades. Por um lado, observa-se uma discussão tecnocrática com as recomendações de instituições governamentais, voltadas para interesses imediatos; e, por outro lado, observa-se nos fóruns coletivos de discussões de pesquisadores, impasses na pesquisa metodológica, haja vista que cada um traz em sua bagagem disciplinária a conceituação de sua área de formação acadêmica(3).

Mais cedo ou mais tarde todos os que iniciam pesquisas sobre o meio ambiente compreendem que o homem é naturalmente um observador. A busca do novo, e do conhecimento de outros lugares e ambientes sociais que compõe a sua vida cotidiana o conduz a viajar pelo interior de seu continente ou para paisagens distantes. As viagens têm sido – mas não somente isto – oportunidade singular para comparar mundos diferentes e suas variedades físicas, econômicas e culturais e para entender que “los espaços ecológicos y sus  paisagens representativas, se trata de una suma de herencias” (Ab’Saber, 1997, p. 29).

A atração para conhecimento dos diferentes atributos de um local ou um país constitui, sem dúvida a força motriz para a realização de viagens. A busca pelo novo reveste-se de caráter científico, cultural e de lazer. A questão ambiental precisa diminuir a diferença existente entre o discurso e a prática, entre a semântica e o pragmatismo. O custo ambiental deve ser realmente considerado na avaliação dos grandes empreendimentos.

O homem tem um poder destrutivo muito grande. Tem sido, contudo, muito sensível ao movimento em direção à proteção da natureza, com a nítida tendência de mudança de atitude e consciência da necessidade de se buscar um ambiente sadio, em convívio com a natureza.

Esses aspectos positivos têm induzido à maior participação da avaliação ambiental no balanço custo-benefício do desenvolvimento econômico-social. Historicamente, desde os primórdios dos levantamentos científicos sistemáticos, o território sul-matogrossense foi percorrido por viajantes naturalistas, geólogos, geógrafos que completavam as informações do ambiente físico com dados compilados procedentes de escritores, ensaístas, técnicos, historiadores, sociólogos, antropólogos e outros.

Concluindo estes são delineamentos muito gerais do tema, todavia balizam com o grande desafio que se coloca para o avanço da nova relação sociedade-natureza, capaz de usufruir da natureza e, ao mesmo tempo protegê-la, é o envolvimento e sensibilização das instituições e grupos sociais para aceitá-la como um bem coletivo e procurar soluções para a solução dos conflitos inerentes às formas plurais de sua apropriação e uso.

 

 

NOTAS

 

(1) International Ecoturism Society. “Ecoturism Statistical Fact Sheet” information sheet (Burhinton, VT: 2000); Conselho Econômico e Social das Nações Unidas, “Resolution 1998/40 – Declaring the year 2002 as the Internacional year of Ecoturism”, deliberado na 46a reunião Plenária, Nova York, 30/07/98.

Ecoturismo ≠ Turismo convencional

 

(2) Para aprofundar o assunto ver: Marta Honey. Who Owns Paradise? Ecoturism and sustainable Development (Washington, DC: Island Press, 1998) In: Estado do Mundo 2002.

 

(3) Serres comenta um quadro de Goya no qual dois combatentes lutam ferozmente em pântano com areia movediça, afundando ambos tanto mais rápido mais feroz e intensiva é a luta. Perdido em suas lutas e interesses o homem não percebe o terceiro ator da luta, a própria natureza, que terminará por engolir a ambos, vencido e vencedor (Serres, 1990: 13).

 

 

 

Referências Bibliográficas

 

 

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