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X SIMPÓSIO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA FÍSICA APLICADA




 

A ESTRUTURAÇÃO GEOMORFOLÓGICA DO PLANALTO ATLÂNTICO NO ESTADO DO RIO DE JANEIRO

 

 

Telma Mendes da Silva

 

 

(Depto. Geografia – IGEO/UFRJ; E-mail: telmamendes@terra.com)

 

 

Palavras-chaves: bacias de drenagem; desnivelamento altimétrico; compartimentos geomorfológicos
Eixo: 3 – Aplicação da Geografia Física à Pesquisa.

Sub-eixo: 3.2 – Propostas teóricas e metodológicas







 

1. INTRODUÇÃO

 

A retomada da questão de representação cartográfica dos fatos geomorfológicos do Estado do Rio de Janeiro vem de encontro à necessidade de uitlização de metodologias que melhor representem a dinâmica evolutiva e atual da paisagem, e que venham fornecer argumentos mais seguros à elaboração de um diagnóstico do meio físico, permitindo a aplicação de medidas mitigadoras do uso da terra e uma melhor utilização dos recursos naturais.

O estudo aqui proposto tem como objetivo a elaboração de um mapa de compartimentação geomorfológica detalhado do Estado do Rio de Janeiro, a partir da análise do desnivelamento altimétrico. As informações contidas nos mapas elaborados foram avaliados com informações geológicas visando identificar domínios morfoestruturais e apresentar subsídios voltados para a discussão sobre a evolução do relevo em áreas tropicais úmidas.

 

2. Elaboração daS CartaS MorfoestruturaIS

A metodologia apresentada neste trabalho tem como origem a proposta desenvolvida por Meis et al. (1982), na qual se considera o conceito de bacias de drenagem1  como unidade-básica para cálculo do desnivelamento altimétrico. O significado desta noção, em termos práticos e conceituais, concebe que em bacias formadoras da rede de drenagem o valor entre a cota superior e a inferior, antes de atingir a drenagem coletora, corresponde ao trabalho de dissecação do relevo efetuado pela atuação de agentes erosivos ao longo do tempo geológico. O índice de dissecação topográfica vai variar de acordo com a litologia e/ou com as diferentes histórias de movimentação geológica, refletindo, no modelado, domínios de relevo distintos e que correspondem a ambientes de dinâmicas também diferenciadas.

A maioria dos mapeamentos geomorfológicos regionais demonstra que a base instrumental mais utilizada são as imagens de satélite e/ou radar, com reconhecimento e delimitação das unidades morfológicas e transpostos para folhas topográficas em escalas próximas à da imagem interpretada. Estes mapeamentos são baseados em fotointerpretação onde a textura da imagem é elemento-chave para um primeiro nível de reconhecimento de morfologias distintas. No entanto, esta análise acaba por mascarar muitos detalhes da morfologia que só mais tarde serão identificados a partir do auxílio de trabalhos complementares, tendo como base cartas topográficas e/ou etapas de campo. Ressalta-se, ainda,  que, se a identificação das feições morfológicas fosse realizada  com base no cálculo do índice de dissecação topográfica, possibilitaria ao pesquisador um maior detalhamento das unidades de relevo mapeadas, com uma maior precisão dos limites traçados, buscando avançar sobre o caráter extremamente descritivo dos mapas geomorfológicos clássicos e fornecer elementos capazes de subsidiar um melhor conhecimento sobre a evolução geodinâmica do relevo, considerando que o desnivelamento altimétrico, que reflete o grau de encaixamento fluvial ou entalhamento erosivo das encostas, associa-se intimamente a variações lito-estruturais e/ou tectônicas.

Este cálculo é obtido para a drenagem afluente (bacias de primeira e segunda ordens), extraído pela diferença entre os valores das curvas de nível de valor altimétrico mais elevado (hmáx.) pelo valor da última curva de nível antes de ocorrer a confluência da drenagem afluente com a drenagem coletora (hmín.), definindo o índice de dissecação do relevo (Dh = hmáx. -  hmín.). O cálculo do desnivelamento altimétrico efetuado para bacias de drenagem de até segunda ordem foi proposto por Meis et al. (1982) para mapeamentos realizados na região do Planalto Sudeste do Brasil. Tais autores justificam que canais de ordens hierárquicas superiores podem estar sujeitos ao predomínio de processos deposicionais, mascarando, neste caso, o índice de dissecação topográfica.

Uma adaptação da metodologia supracitada foi realizada para as regiões de topografia suave: áreas de reentrâncias da paisagem com áreas de fundo de vale plano (bacias de ordem zero) preenchidas por sedimentação fluvial, quando localizadas no interior dos planaltos, ou flúvio-marinha, quando localizadas em áreas litorâneas; ou, ainda, feições de colinas ou morros existentes em uma unidade de relevo previamente demarcada, pois neste caso a consideração de bacias de drenagem, muitas vezes, não pode ser aplicada, necessitando da realização do cálculo do desnivelamento altimétrico para cada feição individualmente. Assim, o cálculo do Dh é efetuado pela diferença entre a curva de nível de valor mais elevado pela de valor mais baixo, esta delimita a ruptura de declive da encosta com o fundo plano. Após a mensuração dos valores de desnivelamento altimétrico, são reconhecidas, no caso das feições de bacias de drenagem, as que possuem os mesmos índices de dissecação, separando-se bacias com valores diferentes através da delimitação de interflúvios e divisores; e para as colinas e morros são delimitados os contornos de cada feição, ou seja, extraída a curva de nível que delimita a ruptura de encosta com o fundo do vale.

Na escala 1:50.000 as classes de desnivelamento altimétrico adotadas e os respectivos significados topográficos foram:

0-20 m  =  planícies fluviais e/ou flúvio-marinhas;

20-80m  = refere-se a um grupamento das classes de 20-40m, 40-60m e 60-80m reconhecidas e delimitadas na escala 1:50.000 que pode ser justificado por: a) estas corresponderem a classes de colinas suaves (C) com comportamento muito semelhante e caracterizadas pelo entulhamento local dos vales e das reentrâncias das cabeceiras de drenagem e, em sua maioria, constituídas de topos planos resultantes do retrabalhamento de material sedimentar; e b) necessidade de visualização nos mapas aqui apresentados na escala 1:250.000 dos polígonos delimitados, pois estes ficariam muito pequenos, sendo inerente o grupamento para formar polígonos de abrangência espacial maior;

80-100m = colinas (C) com encostas íngremes, vales e reentrâncias das cabeceiras de drenagem também entulhados, porém estreitos e topos convexos resultantes, em sua maioria, da litologia de embasamento cristalino com elevado grau de alteração;

100-200m = morros (M) constituem feições isoladas ou contínuas/transicionais a compartimentos de maior índice de desnivelamento (ombreiras) que possuem encostas íngremes, topos também convexos e vales encaixados;

200-400m = corresponde a uma união dos compartimentos de 200-300m e 300-400m referentes a degraus reafeiçoados (Dr) representando zonas de transição que separam compartimentos com altitudes diferentes, onde a drenagem do compartimento mais baixo encaixa progressivamente, fazendo com que o degrau não apresente a fisionomia de uma escarpa bem definida e íngreme e/ou serras que se erguem no interior de um domínio colinoso (Miranda, 1982);

> 400 m = degraus e serras escarpados (D) correspondem às áreas mais elevadas de encostas íngremes.

 

As etapas seguintes referem-se a construção da base de dados georreferenciados, o reconhecimento de campo a elaboração de mapas morfoestruturais. O software utilizado na entrada de dados/cartas morfoestrturais foi o MaxiCad cuja utilização compreendeu as seguintes etapas de trabalho (CPRM, 1997): preparação dos Planos de Informação referentes à compartimentação topográfica (efetuadas com base em cartas topográficas 1:50.000;  IBGE) em  cópias em acetato contento os limites dos compartimentos identificados  a serem digitalizados. A edição das 89 (oitenta e nove) cartas morfoestruturais que recobrem o Estado do Rio de Janeiro na escala 1:50.000 e edição final na escala 1:250.000 foram realizadas através da utilização do AutoCAD.

Para a codificação dos polígonos editados foram  utilizadas as seguintes unidades taxonômicas: Domínios Morfoestruturais2 (conjunto de feições do relevo definidas a partir  de estruturas geológicas regionais),  Regiões Morfoestruturais (representadas por morfologias de Planaltos e Escarpas e Depressões tectônicas presentes no domínio reconhecido) e Unidades de Relevo (feições morfológicas definidas a partir de diferentes índices de desnivelamento altimétrico: terraços e planícies fluviais ou flúvio-marinhas, colinas suaves, colinas, morros, degraus e/ou serras reafeiçoados e degraus escarpados.  

 

3.  PROVÍNCIAS GeomorfológicAS  já RECONHECIDAS

Os mapeamentos geomorfológicos realizados para a área de estudo referem-se ao Mapa Geomorfológico do Projeto RADAMBRASIL (1983) na escala 1:1.000.000, realizado com base na interpretação de imagens de Radar na escala 1:250.000, em que apresenta domínios morfológicos ou macrocompartimentos onde prevalecem grandes tipos de arranjos morfoestruturais, combinando elementos estruturais e litológicos, incluindo os processos de erosão e sedimentação que atuaram sobre o arcabouço geológico. 

Para o trecho do Planalto SE do Brasil em que se insere o Estado do Rio de Janeiro foram reconhecidos os seguintes domínios morfoestruturais:  Faixas de dobramentos remobilizados, Remanescentes de cadeias dobradas e Depósitos sedimentares. Ocupando o maior percentual areal do Estado, as formas de relevo assentadas sobre a Faixa de dobramentos remobilizados são resultado de um forte controle estrutural, evidenciado por extensas linhas de falha, blocos deslocados, escarpas e relevos alinhados coincidindo com os dobramentos originais e/ou falhamentos mais recentes.  A resistência das rochas reflete-se nas formas de dissecação, ressaltando filões resistentes, pontões, cristas e sulcos nas zonas diaclasadas e fraturadas. Destacam-se como expressões topográficas as seguintes regióes: Região do Vale do Paraíba do Sul, Região das Escarpas e Reversos da Serra do Mar, Região de Colinas e Maciços Costeiros, além de pequenos segmentos localizados nos Planaltos da Mantiqueira Meridional e da Mantiqueira Setentrional.

O mapa produzido pelo CIDE (1992) constitui-se em um documento que apresenta um tratamento ainda mais generalizado dado às unidades morfológicas reconhecidas pelo mapa do RADAMBRASIL (1983). Neste trabalho é proposta uma classificação mais simplificada dos domínios morfológicos mapeados, sendo reconhecidas para o Estado do Rio de Janeiro as seguintes unidades de relevo: a) planícies aluviais; b) planícies marinhas; c) relevos colinosos; d) relevos de transicão entre colinas e montanhas e e) relevos montanhosos. Apesar da utilização de uma classificação morfológica bastante conhecida, esta simplifica, muitas vezes, a complexidade dos fatos que constituem a dinâmica dos processos geomorfológicos nos diferentes domínios demarcados.

Dantas (2001), procurando detalhar o relevo do Estado do Rio de Janeiro, apresenta um mapa geomorfológico na escala 1:250.000, reconhecendo unidades morfoestruturais e unidades morfoesculturais; estas, por sua vez, compreendem um conjunto de sistemas de relevo (unidades geomorfológicas). Assim, foram reconhecidas a partir da análise integrada a dados geológicos duas unidades morfoestruturais: o Cinturão Orogênico do Atlântico e as Bacias Sedimentares Cenozóicas.

A unidade Cinturão Orogênico do Atlântico corresponde, litologicamente, a rochas metamórficas e ígneas de idade pré-cambriana a eopaleozóica e que estão incluídas na faixa de dobramentos Ribeira, submetidas a diferentes ciclos orogênicos, culminando, no final do Proterozóico, com o evento Brasiliano (Heilbron et al., 1995). A história tectônica recente conhecida para a região refere-se à reativação tectônica Meso-cenozóica extensional associado à abertura do Oceano Atlântico, gerando uma série de falhamentos normais, com soerguimento de blocos (Serras do Mar e da Mantiqueira e Maciços Litorâneos), além de depressões interplanálticas. Sendo subdividida nas seguintes unidades morfoesculturais: Superfícies Aplainadas nas Baixadas litorâneas, Escarpas Serranas, Planaltos Residuais, Depressões Interplanálticas e Alinhamentos Serranos Escalonados. Enquanto, as bacias sedimentares Cenozóicas correspondem a rochas sedimentares, pouco litificadas, de idade eo-cenozóica e sedimentos inconsolidados, neocenozóicos e foram subdivididas nas seguintes unidades morfoesculturais e unidades geomorfológicas: tabuleiros de bacias sedimentares, planícies flúvio-marinhas (Baixadas) e planícies costeiras.

 

4. CartaS MorfoestruturaIS apresentadaS na escala 1:250.000

A partir das cartas realizadas foram definidos dois grandes domínios morfoestruturais: o Domínio Morfoestrutural do Planalto Atlântico3 e o Domínio Morfoestrutural Depressões Tectônicas Cenozóicas (Quadro1; Figura 1). O Planalto Atlântico encontra-se cortado pela alongada depressão do Graben do rio Paraíba do Sul de orientação NE-SW - limitada por falhamentos correspondentes às escarpas tectônicas da Serra da Mantiqueira a NNW e da Serra do Mar a SSE, preenchida, ainda, pelos sedimentos das bacias cenozóicas de São Paulo, Taubaté, Resende, Volta Redonda - e pelo Graben da Guanabara de orientação E-W. Nas seqüências de terrenos sedimentares embutidos no cristalino, o relevo é caracteristicamente de colinas suaves, algumas tabuliformes, e de amplas várzeas margeando os rios.

 

Quadro 1: Domínios e Unidades morfoestruturais do Estado do Rio de Janeiro (SILVA, 2002).

DOMÍNIOS MORFOESTRUTURAIS

REGIÕES MORFOESTRUTURAIS/

Unidades de Relevo

 

 

Região do Planalto e Escarpas da Serra da Mantiqueira

          Unidade de terraços e planícies fluviais

Domínio

Morfoestrutural

Região do Planalto e Escarpas da Serra da Bocaina

          Unidade de terraços e planícies fluviais

do Planalto

Atlântico

Região do Planalto e Escarpas da Serra dos Orgãos

          Unidade de terraços e planícies fluviais

 

Região do Planalto e Escarpas do Norte Fluminense

          Unidade de terraços e planícies fluviais

 

 

Região da Depressão Interplanaltica Médio Paraíba do Sul

      Unidade Alinhamentos de Cristas do Paraíba do Sul

      Unidade de terraços e planícies fluviais

Domínio

Morfoestrutural

das Depressões Tectônicas

Mesozóica-Cenozóicas

Região do Rift da Guanabara

          Unidade Maciços Costeiros

          Unidade Depressão da Guanabara e região dos Lagos

          Unidade de terraços e planícies fluviais e/ou flúvio-marinhas

 

Região da Depressão Interplanáltica Pomba-Muriaé

          Unidade de terraços e planícies fluviais

 

Região de Colinas e Morros do Leste Fluminense

          Unidade de terraços e planícies fluviais e/ou flúvio-marinhas

 

Região dos Tabuleiros Costeiros

 

 

Figura 1: Mapa esquemático dos Domínios e Regiões Morfoestruturais utilizadas como base para a subdivisão das formas de relevo reconhecidas para o Estado do Rio de Janeiro (SILVA, 2002).

 

 Para os domínios de Planaltos e Depressões Tectônicas foram, ainda, identificadas diferentes feições de relevo que, devidamente, agrupadas levaram a novos recortes no terreno e que podem possuir, por sua vez, significado morfoestrutural, sendo denominados de Regiões Morfoestruturais, ou apenas compreender formas de relevo de gêneses distintas. Neste contexto, foram reconhecidas as seguintes unidades de relevo: a) no Domínio Morfoestrutural do Planalto Atlântico procurou-se identificar e delimitar Regiões em que se caracterizam por conter as seguintes feições morfológicas: Planaltos e Escarpas; b) no Domínio das Depressões Tectônicas Cenozóicas foram delimitadas Regiões Morfoestruturais em que se encontram as Depressões Interplanálticas, que se constituem por uma morfologia esculpida em terrenos cristalinos que estão localizadas no interior de planaltos (Ross, 1985), sendo identificadas a região da Depressão Interplanáltica Médio Paraíba do Sul, Graben da Guanabara - englobando a área de relevo deprimido que se estende desde a Baía de Sepetiba, a oeste, até a localidade de Barra de São João, a leste, fazendo parte do sistema de Rifts da Serra do Mar. Esta área é bordejada a norte pela Serra do Mar, que chega a alcançar 2200m de altitude e pelos maciços litorâneos, ao sul, com altitudes médias de 1000m. As feições morfológicas de colinas e morros caracterizam as Regiões supracitadas e estão, também presentes nas Regiões de Planaltos e podem ser assim definidas: a) Colinas - pequenas e médias elevações do terreno com declives suaves, que diferem das serras e das montanhas por estarem isoladas uma das outras e com baixas altitudes; b) Morros - elevações do terreno, com fortes declives para todos os lados, sobressaindo-se dos terrenos que lhe são adjacentes (Magalhães et al., 1973). E, ainda, como feições de ocorrência por toda a orla litorânea e/ou ao longo dos principais cursos fluviais do Estado são reconhecidas as Unidades de Relevo de Terraços e planícies fluviais e/ou  flúvio-marinhas que se referem a feições de significativas extensões do terreno, relativamente planos, onde os processos de agradação superam os de degradação.

 

4.1. unidades Morfoestruturais DO DOMÍNIO PLANALTO ATLÂNTICO

As unidades morfoestruturais do Domínio Planalto Atlântico reconhecidas foram:

a) Planalto e Escarpas da Serra da Mantiqueira: localizado na porção Oeste do Estado do Rio de Janeiro, nos limites interestaduais de São Paulo e Minas. O relevo se apresenta influenciado por um intenso tectonismo, com soerguimento de blocos e falhamentos, e desenvolve-se sobre rochas proterozóicas dos Complexos de Amparo e Paraisópolis, granitizadas no Ciclo Brasiliano, assim como intrusões de granitos e intrusivas alcalinas (RADAMBRASIL, 1983). Esta Região configura-se como um conjunto de degraus escarpados e degraus/serras  reafeiçoados com orientação geral NE-SW, tendo sido identificados dois segmentos principais: a) um primeiro setor, a oeste, destaca-se pelo predomínio de degraus muito escarpados, com altitudes de 1300m a1800m, representados  por serras orientadas na direção NE-SW. Embutidos nos degraus escarpados, identificam-se degraus reafeiçoados de grande expressão; b) um outro setor, a leste, é representado por grandes compartimentos de degraus reafeiçoados, orientados na direção NE-SW, com altitudes entre 700 e 1000m  e com pequenos compartimentos de colinas embutidos e degraus escarpados, ambos alinhados segundo uma direção NE-SW e segmentados por linhas NW-SE. O limite sul da Serra da Mantiqueira com o médio vale do rio Paraíba do Sul, é marcado por um conjunto descontínuo de degraus/serras reafeiçoados, que bordejam os degraus da Serra de Itatiaia/Passa-Quatro e Serra da Pedra Selada.

b)  Planalto e Escarpas da Serra da Bocaina: localizado a oeste do Estado, esta Região limita-se e adentra-se para o Estado de São Paulo, estendendo-se em estreitas áreas  até o segmento mais a  montante do imponente escarpamento da Sa. do Mar, localmente conhecida como Sa. da Bocaina. Caracteriza-se pela morfologia de colinas, de topografia suave, e topos subnivelados até terrenos montanhosos, limitando-se a sul com as planícies flúvio-marinhas da Baía de Ilha Grande e, a norte, com a Depressão Interplanáltica médio Paraíba do Sul.  Esta Região Morfoestrutural corresponde, portanto, a um setor elevado da Serra do Mar, com altitudes entre 400m a 2100m, apresentando uma orientação geral E-W e segmentos orientados na direção NE-SW e rebaixando-se em direção a calha do rio Paraíba do Sul. A vertente continental do Planalto da Bocaina é caracterizada por um conjunto de degraus escarpados, orientado na direção E-W, que apresenta como aspecto mais significativo o fato de constituir um arranjo de serras com orientação NE-SW, seccionadas por linhas de orientação E-W.

c) Planalto e Escarpas da Serra dos Órgãos: posicionada entre as Unidades Geomorfológicas de colinas/morros e maciço costeiros e Alinhamento de cristas Paraíba do Sul, a unidade morfoestrutural Planalto e Escarpas da Serra dos Órgãos se distribui continuamente de Itaguaí, a sul do Estado, até o município de Campos de Goitacazes, a norte. Aparece com grande significado para a área em estudo, por conter segmentos de grande representatividade areal e de altitudes elevadas, chegando a atingir 1700m. Os Degraus Escarpados das Serras de Paracambi, Pau Ferro e Tinguá/Serra do Couto correspondem a ramificações para SW da região elevada da Serra dos Órgãos, mantendo orientação preferencial NE-SW, feições de facetas triangulares reconhecidas na região indicam a existência de um forte controle estrutural. Alguns compartimentos morfoestruturais de degraus escarpados apresentam um contato brusco e retilíneo com a Depressão Interplanáltica da Baía de Guanabara, orientados segundo a direção ENE-WSW a E-W e não reflete controle litológico ou estrutural do embasamento Pré-Cambriano (Penha et al., 1980; Ferrari, 1990). A presença das estruturas meso-cenozóicas com esta direção não é tão evidente, assumindo, principalmente, a direção NE-SW. Pode-se observar ainda como controle estrutural do embasamento pré-cambriano, a dissecação atual da paisagem seguindo a orientação preferencial NNE-SSW representada pela disposição dos compartimentos de Morros (M) e Degraus reafeiçoados (Dr), tanto na borda interiorana quanto para a borda voltado para o litoral. Este aspecto, define a feição de superfícies embutidas que podem ser visualizadas no mapa elaborado em trechos de alto curso de algumas bacias de drenagem.

d) Planalto e Escarpas do Norte Fluminense: ocupa pequena extensão territorial da porção mais setentrional do Estado do Rio de Janeiro, limitando-se com a região dos planaltos do leste de Minas Gerais, a norte, com a Depressão Interplanáltica Pomba-Muriaé, a sul e com as colinas/morros e maciços costeiros, a leste (RADAMBRASIL, 1983). Os compartimentos de degraus escarpados possuem menor significado espacial neste trecho do Estado do Rio de Janeiro, com presença significativa dos compartimentos de degraus reafeiçoados e morros, apresentando orientação preferencial  NE-SW. Esta direção é coincidente com os principais lineamentos estruturais reconhecidos para a porção N e NE do Estado por Brenner et al. (1980), com orientações preferenciais de falhas e fraturas para NNW-SSE e, ainda, por estar na região limítrofe dos domínios morfoestruturais migmatítico e gnaissico, demonstrando uma possível influência litológica na estruturação geomorfológica local.

 

4.2. UNIDADES MORFOESTRUTURAIS DO DOMÍNIO DAS DEPRESSÕES TECTÔNICAS CENOZÓICAS

As Depressões tectônicas são representadas pelas seguintes unidades:

a) Depressão Interplanáltica do Paraíba do Sul: inserida em terrenos do cinturão de dobramentos da Faixa Ribeira,  se caracteriza litologicamente por rochas metamórficas pré-cambrianas, predominando os gnaisses migmatíticos com estrutura bandada e intercalações menores de quartzitos, micaxistos, rochas calciossilicáticas, anfibolitos e granulitos. As feições estruturais mais destacadas correspondem a grandes feixes de falhas transcorrentes de idade pré-cambriana (originadas a 620 Ma. durante o Ciclo Brasiliano), de orientação NE-SW, caracterizadas como zonas de cisalhamento e reativadas a partir do Jurássico. Baseando-se nestas feições estruturais, Hasui et al. (1977) enquadraram a área do médio vale do Paraíba do Sul como parte do compartimento Quebra-Cangalha, delimitado a SE pela falha de Taxaquara e a NW pela do Alto da Fartura. No trecho do médio vale do rio Paraíba do Sul, compreendido entre a represa do Funil até as proximidades da cidade de Barra do Piraí, observa-se uma orientação geral E-W a partir do qual assume uma orientação NE-SW, fortemente marcada, relacionada ao Lineamento Além Paraíba. O trecho com orientação E-W configura-se como o grande compartimento regional, nivelado a altitudes em torno de 600m a 400m, rebaixando-se em direção à calha do rio Paraíba do Sul. O limite sul deste trecho é representado pela escarpa da Serra da Bocaina, havendo um desnível da ordem de 500m a 600m. A norte, o limite se dá com degraus reafeiçoados da escarpa da Mantiqueira, com um desnível variável de 200m até 600m.Apesar da orientação geral E-W, este grande compartimento subdivide-se em unidades menores segundo uma orientação NE-SW, a partir da identificação de conjuntos de colinas mais dissecadas. Deste modo, foram definidos os compartimentos colinosos Bacia de Resende, Bananal/Amparo, Volta Redonda e Piraí. Destacam-se, ainda, a presença de feições aproximadamente circulares com valores de dissecação topográfica entre 200m e 400m, relacionando-se aos corpos alcalinos de Morro Redondo (Resende) e da Serra dos Tomazes (Piraí).

b) Região do Rift da Guanabara: o quadro evolutivo do Graben da Guanabara mostra que o magmatismo e a sedimentação foram tectonicamente controlados por campos de paleotensões com atuação em todo o seu domínio (Ferrari, 2001); característica esta que foi inferida para outros segmentos do RCSB (Riccomini, 1989). Nesta Região foram, inicialmente, reconhecidos os seguintes compartimentos geomorfológicos  de forma a facilitar a análise morfoestrutural: Maciços Litorâneos representados por um conjunto de feições de degraus escarpados e degraus e/ou serras reafeiçoados de orientação geral E-W, com inflexões para NE-SW; Depressão da Baía de Guanabara  e Região dos Lagos representadas por colinas com  elevações (altitudes de 40 a 150m) mais características das Baixadas do Rio de Janeiro, configurando-se, na maior parte das vezes, como domínio morfológico de significativo alinhamento, que acompanham a orientação regional NE-SW.

c) Alinhamentos de Cristas do Paraíba do Sul: localizada no setor médio da bacia do rio Paraíba do Sul, cujas feições do relevo refletem o forte controle geológico disposto em um conjunto de falhas e fraturas de orientação NE-SW (RADAMBRASIL, 1983; Corrêa Neto, 1995).  Os grandes traços tectônicos do Estado foram reconhecidos a partir do incremento da utilização de imagens de radar e satélite, possibilitando a definição de "grandes falhas" de extensão regional, carcterizadas pela presença de rochas cataclásticas e que Almeida et al. (1976) sugeriram representar faixas cataclásticas pré-cambrianas. A área abrangida é caracterizada pelo curso retilíneo do rio Paraíba do Sul, entre os municípios de Andrade Pinto e Itaocara com uma extensão de 150km, definido por Almeida (op cit.) como Lineamento Além Paraíba. O quadro morfológico reflete fortemente a estrutura e as litologias locais, com a orientação nítida de colinas e morros na direção NE-SW, destacando-se nas cartas geomorfológicas o alinhamento de feições de morros e colinas.

d) Depressão Interplanáltica Pomba-Muriaé: está área é dissecada pelas bacias dos rios Pomba e Muriaé. Apresenta um relevo escalonado, com cotas altimétricas que oscilam entre 100m e aproximadamente 700m, à medida que se aproxima da Serra da Mantiqueira, a norte. Está inserida na porção norte/nordeste do Estado do Rio de Janeiro, cujo o arcabouço tectônico  é marcado pelos grandes lineamentos de extensão regional com direção ENE até NNE, correspondendo a extensas e espessas faixas de rochas cataclásticas que refletem zonas de cisalhamento intenso de rejeito direcional dextral (Brenner et al., 1980).

e) Colinas e Morros  do Leste do Estado do Rio de Janeiro: estende-se de Cabo Frio, na porção mais a sul, a Bom Jesus de Itabapoana, a norte.  Os compartimentos geomorfológicos reconhecidos  para a área em questão  permitem identificar uma orientação geral, concordante com os lineamentos regionais (NE-SW) e secundariamente com orientações NW-SE, N-S e E-W. Litologicamente encontra-se na área rochas da suíte charnockítica, granulitos, migmatitos, quartzitos, mármores, rochas calciossilicatadas, anfibolitos, gnaisses e pegmatitos (Brenner et al., 1980). A faixa litorânea é caracterizada por seqüências sedimentares continentais (Grupo Barreiras e aluviões quaternários) e marinhos regressivas e transgressivas, associadas respectivamente ao desenvolvimento de cristas de praia (beach ridge) e sistemas de restingas (barrier systems) - Dias & Silva, 1984.

f) Tabuleiros Costeiros: caracterizados pelas feições de colinas suaves, de topos planos e amplos, principalmente no trecho a norte do rio Paraíba do Sul, orientadas na direção NE-SW. Esta orientação corresponde, por sua vez, a  tendência geral NE, paralela às direções estruturais pré-cambrianas (Mohriak & Barros, 1990). Observa-se, ainda, uma dissecação destas unidades orientadas, pelos sistemas de drenagem, NW-SE, demonstrando um controle recente no mecanismo de dissecação do relevo para a região do Planalto Atlântico. Esta unidade se estende de maneira descontínua no litoral do Rio de Janeiro, ocorrendo a NW da Baía de Guanabara e das proximidades da desembocadura do rio Macaé até o limite da folha Campos e são limitados a oeste pelos morros e maciços costeiros; a leste, entra em contato com o mar e, em alguns trechos, acham-se limitados com a planície deltáica do rio Paraíba do Sul, terminando, muitas vezes, em falésias, que podem estar ou não em contato com o mar.

g) Terraços e Planícies Fluviais e/ou Flúvio-Marinhas:      feições que se encontram distribuídas descontinuamente ao longo do litoral e das principais bacias de drenagem do Estado, separadas pelos maciços costeiros, morros, colinas e/ou tabuleiros.  Para a área da orla costeira, as características geomorfológicas refletem a diversidade de ambientes e processos genéticos e evolutivos. As planícies flúvio-marinhas se estendem ao longo do litoral em direção às falésias dos Tabuleiros Costeiros ou às Colinas, Morros e Maciços Costeiros e escarpas da Serra do Mar, interpenetrando-se nos estuários, angras, enseadas e lagoas (RADAMBRASIL, 1983). Apresentam uma série de ambientes diversificados e complexos afetados por oscilações eustáticas e climáticas e pelo controle de tectonismo regional, refletindo esses condicionamentos na distribuição espacial de sua morfologia. As áreas correspondentes as planícies flúvio-marinhas ocupam grande parte da região do Rift da Guanabara e Campos,  sendo tais feições entremeadas por colinas, morros e maciços litorâneos. As áreas relativas às bacias das Baías da Guanabara e de Sepetiba correspondem a setores diferenciados da costa, com presença de depósitos coluviais, marinhos e flúvio-marinhos, muitas vezes superpostos em decorrência das diversas etapas climáticas e eustáticas que atingiram o litoral fluminense a partir do Pleistoceno. Esta área caracteriza-se pela presença de compartimentos de planícies flúvio-marinhas de grande extensão.

 

5. CONSIDERAÇOES FINAIS

Em relação à discussão da metodologia empregada neste trabalho pode-se considerar sua relevância no que tange à caracterização morfológica de uma dada região, podendo-se destacar alguns aspectos fundamentais que se destacaram no mapeamento realizado:

a)      a análise da organização espacial dos compartimentos reconhecidos, possibilita uma leitura direta com destaque para as relações entre a estrutura geológica e o relevo;

b)      a inferência de estruturas tectônicas como lineamentos, zonas de cisalhamentos,  falhas e sistemas de fraturas dados pelas orientações e padrões da rede de drenagem, orientações e grau de dissecação atual da paisagem, pelo arranjo e orientação das classes de desnivelamento altimétricos do relevo e outros elementos. Assim, em diversas áreas do trabalho aqui apresentado, a individualização de compartimentos morfoestruturais distintos, auxiliou na discriminação de estruturas geradas e/ou reativadas no Mesozóico-Cenozóico, principalmente, nas áreas de relevo rebaixado, como as Regiões das Depressões, em que informações extraídas dos mapas elaborados permitem reconhecer indicativos da história evolutiva geomorfológica-geológica. Ressalta-se, portanto, que estas características são difíceis de serem identificadas através dos métodos convencionais de mapeamento geomorfológico.

c)      a possibilidade de identificar domínios de retenção e evasão da sedimentação quaternária, permitindo reconhecer diferentes domínios morfodinâmicos (susceptibilidade a processos erosivos e sedimentares) em áreas morfologicamente homogêneas (domínio colinoso), podendo fornecer, assim, uma primeira noção do grau de instabilidade ambiental, servindo como um plano de informação básico em projetos de planejamento territorial.

Cabe ressaltar, no entanto, que a metodologia empregada apresenta uma restrição em relação à aplicação para a área referente aos ambientes de agradação na zona costeira, pois não é possível reconhecer as feições morfológicas de planície fluvial e de planície flúvio-marinha, necessitando da utilização de imagens de satélite ou de radar e/ou fotografias aéreas para a traçar a linha limítrofe entre estes ambientes de agradação costeira.

No entanto, mais um fato soma-se favoravelmente ao emprego da metodologia de compartimentação geomorfológica a partir da identificação de compartimentos de diferentes graus de desnivelamento altimétrico, pois esta corresponde a uma técnica de mapeamento que, por utilizar-se de cartas topográficas, aparece como uma metodologia de acesso para qualquer região, haja vista que todo o Brasil possui recobrimento topográfico; além de ser considerada como uma técnica menos dispendiosa do que as pesquisas sofisticadas que utilizam-se de técnicas de  fotointerpretação de imagens de satélite e/ou fotografias aéreas.  Destaca-se, ainda, que os compartimentos geomorfológicos podem ser identificados em diferentes níveis de detalhe, sendo assim a escala disponível será básica para a definição do grau de detalhamento do mapeamento a ser realizado.

 

 

NOTAS

 

1 Bacias de drenagem correspondem a um corte espacial fundamental para compreensão das relações entre área-fonte, zona de transporte e zona de deposição em ambientes geodinâmicos distintos (Meis et al., 1982).

2  Saadi (1991) conceitua o termo Morfoestrutural  para definir compartimentos morfológicos cujas principais características demostram a existência de um nítido controle exercido pelo arcabouço litoestrutural. Já o termo Morfotectônico seria utilizado quando se verifica que a elaboração das formas se processa sob controle tectônico ativo.

3 A designação Planalto Atlântico foi inicialmente proposta por Moraes Rego (1932) e Deffontaines (1935) para agrupar relevos desenvolvidos nas áreas cristalinas, enquanto Ponçano et al. (1981) caracteriza o Planalto Atlântico como sendo o trecho do relevo do Sudeste brasileiro que engloba um extenso planalto maturamente dissecado e desnivelado. Passa-se de uma costa recortada a uma região serrana, esta que se apresenta na forma de escarpas abruptas e uase lineares, condicionada por linhas de falha ou, ainda, se desfaz em formas de morros, também alinhados segundo recortes derivados da imposição estrutural.

 

 

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