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X SIMPÓSIO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA FÍSICA APLICADA



 

CONSIDERAÇÕES SOBRE AS TÉCNICAS ENVOLVIDAS NOS LEVANTAMENTOS DE SOLOS APLICADOS À PLANIFICAÇÃO DE USO: ESTUDO DE CASO NA BACIA RETIRO DAS PEDRAS, PETRÓPOLIS, RJ.

 

 

G. L. Guerra gisele_guerra@yahoo.com.br;
D. E. S.
Ferreira danielle_esteves@yahoo.com.br;
N. M. C. Mafra
costanm@uerj.br.  (1)

 

 

    (1) Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Instituto Geociências. Departamento de Geografia
Grupo de Investigação Solos-Paisagem (GISP) R. S.

 

 

 

Palavras-chave: levantamento pedológico, planificação de uso agrário.

Eixo 3: Aplicação da Geografia à Pesquisa

Sub-eixo 3.2: Propostas teóricas e metodológicas

 


 

INTRODUÇÃO

 

No contexto dos exercícios de planificação de uso do solo, os levantamentos pedológicos se inserem na fase do inventário do meio físico, constituindo os instrumentos que vêm a subsidiar a avaliação da capacidade e das limitações de uso agrário, sendo também importantes na definição de alternativas de manejo e conservação dos solos. Consideram-se produtos destes levantamentos, o conjunto de resultados analíticos de campo, laboratório e gabinete, os quais não só são indicadores dos atributos ligados à potencialidade dos solos, como definidores da taxonomia e do mapeamento relativo ao levantamento de reconhecimento de solos em distintas escalas (desde o exploratório até o detalhado). Nesse último, os solos semelhantes são reunidos em classes, que, por sua vez, combinadas com informações do meio ambiente, constituem a base fundamental para a composição das unidades de mapeamento, cuja distribuição espacial, extensão e limites são expressas através da cartografia.

Este trabalho tem como objetivo realizar considerações acerca das etapas envolvidas em um levantamento pedológico de apoio à planificação, usando como exemplo aquele realizado para a Bacia do Retiro das Pedras, no município de Petrópolis. O levantamento de solos realizado integra o projeto “Planificação de uso do solo no município de Petrópolis, RJ: distritos de Posse e Pedro do Rio”, desenvolvido pelo Grupo de Investigação Solos-Paisagem (GISP), do Departamento de Geografia da UERJ.

 

BASES CONCEITUAIS

 

Consideramos fundamental a definição, ainda que de forma concisa, das bases conceituais relativas ao levantamento de solos e à planificação de uso, por constituírem o alicerce para a utilização das técnicas que serão consideradas neste trabalho.

Em primeiro lugar é importante que o levantamento de solos seja entendido como um conjunto de informações do meio físico, no qual, ainda as que as pedológicas sejam enfocadas com relação às demais do entorno, são essas últimas de fundamental importância para o estudo e a compreensão das relações entre o solo e seus ambientes e materiais de formação (Mafra, 1997). Dessa forma, passa o levantamento de campo a constituir um dos elementos-chave nesse inventário, visto que as relações solo-paisagem são constatadas sobre tudo durante essa fase.

Numa perspectiva que enfoca o levantamento voltado ao mapeamento de solos, a EMBRAPA (1997) considera que o objetivo principal de um levantamento pedológico é, em última análise, subdividir áreas heterogêneas em parcelas mais homogêneas, que apresentem menos variabilidade possível, em função dos parâmetros de classificação e das características utilizadas para distinção de solos. Estes levantamentos são bases ideais para a previsão de risco de usos do solo, podendo evitar que áreas inaptas para exploração agropecuária e outras atividades sejam desmatadas ou alteradas em suas condições naturais de equilíbrio, causando impactos negativos à natureza, sem o esperado retorno econômico.

Considerada a amplitude de um levantamento pedológico, necessária à fase de inventário do meio voltada aos exercícios de planificação de uso do solo, este passa a constituir um capítulo fundamental na avaliação das potencialidades e vulnerabilidades do uso das terras.

Tendo em vista a utilização racional dos solos, a planificação de uso constitui o instrumento mais adequado para resolver questões dessa natureza, considerando dessa forma a necessidade de utilizar o solo como recurso natural de maneira a atender sua capacidade de uso, atentando para suas limitações e considerando o equilíbrio ecológico de um território.

Dessa forma, a planificação pressupõe a racionalização do uso dos recursos e a. compatibilização entre atividades que se deseje implantar em um território e as estabelecidas anteriormente de forma a manter o equilíbrio do meio ambiente.

A planificação de uso, a priori, visa a redução de conflitos gerados pela competição entre os usos, pelos recursos naturais (Cendrero, 1990). Segundo Diaz Terán apud Mafra (1997), a planificação dos usos do território é vista como “..um exercício intelectual mediante o qual se analisa toda uma série de parâmetros físico-naturais, econômicos, sociológicos e políticos de um espaço pré-determinado por critérios geográficos ou político administrativos para o qual se estabelecem as formas de utilização que se considerem idôneas”. Em suma, a planificação visa compreender o território em todos os seus aspectos como forma de propor sua melhor utilização a partir do conhecimento de causa.

Segundo Orea (1978), a planificação de uso deve ser adequada às características geográficas do território em questão e ao objetivo que se pretende alcançar, parâmetros que vão definir a escala de trabalho. No caso específico da área de estudos (Bacia do Retiro das Pedras) adotar-se-á a escala de meso-planificação, a qual, dentro dos critérios que a definem, visa definir para o território, diretrizes mais adequadas ao seu manejo em escala de semi-detalhe, estabelecendo uma orientação para o uso agrícola das terras.

Desta forma, o levantamento de solos, como um dos atributos mais importantes do inventário do meio físico (alicerce da planificação de uso do solo), vem a desempenhar um papel significativo na definição das diretrizes da avaliação do uso potencial da terra.

 

ÁREA DE ESTUDO

 

A área de estudos compreende o território delimitado pela bacia do Ribeirão do Retiro das Pedras, situado na porção centro-norte do município de Petrópolis, incorporada ao distrito de Pedro do Rio. Possui uma extensão de 15,31 km2, tendo sido o levantamento de solos realizado a escala de 1: 25.000 para fins de compatibilização com o nível de meso-planificação, conforme a bibliografia citada (Cendrero, 1990; Diaz de Terán, 1985; Orea, 1978) e a apresentação dos produtos cartográficos, a escala de 1:50.000.

No tocante à geomorfologia, a área encontra-se compartimentada da seguinte forma: degraus de serra (que encontram-se marcados por relevo escarpado), os quais vêm a constituir os divisores d’água da bacia em seu setor sul/sudeste, principalmente; e as colinas pouco e muito dissecadas, ocupando estas últimas, a porção sul-sudoeste da área da bacia. Dominam nesses dois últimos compartimentos, as unidades de Latossolos e Cambissolos, ocupando as primeiras, aproximadamente 80% do território. As seções verticais expostas pelos cortes de morro e de estrada evidenciam solos bastante profundos (para o primeiro caso), de coloração vermelho-amarelada, em sua maioria apresentando horizontes superficiais notadamente descaracterizados por erosão laminar, ainda que em alguns casos a cobertura vegetal seja a mata secundária.

O Latossolo constitui um dos tipos de solos mais representativos no Brasil, ocupando aproximadamente 40% do território e contabilizando 331.637 ha (Embrapa, 1999). São solos profundos, com boa permeabilidade (o que lhes confere uma também boa permeabilidade), ausência de descontinuidades estruturais e texturais significativas ao longo dos perfis, caracterizando sua excelente condição física, contrastada à condição química expressa por sua baixa fertilidade natural e acidez considerável.

Nos fundos dos vales, as planícies aluviais apresentam extensão reduzida. Ocorrem  nesse domínio, os Neossolos Flúvicos, os Gleissolos Háplicos e os Planossolos Hidromórficos.

Os Neossolos Flúvicos são marcados pela boa drenagem, fato que estaria relacionado sobre tudo a ausência de descontinuidades texturais e estruturais ao longo do perfil. Apresentam relativa fertilidade natural e por ocorrerem de um modo geral sob relevo plano, também não apresentam limitações de uso por suscetibilidade à erosão.

Nas planícies de inundação do Ribeirão do Retiro das Pedras ocorrem os Gleissolos, que têm como característica principal a presença de um horizonte glei, o que confere a estes solos condições de drenagem deficiente. Sua fertilidade natural e sua acidez variam segundo as condições do entorno.

De acordo com a literatura (Bertoldo, 1992) os Planossolos são solos minerias, hidromórficos ou não, geralmente pouco profundos e caracteristicamente mal drenados, apresentando por isso cores cinzentas, avermelhadas e amareladas em seus horizontes subsuperficiais (de características particulares, às de um B textural). Apresenta descontinuidade textural entre os horizontes superficiais (A e E) e o horizonte B. Geomorfologicamente estão relacionados à áreas planas e suavemente onduladas, como pôde ser constatado na localização do perfil representativo desta unidade, na área de estudos.

 

MÉTODOS E TÉCNICAS

 

No processo de levantamento de solos, a primeira etapa de trabalho tem início em gabinete, com a coleta dos dados relacionados à bibliografia existente sobre a área de estudos e sobre os conceitos e critérios que envolvem a temática do trabalho a ser desenvolvido. De posse destes dados e através do apoio cartográfico (fotos aéreas e cartas topográficas em escalas distintas), é realizada uma análise geral do território, sobre tudo quanto aos seus aspectos morfoestruturais dominantes. Dessa forma, passa a ser possível estabelecer as metas para uma primeira expedição de campo, a de reconhecimento, a qual permitirá dar início ao levantamento preliminar das unidades de solo e à análise das relações solo-paisagem.

Este levantamento preliminar é realizado através da identificação das seções verticais ou trincheiras, onde serão realizadas as descrições dos perfis de solo e das condições do entorno e coletadas as amostras. Ainda em campo, é realizada a tomada de dados altimétricos, dos gradientes das encostas e do comprimento de rampas.

Após o campo, as análises laboratoriais que compreendem as físicas, químicas e mineralógicas, são realizadas para a definição da taxonomia dos solos e para o diagnóstico ligado a capacidade e limitações de uso do solo.

As análises físicas compreendem sobre tudo, a textural, as que se referem à estabilidade dos agregados e à densidade aparente e real (esta última para determinação das Constantes de Kopecky), dentre outras. Já as análises químicas compreendem: a determinação do pH do solo, do Complexo Sortivo do Solo, do Carbono Orgânico, do Nitrogênio e do Fósforo, assim como aquelas relativas ao Extrato Sulfúrico. As análises mineralógicas são realizadas para as frações cascalho/calhau, areias (fina e grossa) e argila.

Em gabinete, os tipos de solos identificados em campo e confirmados através da foto-interpretação ganham escala espacial, sendo então mapeados de acordo com os procedimentos cartográficos exigidos pela escala do estudo. Para a delimitação dessas unidades de solos são considerados os aspectos pedo-geomorfológicos identificados. A legenda preliminar de solos passa a ser substituída pela definitiva, a partir do momento em que as análises laboratoriais se concluem.

As informações obtidas através da investigação de campo, laboratório e gabinete serão passadas a uma base de dados, a qual reunirá os elementos necessários para a avaliação do potencial do meio, no caso específico, relativa às condições edafológicas e do entorno, as quais irão constituir o suporte para o exercício da planificação.

 

DISCUSSÕES E RESULTADOS

 

O levantamento de solos na área da Bacia do Retiro das Pedras possibilitou reunir um conjunto de dados pedológicos e do entorno importantes para o inventário do meio, que constitui a primeira fase da planificação de uso dos solos.

Estes dados referem-se aos resultados obtidos durante as investigações de campo e análises em laboratório, além da elaboração da cartografia das unidades de mapeamento. Todos estarão contidos numa base de dados (exemplificada pela tab.2) que constituirá o primeiro plano de informações para o programa que utilizará a metodologia para a avaliação da capacidade de uso do solo e a orientação de uso, aplicados durante o exercício da planificação.

Serão apresentados a seguir, o conjunto de informações analíticas (de campo e laboratório) e cartográficas importantes tanto na definição da classificação dos solos para fins de mapeamento, como na caracterização dos atributos do solo e do entorno.

No levantamento de solos da bacia do Retiro das Pedras, as atividades abaixo descritas foram executadas, sendo importante esclarecer que o mapa pedológico (levantamento de reconhecimento semidetalhado de solos) encontra-se em fase de finalização.

Como material cartográfico utilizou-se a folha topográfica Itaipava (SF.23-Z-B-II-3, 1986) na escala 1:50.000 (IBGE, 1986), a qual serviu de apoio à foto-interpretação, em caráter preliminar, para o reconhecimento de elementos da paisagem relacionados aos ambientes de formação dos solos. Para o mapeamento pedológico preliminar utilizaram-se as informações oriundas de 14 perfis de solo levantados em campo.

As amostras de solo relativas a estes perfis, foram submetidas a análises físicas, químicas e mineralógicas, descritas na metodologia. Encontram-se apresentados na tabela 1, os resultados para 4 dos perfis mais significativos da área de estudos. A tabela 2 representa um exemplo da base de dados que reúne os parâmetros considerados no inventário do meio físico, importantes na posterior avaliação da capacidade e limitação de uso dos solos para fins da planificação.

 

 

Tabela 1 – Descrição analítica dos perfis de solo

 

NP

SL

MT

GR

RC

CV

ET

TX

PR

PD

DR

MO

AC

F

PR4

LVA

2

3

S

1

2/3

3/2

P

P0

B

2

2

 

PR5

LVAd

2

5

S

3

2/3

3/2

P

P0

B

2

2

D

PR6

SX

3

1

S

2

2/3

3/3

PP

P0

D

2

2

 

PR8

CX

2

5

C

3

2/3

3/2

PP

P1

B

2

3

 

Tabela 2 – Base de dados relativa ao inventário do meio

 

 

Legenda:

 

NP: nº do perfil

SL: tipo de solo

MT: material de origem

(1) residual; (2) coluvial; (3) aluvial

GR: gradientes

(1) 0 – 3%; (2) 3 – 8%; (3) 8 – 20%; (4) 20 – 45%; (5) 45 – 70%, (6) >70%

RC: rochosidade

(S) sem rochosidade, (C) com rochosidade

CV: cobertura vegetal

(1) floresta tropical; (2) capoeira; (3) pastagem; (4) áreas cultivadas; (5) vegetação escassa ou inexistente

ET: estrutura

(1) grãos soltos; (2) granular ou grumosa; (3) em blocos; (4) compacta; (5) prismática

TX: textura

(1) muito argilosa; (2) argilosa; (3) média; (4) siltosa; (5) arenosa

PR: profundidade

(PP) pouco profundo; (P) profundo

PD: pedregosidade

(P0) ausência de pedras; (P1) poucas pedras, menos de 15% ; (P2) abundantes em pedras, entre 15 e 50%; (P3) extremamente abundante em pedras, mais de 50%.

DR: drenagem do solo

(B) boa; (M) moderada; (D) deficiente

MO: matéria orgânica

(1) <3.5%; (2)>3.5%

AC: acidez

acidez muito forte = pH entre 2 e 4; (2) acidez forte = pH entre 4 e 5; (3) acidez moderada a fraca = pH entre 5 e 6; (4) acidez muito fraca a fraca = pH entre 6 e 7

  

A espacialização dos perfis de solos levantados neste estudo pode ser visualizada na Figura 1, a seguir.

 

 

(P1) LVA - Latossolo Vermelho Amarelo A moderado textura muito argilosa fase floresta tropical subperenifólia relevo forte ondulado.

(P2, P3, P4, P7, P12) LVA - Latossolo Vermelho Amarelo A moderado textura argilosa fase floresta tropical subperenifólia relevo forte ondulado.

(P5) LVAd - Latossolo Vermelho Amarelo Distrófico A fraco textura argilosa fase floresta tropical subperenifólia relevo forte ondulado.

(P6) SX - Planossolo Hidromórfico A fraco textura média fase floresta de várzea relevo plano.

(P8)  CX - Cambissolo A moderado textura argilosa fase floresta tropical subperenifólia relevo forte ondulado

(P9)  GX - Gleissolo Háplico A fraco textura argilosa fase floresta de várzea relevo plano.

(P10) GX - Gleissolo Háplico A fraco textura média fase floresta de várzea relevo plano.

(P11) LVA - Latossolo Vermelho Amarelo A fraco textura argilosa fase floresta tropical subperenifólia relevo forte ondulado.

(P13) CX - Cambissolo A fraco textura (por determinar) fase floresta tropical subperenifólia relevo forte ondulado.

(P14) RU - Neossolo Flúvico A fraco textura (por determinar) fase floresta de várzea relevo plano.

 

Obs1: As unidades de solos não se encontram delimitadas cartograficamente no mapa. A fase definitiva de mapeamento encontra-se em fase de conclusão.

 

Obs2: Os valores do Complexo Sortivo do solo (resultados de eutrofia e distrofia dos solos) não foram anexados à legenda, visto que ainda existem amostras de solo sendo submetidas às análises químicas em laboratório. Exceção feita ao  Perfil 5 (P5).

 

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