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X SIMPÓSIO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA FÍSICA APLICADA

 

CONDIÇÕES DE TRATAMENTO DOS RESÍDUOS QUÍMICOS E SUA INTERAÇÃO COM O MEIO AMBIENTE[1]

 

 

 

Marilene Dias do Nascimento[2], Mara Cristina Calegaro[3], Roberto Cassol[4], Erico Marlon de Moraes Flores[5], Bernardo Sayão Penna e Souza[6]

 




 

Palavras-chave: meio ambiente, resíduos, gerenciamento

Eixo Temático:  3 - Aplicação da Geografia Física à Pesquisa.

Sub-eixo: 3.3 - Gestão e Planejamento Ambiental.

 

 

 

 

 

1. INTRODUÇÃO

 

O espaço geográfico é, constantemente, transformado pela ação do homem, no intuito de novas descobertas. Estas transformações espaciais nem sempre são benéficas ao ecossistema, causando, muitas vezes, desequilíbrios ecológicos irreversíveis O desenvolvimento tecnológico e as conquistas do homem moderno desencadeiam condições para a melhoria de vida da população, mas, ao mesmo tempo prejudicam a natureza e afetam a qualidade de vida desta população. O resíduo sólido urbano e os descartes industriais figuram entre as questões de maior preocupação neste início de milênio. Enormes quantidades de rejeitos de origem industrial, comercial e residencial tem sido espalhados, de maneira não civilizada e criminosa, por todo o planeta, negligenciando-se, inclusive, a possibilidade de reaproveitamento. Estes resíduos, quando não gerenciados de forma eficiente, por meio de sistemas eficazes, acabam prejudicando a  vida das próprias comunidades que os geram.

Entre estas preocupações está a presença de resíduos químicos distribuídos em toda a biosfera terrestre. Embora a contribuição destes resíduos originados pelos laboratórios químicos representem apenas 1% de todos os resíduos gerados pela atividade humana, quando são lançados à natureza, continuamente e de maneira prolongada, podem causar grandes prejuízos ao meio ambiente, como a contaminação do lençol freático e aumento da acidez do solo. Por este motivo, faz-se necessário o gerenciamento destes resíduos tóxicos e perigosos, que, em função de suas características físicas e químicas, exigem um processo de tratamento para posterior eliminação.

A geração de resíduos nas universidades é um assunto pouco discutido no Brasil e na América Latina. Acompanhando a tendência mundial na busca da sustentabilidade, universidades e centros de pesquisa devem se empenhar no estabelecimento de programas gerenciais, uma vez que a composição dos resíduos de laboratório costuma ser tão variada quanto as áreas de pesquisa em que eles são produzidos.

Em virtude desta preocupação constante e visível com o meio ambiente originou-se a necessidade do desenvolvimento desta pesquisa, que visa a verificação da magnitude do uso dos produtos químicos clorados[1], não clorados[2] e metais pesados[3], através da análise e comparação a partir de dados oriundos dos Departamentos de Química das Universidades Públicas e Privadas do Rio Grande do Sul, para determinação das políticas adotadas por estas Instituições no que se refere ao armazenamento e ou/ descarte dos resíduos acima citados, bem como a interação destes com o meio ambiente e sua dinâmica.

As Universidades que possuem Departamentos e/ou Cursos de Química no Estado do Rio Grande do Sul e que foram questionadas e analisadas no presente trabalho são: Pontifícia Universidade Católica (PUC), Universidade Luterana do Brasil (ULBRA), Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), localizadas na capital Porto Alegre; Universidade de Caxias do Sul (UCS), em Caxias do Sul; Universidade de Passo Fundo (UPF), em Passo Fundo; Universidade de Santa Cruz (UNISC), em Santa Cruz do Sul; Universidade de Cruz Alta (UNICRUZ), em Cruz Alta; Universidade Católica de Pelotas (UCPEL), em Pelotas; Fundação Universidade de Rio Grande (FURG), em Rio Grande; Universidade Federal de Pelotas (UFPEL), em Pelotas e Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) em Santa Maria. Figura 1.

 

FIGURA 1 – Localização das Universidades em estudo no RS.

Fonte: IBGE

Org. Nascimento, M. D. do
 

Nestes últimos anos, se tem ouvido falar muito sobre os problemas ambientais causados pela inconseqüente deposição de resíduos. Em uma designação genérica “lixo” é todo o material que é simplesmente descartado pelo homem, ou seja, “jogado fora”. Em termos ambientais, ainda observa-se que a palavra “lixo” está somente associada a grandes volumes de resíduos, passando despercebida as pequenas quantidades.

Em um primeiro momento estas pequenas quantidades parecem inofensivas e, desta forma, são descartadas em qualquer lugar, sem receber qualquer tipo de tratamento. Porém, este “lixo de pequeno porte”, quando depositado inadequadamente pode causar inúmeros prejuízos para o ambiente, como contaminação de águas ou proliferação de doenças infecto-contagiosas.

Sendo assim, “...o problema do lixo é um problema de compreensão e somente através da educação ambiental poderemos chegar a um comportamento de respeito para com o meio ambiente no qual vivemos e do qual dependemos. É preciso desenvolver pesquisas para encontrarmos soluções quanto ao reaproveitamento ou reciclagem do lixo ...”. (Troppmair, 1987)

Moraes et al. (1998) afirmam que “... a participação da comunidade de cada localidade, nos processos de planejamento, elaboração de projetos, viabilização do financiamento, execução, definição da prestação dos serviços e avaliação, é condição fundamental para a implementação e o êxito do projeto local sustentável de saneamento ambiental”.

Existe uma tendência na nossa sociedade em considerar como impactante apenas as substâncias que afetam de modo rápido e em grande quantidade o meio ambiente. Consequentemente, são estes que estão sempre sob a fiscalização das agências estaduais de proteção ambiental, sendo passíveis de punição pelo órgão competente. Pequenos geradores de resíduos, tais como instituições de ensino e de pesquisa, laboratórios de análises bioquímicas e físico-químicos, por terem uma ação lenta e serem lançadas à natureza em pequenas doses, normalmente são considerados pelos órgãos fiscalizadores como atividades não impactantes, e assim sendo, raramente fiscalizados quanto ao descarte de seus rejeitos.

Levando-se em conta o grande número de pequenos geradores de resíduos existentes na nossa sociedade, e que os resíduos por eles gerados são de natureza variada, incluindo metais pesados, solventes clorados e não clorados, nos laboratórios de ensino e pesquisa, estas atividades não dispensam um programa eficiente de gerenciamento destes resíduos.

Nestas últimas décadas a conscientização e a mobilização da sociedade civil tem exigido que esta situação cômoda da qual desfrutam estes pequenos geradores de resíduos seja revertida, requerendo para estas atividades o mesmo grau de exigências que o Estado dispensa para os grandes geradores.

O gerenciamento de resíduos químicos, nas chamadas unidades geradoras de pequenas quantidades, esbarra em algumas peculiaridades no tocante aos aspectos de legislação que merecem uma análise mais criteriosa antes de se implementar um programa de gestão de resíduos, o qual tem como objetivo primeiro minimizar os danos causados pela disposição adequada destes rejeitos químicos nos corpos receptores disponíveis (rede de esgoto, águas superficiais, aterros, etc.).

Muito embora não haja uma legislação específica que trate do destino final de resíduos químicos oriundos das atividades de ensino e de pesquisa, isto não deve ser usado como um pretexto para a falta de gerenciamento destes rejeitos. Neste caso, adota-se a legislação existente para as indústrias, sob a premissa de que a legislação é válida tendo como base a natureza da atividade, e não as quantidades de resíduos que a mesma gera.

 Tanto a CONAMA (Conselho Nacional do meio Ambiente), como o Código Estadual do meio Ambiente do Estado do Rio Grande do Sul, Lei nº. 11.520, de 03 de agosto de 2000 dispõe que acoleta, o armazenamento, o transporte, o tratamento e a disposição final de resíduos poluentes, perigosos, ou nocivos sujeitam-se à legislação e ao processo de licenciamento perante o órgão ambiental e devem processar-se de maneira que não constituam perigo imediato ou potencial para a saúde humana e o bem-estar público, nem causem prejuízos ao meio ambiente. Diz, também, que compete ao gerador a responsabilidade pelos resíduos produzidos, compreendendo as etapas de acondicionamento, coleta, tratamento e destinação final. A terceirização de serviços de coleta, armazenamento, transporte, tratamento e destinação final de resíduos não isenta a responsabilidade do gerador pelos danos que vierem a ser provocados.

Neste contexto, chegou o momento das universidades, produtoras de conhecimento, refletirem sobre suas próprias realidades, debatendo políticas internas de gerenciamento de seus resíduos, pesando acertos e erros, selecionando estratégias e metodologias mais adequadas para a abordagem da questão, sob a ótica da sustentabilidade, ao nível atual da ciência e da técnica, que ensinam e que praticam.

 

OBJETIVOS:

 

O objetivo geral desta pesquisa é contribuir para a Ciência Geográfica, principalmente na área de Geografia Física/Geografia do Meio Ambiente, buscando novas alternativas no processo de gerenciamento de resíduos químicos e do impacto ambiental causado por estes, a fim de despertar na comunidade acadêmica e na sociedade em geral um sistema ambientalmente educativo e de consciência crítica, bem como a melhoria contínua dos processos que minimizem a geração de danos ao meio ambiente por dejetos residuais tóxicos liberados na natureza.

Como objetivos específicos têm-se:

·verificar a magnitude do uso de produtos químicos clorados, não clorados e metais pesados oriundos dos Departamentos de Químicas das Universidades do Rio Grande do Sul;

·analisar a forma de gerenciamento dos resíduos químicos adotados por estas instituições;

·identificar a problemática em análise, destacando o impacto ambiental causado por estes resíduos, ao longo do tempo;

·buscar alternativas no processo de gerenciamento destes, a fim de minimizar a degradação do ambiente.

 

2.MATERIAS E MÉTODOS:

 

A pesquisa tem caráter descritivo, utilizando-se do método dedutivo, partindo de uma visão geral da questão ambiental para chegar até o estudo do gerenciamento dos resíduos químicos e seus impactos ambientais, buscando-se a verificação da magnitude do uso dos produtos químicos clorados, não clorados e metais pesados pelas Universidades Públicas e Privadas do Rio Grande do Sul, identificando-se a problemática em questão, destacando-se o impacto ambiental causado por estes resíduos e analisando a forma de gerenciamento adotados por estas Instituições, bem como a busca de soluções para a minimização desta problemática.

Primeiramente, identificou-se as Instituições de Ensino Superior, públicas e privadas do Estado do Rio Grande do Sul que possuem Departamentos e/ ou Cursos de Química e que utilizam produtos químicos clorados, não clorados e metais pesados, nas aulas experimentais.

A seguir, como instrumento de coleta de dados, aplicou-se questionários a estas instituições, com a finalidade de levantar dados quantitativos dos produtos químicos, acima mencionados, adquiridos, anualmente,  bem como o descarte, armazenamento, formas de reciclagem e ou recolhimento destes resíduos e, ainda, se estas instituições possuem algum tipo de comissão ou pessoal especializado para o gerenciamento destes.

 

RESULTADOS E DISCUSSÕES:

 

Das onze Universidades que receberam os questionários apenas quatro enviaram as respostas. São elas: Universidade Federal de Santa Maria, Universidade Luterana do Brasil, Universidade de Passo Fundo e Fundação Universidade de Rio Grande.

Questionadas sobre a quantidade de produtos clorados, não clorados e metais pesados adquiridos anualmente verifica-se que os resultados são variados, sendo que cada universidade adquire uma quantidade diferente destes produtos, de acordo com suas necessidades (Tabela 1).

 

 

Universidades

Produtos Clorados

Produtos Não clorados

Metais pesados

1. 

UFSM

80 a 100 L

500 L

40 a 60 L

2. 

ULBRA

Até 20 L

60 a 80 L

80 a 100 L

3. 

UPF

40 a 60 L

Acima de 100 L

20 a 40 L

4. 

FURG

Até 20 L

40 a 60 L

80 a 100 L

TABELA 1: Quantidade de produtos químicos adquiridos anualmente

Org. Nascimento, M. D. do

 

Quanto ao destino dos resíduos gerados a partir da utilização destes produtos nas experiências laboratoriais, as respostas também foram variadas (Tabela 2).

 

Universidades

Destinos dos resíduos químicos

UFSM

Armazenagem em local específico, anexo ao almoxarifado, em bambonas de plástico de 50 L, para posterior recolhimento

ULBRA

Armazenagem no próprio laboratório e recolhimento por empresa especializada (não específica a empresa)

UPF

Armazenagem no próprio laboratório para futuro recolhimento por empresa especializada (estão em contato com estas empresas. Ex: Tribel – RJ))

FURG

Armazenagem no próprio laboratório e recolhimento por empresa especializada (não específica a empresa)

TABELA 2: Destino dos resíduos dos produtos químicos gerados nos laboratórios de pesquisa e ensinoOrg. Nascimento, M. D. do

 

Das Universidades que responderam o questionário apenas duas possuem uma comissão interna para o gerenciamento e tratamento destes resíduos, a UPF e a UFSM.

Na UFSM cada laboratório, de ensino e de pesquisa, é responsável pelo gerenciamento dos seus resíduos, sob a orientação da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA), criada a partir de 1998, a fim de, entre outros assuntos, buscar uma solução para o gerenciamento dos resíduos químicos gerados por esta instituição.

Atualmente, o processo de descarte destes resíduos é feito da seguinte forma: os solventes orgânicos são divididos  em dois grupos, halogenados e não halogenados. Os halogenados são apenas embalados e rotulados, os não halogenados, antes de serem embalados e rotulados são testados para a verificação da presença de peróxidos. Os metais pesados são tratados com soda cáustica para precipitarem, isolados através do processo de filtração e embalados como resíduos sólidos.

Pode-se observar que as Universidades do Rio Grande do Sul ainda não dispõe de um gerenciamento adequado para o tratamento, armazenagem e recolhimento dos resíduos químicos gerados por estas, mas estão preocupadas em solucionar este grave problema que vem aumentando a cada ano.

É sabido que, os resíduos químicos, em função de suas características, exigem um processo de tratamento e eliminação especial.

Alsina (1996), sugere alguns cuidados básicos que devem ser tomados no manuseio de resíduos químicos pelos usuários destes, a fim de minimizar o processo de agressão que estes possam vir a causar no meio ambiente. São eles:

a)rotular e identificar os componentes das misturas existentes nos frascos, tanto os solutos, quanto os solventes, bem como a identificação dos riscos na operação de tratamento. A indicação apenas do solvente principal pode causar problemas no tratamento adequado;

b)os rótulos deverão conter de forma clara: o laboratório, o responsável pelo mesmo e a data do recolhimento. Estas informações, eventualmente, podem vir a ser úteis em casos onde haja necessidade de informações adicionais;

c)nunca se deve misturar substâncias que possam reagir entre si. Exemplo, mistura de solventes orgânicos clorados com não clorados, orgânicos com ácidos ou orgânicos com inorgânicos;

d)antes do recolhimento dos rejeitos químicos ativos, deve-se ter o cuidado no sentido de desativação destes. Lembrar que, frascos contendo rejeitos químicos ativos sem nenhuma indicação no rótulo , expõe os funcionários do setor a sérios riscos;

e)para o recolhimento dos rejeitos químicos devem ser utilizados recepientes de vidro ou de plástico resistentes, que estejam em perfeitas condições, principalmente com relação à vedação dos mesmos. Evitar frascos com vazamentos;

f)o recolhimento dos rejeitos químicos não deve ultrapassar 2/3 da capacidade do recepiente. Frascos extremamente cheios criam riscos quando transportados;

 

CONSIDERAÇÕES FINAIS

 

As Universidades adquirem, anualmente, um grande volume de produtos químicos para as aulas experimentais dos Cursos de Química, entre outros. Nem sempre os resíduos destes produtos são devidamente gerenciados no que diz respeito ao seu armazenamento e ou descarte, reciclagem e reutilização.

A maioria das Universidades do Rio Grande do Sul não possui uma comissão específica para gerenciar e controlar estes produtos, que se armazenados ou descartados indevidamente poderão causar danos irreparáveis ao ambiente.

A geração de resíduos nas universidades é um assunto pouco discutido no Brasil e na América Latina. Acompanhando a tendência mundial na busca da sustentabilidade, universidades e centros de pesquisa devem se empenhar no estabelecimento de programas gerenciais, uma vez que a composição dos resíduos de laboratório costuma ser tão variada quanto as áreas de pesquisa em que eles são produzidos.

O ensino superior, através do qual é formada a nova geração de profissionais qualificados, precisa desenvolver meios de garantir melhor qualidade de vida à população em geral, buscando crescimento pessoal, conhecimento científico e cuidados redobrados para com o meio ambiente.

Competência em educação é mobilizar um conjunto de saberes para solucionar com eficácia uma série de situações. Diante disso, espera-se que as universidades sejam o centro para o desenvolvimento e a propagação de mecanismos que visem cuidar melhor do planeta, adotando procedimentos de vanguarda e respeito à natureza.

 

 

NOTAS

 

[1].Entende-se por produtos clorados: clorofórmio, tectracloreto de carbono, diclorometano, dicloroetano, cloreto de metileno, etc.

[2] Entende-se por produtos não-clorados: álcoois, acetonas éteres, hexano, benzeno, tolueno, etc

[3] Metais pesados são os cátions, ânions, etc, em meio aquoso.

 

 

BIBLIOGRAFIA

 

ALSINA, J. Manual de Tratamiento de Los Resíduos  Tóxicos Y Peligrosos. Barcelona: Universitat de Barcelona, 1996. 200 p.

 

Código Estadual do Meio Ambiente, Lei nº 11.520, de 03 de agosto de 2000, Governo do Estado do rio grande do Sul, Secretaria do Meio Ambiente.

 

HAMMER, M. J. Sistemas de Abastecimento de Água e Esgotos. Tradução: Sérgio A. S. Almeida. Rio de Janeiro: Livros Técnicos e Científicos S.A, 1979.379 p.

 

MORAES, L. R. S. et al. Projeto sustentável de planejamento ambiental para pequenas comunidades. In: Anais I Congresso Nacional de Meio Ambiental, 1. 1998, p. 243-246. Feira de Santana.

 

TROPPMAIR, H. Biogeografia e Meio Ambiente: O lixo em sistemas urbanos. Rio Claro/SP: Graff Set Tipografia e Off Set, 1987. 144-149 p.

 

[1] Trabalho desenvolvido no Dep. de Geociências/CCNE/ UFSM

[2] Autora/ Acadêmica do Curso de Geografia/ Departamento de Geociências/CCNE/UFSM.

[3] Co-autora/ Acadêmica do Curso de Geografia/ Departamento de Geociências/CCNE/UFSM.

[4] Prof. Dr/ Dep. de Geociências/ CCNE/UFSM

[5] Prof. Dr/ Dep. de Química/ CCNE/UFSM

[6] Prof. Dr/ Dep. de Geociências/ CCNE/UFSM