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X SIMPÓSIO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA FÍSICA APLICADA




 

PROCESSOS DE RISCOS AMBIENTAIS ASSOCIADOS A DESASTRES NATURAIS NO MUNICÍPIO DE SANTA MARIA-RS

 

 

Núbia Scariot

Carlos Alberto da Fonseca Pires

Luis Eduardo Robaina

Universidade Federal Santa Maria

nubiasca@yahoo.com.br

lesro@baseufsm

 

 

 

Palavras-chave: Risco Ambiental, Dinâmica Fluvial e de Encostas

Eixo Temático:  3 - Aplicação da Geografia Física à Pesquisa.

Sub-eixo: 3.3 - Gestão e Planejamento Ambiental.




 

INTRODUÇÂO

Santa Maria esta situada na região central do estado do Rio Grande do Sul, com uma população próxima a 230 mil habitantes (IBGE 1996), dos quais cerca de 80% residem na área urbana. A zona urbana esta construída sobre o inter-flúvio que dividem as sub-bacias hidrográficas do Vacacaí-Mirim e Arroio Cadena (figura1).

 

Figura 1: Localização do município de Santa Maria (Fonte: Jornal “A Razão” e Org: SCARIOT, N.).

 

 Geomorfologicamente, Santa Maria encontra-se situada entre os contrafortes do

Planalto Sul Brasileiro, formando perfis íngremes, com declividades médias superiores a 30% e altitudes de 438m, e a Depressão Periférica que constitui-se de um relevo levemente ondulado, representado por colinas de forma alongada com altitudes de 150m. Junto as drenagens há áreas de acumulação, com depósitos sedimentares de planícies de inundação, de canal e terraços. Geologicamente, a área urbanizada, esta predominantemente representada, pelas Formações Santa Maria e Caturrita (MACIEL FILHO, 1990). A Formação Santa Maria é composta por um substrato com seqüência de siltitos argilosos e arenitos argilosos estratificados. Esta formação é dividida entre os membros Alemoa, lamítico com minerais do grupo das esmectitas e com presença de fósseis de répteis e, o Passo das Tropas, um conjunto de siltitos e arenitos. A seqüência lamítica é uma unidade com baixa permeabilidade. A  Formação Caturrita é constituída por arenitos finos à médios, intercaladas por camadas de siltitos, podendo ainda, ser dividida em duas faces: uma arenosa e outra argilosa e síltica. Na região do Rebordo, ao norte, encontra-se material de colúvio, (sedimentos arenosos, argilosos e matacões areníticos e basálticos), bem como a Formação Botucatu (arenito eólico). Finalmente tem-se a Formação Serra Geral, composta por um substrato rochoso vulcânico (basalto, dacitos e riolitos) em várias seqüências de derrame.

Os solos da região são residuais, praticamente insipientes nas áreas íngremes junto a encosta e, nas regiões de baixadas, próximas aos cursos d’água, são hidromórficos. No relevo de colinas predominam os solos do tipo Argilossolos, que caracterizam-se por horizonte “A” arenoso, bruno avermelhado e horizonte “B” iluvial, argilo-arenoso.

 

 

PROBLEMA E JUSTIFICATIVA

 

O processo desordenado de urbanização atinge indiscriminadamente, encostas íngremes, áreas inundáveis e outros tipos de terrenos expostos a risco, levando à precariedade e à rápida obsolescência da infra-estrutura urbana, bem como a um crescente número de acidentes de natureza geológica, com efeitos que variam desde prejuízos materiais até perdas humanas. Dentre os fenômenos mais freqüentes, destacam-se as erosões, os deslizamentos de encostas, o assoreamento de cursos de água e as inundações. Soma-se a isto, o lançamento indiscriminado de detritos gerados pela ocupação urbana, incluindo lixo, efluentes sanitários, entulho e detritos industriais o que, além de proporcionar a contaminação das águas superficiais e subterrâneas, corrobora na mecânica desses problemas.

Com base nesta realidade, este projeto tem como objetivo fazer um levantamento dos eventos citados, com base em dados extraídos de acervos para a construção gráfica dos dados e  mostrar a intensidade dos riscos ambientais no município de Santa Maria.

 

 

OBJETIVO GERAL

 

O objetivo desse trabalho é fazer levantamento dos desastres ambientais associados a eventos naturais, tais como, inundações, deslizamentos, estiagens, temporais ocorridos no município de Santa Maria no período de 1980 a 2000. Identificando:

* que eventos de riscos ambientais ocorrem em Santa Maria;

* quais as regiões da cidade atingidas;

* em que anos as freqüências dessas ocorrências foram mais significativas e

* qual o período do ano mais propício à ocorrência desses eventos

 

 

METODOLOGIA

 

A análise e interpretação, realizadas nesse trabalho, foi desenvolvida a partir de uma etapa preliminar de levantamento bibliográfico de dados básicos. Para definir as características físicas da área, identificar o uso e ocupação da região, bem como, caracterizar os processos geológicos/geomorfológicos presentes.

Os acidentes ambientais na zona urbana do município de Santa Maria registrados no banco de dados correspondem aos registros verificados no acervo do jornal “A razão”, no período de 1980 a 2000. E para uma melhor análise posterior, fez-se a elaboração de gráficos no Excel, que permitiu minuciosamente avaliar cada evento, sua datação e a localização ocorrida na cidade, bem como a elaboração de mapas de localização e saídas de campo para a avaliação real do problema.

 

 

APRESENTAÇÃO E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS

 

Os processos de dinâmica superficial causadores de risco estão associados, dominantemente a dinâmica fluvial e secundariamente a dinâmica de encostas.

A dinâmica de encosta pode ser definida por escorregamentos localizados e erosão, formando ravinas, em cabeceiras de drenagem.

Os escorregamentos de encosta ocorrem na região de Rebordo do Planalto. São eventos de menor significado, devido ainda não ter avançado a ocupação para esta região, entretanto, foram registrados alguns casos de eventos/acidentes. A vila Bilibiu encontra-se no ambiente de maior risco, tendo ocorrido os mais significativos processos de risco de movimento de massa (ROBAINA et al., 1997). Os autores consideram que a ocupação desenvolveu-se na encosta onde a porção superior foi aplainada. O material de rejeito que é constituído de solo com restos vegetais, é colocado no talude da vertente e posteriormente ocupado por moradia.. Nesse local, observa-se ocorrência de escorregamento de solo e de rocha. São comuns áreas com possibilidade de queda e rolamento de blocos de rocha, colocando em risco algumas casas situadas em níveis topográficos inferiores.

Variações nos fluxos de energia e matéria, que ultrapassam certos limites produzem modificações no sistema, de forma a atingir um novo estágio de equilíbrio. As ravinas e as voçorocas são resultados dos desequilíbrios naturais induzidos ou não pela ação humana. Nas zonas de cabeceira de drenagem, principalmente nas bacias sobre a Depressão Periférica, ocorrem áreas susceptíveis a ocorrência de risco por voçorocas. Processos erosivos nos filetes d`água, causadas devido a retirada da vegetação original e a ocupação, podem evoluir para áreas com ravinas e voçorocas. Transformações na cobertura do solo contribuem para a modificação do comportamento hidrológico, criando condições favoráveis a um maior desenvolvimento de processos erosivos. A água que escoa junto as zonas de contatos em rochas de permeabilidade diferentes, ocasionam a erosão subterrânea, que remove o material fino superior, formando espaços internos que podem provocar solapamento do solo. O alargamento dos canais das voçorocas ocorre por corrosão, ou por movimentos de massa nas vertentes, um processo natural, intensificado pelo homem.

Os processos de dinâmica fluvial causadores de risco estão associados a inundação/alagamentos e erosão das margens.

Inundação é um processo que corresponde ao extravasamento das águas de um curso d’água para suas áreas marginais, quando a vazão a ser escoada é superior á capacidade de descarga da calha. Em Santa Maria, o processo de risco que mais tem causado perdas e danos, esta relacionado as inundações e aos alagamentos.

As inundações, estão associadas a ocupação de áreas marginais e de várzeas dos arroios que cortam a região. A retirada da vegetação ciliar, a deposição de lixo nas drenagens, são fatores que causam assoreamento e barramento dos canais sendo, portanto, um fator de incremento para o processo de inundação.

 

Uma corrente encontra-se em equilíbrio fluvial quando não se verifica erosão ou deposição de material. O perfil de equilíbrio de um rio é influenciado por vários fatores, como volume e carga da corrente, tamanho e peso da carga, declividade, escoamento superficial na bacia, etc. Nos pontos do rio onde a velocidade aumenta ocorre erosões; já onde ocorre decréscimo de velocidade, tem lugar a sedimentação. A velocidade das águas de um rio depende basicamente da declividade, do volume de água que atinge o canal, da forma da seção e da rugosidade do canal. Qualquer modificação destas variáveis modifica a velocidade das águas e, conseqüentemente, as condições de transporte, deposição ou erosão.

O desenvolvimento do processo de erosão lateral dos canais provoca o solapamento de terrenos que quando ocupados por moradias, se constitui em risco. Este processo se agrava, devido ao volume de água recebida da área urbanizada, principalmente a central, cuja impermeabilização do solo, representa um incremento significativo no escoamento superficial. A água que mais tarde é lançada no arroio principal, implicando em um incremento de energia do rio, altera também a capacidade erosiva. As descargas maiores e mais rápidas sobre margens arenosas sem vegetação ciliar e com moradias, representam um importante ambiente de risco.

A análise do gráfico 1 mostra que a média de eventos é próxima de 7 por ano. Os anos mais significativos de ocorrência de eventos foram os de 1982, com ocorrência extrema, os anos de 80, 86, 88, 97 e 99. Chama atenção o fato que os anos de grande ocorrência de eventos ocorrem em dois anos próximos com um intermediário de baixa ocorrência.

 

Gráfico 1: Ocorrência de eventos de risco em relação aos últimos vinte anos (Fonte: Jornal “A Razão” e Org: SCARIOT, N.).

 

Quando analisamos os eventos conforme os meses, gráfico 2, fica evidente que os meses com maior ocorrência de eventos são Janeiro e Outubro. Segue Setembro e Junho.

 

Gráfico 2: Ocorrência de eventos mensais (Fonte: Jornal “A Razão” e Org: SCARIOT, N.)

 

Dinâmica de Encosta e eventos anuais

A ocorrência de acidentes associados a dinâmica de encosta têm poucos registros em Santa Maria, principalmente pelas característica da ocupação urbana que ainda não está adensada junto ao rebordo. Ocorreram registros em 1988, em uma vila localizada junto ao rebordo que se estabeleceu em uma encosta com materiais formados por pedras, blocos e solos lançados na encosta; e 1993 junto a uma comunidade que está ocupando uma encosta de um morro testemunho, que teve em certa época extração de pedras e portanto apresenta muitos blocos e matacões soltos na encosta. Os meses com ocorrência foram junho e setembro, que são meses que são significativos na ocorrência de eventos em geral. Os poucos registros também se devem aos eventos de escorregamento serem de pequena envergadura atingido no máximo uma área de corte junto a uma moradia. Entretanto o adensamento tem aumentado a possibilidade de acidentes.

Os processos de inundação/alagamentos são os mais significativos. O gráfico mostra que a predominância de eventos ocorridos no mês de outubro, seguido de Janeiro. Os meses de junho, setembro e dezembro apresentam um número relativamente significativo de processos.

Os processos erosivos estão ligados aos períodos de grandes cheias, mas também associados a chuvas intensas de curta duração. Dessa forma, ocorrem de forma mais espalhada no ano.

Os desastres naturais associados a processos de risco ambiental mais freqüentes em Santa Maria no período de 1980 a 2000 são: a) inundações e alagamentos (43 ocorrências); b) erosão e escorregamento de margens (10 ocorrências); c) erosão e escorregamento de encostas (1 ocorrência) e, por fim, ravinas e voçorocas nas cabeceiras de drenagem (1 ocorrência).

A inundação corresponde a um processo de extravasamento das águas do curso normal da drenagem para as áreas marginais. Isso ocorre quando a vazão é maior que a capacidade de descarga do canal da drenagem. As áreas de inundação fazem parte do sistema de drenagem e por isso, não são áreas disponíveis para ocupação. A cobertura das áreas marginais com mata ciliar facilita o processo de infiltração de águas pluviais, serve de barreira para seu escoamento, facilitando a uniformização da descarga no canal de drenagem. Por outro lado, as coberturas com asfalto impermeabilizam o solo, aumentam o escoamento superficial, potencializa o aumento da quantidade de água pluvial que chega às calhas das drenagens, facilitando as inundações. As inundações e os alagamentos são os desastres naturais associados a riscos ambientais mais freqüentes no município de Santa Maria. O jornal “A Razão” registra 48 ocorrências desse tipo de desastre natural no período de 1980 a 2000. O Arroio Cadena drena a grande parte da porção central do município e representa as principais ocorrências dos processos de inundações e alagamentos em Santa Maria. Esses processos ocorrem próximos a rede de drenagem, em vários pontos identificados como Vila Urlândia, Vila Lídia, Vila Oliveira, Passo das Tropas (Gráfico 3). A Vila Urlândia é a área mais representativa das ocorrências desse tipo de acidente. Foram registradas 12 ocorrências, 10 dessas ocorrências no período de 1982-1984. Os meses do ano mais freqüentes estão no intervalo de março a novembro.

 

Gráfico 3: Alagamentos e as localidades (Fonte: Jornal “A Razão” e Org: SCARIOT, N.).

 

A erosão e o escorregamento de margem corresponde ao desequilíbrio de uma corrente fluvial. O perfil de equilíbrio de um rio é influenciado por vários fatores, tais como: volume e carga da corrente; tamanho e peso da carga; declividade; escoamento superficial na bacia, etc. A erosão ocorre nos pontos de aumento de velocidade do rio, já o decréscimo de velocidade proporcionam a sedimentação. A velocidade das águas de um rio depende basicamente da declividade, do volume de água que atinge o canal, da forma da seção e da rugosidade do canal. Modificação nessas variáveis modificam a velocidade das águas e, conseqüentemente, as condições de erosão, transporte e deposição. O desenvolvimento de processos de erosão lateral do canal de drenagem provoca o solapamento de terrenos que quando ocupados por moradias se constitui em risco. Esse processo se agrava devido ao volume de água recebida de áreas urbanizadas que, com a impermeabilização do solo, representa um incremento significativo no escoamento superficial. A água é mais tarde lançada no arroio principal, incrementando sua a energia e alterando sua capacidade erosiva. As descargas maiores e mais rápidas sobre margens arenosas sem vegetação ciliar e com moradias representam um importante ambiente de risco.Importantes áreas de risco associadas a processos de erosão e escorregamento de margens junto a rede de drenagem no município de Santa Maria

Escorregamento de encostas consiste no movimento de massas de solos e/ou de rochas, geralmente bem definidas quanto ao seu volume. O mecanismo de deformação envolvido está relacionado ao aumento de tensão atuante ou queda de resistência em períodos relativamente curtos que levam a ruptura por cisalhamento dos taludes e encostas. Os escorregamentos de encostas ocorrem na região do Rebordo do Planalto Sul Brasileiro. São eventos de menor significado uma vez que ocupação ainda não avançou sobre essa região. Correspondem a movimentos em superfície inclinada. Os blocos imersos parcialmente na matriz terrosa destacam-se dos taludes por perda de apoio. Os escorregamentos são incrementados pela ocupação clandestina, pelo lançamento de água servida e lixo no terreno. A água servida lançada diretamente no terreno provoca ação erosiva que evolui para movimento de massas. O lixo é material poroso e aumenta de peso ao absorver água da chuva, podendo deslocar-se por gravidade carregando consigo solo e rocha. As ravinas e voçorocas são resultados dos desequilíbrios naturais induzidos ou não pela ação do homem. Variações nos fluxos de energia e de material que ultrapassam certos limites produzem modificações no sistema, de forma a atingir um novo estágio de equilíbrio. Uma preocupação constante com o desenvolvimento de voçorocas em áreas urbanas está relacionada com a possibilidade de desenvolvimento de movimento de massa gravitacional (escorregamento de solos) nas imediações de áreas ocupadas por moradias. Nas bacias de drenagem sobre a Depressão Periférica, principalmente nas cabeceiras das drenagens, ocorrem os principais ambientes de risco por voçorocas. Processos erosivos nos filetes d’água, causados pela retirada da vegetação original e pela ocupação, podem evoluir para áreas com ravinas e voçorocas. Transformações na cobertura do solo contribuem para modificação no comportamento hidrológico, criando condições favoráveis ao desenvolvimento de processos erosivos. O escoamento de água nas zonas de contato entre rochas de permeabilidades diferentes cria condições para desenvolvimento de processo  erosão subterrânea. Remove material fino superior e cria espaços internos que podem provocar solapamento do solo. O alargamento dos canais das voçorocas ocorre por corrosão ou por movimento de massa nas vertentes, um processo natural intensificado pelo homem. Na zona oeste do município de Santa Maria, num loteamento em fase de expansão da Fazenda Santa Marta, aparecem intensos processos em pequenos cursos intermitentes evoluindo para grandes voçorocas. O incremento de erosão linear profunda está associada à concentração do escoamento de água superficiais através das ruas, redes coletora de esgoto e de água servida jogada diretamente sobre o solo.

 

 

CONCLUSÃO E CONSIDERAÇÕES FINAIS

 

O levantamento dos desastres naturais ocorridos em Santa Maria no período de 1980 a 2000 registrados pelo jornal “A Razão” permite estabelecer as seguintes conclusões:

Os eventos de risco ambiental ocorrem em Santa Maria: 1) inundações e alagamentos; 2) erosão e escorregamento de margens; 3) escorregamento de encostas e 4) ravinas e voçorocas nas cabeceiras de drenagem.

As regiões da cidade atingidas: 1) Inundações e alagamentos - Vila Urlândia, Vila Lídia, Vila Oliveira, Passo das Tropas; 2) erosão e escorregamento de margens - todas vinculadas ao Arroio Cadena, Arroio Sanga do Hospital e Arroio Cancela, atingindo principalmente a Vila Lídia, Vila Oliveira, Vila Kennedy, Vila Santos e Vila Urlândia; 3) escorregamento de encostas – Vila Bilibiu; 4) ravinas e voçorocas nas cabeceiras de drenagem -  loteamento em fase de expansão da Fazenda Santa Marta.

freqüência dessas ocorrências mais significativas e qual o período do ano mais propício a ocorrência desses eventos: Os eventos mais significativos estão relacionados a inundações e alagamentos. O processo de erosão e escorregamento de margens também aparece com freqüência de ocorrência importante. Os processos de escorregamentos de encostas e voçorocas nas cabeceiras de drenagem, embora não apareçam com freqüência alarmante, são preocupantes na media que já mostram algum registro no município de Santa Maria.

Espera-se através desse cadastro dos processos de risco ambiental associado a desastres naturais no município de Santa Maria sistematizar esses eventos e oferecer subsídios para análise da dinâmica climática e suas relações com os riscos ambientais em Santa Maria.