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X SIMPÓSIO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA FÍSICA APLICADA




 

POTENCIALIDADES DOS PARQUES URBANOS DE GOIÂNIA EM EDUCAÇÃO AMBIENTAL: UM ESTUDO DO PARQUE BOTAFOGO

 

 

Annyella Kássia Nogueira

Graduanda em Geografia pela UFG

annyellakn@hotmail.com

 

Clarisse Guimarães Rabelo

Graduanda em Geografia pela UFG

clarisserabelo@hotmail.com

 

Neiva Maria Pio de Santana

Graduanda em Geografia pela UFG

neivasantana@yahoo.com.br

 

Nivelton Alves Farias

Graduando em Geografia pela UFG

nivelton@bol.com.br

 

Profº Orientador:Eguimar Felício Chaveiro

Doutor em Geografia Humana e Professor do IESA/UFG

eguimar@hotmail.com

 

 

Palavras-chave: educação ambiental, parques urbanos, gestão ambiental

Eixo Temático:  3 - Aplicação da Geografia Física à Pesquisa.

Sub-eixo: 3.3 - Gestão e Planejamento Ambiental.



 

1-       Introdução

 

Esta pesquisa tem por objetivo investigar as potencialidades dos Parques Urbanos de Goiânia em Educação Ambiental tendo como estudo de caso o Parque Botafogo.

Serão estudados na pesquisa: um histórico sobre a construção de Goiânia, o plano piloto de Attílio Corrêa Lima (plano original da cidade de 1933); as alterações no plano realizadas pelo engenheiro Armando de Godoy; Educação Ambiental, Parques Urbanos e especificamente o Botafogo.

A cidade de Goiânia que foi projetada para ser capital do Estado de Goiás, com um programa de funções administrativas bem definido, sofreu em seu traçado expandido ao longo dos anos transformações devidas ao seu desenvolvimento normal. Não sendo suficiente este fato, a sociedade se transformou violentamente e, não sendo o projeto da cidade subjugado a um sistema de planejamento contínuo, propiciou o aparecimento prematuro de problemas urbanos próprios de grandes centros, entre eles a as disfuncionalidades dos Parques.

Entende-se que a dinâmica de crescimento de uma cidade implica no conhecimento histórico de seu processo de ocupação, é necessário no atual momento realizar uma discussão ampla, visto que a cidade vem criando novos papéis para os Parques e destruição contínua deles, sendo assim pode-se reverter a situação para resgatar as funções iniciais dos Parques.

O resultado desta pesquisa servirá como conhecimento importante para auxiliar na conscientização da população. Nessa tomada de consciência, o ambiente e a natureza propiciando equilíbrio ambiental, conforto e qualidade de vida para a população.

 

 

2-       Goiânia em história

 

Na década de 30 o estado de Goiás tinha uma estrutura econômica agrária, que se diferenciava do modelo das cidades industrializadas. Porém tinha grande importância como centro urbano do Centro-Oeste.

Pedro Ludovico Teixeira tinha idéias que poderiam levar Goiás a se integrar à economia do País. Com o seu envolvimento político foi nomeado por Getúlio Vargas como interventor, subiu ao poder e assumiu a mudança da capital como fator fundamental para atingir os seus objetivos, dentro do Programa Marcha para Oeste, que visava desenvolver e penetrar para o interior do País, em direção à Amazônia. Goiânia seria um ponto geográfico, político e ideológico desse projeto.

A transferência da capital para Goiânia não se processou de forma tranqüila, pois a oligarquia dominante de Vila-Boa, antiga capital do estado, lutou fortemente para não perder o seu poder.

A escolha para a instalação da nova capital foi escolhida uma comissão que percorreu o interior do estado, examinando os locais para decidir qual seria o mais apropriado para a construção da nova capital. A comissão técnica deu preferência à área situada próxima à Campinas.

As exigências levadas em consideração para a escolha do local foram a proximidade com a Estrada de Ferro Goiás, clima propício, situação topográfica favorável e mananciais de água que pudessem abastecer uma cidade.

Assim, a nova capital seria construída às margens do Córrego Botafogo, compreendida pelas fazendas Criméia, Vaca Brava e Botafogo, no município de Campinas. Definido o local de construção, o urbanista. Attílio Corrêa Lima foi contratado para projetar a futura capital do Estado.

Goiânia foi projetada para uma população de cinqüenta mil habitantes e com condicionantes  destinados aos programas dos edifícios a serem construídos para os órgãos oficiais de governo. Para que a proposta de Attílio Corrêa Lima fosse mais facilmente compreendida, contextualizou a importância política e econômica de Goiânia para a região. Sendo a cidade Centro Administrativo do Estado, ele tirou partido do Centro Administrativo centralizando-o na Praça Cívica, onde três grandes avenidas convergiam para a praça, tornando-a de fácil acesso. Os demais setores da cidade foram organizados em um desenho de malhas ortogonais. Como se vê abaixo (Fig. 1) 

 

Figura 1: Plano de Attílio Corrêa Lima para Goiânia.

 

O núcleo central da cidade foi construído por uma concepção de cidade-jardim, que buscava a relação cidade-campo. O plano é rico em áreas de parques como o Buritis e o Botafogo, praças amplas e jardins destinados à recreação.

A cidade teria espaços livres distribuídos em parques, park ways, jardins, playgrounds, estacionamentos arborizados, praças ajardinadas, áreas para esportes e vias públicas. Todas as ruas deveriam ser arborizadas para uma melhor climatização da cidade e as principais avenidas deveriam dispor de jardins.

Antes de concluir o projeto Attílio Corrêa Lima afasta-se e o engenheiro Armando Augusto de Godoy assume, apresentando profundas modificações no plano original. Mas foi no Setor Sul que as alterações se consolidaram de forma mais forte, buscando um tratamento mais efetivo de cidade-jardim. Seu traçado foi inspirado nas metrópoles européias e americanas com 32,5% de área verde pública (park way).

Godoy realizou um novo plano da cidade e estabeleceu etapas de sua implantação; primeiro os setores central e norte, seis anos mais tarde o setor sul e só posteriormente o setor oeste; regulamentou o desenvolvimento, produziu legislação urbana e fez previsão de cidades satélites.

Ao refazer o projeto da cidade, Godoy estabeleceu uma nova praça, a do Cruzeiro em contraponto com a Praça Cívica, com avenidas convergentes e quadras orgânicas acomodadas à topografia.  

A cidade que inicialmente se desenvolveu na direção centro-norte dá lugar ao crescimento dos setores Sul e Oeste como pode se ver no registro de sua população, a sua população, que em 1950 era de 53 000 hab.[1] passou em 1960 a 151 000, de 188% de crescimento, um recorde nacional ocorrido principalmente nos setores Sul e Oeste. O crescimento da cidade continuou bastante acelerado, ultrapassando hoje de um milhão de habitantes.

Gradativamente, e facilitado pelo traçado  generoso das avenidas, a cidade foi se esparramando pelo território, ocupando os espaços com novos loteamentos em direção sul. Novos bairros e loteamentos reproduziram o conceito de centro em asterisco, com o parcelamento em lotes e quadras convencionais dentro de um traçado de tabuleiro de xadrez.

O plano original proporcionou a cidade um máximo possível de áreas verdes, a fim de permitir que o ambiente urbano fosse ecologicamente equilibrado. Como este moderno critério de urbanismo foi mantido no planejamento da cidade, Goiânia possui hoje um excepcional sistema de áreas livres em relação a qualquer outra capital (Júnior, 1996).

Além dos parques e bosques, as áreas livres de Goiânia são constituídos por praças e jardins. As praças tem como finalidade o lazer e satisfazer o tráfego, por isso obedecem o sistema de circulação giratória. E os jardins foram planejados para ocupar os canteiros das vias públicas.

As áreas livres são tratadas de maneira diferenciada: as praças e jardins possuem manutenção diária e nos bosques e parques não se realiza uma manutenção freqüente.

Recentemente recebeu o título de cidade ecologicamente correta. Embora tenha recebido este título, é necessário estabelecer uma investigação de seu ambiente, assim como verificar a manutenção ou não das suas áreas verdes. 

 

 

3-       Educação Ambiental

 

A pretensão deste trabalho de investigar a situação dos Parques Urbanos de Goiânia, coloca-nos a tarefa de compreender a relação homem-natureza.

 Na Terra, de todos os seres vivos que a habitam, o ser humano é o único que além de fazer parte do ambiente natural, participa também de um outro ambiente especial e diferenciado: o ambiente cultural ou artificial, que é produto da interferência, da criatividade e do desenvolvimento cultural e tecnológico do homem.

A cultura ou ambiente cultural, portanto representa a interferência do homem na Natureza. Isso traz a tona uma das grandes contradições dessa relação: enquanto o homem busca constantemente sobrepujar a natureza, ele parece se esquecer que é parte dela. É como pergunta Coelho (1992): “será que o homem conseguirá um dia tornar-se totalmente independente do meio natural, ou será que antes disso já terá destruído a natureza e a si próprio?”

Os elementos da Primeira Natureza (solo, vegetação, rios, relevo, clima, etc) estão sendo modificados de maneira avassaladora em nome da expansão promovida pela sociedade capitalista. Tanto que atualmente, os exemplos de interferência do homem no meio ambiente, são inúmeros e cada vez mais preocupantes: desmatamento de florestas, extermínio da fauna e flora, poluição das águas etc.

Tal situação fez com que as preocupações ambientais passassem a ocupar um  lugar de destaque nas discussões em várias instâncias da sociedade. Porém, a questão ambiental, tal como se apresenta hoje é um fato muito recente na história da humanidade. Segundo Coelho (1992) “foi somente a partir da década de 70 (Reunião de Estocolmo, em 1972, patrocinada pela ONU) que a consciência ou a percepção global das reais conseqüências dos grandes desmatamentos, da poluição ambiental, da queima de combustíveis, etc começou a preocupar a opinião pública e os governantes.”

Por poluição ambiental entende-se qualquer tipo de ação ou obra humana capaz de provocar deterioração ou degradação do meio ambiente. À medida que a população foi aumentando, cresceram também a quantidade e a variedade de produtos e bens necessários ao seu uso e sobrevivência. Isso fez com que o homem desenvolvesse progressivamente técnicas cada vez mais aprimoradas de intervenção, aproveitamento e domínio da natureza, aumentando e diversificando a poluição e os impactos ambientais. Mas foi a partir da Revolução Industrial e do próprio desenvolvimento do capitalismo que a poluição adquiriu proporções assustadoras.

O ambiente urbano é um dos mais poluídos. Nele ocorrem com grande intensidade quase todos os tipos de poluição: sonora, visual, atmosférica, etc. Essa realidade é mais visível e de maior proporção em países subdesenvolvidos, pois a velocidade do crescimento populacional e urbano, aliado a escassez de recursos legais (leis de proteção ao meio ambiente) e financeiros, resultam em uma constante degradação do ambiente urbano e da qualidade de vida de milhões de pessoas.

Chega-se então, a conclusão que analisar a cidade na contradição espacial entre produção e consumo leva a considerar a questão ambiental (Cavalcanti, 2001). De acordo com Born (2000) “a degradação das condições ambientais  e sociais, que afetam a qualidade de vida, e o aumento da sensibilidade de indivíduos e de grupos da sociedade para citar questões são alguns dos elementos que tem colocado em evidência a crescente necessidade da Educação Ambiental ou Gestão Ambiental, como parte do processo para a consecução de sociedades sustentáveis”.

Em meio a essa crise de degradação do meio ambiente percebe-se o surgimento de uma consciência que se costuma chamar ecológica.

O homem defronta-se com a necessidade de optar por um caminho em que novos modelos são exigidos para assegurar sua sobrevivência e desenvolvimento. Somente através de uma nova mentalidade a espécie humana poderá remodelar a si mesma e garantir a existência da vida na Terra. Essa questão é complementada por Wickert: “a forma encontrada para que maior número de pessoas partilhe dessa consciência global é a disseminação da uma Educação Ambiental que se fundamente na interdependência entre o homem em evolução e o universo em constante movimento e se direcione pela ética do respeito ao indivíduo e a Terra”.

Por tratar-se de uma questão que afeta a todos, o  problema ambiental não deve ficar restrito as atividades dos ecologistas. O sistema educacional, por ser um dos elementos de evolução de uma sociedade, tem a responsabilidade de auxiliar no desenvolvimento de seus valores e posicionamentos. E isso deve se dar através da Educação Ambiental.

Em Educação Ambiental, o que se pretende é a ligação equilibrada do homem com a natureza. Assim, procurar-se-á enfatizar o potencial de transformação que nele existe quando lhe é proporcionado condições de desenvolvimento pessoal.

É essencial em Educação Ambiental que se associe a aprendizagem de informações e a vivência de técnicas que possibilitem o desenvolvimento da sensibilidade, da criatividade e da ludicidade com a prática de ações e atitudes ambientais desejáveis, o que condicionará  pensar, sentir e agir em consonância com a natureza.

Uma das maneiras de se tentar manter em equilíbrio o crescimento urbano versus os recursos naturais existentes na cidade capitalista é a destinação de áreas públicas para uso da população. Portanto, realizou-se uma breve caracterização dos parques urbanos em geral e do Parque Botafogo, que foi o escolhido para ser estudado nesse trabalho.

 

 

4-       Parques Urbanos

 

De acordo com Scalise (2002) “os parques são equipamentos públicos urbanos difundidos a partir de experiências inglesas, francesas e americanas em situações geográfica e historicamente específicas”.

Inicialmente voltado para atender as necessidades da burguesia do século XVIII, em que a finalidade principal era a exibição social, os parques foram se modificando ao longo do tempo. Com o aparecimento do movimento ecológico a partir da década de 70, reivindicações concretas se fazem sentir quanto a qualidade do ambiente urbano. Assim, o parque do século XX procura recriar as condições naturais que a vida urbana nega. É o local da presença do verde, da socialização, do lazer, da recreação, etc. (Scalise, 2002)

Segundo Júnior (1996) as cidades planejadas ao realizarem o parcelamento do solo urbano, reservam legalmente 35% de espaços livres e vias de comunicação para o uso coletivo.

Baseando-se em critérios urbanísticos esses espaços livres foram classificados, em função de seu tamanho e da distância que se localizam das residências, pela Conferência Permanente dos Diretores de Parques e Jardins da República Federal da Alemanha. São eles[2]: Parque de Vizinhança (com menos de 5.000 m2 e distância inferior a 1.000m), Parque de Bairro (menos de 10 ha e até 1.000m de distância), Parque Distrital ou Municipal (até 100 ha e distante 1.200m) e Parque Regional ou Metropolitano (mais de 200 ha e em qualquer região metropolitana).

No plano urbanístico de Goiânia já estavam previstas a criação de vários parques e áreas verdes e dentre eles encontrava-se o Parque Botafogo (Fig.2).

 

Fonte: Júnior, 1996

 

Figura 2 – Plano Urbanístico de Goiânia elaborado por Correa Lima & Godoy em 1937.

 

 

Localizado entre o Centro e a Vila Nova, o Parque Botafogo foi criado com o intuito de preservar uma área verde de 540.000m2 e de tornar-se um local de lazer para a população. Atualmente conta com uma área de 1 72.033,06m².

O Parque é cortado pelo Córrego Botafogo e pela Marginal Botafogo, resultando em duas  áreas  distintas, denominadas "Área 1" e "Área 2" (Fig. 3).   Urbanizado entre os anos

de 1994 e 1995, a Área 1, que possuía mata com espécies nativas e várias nascentes, foi contemplada com caminhos, estares com mesas, bancos e lago. Já a Área 2, por estar mais degradada, ganhou equipamentos como pista de cooper e de bicicross, boxes, lanchonete com sanitários e chuveiros próximos ao campo de futebol, arquibancada, quadrada polivalente e de peteca. Ambas tiveram reflorestamento com um tratamento paisagístico e unindo-as, foi construída uma ponte.

 

http://www.goiania.go.gov.br/ - topo

 

Figura 3 – Vista área do Parque Botafogo em Goiânia

 

Mesmo antes dessas melhorias, por tratar-se de uma área arborizada, o parque já cumpria outras funções como as citadas por Milano In Júnior (1996):

-                        Promove a melhoria e a estabilidade microclimática, pela redução das amplitudes térmicas e da insolação direta, pela ampliação das taxas de evapotranspiração e pela redução da velocidade dos ventos;

-                        Influencia na redução da poluição atmosférica, pela biofiltração de gases poluentes, como anteparo da deposição do material particulado;

-                        Auxilia na redução da poluição visual e a melhoria da paisagem, tanto pela ação de anteparo visual como por constituir elemento especial de referência e estruturação do espaço urbano;

-                        Ajuda a reduzir a poluição sonora, quer pelo seu efeito físico de anteparo à propagação do som, quer pelo seu efeito psicológico de proteção.

Além disso, trata-se de uma área onde se tem um fundo de vale que é responsável por escoar parte considerável da água oriunda dos setores centrais da cidade.

Porém, mesmo com a instalação dessa infra-estrutura que proporcionou plenas condições do  Parque Botafogo cumprir as funções previstas no Plano Urbanístico de Goiânia, a manutenção não foi realizada com a devida periodicidade. É freqüentemente utilizado como local de consumo de drogas e durante a noite torna-se o esconderijo de delinqüentes, por exemplo.

Para tentar estabelecer uma nova funcionalidade ligada a Educação Ambiental propomos que sejam realizadas as seguintes ações:

-                        organização de trilhas ecológicas;

-                        montagem de auditório verde nas praças públicas do parque;

-                        especificação da vegetação;

-                        classificação das suas funções ambientais como minimização de ruídos, infiltração das águas, contribuição no microclima, utilização do lago para detectar qualidade da água, etc.

Espera-se com isso que o parque em questão, possa de maneira mais ativa ser um local útil a comunidade goianiense, servindo como laboratório pedagógico da  cidade, no sentido de fortalecer a cidadania ambiental de seu povo.

 

 

NOTAS

 

[1] De acordo com Júnior (1996):  “Atingida a população para o qual o Plano Piloto foi projetado (50.000 hab.), estas parcelas de terra seriam transformadas em cidades-satélites para a expansão da cidade, separadas e convenientemente afastadas do núcleo projetado pelos Cinturões Verdes e Parques Lineares, e ligadas por um sistema viário capaz de impedir o congestionamento do tráfego.”

 

[2] De acordo com Escada (1987) e Richter (1981) In Júnior (1996) defini-se que:

-          Parque de Vizinhança são áreas privadas ou públicas, localizadas dentro do perímetro urbano, com função recreacional, que podem ser dotadas de equipamentos recreacionais, esportivos ou de lazer exclusivamente passivo.

-          Parque de Bairro são áreas públicas dentro do perímetro urbano, com função recreacional, possuindo equipamentos que requerem maior espaço do que aqueles instalados nos Parques de Vizinhança.

-          Parque Distrital ou Municipal são áreas públicas com função recreacional passiva e/ou ativa, localizadas dentro do perímetro urbano.

-          Parque Metropolitano ou Regional são espaços públicos de responsabilidade extra-urbano, localizados dentro ou fora do perímetro urbano, com função recreacional ou de conservação, usados para permanências prolongadas, superiores a um dia.

 

 

Bibliografia

 

BORN, R. H. Grandes desafios para a Gestão Ambiental. Boletim Fundação Vanzolini. Ano IX, nº 42 – Março/Abril 2000.

 

CAVALCANTI, L. S. (org). Geografia da cidade: a produção do espaço urbano em Goiânia. Goiânia: Editora Alternativa, 2001.

 

COELHO, M. A. O espaço natural e sócio-econômico. Editora Moderna: 3ª ed. Série Sinopse, 1992.

 

JÚNIOR, O. P. M. Uma cidade ecologicamente correta. Goiânia: AB, 1996.

 

SCALISE, W.  Parques Urbanos: evolução, projeto, funções e usos. Revista Assentamentos Humanos. Marília: Vol. 4, nº 1, Outubro de 2002.

 

WICKERT, M. L. S. Pequeno manual de educação ambiental: uma abordagem sistêmica. Brasília: Fundação Pró-Natureza, 1992.

 

PREFEITURA DE GOIÂNIA. www.goiania.go.gov.br (consultado em 10/08/2003)