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X SIMPÓSIO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA FÍSICA APLICADA

 

ASPECTOS GEOMORFOLÓGICOS COMO SUBSÍDIOS AO PLANEJAMENTO DO USO DA TERRA EM ÁREA DO MUNICÍPIO DE JATAÍ-GO.



 

 

 

Marluce Silva Sousa1; Iraci Scopel2; João Batista Pereira Cabral2

 

 

(1 – discente - CAJ/UFG, 2 – Professor - CAJ/UFG) Campus Avançado de

Jataí/Universidade Federal de Goiás, Departamento de Geografia.

marluceufg@yahoo.com.br; scopel@jatai.ufg.br; cabral@jatai.ufg.br)





 

 

 

 

Palavras-chave:  geomorfologia, preservação, planejamento.

Eixo Temático:  3 - Aplicação da Geografia Física à Pesquisa.

Sub-eixo: 3.3 - Gestão e Planejamento Ambiental.

 






 


 

 

1. INTRODUÇÃO

 

A expansão da fronteira agrícola rumo ao Noroeste do Brasil, sobretudo a partir da década de 1960, somada à reserva de potencial agrícola em que os cerrados têm se constituído, trouxe para o interior de Goiás projetos econômicos, associados à rápida ocupação e seguida de uma crescente degradação dos recursos naturais das áreas em questão.

Sabe-se que essas atividades humanas e econômicas, na sua maioria, mantêm vínculo direto com o solo e o comportamento deste depende diretamente da natureza geológica e das características geomorfológicas do mesmo, conjugado a fatores como clima e vegetação. Por esse motivo, o conhecimento do meio físico é essencial a fim de controlarem-se os fatores de degradação, aproveitando-se as aptidões da área mas minimizando os danos ao meio ambiente.

Nesse sentido, a Cartografia, a Geomorfologia e técnicas de sensoriamento remoto e geoprocessamento oferecem importantes contribuições tanto de ordem prática quanto  no que se refere ao apoio a políticas de planejamento ambiental. Como ainda inexistem trabalhos de mapeamento temático em grande escala para o município de Jataí, que se insere no quadro descrito sobre a recente ocupação do cerrado com prejuízos ambientais, o presente trabalho visa preencher parcialmente esta lacuna através do levantamento, interpretação e mapeamento de aspectos geomorfológicos e das formas de ocupação da terra de parte da Microbacia do Ribeirão Paraíso, ao norte de Jataí/GO.

Acredita-se que a consideração dos aspectos geomorfológicos ao planejar o uso da terra, somado ao respeito à legislação ambiental, é essencial a fim de proporcionar o uso racional e sustentável do suporte ecológico. Assim, como objetivo geral pretende-se representar graficamente os atributos geomorfológicos da área de estudo, analisando as diversas degradações que as atividades antrópicas promovem e indicar o uso adequado da terra.

 

2. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA

2.1 A metodologia   da Cartografia moderna.

 

A informação geográfica, contida no espaço geográfico, é suscetível de tratamento em termos da teoria geral da informação e sua organização afere, entre outros, à escala de representação, aos princípios da Ciência Cartográfica e a uma metodologia, cada vez mais sofisticada, para a elaboração de mapeamentos, como a cartografia computadorizada e o emprego de diferentes Sistemas de Informações Geográficas (SIG’s).

O estudo das características da superfície terrestre e a elaboração de mapas tiveram um progresso significativo a partir do uso de fotografias aéreas verticais, associadas à ciência e técnicas geradas pela Fotogrametria e Fotointerpretação (RICCI & PETRI, 1965). Em MARCHETTI & GARCIA (1987) tem-se a definição de que Fotogrametria é a ciência que objetiva o uso de técnicas para se obter medidas confiáveis e precisas a partir das fotografias aéreas, além da confecção de mapas e outros produtos foto-cartográficos.

 Já a Fotointerpretação é definida como técnica para examinar imagens, obtendo informações significativas e deduzindo seu significado. A técnica fotointerpretativa permite a visualização concomitante de grandes áreas em três dimensões, permitindo a detecção dos objetos e/ou elementos bem como a interpretação dos fenômenos relacionados à erosão e à deposição.

Quanto à elaboração dos mapas temáticos, atualmente o uso do sensoriamento remoto e do geoprocessamento – a cartografia computadorizada, o emprego dos SIG’s e a utilização dos mais variados hardwares e softwares – constituem um apoio fundamental, diminuindo o tempo de trabalho e aumentando a precisão dos resultados.

Em ROSA (1995) temos a definição do sensoriamento remoto como sendo a forma de obter informações de um objeto sem que haja contato físico com o mesmo e cuja técnica mais tradicional é o processo fotográfico, utilizado desde 1859. Mas, somente a partir de 1972, com a colocação em órbita do primeiro satélite com finalidade civil pelos norte-americanos, é que se intensificaram sobremaneira os dados de sensores remotos obtidos de forma rápida e repetitiva, embora com baixa resolução. No Brasil, o sensoriamento remoto tomou impulso a partir da década de 1970, com o Projeto RADAMBRASIL e o uso intensivo de imagens de radar, cujo objetivo consistia em realizar um levantamento integrado dos recursos naturais do país.

Na mesma obra, ROSA define geoprocessamento como sendo um conjunto de tecnologias destinadas ao tratamento das informações espaciais. Assim, os sensores remotos obtêm dados de forma confiável e o geoprocessamento, através do processamento digital das imagens, da cartografia digital e do emprego dos SIG’s, manipula, analisa e apresenta os dados referenciados espacialmente.

 

2.2  Geomorfologia : algumas considerações

 

No contexto das ciências que estudam o quadro natural do espaço geográfico, inclui-se a Geomorfologia, que “é uma ciência que tem por objetivo analisar as formas de relevo, buscando compreender as relações processuais pretéritas e atuais” (CASSETI, 1994:11).

A geomorfologia possui um caráter multidisciplinar (seguindo a proposta apresentada por AB’ SÁBER, 1969), servindo à compreensão das estruturas espaciais e possibilitando uma visão integrada, uma vez que incorpora na análise elementos de natureza geológica (os reflexos da estrutura na compartimentação), pedológica (o comportamento da estrutura superficial), além da climática e antrópica (processos morfodinâmicos atuais).

Conforme descrito em ARGENTO (1990), os mapeamentos, com base geomorfológica, se constituem em essencial subsídio ao planejamento ambiental, contribuindo para a tomada de decisões no nível pedológico, planialtimétrico e uso potencial do solo; para a elucidação de problemas erosivos e deposicionais e para a definição de recomendações quanto à forma racional de ocupação do terreno, entre outros.

Um dos mais expressivos nomes em Geomorfologia é o alemão Walter Penck. Conforme CASSETI (1994), PENCK (1924) em sua análise, procura demonstrar a relação entre o entalhamento do talvegue e efeitos denudacionais em função do comportamento crustal. A teoria de Penck afirma que o relevo evolui por recuo paralelo das vertentes, levado a efeito por ação da incisão fluvial e da desagregação mecânica. Esta teoria foi posteriormente enriquecida por L. King com o conceito de pediplanação, elaborando um novo paradigma que parece ser o mais aceito entre os geomorfólogos  e geógrafos brasileiros.

Segundo GUERRA (1993), “todas as formas de relevo são sulcadas por rios que vão esculpir de modo particular o relevo”(p.355). Nesse sentido, torna-se importante ressaltar o estudo da Geomorfologia Fluvial. CUNHA (1996), demonstra a Geomorfologia Fluvial como sendo o estudo dos cursos de água- processos fluviais e as formas resultantes do escoamento das águas- e o das bacias hidrográficas- as características geológicas, hidrológicas, climáticas e de ocupação do solo que condicionam o regime hidrológico. Nesse contexto, o conhecimento da fisiografia fluvial, isto é, os tipos de leito, de canal e de rede de drenagem bem como dos processos fluviais de erosão, transporte e deposição são de suma importância para a compreensão da Geomorfologia Fluvial e de todas as características geográficas de uma área: geologia, clima, vegetação, solo e ocupação humana.

CUNHA (1996) coloca ainda, que nos últimos tempos as atividades humanas têm aumentado sua influência sobre a Geomorfologia Fluvial, induzindo ou modificando diretamente os canais fluviais, como por exemplo obras de engenharia, extração de minérios, controle de vazão e remoção de vegetação. Esses tipos de mudanças fluviais acarretam transformações em todos os componentes da paisagem e por vezes acabam prejudicando o próprio homem.

 

2.3 Geomorfologia no Sudoeste Goiano

 

Com relação à geomorfologia do Sudoeste Goiano, destacam-se trabalhos realizados por ALMEIDA (1948) e AB’SÁBER & COSTA Jr. (1951). Esses trabalhos apresentam ampla descrição e coerente discussão sobre fatores físicos nessa região, sobre os quais muitos trabalhos posteriores se assentaram. Resumidamente, o Sudoeste de Goiás é apresentado como se constituindo num grande bloco de chapadões suaves, bem individualizados, representando um expressivo prolongamento das condições estruturais e geológicas da Bacia do Paraná.

 Recentemente GUERRA (1989) foi responsável pela coordenação de um estudo do meio físico do Sudoeste de Goiás voltado para o planejamento agrícola. O projeto RADAMBRASIL (1983) é talvez, ainda, a maior fonte de informações para o estudo dos atributos físicos dessa região.

O sudoeste goiano localiza-se na área que, por um conjunto de características geomorfológicas evidentes, é delimitado como Planalto Setentrional da Bacia do Paraná (RadamBrasil), 1883.

Admite-se que a esculturação do relevo atual teve início durante o cretáceo superior, no qual após um aplainamento geral, todo o continente passou por um soerguimento que deu início ao ciclo denudacional. No terciário inferior, o clima árido foi responsável por uma pediplanização em todos o planalto central brasileiro, dando origem ao que King (1956) chamou de superfície Sul-Americana e Bigarella, Mousinho e Silva (1965) denominaram Pd3 (Pediplano 3), constituindo a superfície de cimeira da Bacia Sedimentar do Paraná. Segundo Guerra et al (1989) “as cotas altimétricas dessa superfície, no sudoeste goiano, oscilam entre 800 e 1000 m, correspondendo ao pediplano desenvolvido sobre a formação Cachoeirinha, a noroeste e sudoeste da região” (Guerra et al, 1989, p: 25).

Durante o terciário superior, toda a região foi novamente elevada, sem tectonismo, passando a ser ativamente erodida. Uma nova fase estável propiciou a dissecação da elevação arqueada e o desenvolvimento de novo ciclo geomórfico,

 

 (...)em cotas altimétricas menores, da ordem de 700 e 750 m na porção centro-leste da área de estudo. Este ciclo, denominado de superfície Velhas (King, 1956), ocorre embutido nos intervalos rebaixados dos restos da superfície Sul-Americana (Guerra et al, 1989, p: 25, 26).

 

Bigarella, Mousinho e Silva (1965) denominaram este segundo pediplano, embutido no mais antigo de Pd2 e o dataram como sendo do terciário médio.

A dissecação desse segundo pediplano deu origem às atuais bacias de drenagem. Segundo o Projeto RadamBrasil, ocorrera durante as glaciações Pleistocênicas a elaboração do mais recente pediplano na área em estudo, correspondendo ao que Bigarella, Mousinho e Silva (1965) denominaram Pd1, e que é representado, no sudoeste goiano, pelas altitudes mais baixas do relevo. Tal superfície de erosão, além de esculpir um compartimento rebaixado no planalto, retocou as superfícies erosivas anteriores.

FERREIRA (2001), ressalta que as recentes transformações na atividade agrícola no Sudoeste Goiano por conta da incorporação dessa região ao quadro da modernização agrícola do país, implicaram na devastação dos cerrados e uso intensivo do solo, gerando prejuízos ao meio ambiente.

 

2.4 A degradação ambiental

 

Com certa preocupação, CASSETI (1991) apresenta uma análise a respeito das derivações ambientais decorrentes do processo de apropriação e transformação do relevo realizado pelo homem. Conforme este autor, o homem ao longo do tempo foi aperfeiçoando as suas técnicas de trabalho através das quais transformava a natureza primitiva num espaço socialmente produzido. Assim, a relação homem-natureza mediada pelo trabalho, levou ao desenvolvimento cada vez maior das forças produtivas aumentando as transformações ocorridas na natureza primitiva. Essas transformações, sob o modo de produção capitalista são rápidas e predatórias, gerando problemas ambientais.

Conceitualmente diz-se que há um “equilíbrio climáxico” entre o potencial ecológico (relevo, clima e hidrologia) e a exploração biológica (vegetação, solo e fauna). A intervenção do homem na exploração biológica é o que pode acarretar um desequilíbrio, que se refletirá no potencial ecológico e mais tarde no próprio homem, enquanto ser integrante desses sistemas.

PEREIRA, KASSAB & FIGUEIREDO (1989) apontam como a principal causa natural de erosões  as chuvas – intensidade, duração e distribuição – , a ação eólica, que desloca e transporta as partículas de solo e a topografia acentuada pois a declividade afeta a velocidade do carregamento das partículas. Esses fatores, somados à ação antrópica, quando esta se caracteriza por desmatamentos, causa erosão mais acelerada devido à violência do impacto das gotas de chuva sobre a superfície do solo. A vegetação intercepta as gotas das chuvas e estas tendo sua enérgica cinética (energia que um corpo possui por estar em movimento) diminuída, chegam ao solo com uma velocidade muito pequena. O tronco, as raízes ajudam a diminuir a erosão dos solos e a ação do vento, reduzindo o transporte das partículas e a evaporação, a qual deixa o solo seco e mais solto. Além disso, o superpastoreio e o pisoteio consecutivo de densidades muito grandes de animais, destrói a vegetação ao longo das trilhas de deslocamento do rebanho, ao redor dos bebedouros e dos currais e isto afeta as regiões em torno. Assim, a vegetação cobre o solo como um  manto protetor e sua retirada implica na aceleração da erosão.

Nesse contexto, é importante destacar algumas leis ambientais:

LEI Nº 4791, de 15 de setembro de 1965 (conservada da Constituição de 1988)

Artigo 2º - Consideram-se de preservação permanente, pelo só efeito desta Lei, as florestas e demais formas de vegetação natural situadas:

a) ao longo dos rios ou de outro qualquer curso d’água desde o seu nível mais alto em faixa marginal cuja largura mínima seja:

1) de 30 (trinta) metros para os cursos d’água de menos de 10 (dez) metros de largura;

2) de 50 (cinqüenta) metros para os cursos d’água que tenham de 10 (dez) a 50 (cinqüenta) metros de largura;

3) de 100 (cem) metros para os cursos d’água que tenham 50 (cinqüenta) metros a 200 (duzentos) metros de largura;

4) de 200 (duzentos)  metros para os cursos d’água que tenham de 200 (duzentos)  a 600 (seiscentos) metros;

b) ao redor das lagoas, lagos ou reservatórios d’água, naturais ou artificiais;

c) nas nascentes, ainda que intermitentes e nos chamados “olhos d’água”, qualquer que seja a sua situação topográfica, num raio mínimo de 50 (cinqüenta) metros de largura;

d) no topo de morros, montes, montanhas e serras;

e)nas encostas ou partes destas com declividade superior a 45º equivalente a 100% na linha de maior declive;

f) nas restingas, como fixadoras e dunas ou estabilizadoras de mangues;

g) nas bordas dos tabuleiros ou chapadas, a partir da linha de ruptura do relevo, em faixa nunca inferior a 100 (cem) metros em projeções horizontais;

 

3. MATERIAL E MÉTODOS

3.1. Descrição Geral da Área

 

a)Geologia

A área de estudo situa-se nas imediações do encontro do Ribeirão Paraíso com o Córrego da Onça e abrange aproximadamente 15.000ha entre os paralelos 17°38’40” e 17°45’10” de latitude Sul e os meridianos 51°42’00” e 51°49’00” de longitude Oeste.

Conforme relata o Projeto RADAMBRASIL (1983), essa área faz parte do Planalto Setentrional da Bacia do Paraná, e apresenta as seguintes formações geológicas:

- coberturas detrito-lateríticas Terciárias e Quaternárias indiferenciadas (TQdl), apresentando latossolos avermelhados, de textura argilosa.

- Formação Serra Geral (JKsg) do Grupo são Bento, Jurocretáceo da Era Mesozóica. Apresenta derrames de basaltos toleíticos, com presença de intertrapes areníticos  finos e muito finos.

- Formação Botucatu (Jb) do Grupo São Bento, Período Jurássico da Era Mesozóica. Apresenta arenitos róseos a avermelhados, finos a muito finos, bem selecionados, eólicos, com estratificações cruzadas de pequeno a grande porte, comumente silicificados.

- Formação Corumbataí (Pc) do Grupo Passa-Dois, Permiano da Era Paleozóica. Apresenta siltitos, argilitos, folhelhos fossilíferos, arenitos finos e conglomerado basal

- Formação Irati (Pi) do Grupo Passa-Dois, Permiano da Era Paleozóica. Alternância de siltitos, argilitos e folhelhos sílticos fossilíferas.

 

b)Clima

AB’SABER & COSTA Jr. (1951)  consideram que o Sudoeste Goiano inclui-se quase inteiramente nas áreas tropicais de continentalidade pronunciada, dotadas de um longo período chuvoso durante o ano, opondo-se a um outro, mais seco, de igual duração. Pertence a região, assim, à faixa relativamente homogênea, de inverno seco e verão pluvioso, determinando também certa homegeneidade e extensão dos planaltos interiores brasileiros. No Sudoeste de Goiás, os meses de maio a setembro são relativamente secos com o mínimo em julho, enquanto que de outubro a abril, as precipitações são abundantes, com o máximo no solstício de verão.

 

c) Relevo

O relevo especificamente da área de estudo é plano e suave ondulado, possuindo toda a parte leste uma espécie de muralha, que é um segmento da Serra Geral, popularmente conhecido como Serra da Onça. Estando no reverso da Cuesta do Caiapó, com um leve mergulho médio das camadas de 4°, o relevo apresenta fraca dissecação. O relevo convexizado aparece nas áreas onde o trabalho da rede hidrográfica é mais intenso, isto é, em áreas onde a  dissecação é um pouco maior. Os principais cursos d’água que cortam a área são o Ribeirão Paraíso e o Córrego da Onça.

 

d) Solos

Ocorre, na área de estudo, latossolo vermelho-escuro distrófico de textura média mais neossolos quartzarênicos distróficos, em geral profundos, bem drenados com alto grau de intemperização. Ocorrem nos relevos plano e suave-ondulado e possuem propriedades físicas favoráveis à utilização agrícola.

Já sobre o Arenito Botucatu, ocorrem neossolos quartzarênicos distróficos mais podzólico vermelho-amarelo distrófico. São solos de textura arenosa, muito profundos, pouco desenvolvidos, originados do produto da meteorização física do arenito Botucatu. Apresentam baixa fertilidade natural (distróficos), sendo de moderada a fortemente ácidos, com baixa retenção de umidade excessivamente drenados, a sua utilização é restrita à pecuária com aproveitamento das espécies nativas (no passado) ou plantio de brachiária (atualmente).

 

e) Vegetação

A flora primitiva da região, segundo a descrição de NETO & GOMES (1983) se constituía de:

-Savana-parque (campo limpo e/ou sujo);

-Savana-arbórea aberta (cerrado), estende-se, sobre os interflúvios dos grandes rios.

-Contatos: encraves savana-floresta estacional. Ocorre com fisionomia arbórea mais densa, onde os solos são potencialmente mais férteis, ou fisionomia arbustiva mais rala.

-Floresta -Estacional Semidecidual submontana (Floresta Tropical) Ocupa de preferência os terrenos  basálticos e os vales.

 

f) Ocupação

No século passado, havia nessa área predominância de agricultura familiar e pecuária leiteira, com pequena devastação do cerrado. Atualmente a vegetação vem sendo dizimada pela atividade antrópica, dando lugar, principalmente, a áreas com pastagem, agricultura moderna e em algumas pequenas propriedades, observa-se a presença de uma agricultura de subsistência e cultivo de cana-de-açúcar para alimentação do gado.

 

3.2. Materiais e equipamentos

 

Utilizaram-se fotografias aéreas, datadas de 1964/65, carta topográfica (folha de Jataí, SE.22 V-D-V de 1975), imagem do satélite LANDSAT 5 órbita WRS 223/72 bandas 3, 4 e 5, em composição colorida RGB do ano de 1997, estereoscópio de bolso e de espelhos, computador, scanner e máquina fotográfica.

 

3.3. Metodologia

 

O procedimento inicial foi a consulta bibliográfica a respeito dos métodos de representação cartográfica e dos trabalhos preexistentes sobre a área e adjacências, no que se refere aos aspectos geológicos, geomorfológicos e uso do solo. Posteriormente foi-se a campo para coletar dados.

Em laboratório, a partir da utilização das bandas 3, 4 e5 do LANDSAT 5 em composição colorida RGB e do software SPRING, procedeu-se à correção geométrica do segmento de imagem do satélite correspondente à área de estudo. A imagem foi retificada, conforme metodologia proposta por ROSA, 1995. A composição colorida obtida tem as seguintes características:

 

Tabela 1- Características da composição colorida

TM5/LANDSAT

Escala ampliada

1:50000

Dimensão

122,5 x 122,5 km

Data

1997

Órbita

223/72 WRS

Imagens

3B 4G 5R

Cores

Azul, verde , vermelho

 

Tendo em mãos os materiais necessários, foram elaborados os seguintes mapas, obedecendo-se às regras de Semiologia Gráfica descrita em MARTINELLI (1991):

-Mapa de declividade: elaborado de acordo com a técnica descrita por DE BIASI (1970).

-Perfis topográficos: foram elaborados seguindo a proposta de ARGENTO (1996).

-Mapas de uso do solo: elaborados com base na fotointerpretação das fotografias aéreas datadas de 1964 e imagem do satélite LANDSAT 5 DE 1997, com base na metodologia proposta por MARCHETTI & GARCIA (1987). A partir dos dois mapas, foi realizado o cálculo da área ocupada pelas classes de uso do solo, seguindo o critério apresentado por ROSA (1995).

-Mapa de Geomorfologia: no mapeamento geomorfológico empregou-se a taxonomia proposta por ARGENTO (1996), tendo como base a fotointerpretação das formas de relevo na fotografia aérea de 1964.

-Mapa de indicação ao uso da terra: confeccionado seguindo as sugestões de preservação apresentadas por LEPSCH (1977) e CASSETI (1991).

 

4. DISCUSSÃO DOS RESULTADOS

 

Geomorfologia
 

Sobre  geologia predominantemente arenítica e basáltica, os mecanismos morfoclimáticos e os fatores tectônicos elaboraram as formas de relevo, sendo a mais expressiva na área de estudo, uma escarpa herdada de falha. Os constantes esforços crustais promovidos por fatores tectônicos (epirogênese) provocaram sobre o basalto, rocha resistente, não plástica (submetido à pressão não se dobra e sim fratura), fraturas seguidas do deslocamento dos blocos rochosos, originando falhas. Essas falhas deram origem a uma escarpa erosiva de menos de 150 metros. Na área de estudo essa escarpa permeia toda a parte leste e o bloco rochoso sobreposto é conhecido como Serra da Onça. A existência de morros testemunhos constituídos do mesmo material rochoso da Serra da Onça evidenciam a erosão remontante que vem sofrendo a escarpa, que se tornou então escarpa herdada de falha.

A densidade e a fisionomia da rede de drenagem também encontram-se vinculadas aos domínios litológicos. Na área sobre o Arenito Botucatu, a porosidade permite maior absorção de água em detrimento do escoamento superficial e é visível a redução da densidade de drenagem. Sobre o basalto, rocha pouco porosa, a densidade da drenagem é maior, assim como sobre as rochas muito argilosas (Pc e Pi).

O Córrego da Onça apresenta um perfil longitudinal que tende a retilíneo e uma rede de drenagem dentrítica, em razão de escoar sobre rochas basálticas, determinando um leito resistente, em forma de V. Já o Ribeirão Paraíso apresenta uma fisionomia mais linear à montante e meândrica à jusante, inclusive onde corre na área de estudo, sobre o Arenito Botucatu. O Arenito Botucatu e as areias originadas deste, assim como a existência de um baixo gradiente, permitiram o desenvolvimento do canal meândrico e irregular, caracterizado por grande erosão lateral desenvolvendo um vale em forma de U e curvas sinuosas e irregulares.

Considerando a declividade do terreno, genericamente na área de estudo são evidenciados três unidades de relevo: área escarpada, áreas planas e áreas suavemente onduladas. A área escarpada corresponde à escarpa herdada de falha da Serra de Onça de forte declividade (maior que 20%). Onde o trabalho humano desmatou e desenvolveu agricultura nessa área de forte declividade apareceram sulcos de erosão, assoreamento e seca de nascentes, conforme pôde ser comprovado na fotointerpretação e em relato de moradores da região. As áreas planas (declividade menor que 3%) encontram-se no planalto da Serra da Onça e na planície interplanáltica, entre este planalto e a área suavemente ondulada à oeste do Ribeirão Paraíso.

Do ponto de vista da compartimentação morfológica, são evidenciados também três tipos de modelado: o planalto da Serra da Onça, a planície interplanáltica e o relevo convexizado .

1- O planalto da Serra da Onça foi formado pela deposição de sedimentos marinhos e eólicos bem como derrame basáltico, constituindo camadas horizontais que permitiram a elaboração da área tabular. A diferença topográfica com a planície é devida a efeitos epirogenéticos como já colocado. A desagregação do basalto deu origem a latossolos avermelhados com pequeno nível de areia, o que permite a utilização desse planalto para atividades agrícolas.

2- A planície interplanáltica também é formada por sedimentos e na parte leste por uma camada de basalto. Está no centro da área de estudo possuindo as menores altitudes e aí se deposita o material desagregado da escarpa erosiva e da área convexa a Oeste, transportado principalmente pelos cursos d’água que drenam a área; dessa maneira pode-se dizer que o modelado dessa planície foi desenvolvido principalmente pelo trabalho de agradação da rede de drenagem. Logo abaixo da escarpa observa-se um nível de pedimentação inclinado na direção do Córrego da Onça elaborado por desagregação mecânica e decomposição química. Assim este nível de pedimentação é formado pelos detritos resultantes do recuo da escarpa que são transportados seletivamente, de forma que primeiramente são notados fragmentos rochosos, evoluindo para sedimentos menores até chegar a argilas, que são muito freqüentes nos terraços dos cursos d’água localizados nas menores altitudes da área de estudo em terreno plano. Conclui-se que a encosta foi submetida intensamente a processos de desagregação mecânica no passado, dada a constância de seixos rolados no nível de pedimentação, formando extensas cascalheiras e muitos conglomerados. A decomposição química parece ser um fato mais recente, todavia, como pode ser observado no mapa geomorfológico, é o maior responsável pelo atual desenvolvimento do recuo da escarpa, conferindo-lhe o modelado. Nessa área o basalto encontra-se completamente encapado pelos pedimentos e o latossolo com elevado grau de areia. Já sobre o Arenito Botucatu o solo é completamente constituído de areia com pouca presença de outros sedimentos. Esses solos apresentam baixa fertilidade natural sendo predominantemente ácidos, com baixa retenção de umidade e muito drenados. Em conseqüência dessas limitações a planície interplanáltica tem maior utilização para atividade pecuária.

3- O relevo suavemente convexizado a oeste do Ribeirão Paraíso é desenvolvido sobre argilitos, siltitos, folhelhos e arenitos paleozóicos e mesozóicos, cobertos por solo predominantemente arenoso, cuja utilização restringe-se à pecuária. A incisão fluvial do Ribeirão paraíso e seus afluentes, assim como a desagregação mecânica proporcionou o desenvolvimento de um modelado convexo nos interflúvios e côncavo nos vales.

 

 

Uso do solo

 

Nos trabalhos a campo foi possível perceber a predominância de solo arenoso na área de estudo coberto por cerrado, variando vegetação savana herbácea, arbustiva e arbórea, variando conforme a composição do solo local.

O uso do solo, encontra-se estreitamente relacionado às determinações geomorfológicas e pedológicas.

Como mostram os gráficos a seguir, em 1964 mais de 64% da área era coberta por cerrado, compreendendo savana herbácea, arbustiva e arbórea, distribuído por toda a área e nos vales, onde a umidade se concentra, desenvolve-se uma vegetação de maior porte, a qual atribuímos os termos mata ciliar e floresta. A agricultura limitava-se ao relevo plano sobre o planalto da Serra da Onça e em trechos do relevo suave ondulado ao centro e a oeste da área de estudo. A área constituída de pastagem ocupava trechos muito próximos aos cursos d’água que inclusive justifica a existência de pouca mata ciliar e em alguns trechos a inexistência dessa mata. Em conseqüência desse tipo de ocupação o pisoteio do gado e os fatores climáticos proporcionaram a abertura de sulcos de erosão, assoreamento e até mesmo a seca de nascentes, que são sentidas e reclamadas pela população da área.

Até 1997, no decorrer de mais de três décadas, a área de pastagem se expandiu de próximo dos vales para os interflúvios, quase dobrando a área ocupada. Essa expansão para outras áreas  somada ao maior cumprimento da Lei Ambiental propiciou um aumento da mata ciliar em mais de 50%. A área ocupada por agricultura sextuplicou, ocorrendo apenas no platô da Serra da Onça, onde o solo e terreno plano propiciam o bom desenvolvimento dessa atividade. Mas essa expansão das atividades agropecuárias se deu às custas da intensa devastação do cerrado que diminui aproximadamente dois terços da área em três décadas.

 

    

 

Em 1997 há uma nítida relação entre a ocupação e o tipo de solo e relevo. O planalto da Serra da Onça coberto com latossolo avermelhado e roxo vem sendo intensamente utilizado para a agricultura, enquanto a planície intermontana e a área suave ondulado, dada à limitação pedológica, têm seu uso limitado à pecuária.

Apesar de a mata ciliar ter aumentado em 1997, inclusive nas áreas onde havia erosão no passado, alguns sulcos de erosão permanecem e algumas áreas apresentam-se sem vegetação ciliar, como por exemplo, às margens do Ribeirão Paraíso. A degradação intensa da vegetação inclusive da mata ciliar, diminui a capacidade que o solo tem de infiltrar a água e o escoamento superficial é maior e carrega mais sedimentos que vão sendo depositados nos leitos dos cursos d’água, provocando o seu assoreamento. Além disso, apesar da preservação do cerrado na escarpa da Serra, a agricultura é desenvolvida até muito próximo desta, o que permite que o escoamento do fluxo pluvial transporte não só sedimento, más também agrotóxicos que descem pela escarpa atingindo várias nascentes que ali  existem, podendo causar seu assoreamento e contaminação.

 

Indicação à ocupação

 

Conforme as propostas conservacionistas de LEPSCH (1977) e CASSETI (1991), indicamos um adequado uso da terra, com base na legislação ambiental, e principalmente nos conhecimentos geomorfológicos (considerando a compartimentação topográfica, estrutura superficial e processos morfodinâmicos atuais).

Sobre o platô da Serra da Onça, onde o terreno e o tipo de solo são propícios, pode-se desenvolver a agricultura com segurança, com exceção de que nas vertentes que se convexizam, aumentando a declividade, tanto em direção ao Córrego Bom Sucesso quanto em direção à escarpa, onde já vem sendo realizada a agricultura ou mesmo a pastagem, devem ser reflorestadas, porque a área de preservação regida pela legislação ambiental não está sendo respeitada. O reflorestamento impedirá que o escoamento pluvial carregue muito sedimento e agrotóxicos (resultantes da agricultura praticada no topo do planalto) e que estes atinjam os cursos d’água, prejudicando-os.

As vertentes de declives acentuados na escarpa representam compartimento de risco devido à erosão acelerada e portanto devem ser preservadas onde possuem vegetação nativa e onde está já  não existe, deve haver o reflorestamento.

As áreas da planície que circundam o Córrego da Onça, onde há presença de latossolo associado a areias quartzosas, são indicadas para pastagem natural ou mesmo plantada. As áreas da planície onde predominam as areias quartzosas sobre o Arenito Botucatu cobertos por cerrado são também indicadas para pastagem, mas ressalta-se que haja um manejo bastante cuidadoso .

Na área suave ondulada a oeste da Ribeirão Paraíso indica-se como área de preservação. Na área ondulada de solo arenoso que já em 1964 foi utilizada para agricultura de pé de serra e em 1997 constituía-se de pastagem e por causa desse tipo de ocupação apresentava erosão em ravinas e voçorocas, é indicado o urgente reflorestamento.

Em toda a área são indicadas as preservações da mata ciliares conforme rege a Legislação Ambiental, assim como na planície fluvial onde há risco de inundação.

 

5. CONCLUSÕES E CONSIDERAÇÕES FINAIS

 

Com base nas pesquisas realizadas, nos trabalhos a campo e nos resultados obtidos, é possível concluir que a associação das informações geológicas, climáticas, de declividade e pedológicas, obtidas de fontes de sensoriamento remoto, entre outras, são de elevada importância para os estudos geomorfológicos, tendo permitido análises eficientes da área de estudo.

A observação dos depósitos correlativos e das formas de relevo resultantes permite a dedução do conjunto de fatores geomorfológicos responsáveis pela morfogênese de uma área.

A área estudada apresenta sulcos de erosão em função da declividade do terreno, do tipo de solo e principalmente do uso inadequado da terra. Portanto, o homem se insere no ambiente utilizando seu suporte natural mas também sendo um fator geomorfológico, causando alterações morfológicas e desequilíbrios ambientais – assoreamento, voçorocamento, extinção da fauna e flora. A avaliação quanto à transformação do uso do solo de 1964 e 1997 revela um processo rápido de desmatamento acompanhado pelo avanço do uso comercial da terra. O modo como a agricultura vem sendo desenvolvida, sem preocupações ambientais sobre o Planalto da Serra da Onça, demonstra a necessidade de um planejamento adequado do uso da terra. Assim, se faz necessário um processo de ocupação mais racional que não cause prejuízos ao meio ambiente e também mais justo, em que todos possam se beneficiar dos frutos do progresso alcançado com a modernização da produção.

 

 

6. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

 

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