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X SIMPÓSIO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA FÍSICA APLICADA

AS TRILHAS COMO UNIDADE DE ANÁLISE AMBIENTAL: O CASO DO MACIÇO GERICINÓ-MENDANHA (RJ)

 





 

Samir de Menezes Costa, Mestrando. PPGG/UFRJ – samir@ufrj.br

Profª Drª Sonia Vidal Gomes da Gama, Depto de Geografia/UERJ – svggama@ig.com.br

Profª Drª Josilda Rodrigues da Silva de Moura, Depto de Geografia/UFRJ – josildamoura@uol.com.br

 





 

 

Palavras-chave: Unidades de Conservação, Trilhas e Gestão Ambiental.

Eixo Temático:  3 - Aplicação da Geografia Física à Pesquisa.

Sub-eixo: 3.3 - Gestão e Planejamento Ambiental.







 

INTRODUÇÃO

Nos últimos anos, cada vez mais, as sociedades humanas passaram a se preocupar com o esgotamento dos recursos naturais e em buscar alternativas de preservação através de usos que garantam a sua continuidade ou a regeneração para as gerações futuras. Para tal, ficou claro que essa manutenção dos recursos naturais deveria estar associada a um projeto de desenvolvimento dentro de uma proposta produtivista, onde os recursos naturais passaram a ser um bem, e por conta disso, dotado de valor intrínseco. Essas idéias tomaram corpo e força através da Conferência de Estocolmo (1972), principalmente após a formação, neste encontro, de um coro de organismos internacionais (Carvalho, 1991 - p.11 apud Ribeiro, 1992 - p.31).

Independente de estarem ou não vinculadas à reprodução do modelo capitalista, como discutem Gourlet (1997) Souza (2000), Cazes (2001) e Souza (2002), a verdade é que as idéias de preservar, sustentar, recuperar e tantos outros termos associados a essa emergente forma de pensar o meio ambiente vêm ganhando força e modificando até mesmo os enfoques das lutas sociais, fazendo com que sejam incorporados itens relacionados ao meio ambiente, sendo agora, por muitos, considerado pré-requisito para a melhoria da qualidade de vida e um dos motores do desenvolvimento em suas diversas escalas. Essa força pode ser medida com a explosão de trabalhos científicos e técnicos ocorrida após a publicação do documento “Nosso Futuro Comum” (ou “Relatório Brundlrand”, como também é conhecido) da Comissão Mundial Sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento, (1998) que, na verdade, remete a um documento chamado Estratégia de Conservação Mundial, publicado em 1980 pela União Internacional para a Conservação da Natureza (Souza, 2000 – p. 255). Neste relatório consta um termo que, nos dias atuais, é um dos mais disseminados e populares no âmbito dos estudos ambientais: o desenvolvimento sustentável.

A partir de uma intensa valorização social do ambiente natural, novas questões passaram a permear as temáticas ambientais, e medidas de compatibilização entre esse novo paradigma (Kuhn, 2001) e as práticas econômicas e sociais apresentam-se como necessidades básicas das diversas esferas do poder. Este, sendo um fenômeno de escala mundial, também teve sua versão nacional, além disso, o Brasil foi um dos precursores em fazer presente em sua legislação o trato com meio ambiente.

Chega-se neste momento numa encruzilhada que, em uma via está a busca social pelo contato com a natureza e, em outra, a necessidade de preservação da mesma através de proibição ou restrição de usos humanos. É neste ponto de intersecção que a maior parte dos problemas ambientais se apresentam. Pode-se constatar essa afirmação verificando que a degradação ambiental, direta ou indiretamente, está associada às modificações antrópicas dos diversos ambientes naturais.

Essa necessidade de compreender as relações entre sociedade, homem e natureza fez surgir nas pesquisas ambientais uma maior diversidade de enfoques e visões, dando maior subsídio ao entendimento de problemas subjacentes à organização do espaço geográfico. Desta forma, a estruturação das sociedades humanas sobre o território, principalmente em sua versão mais densa e perceptível – a metrópole – torna de maneira mais explícita as modificações antrópicas do ambiente ao longo da história da humanidade, fazendo com que ecossistemas sejam degradados frente a falta de métodos apropriados de ocupação (Nimer, 1975; Amador, 1992).

As escalas de ocorrência da degradação do meio ambiente variam numa complexidade inerente à própria natureza; desde o efeito estufa (na escala global) até o desencadeamento de processos erosivos em uma trilha de uma unidade de conservação (numa escala local). Pensando nessa escala local, Seabra (1999, p. 17) destaca a escassez de trabalhos referentes aos impactos ambientais em unidades de conservação no Brasil e, passando por este caminho, pode-se ressaltar igual deficiência no estudo dos impactos causados pela utilização indiscriminada das trilhas presentes nesses ambientes “protegidos”. Desta forma, a escala adotada neste trabalho é a trilha, ou seja, a unidade em que se dá a conexão direta do homem com a natureza.

Para a realização deste trabalho tomar-se-á como exemplo piloto o acesso às cachoeiras do rio Guandu do Sapê, uma trilha localizada na vertente sul do maciço Gericinó-Mendanha e parte integrante da Área de Proteção Ambiental do Gericinó-Mendanha. O Maciço está situado na Região Metropolitana do Rio de Janeiro (fig. 1), entre os municípios do Rio de Janeiro, Nova Iguaçu, Nilópolis e Mesquita e totalizando uma área de 752 Km2 entre os paralelos 22º 25’ e 22º 50’ de latitude sul e os meridianos 43º 25’ e 43º40’ de longitude oeste.

 

Figura 1: Localização do Maciço Gericinó-Mendanha.

 

OBJETIVOS

O que se apresenta como a grande questão é a busca pela compatibilização de usos que garantam a manutenção desse importante remanescente de mata atlântica localizado ao centro da segunda maior Região Metropolitana do país. Além disso, segundo Gama (2000), o maciço Gericinó-Mendanha abriga as nascentes de alguns dos principais rios que drenam para a Macro-bacia da Baía de Sepetiba e para a Macro-bacia da Baía de Guanabara, mostrando como a importância de sua preservação ultrapassa a escala de APA e, até mesmo, do próprio maciço.

O reconhecimento das trilhas e sua caracterização representam o retrato de como esse ecossistema já fragmentado vem respondendo ao contato humano dos mais variados, visando estabelecer limites para minimização dos impactos correlatos, buscando o respeito aos limites impostos pelo meio físico e biológico. Sendo assim, espera-se que este trabalho possa subsidiar um maior aprofundamento na questão dos impactos ambientais relacionados ao lazer e ao turismo no Rio de Janeiro, haja vista a incongruência que há entre a vocação natural do estado – especificamente a cidade do Rio de Janeiro – e a produção de trabalhos abordando esta temática.

Como objetivos específicos teremos a adoção das trilhas como unidade de análise para a caracterização da situação de uma unidade de conservação e, ao mesmo tempo, como unidade de manejo para sua recuperação. São eles:

1. Mapear com precisão a trilha de acesso às cachoeiras do rio Guandu do Sapê, de modo a localizar e mapear os processos encontrados in loco com exatidão.

2. Identificar como o solo responde ao intenso pisoteio ao longo das trilhas, comparando-o com sua situação natural, sem perturbações, mostrando o aumento do potencial erosivo de um determinado solo frente à compactação.

3. Identificar e mapear as alterações impostas pela trilha à estrutura da vegetação em sua borda, buscando demonstrar o quanto de capacidade essa vegetação tem para se estabelecer em sua borda.

4. Aplicar a metodologia de Cifuentes (1992) para a determinação da Capacidade de Carga Turística para o acesso às cachoeiras do Rio Guandu do Sapê, de modo a estabelecer uma limitação ao número de visitantes/dia para esta trilha.

 

JUSTIFICATIVA

Atualmente, muitos são os fragmentos de floresta que estão protegidos por lei no país e que não estão livres de qualquer ameaça. São Unidades de Conservação como Parques, Áreas de Proteção Ambiental entre outros instrumentos normativos para conservação ambiental, e infelizmente, nem todas estão devidamente bem administradas ou mesmo fiscalizadas. Enfrentam inúmeros problemas em seus processos de legalização ou preservação, além de concorrerem em desvantagem, com a especulação imobiliária como forma alternativa do mercado ou de exploração do turismo como atividade econômica, acarretando por vezes a descaracterização ambiental e cultural.

Justifica-se, ainda, devido à sua origem geológica e aos eventos magmáticos que sofreu por volta de 2 bilhões de anos. As rochas mais antigas de ocorrência local são aquelas que compõem o embasamento Pré-Cambriano de 1.8 bilhão de anos, geralmente composto por gnaisses e granitos.  O relevo provavelmente está condicionado aos tipos de rochas citados que compõem o Maciço – são rochas graníticas com intrusões de rochas alcalinas, que afloram nos morros do Marapicu e nas serras do Mendanha e Madureira. Foi registrado também um enxame de diques ao sul da serra de Madureira e morro do Marapicu que cortam o Maciço e, em algumas porções pode ser encontrado um material tipo vulcânico. Em suma, essas rochas fazem parte de um importante evento ígneo alcalino que, segundo Klein (1993) ocorreu no estado do Rio de Janeiro entre aproximadamente 42 e 72 milhões de anos.

O Maciço Gericinó-Mendanha possui um importante potencial turístico ainda não aproveitado (Fig. 2), principalmente nas proximidades no vale do rio Grandu do Sapê, como demonstra Ramalho (1999) quando, ao estudar o potencial turístico da Zona Oeste da Cidade do Rio de Janeiro, toma como exemplo o Maciço Gericinó-Mendanha. Suas conclusões demonstram que cerca de 81% dos entrevistados em seu trabalho são favoráveis à implantação de um parque com uma infraestrutura que apresente áreas para camping, guardas e guias. Isso mostra a necessidade de investimentos em atividades voltadas para o lazer e o turismo na região. Segundo a autora, no verão, as cachoeiras e trilhas são procuradas por visitantes de outras localidades, que “... não só destroem como também sujam a floresta e a água dos córregos. Além de produzirem uma situação crítica que tem levado a falta de segurança nos banhos e na própria circulação livre pela floresta. A cada temporada são registrados inúmeros casos de mortes por afogamentos, pequenos furtos e assaltos”(p. 74-75).

Gama (2002), descrevendo o perfil dos visitantes, conclui que as florestas e as cachoeiras representam os maiores atrativos de um possível parque e, de maneira informal pôde constatar que a chamada “Cachoeira do Escorrega”, localizada no rio Guandu do Sapê, é a mais utilizada “por ser a de mais fácil acesso e de menor risco (caçadores, manobras militares e falta de sinalização)” (p. 150). Em todo o maciço há sinais da presença de caçadores e coletores, haja vista as marcas presentes nas trilhas, acampamentos e armadilhas.

Existem, ainda, os problemas físicos que ocorrem ao longo das trilhas e foram descritos na revisão bibliográfica. Tais “efeitos colaterais” do lazer também podem ser detectados nas trilhas do maciço Gericinó-Mendanha, como se pode exemplificar através das ravinas presentes nas trilhas (fig. 2) ocasionadas pela canalização das águas pluviais num piso de trilha compactado, e conseqüentemente, de difícil infiltração.

 

Figura 2: Ravinamento causado pelo escoamento superficial de águas pluviais (2000).

 

A legislação ambiental relacionada à proteção do ecossistema em questão mostra-se intensamente complexa; demonstrando superposições de leis e até mesmo uma certa confusão. Isso por que, de um lado muitas leis, e de outro, muito desrespeito (Costa et al., 2000).

 

REVISÃO BIBLIOGRÁFICA

O uso inadequado dos recursos naturais, principalmente em áreas de grande concentração demográfica tem sido tratado na literatura como um dos principais causadores de problemas ambientais, sendo assim, alguns dos problemas correlacionados às trilhas acabam por se apresentarem em diversas escalas. A erosão dos solos, a degradação da vegetação e seu papel protagonista na proteção dos solos têm tido um importante destaque nas ciências da natureza.

Os processos erosivos em ambientes tropicais encontram-se amplamente discutidos na literatura, desta forma, diversos trabalhos destacam a multiplicidade e complexidade de parâmetros que atuam na geração de escoamento nas encostas e, por conseguinte, no desencadeamento de processos erosivos nas vertentes (Morgan, 1980). A dinâmica hidrológica superficial e subsuperficial, que atua como condicionante da atividade erosiva nas encostas possui variabilidade no tempo e no espaço, respondendo às variações de fatores inúmeros (Coelho Netto, 1994).

De maneira geral, os elementos controladores do trabalho erosivo remetem para a erosividade da chuva, a forma da encosta, a erodibilidade dos solos e a cobertura vegetal. Sendo incorporados, ao longo das últimas décadas, às atuações humanas, acelerando, ou até mesmo desencadeando os processos erosivos nas encostas (Guerra, 1994).

As características pedológicas do substrato remetem a erodibilidade dos materiais, destacando algumas propriedades do solo (textura, densidade aparente, porosidade, teor de agregados e de matéria orgânica). Essas propriedades, pois, condicionam a estruturação física do solo, podendo contribuir ou dificultar a produção de escoamento nas encostas (Mafra, 1985; Coelho Netto, 1994; Guerra, 1994, entre outros). Portanto, as propriedades do solo que definem sua susceptibilidade à erosão devem ser analisadas do ponto de vista dos mecanismos erosivos, levando em consideração àqueles que afetam direta ou indiretamente a resistência à fragmentação, o potencial de infiltração e a resistência ao transporte (Mafra, Op Cit.).

As encostas podem ser caracterizadas pela morfologia e pela declividade. Essa caracterização constitui em um parâmetro fundamental para a compreensão dos processos erosivos, pois os fluxos de escoamento superficiais e subsuperficiais responsáveis pelo trabalho erosivo são, em grande parte, condicionados por esses elementos (Cooke & Doornkamp, 1990). Ainda nesta linha, Fernandes et al (1989) dividem as encostas em segmentos côncavos, convexos e retilíneos, mostrando relações que existem entre a geometria das encostas e a orientação dos fluxos d’água no solo. Destacam que essa divisão permite a distinção entre os processos hidro-erosivos atuantes em cada ponto da encosta, tendo em vista que esses fluxos variam entre divergentes, convergentes e paralelos.

A cobertura vegetal destaca-se na bibliografia como fator preponderante na estabilidade das encostas, no ciclo hidrológico e na qualidade do meio ambiente em geral, sendo que Nimer, Op Cit. destaca a importância das florestas para o meio ambiente de forma mais ampla.

O peso da cobertura vegetal como controlador do escoamento superficial torna-se evidente, tendo em vista que a sua ausência expõe a superfície do solo ao impacto direto das gotas de chuva, rompendo os agregados e formando crostas na superfície do solo, aumentando o escoamento superficial.

A água precipitada pode ser armazenada pelas copas, atravessá-las e atingir o solo ou escoar pelos troncos. Miranda (1992) e Leão (1997) versando sobre a interceptação da chuva pela floresta destacam as várias formas de redistribuição e captação do fluxo da chuva, variando em função da morfologia das plantas e da forma das copas.

Deve-se destacar também, o papel da serrapilheira como fator de proteção dos solos. Ela impede o contato direto das gotas de chuva com a superfície inorgânica, absorve parte da precipitação terminal e contribui para o desenvolvimento da atividade biogênica no topo do solo. Castro Jr. (1991) atesta a importância da serrapilheira na diminuição da erosão superficial, evitando a selagem do topo do solo e, conseqüentemente, conferindo maiores taxas de infiltração no solo. O autor ainda acentua que os macroporos de origem biogênica aumentam a permeabilidade e favorecem o processo de infiltração.

Boa parte das trilhas hoje utilizadas como lazer são caminhos tradicionalmente utilizados por determinadas comunidades para se locomoverem com objetivos diversos, que vão do extrativismo à caça. Além disso, hoje em dia, especialistas (ecólogos, biólogos, geógrafos, engenheiros florestais, etc.) detém conhecimentos que transformam a abertura de trilhas em um trabalho científico, pedagógico e até mesmo paisagístico.

Desta forma, trilhas são caminhos existentes ou estabelecidos, com diferentes formas, comprimentos e larguras, que possuam o objetivo aproximar o visitante ao ambiente natural, ou conduzi-lo a um atrativo específico, possibilitando seu entretenimento ou educação através de sinalizações ou de recursos interpretativos (Salvati, 2000).

Dentre os problemas decorrentes do uso das trilhas sem prévio planejamento podemos ressaltar a deflagração de processos erosivos (Coelho Netto, 1985; Seabra, Op Cit.; Cifuentes, Op Cit.;  Costa, 2002; Costa, 2003, entre outros), a exposição das raízes arbóreas devido à erosão laminar dificulta a sustentação das plantas e facilita sua contaminação por patógenos, gerando danos que comprometem o ciclo vital das árvores - morte precoce (Horowitz, 2001; Manning, 1979; Guillaunon, 1977), além disso, a fauna, por ser susceptível a uma gama de variáveis (bióticas, abióticas e antrópicas) é o primeiro componente desse ecossistema à sentir os efeitos das trilhas. Quando localizadas em áreas necessárias a algumas espécies, as trilhas provocam alteração nas rotas de deslocamento, fragmentam habitats e destroem abrigos, interferindo na dinâmica da população local (Horowitz, Op Cit; Cole, 1991; Cole & Bayfield, 1993).

Ao analisarmos a vegetação ao longo de uma trilha podemos perceber passa a ocorrer uma mudança na série sucessional da mata, por meio de alterações na composição e na estrutura dessa vegetação (Cole, 2003). A abertura da mata seja pela rota ou pelas clareiras ocasionadas pelas mortes das árvores e plântulas injuriadas, favorece o aparecimento de espécies oportunistas e/ou invasoras. Como a trilha permanece, a sucessão não mantém a continuidade para os estágios seguintes. Não obstante, passa a haver dominância de algumas espécies, o que empobrece o espectro de associações e interações. Desta forma, cria-se uma paisagem monótona e artificial, fazendo com que o visitante busque outros espaços inalterados, ampliando ainda mais a fronteira desse impacto (Marion & Merriam, 1985; Horowitz, Op Cit.; Kuss et al., 1990).

Para que esses impactos sejam mitigados ou até mesmo recuperados, a literatura aponta para os estudos da capacidade de carga turística (ou capacidade de suporte) como base para o planejamento de áreas frágeis, de excepcionalidades naturais e cênicas. O maior objetivo desses estudos é o de estabelecer a quantidade máxima de visitantes que uma área pode suportar, sem gerar danos às culturas locais e ao meio natural.

O problema está na dificuldade de estabelecer uma medida que represente, de fato, a capacidade de carga, isso por que o meio encontra-se em constantes alterações (umidade, temperatura, pluviosidade, etc.) e o usuário também possui como característica inerente a mudança de atitudes frente à degradação ambiental. Portanto, torna-se mister o estudo não só do meio físico, mas das características e expectativas do visitante de modo a garantir um planejamento ecológico integrado com a sociedade, buscando uma sustentabilidade sócio-ambiental da área visitada (Barreto, 1997).

Levando em consideração que muitos impactos causados ao meio físico são oriundos da falta de informação e conhecimento de causa, Blangy & Wood (1995, p. 64) apud Seabra (Op Cit.) sugerem a divulgação dos planos de manejo e/ou diretrizes existentes e elaborados com o objetivo de “proteger” o meio cultural e natural em questão, a fim de que, antes da visita, o usuário possa “instruir-se sobre o comportamento adequado...” na área a ser visitada.

Quanto ao estabelecimento da capacidade de carga, peca-se em considerar apenas os parâmetros biológicos e físicos para seu cálculo, haja vista que não se apresentam suficientes ao não incorporarem fatores que levem em conta a qualidade da experiência e as apreciações humanas (Cifuentes et al., 1990). Como alternativa para contornar esse problema Miguel Cifuentes publica em 1992 o trabalho intitulado “Determinação da Capacidade de Carga Turística em Áreas Protegidas”, patrocinado pelo “Fundo Mundial pela Natureza” ou, como é mais conhecido – WWF. Contudo, esta metodologia foi aplicada pela primeira vez oito anos antes desta publicação, no Parque Nacional de Galápagos (Equador) para a elaboração do segundo plano de manejo do parque. Outras experiências em ambientes tropicais foram realizadas novamente em Galápagos, na Reserva Natural Absoluta Cabo Branco (Costa Rica) e no Parque Nacional Manuel Antônio (Costa Rica).

No Brasil, o estabelecimento da capacidade de carga turística utilizando a metodologia de Cifuentes (Op Cit.) foi realizado em, pelo menos, três lugares: Parque Nacional de Ilha de Anchieta (SP), Parque Nacional de Fernando de Noronha (PE), por conta da realização do Plano de Gestão do Ecoturismo e Desenvolvimento Sustentável do Território Estadual de Fernando de Noronha (Teixeira, 2001) – capitaneado pela WWF, e em uma trilha do Parque Municipal Turístico de Penedo (Município de Itatiaia – RJ). Este último, por conta da dissertação de mestrado de Lilia dos Santos Seabra (1999), já citada anteriormente.

 

METODOLOGIA

Com o objetivo de adotar as trilhas como uma unidade funcional de análise e planejamento de uma Unidade de Conservação e, tomando como pressuposto o fato das trilhas refletirem, fisicamente e biologicamente os diferentes usos que lhe são impostos, serão adotadas três etapas para a realização deste estudo:

Caracterização física e biológica da trilha:

A primeira fase desta etapa consiste no mapeamento da Trilha que leva às cachoeiras do Rio Guandu do Sapê, incluindo o seu trecho menos visitado, chamado Trilha dos Caçadores (Costa, 2002). Tal mapeamento estará baseado no uso de base cartográfica na escala de 1:10.000 (FUNDREN), altímetro e trena, tendo em vista a dificuldade de recepção dos sinais de GPS (Global Position System) através da copa das árvores e da barreira orográfica constituída pela serra.

 

 

A segunda fase corresponde ao estudo do grau de erodibilidade dos solos através das variáveis granulometria, densidade aparente (quadro1) e teor de matéria orgânica, associando-os aos diferentes níveis de declividade ao longo da trilha. As amostras serão divididas entre as deformadas e as indeformadas. As deformadas para a caracterização granulométrica e teor de matéria orgânica, as indeformadas coletadas com o uso do anel de Koppecky[1] para a determinação da densidade aparente, ou seja, do grau de compactação do solo correspondente.

 

 

(g/cm3) = a / b

 

Quadro 1: Fórmula para determinação da densidade aparente[2].

 

A terceira fase corresponde à análise da Estrutura da vegetação à margem da trilha como propõem Miranda (Op Cit.) e Leão (Op Cit.), levando em consideração todas as espécies acima de 3 cm de diâmetro de tronco. Para tal se checará as seguintes variáveis: DAP – Diâmetro de tronco à Altura do Peito – (Quadro 2), Número de indivíduos acima de 3 cm de diâmetro de tronco e altura de saída do primeiro fuste, isso dentro de cada parcela de 20m2.

 

D = C/p

 

Quadro2: Fórmula para determinação do DAP[3]

 

As áreas escolhidas para a análise da estrutura da vegetação correspondem à cinco parcelas de 20m2 (4m x 5m) em cada lado da trilha, tendo como ponto de origem os pontos de coleta de solo descritos anteriormente (Figura 3), com isso, se poderá detectar e/ou comparar, avançando perpendicularmente em relação à trilha, na direção da floresta, a existência, ou não, de uma correlação entre o solo e a vegetação em termos de sensibilidade à presença humana como afirma Cole (1983a e 1983b).

 

Figura 3: Esquema da área de análise da estrutura da vegetação.

 

Ao todo, serão 16 pontos de coleta de solo (4 na Trilha dos Caçadores e 12 na Trilha das Cachoeiras) e, desses pontos, 8 servirão de origem para a análise da estrutura da vegetação (2 na Trilha dos Caçadores e 6 na Trilha das Cachoeiras).

Determinação da Capacidade de Carga (Cifuentes, 1992)

Nesta etapa busca-se determinar a capacidade de carga que uma determinada área possui, de modo à respeitar os limites físicos, biológicos e humanos de uma Unidade de Conservação (como foi aplicado pela WWF em todos os lugares de uso público em Fernando de Noronha ou mesmo para uma trilha (como aplicado por Seabra, Op Cit.). Podemos ressaltar, ainda, que as necessidades de atualizações periódicas, trazem a obrigatoriedade do uso de recursos e instrumentos de fácil manipulação por parte dos indivíduos encarregados do manejo da área estudada, ainda mais que essas pessoas, em geral, possuem pouco preparo técnico ou científico.

Deve-se destacar que, a metodologia desenvolvida por Cifuentes (1992) deve ser aplicada individualmente para cada área de uso público dentro de uma unidade de conservação, isso porque cada lugar reúne diferente complexidade social e ambiental. Sendo assim, podemos concluir que o somatório da capacidade de carga dos diferentes lugares não representa uma realidade para toda a área protegida.

A metodologia consiste em seis partes que se correlacionam:

-         Análise das políticas sobre o turismo e manejo de áreas protegidas: Deve-se, nesta etapa, discorrer sobre as contradições e as potencialidades das políticas de turismo e manejo de áreas protegidas.

-          Análise dos objetivos da área protegida: Os objetivos definem a categoria de manejo e as atividades possíveis de serem aceitas na área.

-          Análise da situação das áreas de visita: Identificação do Zoneamento da área protegida[4].

-          Definição, fortalecimento ou troca de políticas e decisões com respeito a categoria de manejo e zonificação: Neste momento confronta-se as contradições encontradas entre o real e o que propõem as políticas de manejo, ou seja, verifica-se o que o deveria estar sendo feito e o que de fato ocorre. É aqui que se reforçam políticas bem sucedidas e se propõem mudanças aos fracassos.

-          Identificação dos fatores/características que influem em cada áreas de uso público: Torna-se importante conhecer os fatores físicos/bióticos para a determinação da capacidade de carga turística.

          Determinação da Capacidade de Carga Turística para Cada área de uso público: Objetiva a determinação de três níveis de capacidade de carga: Carga física, Real e Efetiva.

A capacidade de carga física (CCF) representa o limite máximo de visitas que uma área pode receber, em um espaço determinado, num tempo determinado. Assim sendo, levando em consideração que uma pessoa precisa de 1m2 para se locomover e, conhecendo o tamanho da área e o tempo necessário à visita define-se a CCF da seguinte forma:

 

CCF = V/A x S x T

 

Onde V/A é a área ocupada por visitante (tomada como 1m2), S é a superfície total disponível para o uso público e T é o tempo necessário para a execução de uma visita.

A capacidade de carga real (CCR) representa o limite máximo de visitas, determinado a partir da CCF, logo que se aplica o fator de correção para as variáveis, que são físicas, ambientais, biológicas e de manejo, levando em consideração as características de cada lugar. A CCR pode ser descrita da seguinte forma:

 

CCR = (CCF – FC1) – (CCF – FC2) – ... FCn

 

Onde FC é o fator de correção expresso em termos percentuais e calculado pela expressão abaixo:

 

FC = ML/MT x 100

 

Onde ML é a magnitude limitante de uma variável e MT é a magnitude total da variável.

A capacidade de carga efetiva ou permissível (CCE) é o limite máximo de visitas que se pode ter, frente a capacidade de ordenamento e manejo da área protegida (CM), então, a CCE é obtida comparando a CCR com a CM. Podemos concluir que a CCE é determinada por variáveis de caráter administrativo (pessoal, serviços, etc.). A CCE é expressa por:

 

CCE = CCR x CM/100

 

 Onde CM é o percentual ótimo da capacidade de manejo para a administração da área protegida.

A variável precipitação será levantada a partir da Estação de Bangu, vinculada ao INMET (Instituto Nacional de Meteorologia). A acessibilidade será estabelecida através da declividade da trilha e as extensões de cada classe de declividade. As outras variáveis serão pesquisadas através de questionários aplicados in loco.

Espera-se que, ao fim da aplicação das diversas etapas deste trabalho, ações e diretrizes de que subsidiem o planejamento e a gestão da Serra do Mendanha possam ser construídas e, preferencialmente, aplicadas e ampliadas, no sentido de garantir a preservação desse importante fragmento de mata atlântica na Região Metropolitana do Rio de Janeiro.

 

 

NOTAS

 

[1] Como especificado no Manual de Métodos de Análise de Solo da EMBRAPA (1997).

[2] Onde a = peso  da amostra seca a 105 ºC e b = volume do anel

[3]  Onde D = Diâmetro, C = Comprimento da Circunferência e π = 3,1416.

[4] Como este zoneamento não existe na esfera governamental, será utilizada neste trabalho a proposta de zoneamento para a vertente sul do Maciço Gericinó-Mendanha desenvolvida por Gama (2002), além de recomendações para essas áreas, elaboradas por Ramalho (1999).

 

 

BIBLIOGRAFIA

 

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