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X SIMPÓSIO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA FÍSICA APLICADA




 

O PROCESSO DE ARENIZAÇÃO NO SUDOESTE GOIANO*

 

 

Iraci Scopel scopel@jatai.ufg.br1;

Dimas Moraes Peixinho1;

Zilda de Fátima Mariano1;

Marluce Silva Sousa2 marluceufg@yahoo.com.br;

Volnan Vieira de Freitas2

 

 

1 Professor - CAJ/UFG;

2 Discente - CAJ/UFG

 

Departamento de Geografia

Campus Avançado de Jataí

Universidade Federal de Goiás

 

 

 

Palavras-chave: arenização – uso e manejo do solo conservação do solo

Eixo: 3 – Aplicação da Geografia Física à Pesquisa

Sub-Eixo: 3.3 –Gestão e Planejamento Ambiental.

 

 




 

INTRODUÇÃO / JUSTIFICATIVA

 

O Cerrado ocupa de 20 a 25 % do território brasileiro, constituindo-se no segundo domínio fitogeográfico em extensão e, para alguns autores, o primeiro em termos de biodiversidade. Essa área vem sendo incorporada ao processo produtivo, principalmente a partir dos anos 70, quando vários programas de incentivos fiscais e subsídios estimularam a sua ocupação. Esses planos e programas tiveram atuações de forma diferenciada; todavia seguiam uma orientação comum: a incorporação do Centro-Oeste ao processo de expansão do capital.

Essa política de expansão das atividades econômicas para o Centro-Oeste produziu um incremento populacional entre 1960-70 da ordem de 5,6% (passando de 3.006.866 para 5.167.203) e na década seguinte de 5.167.203 para 7.544.785: o maior crescimento, relativo às demais regiões brasileiras. Entre 1970-80 foram incorporados ao processo produtivo aproximadamente 21.374.273 hectares.

 O cerrado, que  até a década de 1970 tinha um uso restrito, destinado principalmente à pecuária extensiva, passou a ser a área principal na incorporação de novas terras ao processo de crescimento agrícola brasileiro. Dados do Fundo Mundial para a Natureza (WWF, 1996), dão conta que até 1985 haviam sido abertos 50,7 milhões de hectares de Cerrado (área equivalente a duas vezes o Estado do Piauí), assim distribuídos: 9,5 milhões em lavouras, 30,9 milhões em pastagens e 10,9 milhões em terras produtivas mas não aproveitadas. Como os números mostram, em termos de área, a predominância é da pecuária. A região passou de 16,6 milhões de cabeças em 1970 para 38 milhões em 1985. Dados da EMBRAPA de 2002, apresentados por Rezende (2002), informam que dos 204 milhões de hectares de Cerrado, 61 milhões estão sendo utilizados com lavouras, pastagens e reflorestamento. Segundo esta empresa, esta área pode ser duplicada para uso agrícola.

Esse acelerado processo de ocupação fez com que os cerrados sofressem grandes transformações, alterando significativamente o seu ecossistema. Com o aumento da

demanda por terras, intensificou-se a ocupação das áreas arenosas, principalmente com pastagens plantadas, sendo a vegetação nativa substituída por Brachiária ssp, capim gordura, colonião, algumas espécies de Paspalum e outras, com quase nenhum insumo adicionado. Em decorrência do fraco desenvolvimento e do excesso de exploração dessa pastagem, aumentou a exposição do solo aos processos erosivos, provocando sua desagregação, movimentação, assoreamento e poluição dos rios e vales e determinando o surgimento de sulcos e voçorocas. Embora os Latossolos, de textura média a argilosa, abranjam, aproximadamente, 46% da área do Cerrado, os solos arenosos, altamente suscetíveis à erosão e de aptidão agrícola restrita a inapta, alcançam ao redor de 15%, correspondendo a cerca de 30.000.000 ha, constituindo-se em fator limitante à ocupação e uso intensivo.

Nos municípios de Jataí e Serranópolis/GO (localizados entre as coordenadas de 17º 19’ e 18º 32’ de latitude sul e 52º 00’ e 53º00’de longitude oeste), ocorrem extensas áreas de Areias Quartzosas (NEOSSOLOS QUARTZARÊNICOS), originalmente cobertas por vegetação de cerrado e hoje aparecendo, com intensidade cada vez maior, focos de solo completamente descobertos, formando manchas arenosas e sujeitas à erosão eólica, com eventual formação de dunas. Essa região, dada sua extensão, fragilidade ambiental e problemas decorrentes de mudanças de uso nas duas últimas décadas, deve merecer preocupação específica capaz de produzir conhecimento que orientem a sua ocupação sustentável.

Outro elemento significativo que motivou a realização desse estudo é que essa região se constitui hoje em uma das áreas de maior produção do estado de Goiás, tanto em grãos como na pecuária, sendo sua economia sustentada por esses setores. Um desequilíbrio causado pelo uso inadequado dos recursos naturais poderá influenciar no seu desenvolvimento, provocando um desajuste em vários setores econômicos, inclusive em âmbito nacional.

            Considerando-se importante as justificativas relacionadas, este trabalho visa: localizar as manchas de areia desnuda/exposta; localizar áreas com voçorocas, erosão laminar e em sulcos; identificar o grau de importância de atuação, nessas áreas, dos fatores e processos pedológicos, geomorfológicos, geológicos, climáticos, de uso e ocupação; caracterizar os agentes de ativação e o aumento dessas manchas de areia desnuda/exposta; definir e alertar para possíveis danos ambientais, dada a ocupação desordenada da região; propor alternativas de ocupação de tais áreas, visando a mitigação dos impactos ambientais.

Partimos da hipótese de que, além dos condicionantes naturais, a ação antrópica também é responsável, de alguma forma, pelo surgimento e ampliação das manchas de areia e pela presença de voçorocas, erosão laminar e em sulcos.

 

REVISÃO BIBLIOGRÁFICA

A bibliografia sobre a formação de areais, arenização ou desertificação não é das mais amplas, mas esse assunto tem merecido a atenção de alguns pesquisadores e até dos meios de comunicação social. Os trabalhos sobre essa temática concentram-se em áreas do nordeste brasileiro, mais precisamente, no “Polígono da Seca” e no extremo sul do Brasil, na região dos Pampas, nos municípios de Alegrete, Cacequí e Quaraí. Não se localizou trabalhos que abordem essa questão em áreas dos cerrados.

Os trabalhos sobre formação de areais, arenização, desertificação têm enfocado o assunto a partir de duas perspectivas: uma delas entende esse processo como um fenômeno natural e, a outra, como um efeito da ação antrópica. Isso não significa que, mesmo assumindo uma tendência, ambas as perspectivas não associem fatores naturais e humanos para explicarem esse fenômeno. A revisão, a seguir, dadas as contingências de espaço, é uma pequena parte do texto de um trabalho mais completo já realizado.

No que se refere às questões conceituais, é ponto comum entre os trabalhos que os conceitos de deserto e desertificação diferem entre si.

 

A palavra desertificação é usada para descrever a degradação de vários tipos de formas de vegetação; incluindo as áreas de florestas sub-úmidas e úmidas que nada têm a ver com desertos sejam físicos ou biológicos (Houérou, apud Suertegaray, 1992: 12)

 

Assim sendo, um deserto ou área desértica difere essencialmente, em todos os aspectos, de uma área desertificada, pois um deserto é um ecossistema em equilíbrio, cuja origem decorre de processos naturais, e não antrópicos. O deserto atinge o clímax como ecossistema natural ( Maciel, 1992:24).

 

Há diferenças significativas entre deserto e desertificação. O primeiro constitui uma região de clima árido na qual predominam as seguintes características: a) evaporação potencial maior que a precipitação média anual, b) escassa precipitação, c) solos rasos, com acentuada deficiência hídrica e tendência à  concentração de sais, d) drenagem intermitente e mal-organizada, e) cobertura  vegetal esparsa, f) processos erosivos comandados pela erosão eólica, g) presença de uma área nuclear, onde a aridez é muito severa  e  h) baixo índice de ocupação humana ( Conti, 1998: 64).

 

No que se refere à desertificação, os autores enfocam a articulação entre os fatores naturais e antrópicos no desencadeamento deste processo.

 

O Conceito de desertificação supõe a existência de um processo e, portanto, de um dinamismo, além de estar associado à ocorrência de períodos secos bastante longos, que podem durar décadas. O termo foi usado pela primeira vez pelo engenheiro francês A. Aubreville, que era, aliás, um estudioso de meio natural, para designar áreas em via de degradação na África tropical, em virtude do uso predatório dos recursos. Desde o início, portanto, o termo vem associado à idéia de ação antrópica (Conti, 1998: 66).

 

Segundo o Programa das Nações Unidas  para o Meio Ambiente (1991), desertificação consiste na ‘degradação das terras áridas, semi-áridas e sub-áridas [sub-úmidas] resultante, principalmente, dos impactos humanos adversos’ (Hume e Kelly, 1993). Em contrapartida, a Conferência das Nações Unidas sobre Desertificação (1992) define desertificação como: ‘degradação de terras áridas, semi-áridas e sub-áridas [sub-úmidas], resultante de vários fatores, incluindo  as variações climáticas  e as atividades humanas’ ( Suertegaray, 1996: 251).

 

Conti (1998) faz uma distinção entre desertificação climática ou natural e antrópica ou ecológica.

 

A desertificação climática corresponde à redução progressiva das chuvas, determinada por causas naturais , como, por exemplo, alterações na atividade solar, mudanças na temperatura  de água oceânica, fenômenos  geológicos, etc.  ( ...) A desertificação ecológica ocorre quando os ecossistemas perdem sua capacidade de regeneração, verificando-se a rarefação da fauna e redução da superfície coberta por vegetação seguida do empobrecimento dos solos e da salinização. A ação do homem quase sempre está na origem dessa modalidade de desertificação  através da retirada predatória em  grande escala dos recursos, daí porque é também chamada de desertificação antrópica ( Conti, 1998: 66/67).

 

 Por último nestas distinções conceituais, vale a pena mencionar Fernandez (1984), apud Suertegaray (1998). Este autor faz uma distinção entre desertificação e desertização.

 

(...) esse autor utiliza o termo desertização para tratar os fenômenos sócio-econômicos de crescente abandono de um território, província ou região pela população que o habita, dando como resultado baixas densidades. Neste caso, a palavra deriva do termo deserto na sua etimologia, significando vazio demográfico. O termo desertificação é reservado para expressar  a degradação do solo, vegetação, água e condições ambientais em geral ( Suertegaray, 1996: 252/253.

 

Os estudos sobre desertificação no Brasil: o caso do Nordeste.

Os estudos sobre desertificação e arenização feitos no Brasil se concentram em áreas do nordeste brasileiro e no extremo sul do Brasil. Entre os estudos realizados, destaca-se: “Problemas da desertificação e da savanização no Brasil intertropical" de Aziz Nacib Ab’Sáber, publicado em 1977.

Neste trabalho, Ab’Sáber estabelece alguns fatores que podem desencadear processos de desertificação no Brasil.

 

(...) , entendemos como processos parciais de desertificação, todos os fatos pontuais ou aureolares, suficientemente radicais para criar degradações irreversíveis da paisagem e dos tecidos ecológicos naturais. ( Ab’Sáber, 1997: 01)

 

Neste  estudo, Ab’Sáber identifica no semi-árido brasileiro, mesmo que não relacionados diretamente às condições climáticas, alguns aspectos de desertificação relacionados à atividade humana.

 

(...) três séculos de atividades agrárias rústicas, centradas no pastoreio extensivo, e algumas décadas de ações deliberadas de intervenção antrópica, com acentuado crescimento demográfico paralelo, terminaram por acrescentar feições de degradação pontuais, de fácil reconhecimento nas paisagens sertanejas, sob a forma de ulceração dos tecidos ecológicos regionais. Ainda uma vez, sem que tenham ocorrido mudanças climáticas recentes, processaram-se efetivos quadros locais ou subregionais de desertificação antrópica ( Ab’Sáber, 1977: 2-3).

 

Para Ab’Sáber, alguns fatores, enumerados no seu trabalho, contribuem para uma predisposição ao surgimento de áreas com características de desertificação.

O que se pode inferir pela descrição do autor é que tais fatores exercem mais efeitos sobre o que ele define de savanização do que de desertificação. E o próprio autor reconhece que é difícil fazer generalizações sobre desertificações nos cerrados. “A idéia de um domínio do cerrado em processo generalizado de desertificação em prolongamento à semi-aridez das caatingas é um esforço de generalização inconsistente” ( Ab’Sáber,1977:6- 13).

Em estudos mais recentes sobre o processo de desertificação no Nordeste, Conti (1998) chama atenção para o fato de que, mesmo tendo diversos estudos apontando locais com o princípio de desertificação ou ‘aviltamento ambiental’, não consta nenhum lugar em que o processo seja irreversível. “A ação antrópica e os mecanismos naturais podem atuar de forma solidária e intercambiar influências. Contudo, a degradação que se manifesta nessa região e em outras do território brasileiro não conduz necessariamente a um processo sem retorno”(Conti, 1998: 73).

Desertificação ou arenização do sul do Brasil?

No extremo sul do Brasil, no sudoeste do Rio Grande do Sul, nos municípios de Alegrete e Quaraí, existem extensos areais que vem sendo definidos como áreas de arenização e/ou desertificação. Além da definição, as causas destes fenômenos, também geram certa polêmica. Suertegaray (1992), a partir de estudos geológicos e geomorfológicos, defende que esses areais são provenientes de processos naturais. Para a Autora, a localização dos areais coincide com a formação Botucatu.

Outra argumentação da Autora, sobre  os areais como processo natural, está nos relatos de viajantes que  citam a existência destes areais antes da intensificação da ocupação da região.

Ainda, conforme a Autora, assim se explica o processo de arenização:

 

O processo inicial de formação de areais ocorreria sobre áreas de reduzida biomassa (gramíneas), evoluindo para manchas arenosas ou areais propriamente ditos, passando por feições de degradação como áreas de ravinas e de formação de voçorocas. São áreas, portanto, que apresentam aptidão natural para a ocorrência de processos erosivos e cuja gênese estaria associada à formação de ravinas que evoluem para voçorocas e depositam a jusante, leques arenosos que, associados à evolução das próprias voçorocas (erosão remontante), dão origem aos areais, já nesta fase impulsionados, também, pela dinâmica eólica ( Suertegaray, 1996, p. 269).

 

Tratando dessa mesma área, Conti (1998) vai classificar esse processo de desertificação ecológica como resultado da ação antrópica.

Um artigo recente publicado na revista Terra (junho de 1998) sob a responsabilidade do jornalista Daniel Gonçalves, com o título "O Pampa que virou areia.  Por que parte das terras produtivas da região de Alegrete, no Rio Grande do Sul, está se transformando num deserto, trata desta área como um deserto.

Focos de arenização provocados por uso e manejo inadequados do solo?

Com o incremento no Centro-Oeste das áreas destinadas à agricultura, a partir do final da década de 70, também houve mudança no setor da pecuária. Os agricultores, na sua maioria provenientes do sul do Brasil, privilegiaram a ocupação dos solos de textura média e argilosa, situados nos chapadões do sudoeste goiano. O valor comercial dessas áreas subiu muito, motivando a transferência das mesmas para os sulistas, seja através da venda ou do arrendamento. Neste caso, o motivo foi o retorno econômico relativamente mais rápido e sem riscos para o proprietário.

A atividade pecuária, dadas as condições de sua exploração, também foi intensificada em solos marginais à exploração agrícola, como nas Areias Quartzosas, de elevada declividade ou não. Decorrente disso, muitas glebas, tecnicamente apropriadas para reflorestamento ou para reserva de vegetação nativa, foram desmatadas e, depois de cultivar a pastagem (colonião ou braquiária), submetidas a um superpastoreio, ocasionando, em alguns locais, graves problemas de erosão. Esta situação, encontrada no sudoeste goiano, é semelhante à descrita no noroeste do Paraná, em solos derivados do arenito Caiuá (Muzilli, 1996; Castro Filho, 1994), no Rio Grande do Sul, em solos cujo material de origem é o arenito Botucatu (Klamt, 1994; Souto, 1996) e em outras regiões do Brasil onde ocorrem solos arenosos e submetidos ao uso e manejo inadequados (Pereira, 1994). Muzilli (1996), referindo-se à ocupação das Areias Quartzosas, com acentuada deficiência de fertilidade, sob arenito Caiuá no noroeste do Estado do Paraná, salienta que tais solos poderiam ser utilizados com restrição para pastagem tendo em vista sua baixa capacidade de suporte, porém o ideal seria destiná-los ao reflorestamento.

Quanto aos solos da região do Cerrado, Lopes (1984) enfatiza, entre outros aspectos, a necessidade da adubação correta para a conservação dos solos altamente suscetíveis à erosão, como é o caso das Areias Quartzosas. Além disso, em outra obra (Lopes, 1984) coloca que:

 

face a certas peculiaridades da zona agroecológica dos “cerrados” torna-se necessário um enfoque multidisciplinar na avaliação dos problemas e no estudo de soluções, para a racionalização do uso desta área. Neste aspecto, levanta-se a necessidade do conhecimento detalhado das características e propriedades químicas, físicas e mineralógicas dos solos sob vegetação de “cerrado”, objetivando seu manejo adequado”(Lopes, 1984,p.11).

 

É importante ainda salientar o que Resende et al.(1996) consideram em relação à região dos Cerrados, isto é, que as principais bacias hidrográficas brasileiras (Amazonas, São Francisco, Tocantins, Paraná, além de algumas do Atlântico Norte-Nordeste e Leste) drenam os solos da região dos cerrados. Logo, tudo o que se fizer de nocivo ao meio ambiente (erosão, uso indiscriminado de pesticidas, etc.) poderá refletir em outros ecossistemas brasileiros.

Conforme Reatto et al.(1998), as Areias Quartzosas devem ser obrigatoriamente destinadas à preservação quando ocorrem nas cabeceiras de drenagem e adjacentes a mananciais.

De acordo com Souto (1996), a “desertificação” que ocorre no sudoeste do Rio Grande do Sul é o reflexo de desordens ecológicas maiores, não totalmente esclarecidas até hoje pela ciência experimental.

Entretanto, é do conhecimento da ciência agronômica que solos muito arenosos, de baixa fertilidade, desprovidos de vegetação e com práticas inadequadas de manejo condicionam a erosão hídrica e eólica, degradando esses solos e produzindo importante fonte de sedimentos para o assoreamento de córregos, lagos, represas e rios da região.

Portanto, considerando-se a importância que os Cerrados representam para a agricultura do país e para seu desenvolvimento econômico e social, urge diagnosticar e definir as condições para o uso sustentável de suas terras.

 

MATERIAL E MÉTODOS

 

Descrição Geral da Área

A região, objeto do presente trabalho, ocupa áreas situadas a oeste, sudoeste e noroeste da cidade de Serranópolis, ao sul de Jataí, entre as coordenadas de 17°19' e 18°30" de latitude sul e 51°30' e 53°00' de longitude oeste, compreendendo aproximadamente 200.000 hectares, pertencentes aos municípios citados e a Mineiros.

A formação geológica Botucatu, predominante na área, é de idade neotriássica ou eojurássica ( Petri e Fúlfaro, 1988) e, localmente constituída de arenitos de grãos arredondados e sub-arredondados, de cor rósea e avermelhados, finos a muito finos, bem selecionados, eólicos, com estratificações cruzadas de pequeno a grande porte, comumente silicificados (Guerra et al., 1989). Conforme Régis (1989), na região, as seqüências mesozóicas estão representadas pelos Grupos São Bento e Bauru e as Cenozóicas pela Formação Cachoeirinha, apresentando o conjunto da paisagem suave inclinação de 5° na direção S-SE. A presença de aluviões restringe-se a pequenas manchas localizadas nos vales dos rios Verde e Corrente e são formadas por areia, silte, argila e cascalhos.

A feição geomorfológica regional é de chapadões, com cotas em torno de 800 m e vales pouco dissecados que, geralmente, expõem rochas do Grupo São Bento. As unidades topográficas são bem distintas e controladas pelo litologia. Ainda, conforme Régis (1989), os vales são amplos e limitados por escarpamentos abruptos e sustentados por afloramentos de basaltos da Formação Serra Geral. As áreas onde afloram sedimentos da Formação Cachoeirinha e Grupo Bauru apresentam-se em relevo plano com altitudes entre 700 e 800 m e correspondem aos divisores de água das bacias dos rios Aporé, Corrente e Verde. A compartimentação decorre do entalhamento profundo dos principais rios. Onde aparecem as Formações Botucatu e Serra Geral, o relevo é suave ondulado, exceto nos relevos residuais. Neste sentido, os basaltos da Formação Serra Geral determinam o encaixamento da rede de drenagem e, parte da área, apresenta relevo ondulado com densa rede de drenagem, desenvolvida sobre os arenitos da Formação Botucatu, com baixa permeabilidade.

O clima regional é tipicamente constituído por invernos secos e verões chuvosos, pertencendo à classe Aw de Köppen (tropical chuvoso). A média de temperatura do mês mais frio é superior a 18°C e as ocorrências de geadas são raras (Eiten, 1994). Localmente o clima é quente e semi-úmido com amplitude térmica anual superior a 5°C. A temperatura média anual está entre 21° e 23°C (Guerra et al., 1989). A precipitação média anual varia entre 1500 a 1700 mm, concentrada nos meses de setembro/Outubro a abril/maio. Portanto, ocorrem na região de três a quatro meses de seca com menos de 40 mm de chuva (Scopel et al., 1995) e alguns veranicos eventuais, de mais de dez dias, no período chuvoso (Assad, et al., 1994).

O balanço hídrico, conforme Thornthwaite e Matter (1955), calculado por Vargas (1989), mostra um período de deficiência hídrica que vai de meados de maio/início de junho até a primeira quinzena de outubro.

A vegetação da área é constituída por floresta, cerradão, cerrado e campo, condicionada, genericamente, pelo clima, drenagem, geologia, geomorfologia e solos. Encontra-se cerradão nas bacias do rio Corrente e Verde, a noroeste de Serranópolis e sobre Areias Quartzosas da Formação Botucatu. O cerrado é mais comum encontrar-se sobre Latossolo Vermelho-Amarelo nos interflúvios desses rios e sobre as Formações Bauru e Botucatu, a oeste de Serranópolis. Como a atividade agrícola predominante na região é a pecuária extensiva, deparamo-nos com grandes áreas de vegetação rasteira, de campo, sendo que a Braquiária spp. ocupa porção significativa dessas áreas.

No que tange aos solos, e usando-se a nomenclatura anterior a 1999, verifica-se, na área de interesse deste estudo, a presença, em superfícies consideráveis, de Areias Quartzosas, geralmente com profundidade maior do que 2m e de textura areia ou areia franca e seqüência de horizontes A-C. Tais solos são derivados da alteração de rochas areníticas, ocorrendo em relevo plano a suave ondulado a partir do terço inferior das elevações. Possuem limitações em relação ao uso devido à textura arenosa, baixa fertilidade, drenagem excessiva e, eventualmente, topografia desfavorável. Segundo Reatto et al.(1998), as Areias Quatzosas ocupam 15% do bioma Cerrado. A recomendação de uso para esses solos restringe-se a ocupação com pastagens e pecuária com baixa pressão de pastejo e reflorestamento. Apresentam, normalmente, graves deficiências em relação à retenção de umidade e à baixa fertilidade sob condições naturais. A produtividade é baixa e a erodibilidade é muito alta, o que os torna altamente suscetíveis à erosão hídrica (Pereira, 1989).

Materiais e equipamentos

Para realização desta pesquisa executamos trabalhos de escritório, laboratório e campo, com recursos materiais e equipamentos, como:Micro computador, impressora e tinta, scanner, estereoscópio de espelho, mapas de geologia, solos, geomorfologia, vegetação e carta topográfica; análises de solo e de material geológico nos laboratórios do CAJ/UFG; fotointerpretação e análise das imagens de satélite no laboratório de geoprocessamento do CAJ/UFG; veículo e combustível, GPS, mapas e/ou mosaicos derivados de fotos aéreas e imagens de satélite, estereoscópio de bolso câmara fotográfica, filmadora e filme, material para descrição e coleta de solos.

 

Procedimentos

Revisão do material bibliográfico e cartográfico, fotoleitura, reconhecimento preliminar, através de sobrevôo, das manchas de areia exposta; visita a campo para escolha de três (03) a cinco (05) áreas com e sem manchas de areia. Estabelecimento da legenda preliminar, visando a definição e possível mensuração de aspectos geomorfológicos, geológicos, de solos e de vegetação; b) Interpretação das fotos aéreas de 1964/66 na escala 1:60.000, visando a delimitação e mensuração das áreas com vegetação e de seus tipos; áreas com uso agrícola e com solo descoberto e arenoso; c) Interpretação das imagens de satélite de 1985/87 e 99, visando monitorar as mudanças ocorridas em relação ao uso da terra e acompanhar a evolução, em dimensão, das áreas com solo descoberto e arenoso; d) Levantamento a campo, através de entrevistas e questionário, visando definir aspectos de uso, ocupação e manejo das áreas submetidas à atividade agrícola; e) Utilização de sistema de informações geográficas para delimitar, mensurar, quantificar, analisar e mapear as alterações identificadas nas áreas, em relação à paisagem de 1964/66; salientar, em mapa, as regiões mais afetadas pela ocupação, com marco inicial em 1964/66 e sua evolução até 1999; f) Definição estatística da existência de correlação entre os aspectos estudados relativamente a solos, geomorfologia, geologia, vegetação, uso e ocupação e a ocorrência de manchas de areia suscetíveis à erosão eólica e/ou áreas degradadas pela erosão hídrica.

Com base no monitoramento descrito, nas análises laboratoriais e de correlação, em estudos bibliográficos e trabalhos geológicos, geomorfológicos e de solos à campo, confirmar ou não as hipóteses de trabalho e/ou estabelecer novas hipóteses.

 

RESULTADOS E CONSIDERAÇÕES SOBRE A OCUPAÇÃO DESSES SOLOS

 

Descrição dos solos

Como esclarecimento ao leitor, os resultados aqui apresentados são preliminares e não contemplam, portanto, todos os objetivos propostos.

A maior parte dos solos da área de estudo pertencem à ordem dos NEOSSOLOS, subordem QUARTZARÊNICOS: São solos minerais, não hidromórficos de textura arenosa, com menos de 10 % de argila até dois metros de profundidade, muito profundos, pouco desenvolvidos, excessivamente drenados, formados por material arenoso (Quadro 1), virtualmente destituídos de minerais facilmente intemperizáveis. Apresentam seqüência de horizontes A, AC, e C, apresentando um horizonte superficial do tipo moderado.

Os horizontes possuem pouca diferenciação, devido à pequena variação de suas características morfológicas, havendo variação de cor e um aumento muito pequeno na percentagem de argila com a profundidade do perfil. A principal diferença entre o horizonte A e C é devida ao maior teor de matéria orgânica no horizonte superficial, que embora baixos, principalmente naqueles solos sob uso agrícola, são suficientes para imprimir uma tonalidade mais escura que contrasta com o C, mais avermelhado.

Predominam as cores bruno-avermelhado-escuras e bruno-avermelhadas no horizonte A, vermelho-escura e vermelho-amarelada no C e matiz 2,5YR, 5YR e 7,5YR. Apresentam classes texturais areia e, mais raramente, areia franca, estrutura em forma de grãos simples e muito pouca do tipo fraca média, pequena e muito pequena granular. Além da textura, também facilita seu reconhecimento a campo a sua consistência solta, não plástica e não pegajosa.

Ocorrem normalmente em relevo praticamente plano, suave ondulado e ondulado com declives inferiores a 20 %, podendo, esporadicamente, ocorrer em áreas com maior declive.

São originados principalmente do produto de meteorização dos arenitos da Formação Botucatu, sendo encontrados nas paisagens formadas no Planalto Setentrional da Bacia do Paraná. Estes solos encontram-se sob cobertura vegetal de Cerrado (Savana) e podem estar associados, com maior freqüência, aos Latossolos e Podzólicos, ambos de textura média. Na “Soil Taxonomy de 1975”, foram enquadrados tentativamente no grande grupo Quartzipsamments.

Apresentam baixa fertilidade natural (distróficos), quase totalmente desprovidos de nutrientes minerais, possuindo teores de alumínio trocável relativamente altos e nocivos para a maioria das culturas (às vezes álicos), variando de fortemente a moderadamente ácidos, alta lixiviação, baixa retenção de umidade, excessivamente drenados, quando ocorrem nas partes altas da paisagem, e granulometria com teores de areia maior do que 90 % (Quadro 1). A espessura do horizonte A é de mais ou menos 30 cm, freqüentemente com a presença de um horizonte de transição AC de 20 a 30 cm.

Em conseqüência dessas limitações, são pouco usados para agricultura, sendo a sua utilização restrita à pecuária, com aproveitamento das espécies nativas ou cultivadas como a brachiária, e com reflorestamento de eucalipto.

Em alguns casos, nos horizontes de subsuperfície, observam-se algumas características comuns ao horizonte B, porém insuficientes para defini-lo.

O horizonte C, normalmente subdividido em C1, C2 ou com mais subdivisões, possui estrutura maciça pouco coerente que se desfaz em fraca pequena a média, blocos subangulares e fraca pequena granular e grãos simples. Quanto ao grau de consistência é macio ou solto quando seco, muito friável quando úmido e não plástico e não pegajoso quando molhado.

Unidades separadas na área de estudo:

NQ1: NEOSSOLOS QUARTZARÊNICOS Órticos. Essa unidade é comum nas áreas com influência do arenito Botucatu, ocupando área considerável. Quanto mais próximo das cabeceiras de drenagem, do fundo de vale ou na planície dos rios ou riachos, o horizonte A desses solos apresenta-se com teor maior de matéria orgânica. Em casos de lençol freático próximo à superfície, ocorrem solos da unidade NQ2, às vezes, com horizonte A húmico ou pouco húmico. Podem ocorrer em relevo desde plano até ondulado.

Na área, objeto do presente estudo, os solos desta unidade encontram-se quase que totalmente desprovidos de vegetação natural (Cerrado ou Campo Cerrado), sendo muito suscetíveis à erosão, devido às propriedades físicas desfavoráveis pela insuficiência de materiais responsáveis pela agregação das partículas, como a matéria orgânica e a argila, agravando-se o problema quando a situação topográfica é desfavorável. No Quadro 1, algumas amostras apresentam um teor maior de P, resultado da adubação para cultivo da cana-de-açúcar no ano de 1996.

 

 

Quadro 1.Análise de amostras de NEOSSOLOS QUARTZARÊNICOS DE 0 a 20 cm de profundidade, na área de estudo.

(cique na figura para ampliá-la)

 

 

 

Nesta unidade são encontradas áreas de acúmulo de areia e desprovidas de vegetação. Às vezes, em locais com muita mobilização de solo pelo desmatamento, construção de terraços ou rodovias, tais áreas podem ser tidas mais como tipo de terreno do que propriamente solo, conseqüência do abuso da capacidade de suporte da área.

 

NQ2: NEOSSOLOS QUARTZARÊNICOS Hidromórficos A moderado, textura areia ou areia franca, relevo plano. Ocorrem inclusões de solos com horizonte A com maior teor de matéria orgânica, eventualmente A húmico.

Além das características comuns à classe, esta unidade distingue-se por estar sob grande influência de hidromorfismo, condicionada pelo relevo praticamente plano. É encontrada em áreas rebaixadas, de pequenas várzeas, sujeitas a acréscimos de material orgânico e/ou arenoso. Dentro da classe, esta unidade é a que apresenta menor suscetibilidade à erosão, pela sua situação em relevo plano, de várzea. As inclusões nesta unidade abrangem pequenas manchas de NQ1 e GLEISSOLOS.

Para o desenvolvimento de uma agricultura racional, este solo apresenta grandes restrições como: baixa fertilidade natural, baixa capacidade de retenção de nutrientes e de umidade, textura muito arenosa, relativamente alta suscetibilidade à erosão e elevado potencial de lixiviação. Não se recomenda sua utilização, tendo sido aproveitados com pastagens, que apresentam rendimentos satisfatórios somente nos primeiros anos e na estação chuvosa, havendo declínio severo de produção nos anos seguintes. Estas áreas deveriam ser mantidas com a vegetação primária, evitando-se a retirada indiscriminada do cerrado e conseqüentemente possíveis transformações em áreas arenizadas.

Como se observa pela descrição e análise química desse solo (Quadro 1), a fração areia determina o seu potencial. A baixa CTC, a predominância de macroporos e quase nenhuma retenção de água, grãos soltos, ou seja, quase nenhuma agregação de suas partículas primárias, associadas às condições climáticas nem sempre favoráveis, condicionam o baixo potencial agrícola desses solos. A ocorrência de três ou quatro dias secos, com alta ETP, são suficientes para que o solo não forneça água necessária, comprometendo o rendimento das culturas, principalmente as de ciclo curto, como os cultivos anuais. O relevo, nem sempre plano, é fator importante para a ocorrência de erosão em grau muito severo, dada a textura muito arenosa em todo o perfil do solo. Nessas condições, a provável produtividade muito baixa reduz os teores de matéria orgânica no horizonte de superfície, a qual é a principal responsável pela CTC e retenção de umidade desses solos. Daí a recomendação para que esses solos sejam preservados com a cobertura vegetal original e somente sejam colocados sob cultivo em última instância. Se isso acontecer, devem ser utilizadas práticas que promovam o aumento da matéria orgânica do solo como correção e adubação específicas, mobilização mínima do solo, evitar que o solo permaneça descoberto e procurar assistência técnica competente e comprometida com os interesses preferenciais da sociedade e secundariamente do proprietário.

As imagens de algumas áreas com problema de arenização comprovam os efeitos negativos do cultivo da cana-de-açúcar, na região de Serranópolis-GO, em NEOSSOLOS QUARTZARÊNICOS em relevo plano e suave ondulado. A baixa produtividade pode ser uma constante dada a ocorrência de veranicos; o solo solto reduz o rendimento das máquinas e por apresentarem alta suscetibilidade à erosão, em pouco tempo o que eram pequenos sulcos transformam-se em ravinas e voçorocas, inviabilizando o uso econômico desses solos e degradando a paisagem natural. Existe ainda o agravante da queima da cana para a sua colheita que, além de reduzir o fornecimento de resíduos orgânicos ao solo, polui o ambiente, prejudicando a saúde dos trabalhadores e a qualidade de vida da sociedade local e regional. A tentativa de diminuição do dano ambiental também exige conhecimento técnico. Como pode ser observado no local, a opção por explorar esses solos com pecuária por si só não resolve o problema. É necessário acompanhar o estabelecimento e desenvolvimento da pastagem e dar-lhe um manejo conveniente para evitar que o gado arranque e danifique o capim, condicionando o aparecimento de grandes manchas arenizadas. No período da seca, que pode se estender de 3 a 5 meses, a erosão eólica, em condições especiais, promove o aparecimento de pequenas dunas que podem, no futuro, gerar problemas mais graves, com custos sociais e econômicos difíceis de avaliar. Algumas tecnologias, quando implementadas por corpo técnico qualificado, auxiliam a abrandar as limitações naturais desses solos para fins agrícolas, tais como: - melhoria da fertilidade através de adubação corretiva e de manutenção; - evitar que o solo fique descoberto; - adicionar o maior volume possível de resíduos orgânicos ao solo; - adotar o cultivo mínimo, ou seja, evitar a mobilização do solo com arações e gradagens; - utilizar a irrigação, quando viável, através de métodos que otimizerm o aproveitamento de água pelas plantas; - evitar o uso agrícola de áreas com declividade acima de 5 a 6 %; - impedir, nesse tipo de solo, o acesso do gado às pastagens durante o período seco, pelo menos 30 dias antes do final da época chuvosa, para minimizar o aparecimento de manchas arenizadas.

Outras tecnologias específicas podem ser implementadas de acordo com as condições locais. Urge a tomada de providências pelos governantes pois a sociedade, cada vez mais, exige a análise crítica multidisciplinar para aprovação das atividades que impliquem em danos ao ambiente.

 

 

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