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X SIMPÓSIO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA FÍSICA APLICADA
 

VARIABILIDADE CLIMÁTICA NAS TEMPERATURAS MÁXIMAS E MÍNIMAS DIURNAS, NO MUNICÍPIO DE JATAÍ-GO.

 




 

Romário Rosa de Sousa

Campus Avançado de Jataí-UFG.romarioufg@yahoo.com.br


Volnan Vieira de Freitas

Campus Avançado de Jataí-UFG,.


Profª. MSc.Zilda de Fátima Mariano

Campus Avançado de Jataí-UFG.

zildamariano@bol.com.br

 

Prof. Msc. João Batista Pereira Cabral

Campus Avançado de Jataí-UFG.

cabral@jatai.ufg.br

 







 

Palavras chaves: Clima urbano, Variabilidade, Temperatura

Eixo: 3-Aplicação da Geografia Física à Pesquisa

Sub-eixo: 3.4-Aplicações temáticas em estudos de casos











 

INTRODUÇÃO

 

As mudanças climáticas podem ser entendidas como sendo variações das formas de inconstâncias climáticas, independentemente de sua natureza estatística ou causas físicas, podendo ser analisadas em diversas escalas temporais longas, médias e de curtos prazos, e em escalas espaciais como global, regional ou local.  

Dentre os desafios da humanidade no atual milênio reside o do desenvolvimento integrado e harmônico entre o homem e o meio ambiente; assim, a influência antrópica ocasionou e continua ocasionando vários problemas ambientais provocando o esgotamento de diversos ecossistemas e alterações na circulação geral do ar atmosférico, gerando mudanças globais. (SANTOS & SWART, 2001).

Os recursos naturais não são ilimitados, porém a população mundial continua a crescer, e o problema ambiental está cada vez mais presente na sociedade. As aglomerações urbanas podem alterar o clima, principalmente nas escalas micro e meso, a partir de mudanças radicais na superfície. Com as alterações do clima atmosférico provocadas nas temperaturas do ar, ou seja, nas máximas e mínimas, pela precipitação, pelo fluxo de vento e pela umidade do ar, dificilmente os danos causados à natureza poderão ser reparados. (SILVA, 2000).

Várias cidades brasileiras de porte pequeno, médio e grande apresentam problemas ambientais e de qualidade de vida urbana como conseqüência do seu crescimento acelerado cuja compreensão não deve estar desvinculada do cenário político-econômico nacional. Dessa forma, o planejamento ambiental, em muitos casos, é ignorado e deixado às margens do descaso e da omissão, almejando-se apenas lucros financeiros em nome do progresso e desenvolvimento de nossas cidades.

As preocupações com o meio ambiente brasileiro passaram a ter uma maior importância nas discussões e ações públicas somente a partir de 1980, ganhando um grande reforço com o aparecimento dos problemas decorrentes da falta de planejamento e controle antrópicos nas intervenções das paisagens. Assim, a extensão espacial do fenômeno do clima urbano pode ser alterada constantemente com as construções de estradas, edifícios, impermeabilização do solo, loteamentos, etc, gerando toda uma oscilação na temperatura local.(MENDONÇA, 2000).

Sabemos que as estações do ano se diferenciam, basicamente, por alterações significativas na temperatura do ar. No hemisfério sul, o verão inicia-se no solstício de dezembro, e o inverno, em junho. A primavera tem seu início no equinócio de setembro e o outono inicia-se em março (CAMARGO et al., 2001, citado por VAREJÃO-SILVA, 2000).

Segundo SCOPEL & MARIANO (2002), o município de Jataí tem apresentado uma tendência significativa no aumento da temperatura média, nos últimos vinte anos (1981-2000). Os invernos apresentaram uma tendência de aquecimento, mesmo sendo uma das regiões de invernos mais frios do Centro-Oeste brasileiro. A primavera apresentou a maior elevação de temperatura, que somente é amenizada no mês de novembro com a chegada do período chuvoso na região.

O objetivo principal deste trabalho é analisar as oscilações nas temperaturas máximas e mínimas com dados coletados em um mini-abrigo meteorológico pertencente à Unidade Centro do Campus Avançado de Jataí – Universidade Federal Goiás, que está dentro do perímetro urbano e também, analisar e comparar com os dados da estação meteorológica 10º Disme/Instituto Nacional de Meteorologia, que está instalada na zona rural da cidade de Jataí (mais precisamente, no Centro de Ciências Agrárias do Campus Avançado de Jataí – Universidade Federal de Goiás). Foram utilizados dados referente ao ano de 2000, sendo o estudo centrado nos meses de junho, julho e agosto, considerando-se estes meses como o inverno da região Centro-Oeste do Brasil.

 

Figura 1-Localização da área de estudo.

 

 

 

 

MATERIAL E MÉTODOS

 

O município de Jataí localiza-se no extremo Sudoeste do Estado de Goiás entre as coordenadas geográficas: Latitudes 17º 19’ 00”e 18º 32’ 00” S e Longitudes 51º 12’ 00” e 52º 16’ 00” W. Segundo MARIANO & SCOPEL (2001) a região de Jataí possui um total pluviométrico entre 1600 mm e 1700 mm, com uma média de 1650mm.

O mini-abrigo meteorológico pertence à Unidade Centro do Campus Avançado de Jataí Universidade Federal de Goiás(CAJ/ UFG), situado no perímetro urbano da cidade de Jataí-GO. Este artefato foi fixado a 1,50m do solo, e foi construído de madeira com paredes duplas, perfuradas, para permitir a livre circulação do ar e evitar influência da radiação solar e da radiação terrestre. O mini-abrigo mede 80 cm x 50 cm, modelo baseado em ASSUNÇÃO et al, (1997), e está instalado sobre as coordenadas: Latitude 17º 52’ 00” S e Longitude 51º 43’ 00” W com altitude média de 775metros. A instalação descrita obedece às normas da Organização Meteorológica Mundial (OMM) e de MONTEIRO, (1990).

 O mini-abrigo contém os seguintes aparelhos: um (01) termômetro de máxima e de mínima (marca Intercom), um (01) psicrômetro de bulbo seco e úmido (marca Intercom Humidity) e um (01) evaporímetro de Pichet (modificado).

 

 

                  

 

 

 

      

 

              Figura-2 Mini-abrigo e pluviômetro                                 Figura-3 Mini-abrigo

 

A estação meteorológica principal pertence ao 10º Disme/Instituto Nacional de Meteorologia e está instalada no Centro de Ciências Agrárias do Campus Avançado de Jataí – Universidade Federal de Goiás(CCA/ UFG), estando sobre as coordenadas: 17º 55’ 39” S e 51º43’ 03” W  com uma altitude média de 670metros. O abrigo meteorológico está fixado a 80cm do solo obedecendo às normas técnicas da Organização Meteorológica Mundial (OMM), contendo os seguintes aparelhos: um (01) termômetro de máxima (marca Fuess), um (01) termômetro de mínima (marca Intercom), um (01) psicrômetro com o bulbo seco e úmido (marca Fuess), um (01) evaporímetro de Pichet (marca Fuess), um (01) termógrafo (marca Fuess).

 

 

 FIGURA-4 Estação Meteorológica 10º DISME/ INMET

 

 

 

Figura-5 Abrigo Meteorológico

  

Os procedimentos metodológicos aplicados para a obtenção dos dados foram: para o mini-abrigo meteorológico, coletaram-se dados da temperatura do ar, duas vezes por dia, às 07:00h e às 15:00h. Quanto à estação meteorológica, a coleta de dados foi às 9:00h e às 15:00h. Posteriormente, os dados foram digitalizados em uma planilha eletrônica do programa “Excel”, de acordo com metodologia proposta por (VICENTE, et al 2002).

  

 

RESULTADOS E DISCUSSÃO

 

            O trabalho foi inicialmente conduzido com os dados do mini-abrigo meteorológico que está situado no CAJ/ UFG. A figura 6, logo abaixo, mostra que a temperatura máxima oscilou nos primeiros quinze dias do mês de junho entre 27ºC, 30ºC, 24ºC, 30ºC; quanto ao restante do mês, a temperatura máxima ficou registrada em 30ºC, 26ºC, 30ºC, 32ºC, sendo a temperatura média 29,1ºC. A temperatura mínima também oscilou entre 15ºC, 19ºC, 12ºC, 15ºC nos primeiros quinze dias do mês, sendo que a partir do dia 16 a temperatura do ar sofreu influência da massa polar Antártida ou Atlântica e com isso registrou-se a temperatura mínima em 14ºC, 18ºC, 10ºC, 15ºC. Assim, a média da temperatura mínima foi 14,8ºC.

 

 

Figura-6 Oscilação da temperatura máxima e mínima CAJ/ UFG.

 

A figura 7, referente a julho de 2000, mostra que a temperatura máxima oscilou entre 26ºC e 30ºC, atingindo 15ºC no 15º dia. Essa queda tão brusca de temperatura está relacionada com a presença da massa polar que chegou na região, a partir do dia 15. Com isso, a temperatura máxima oscilou na segunda quinzena entre 17ºC, 21ºC, 29ºC, 18ºC e 26ºC no último dia do mês. Dessa forma, a temperatura média da máxima foi de 25,5ºC.

A temperatura mínima também sofreu influências nos primeiros quinze dias do mês, sendo registrada entre 16ºC, 14ºC, 10ºC e 6ºC no dia 15. Na segunda quinzena do mês de julho, a temperatura mínima continuou a oscilar entre 7ºC, 4ºC, 19ºC, 7ºC, 15ºC, fechando o mês com uma média de 12,2ºC.

 

 

Figura-7 Oscilação da temperatura máxima e mínima CAJ/ UFG.

 

 Observando a figura 8, que se refere a agosto de 2000, a mesma mostra que a temperatura máxima ficou registrada entre 25ºC, 30ºC e 25ºC na primeira quinzena do mês e, a partir do 16.º dia a temperatura máxima oscilou entre 30ºC, 26ºC, 34ºC, 28ºC, registrando-se uma temperatura média da máxima de 28,2ºC. A temperatura mínima atingiu nos primeiros quinze dias do mês 12ºC, 20ºC, 14ºC. Já na segunda metade do mês, a temperatura mínima oscilou entre 19ºC, 16ºC, 14ºC, permanecendo com uma temperatura média de 16,5ºC.

 

 

Figura-8 Oscilação da temperatura máxima e mínima CAJ/ UFG.

 

                A partir da figura 9, as observações feitas estão relacionadas com os dados coletados na Estação Meteorológica, pertencente ao 10º Disme/ Instituto Nacional de Meteorologia, que está instalada no Centro de Ciências Agrárias-Campus Avançado de Jataí/Universidade Federal de Goiás(CCA/ UFG).

A temperatura máxima nos primeiros quinze dias mês de junho de 2000 não obteve oscilação e permaneceu em 28,8ºC; já a partir da segunda quinzena, a temperatura máxima oscilou um pouco, sendo registrada em 30,6ºC, 24ºC, 26ºC e 30,9ºC; com isso, a temperatura média da máxima foi de 29,6ºC. A temperatura mínima nos primeiros quinze dias do mês atingiu 17,6ºC, 22ºC, 14,6º, 18,9ºC, oscilando entre 16,2ºC, 10,4ºC, 18,9ºC a partir do 16º dia do mês. A temperatura média da mínima foi de 17,0ºC.

 

 

Figura-9 Oscilação da temperatura máxima e mínima CCA/ UFG

           

            A figura 10, referente a julho de 2000, a temperatura máxima marcou, nos primeiros quinze dias do mês, 30,7ºC, 26,2ºC, 16,2ºC, 29,6ºC. Notou-se que no dia 13 a temperatura máxima caiu bruscamente devido à chegada da massa de ar polar na região Centro-Oeste.  Com isso, na segunda metade do mês, a temperatura máxima ficou registrada em 19ºC, 21,4ºC, 13,5ºC, 31ºC, 32ºC, marcando uma média da máxima mensal em 27,1ºC.

Quanto à temperatura mínima, esta marcou 18,4ºC, 7,6ºC, 15,5ºC nos primeiros quinze dias, oscilando, a partir de então, entre 14,8ºC, 6,4ºC, 18,8ºC, 7,9ºC, 16,7ºC. Observou-se que do 12º dia ao 24º a temperatura mínima e a máxima oscilaram significativamente, voltando a elevar-se posteriormente. Com isso, a média da temperatura mínima registrou-se em 14,4ºC.  

 

 

Figura-10 Oscilação da temperatura máxima e mínima CCA/ UFG

 

A figura 11, referente a agosto de 2000, mostra que a temperatura máxima do 1º dia até o 15º foi registrada em 29,6ºC, 24,8ºC, 30,8ºC ocorrendo, portanto, uma oscilação climática insignificante. A partir do 16º dia, a temperatura máxima oscilou um pouco, entre 30,4ºC, 35,5ºC, e 31,6ºC, deixando a média da máxima em torno de 30,5ºC. A temperatura mínima nos quinze primeiros dias também apresentou oscilações insignificantes, sendo registrada em 17,1ºC, 22,6ºC e, no 15º dia, marcou 23,5ºC. Com isso, a temperatura mínima no restante do mês ficou registrada em 21,4ºC, 25,1ºC, 15,4ºC, 21,6ºC. Assim, a média da temperatura da mínima no mês foi de 20,6ºC.      

 

 

Figura-11 Oscilação da temperatura máxima e mínima CCA/ UFG

 

Portanto, no ano de 2000 também houve tendência de ligeiro aumento das menores mínimas e das máximas correspondentes, concordando com as observações de SCOPEL & MARIANO (2002).

 

 

CONCLUSÃO

O presente trabalho apresenta uma série temporal de dados, constituindo-se de algumas considerações sobre as temperaturas máximas e mínimas de inverno nos meses de junho, julho e agosto, ocorridas na cidade de Jataí-GO no ano de 2000.

            Constatou-se que, no período analisado, a média das máximas ficou registrada no mini-abrigo em 14,8ºC, 12,2ºC e 16,5ºC. No mesmo ano, a média da máxima atingiu 29,6ºC, 27,1ºC, 30,5ºC na estação meteorológica, enquanto a média das mínimas no mini-abrigo correspondeu a 29,1ºC, 25,5ºC e 28,2ºC. Na estação meteorológica a média das mínimas marcou 17,0ºC, 14,4ºC, 20,6ºC.

            Os meses de junho, julho e agosto, que correspondem ao inverno da região Centro-Oeste, tiveram uma temperatura média registrada no mini-abrigo de 19,8ºC, 18,9ºC e 22,3ºC. Já na estação meteorológica, a temperatura média correspondeu a 20,7ºC, 20,8ºC e 25,5ºC. Com isso, pôde-se constatar a variabilidade climática entre o meio urbano e rural na cidade de Jataí-GO, com uma diferença de aproximadamente de 1,2ºC, assim comprovando a tese defendida por SCOPEL & MARIANO (2002) de que o município tem apresentado uma tendência significativa no aumento da temperatura média.

 As temperaturas mínimas analisadas continuam coerentes com a classificação de Köppen para o clima predominante no Centro-Oeste Brasileiro (Clima Tropical Aw), que apresenta temperaturas elevadas durante quase todo o ano e temperaturas mais amenas nos meses de junho e julho, sendo julho o mês mais frio do inverno, com temperaturas médias das mínimas em torno de 15ºC e das máximas, superiores a 22ºC.

É importante ressaltar que as temperaturas máximas e mínimas podem apresentar fortes oscilações, com quedas bruscas dentro de apenas 48 horas em decorrência da passagem de Frentes Frias (KF) oriundas das massas de ar dos anticiclones polares, caracterizando o fenômeno da friagem do Centro-Oeste Brasileiro, em que ocorrem temperaturas abaixo de 8ºC, às vezes, atingindo a região Amazônica, como ocorreu no ano de 2000, no mês de julho, com 4oC.

 

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 

 

ASSUNÇÃO, H. F; ASSIS, I. C. Construção de uma mini-estação agroclimatológica de baixo custo. IN: X Congresso Brasileiro de Agrometeorologia. 1997, Piracicaba-SP, Sociedade Brasileira de Agrometeorologia/ Escola superior de Agricultura Luiz de Queiroz/USP, 1997, p. 237-239.

 

CAMARGO, C. G; PADILHA, C. K; PAZ, S. R; Análise sazonal das condições climáticas, dos últimos anos, para a cidade de Pelotas-RS, IN: Congresso Brasileiro de Agrometeorologia, 12, III Reunião Latino-Americana de agrometeorologia Fortaleza-CE, 3 a 6 de julho, Anais, 2001 p.92-93.

 

MARIANO, Z. F.; SCOPEL, I. Períodos de deficiências e excedentes hídricos na região de Jataí/GO. IN: Congresso Brasileiro de Agrometeorologia, 12, III Reunião Latino-Americana de Agrometeorologia, Fortaleza-CE, 3 a 6 de julho, Anais,  2001 p.333 a 334.

 

MENDONÇA F. O clima urbano de cidades de porte médio e pequeno: aspectos teórico-metodológicos e estudo de caso. Variabilidade e mudanças climáticas, implicações ambientais e socioeconômicas. (Orgs.) João Lima Sant’Anna Neto, João Afonso Zavantini, Maringá
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SANTOS, M. J. Z.; SWART, S. Mudanças climáticas de curto prazo em espaços paulistas (1995-97). IN: Congressos Brasileiros de Agrometeorologia, 12, III Reunião Latino-Americana de Agrometeorologia. Fortaleza-CE, 3 a 6 de julho, Anais, 2001 p.329-330.

 

SCOPEL, I.; MARIANO, Z. F. Tendência de aumento na temperatura do ar no município de Jataí-GO. IN: V Simpósio Brasileiro de Climatologia Geográfica. Curitiba-PR,: Mídia Curitiba, 4 a 6 dezembro, Anais CD-ROM, 2002 p.406-416.

 

SILVA, L. T. Caracterização do clima urbano de Penápolis-SP, Monografia de bacharelado.Faculdade de Ciências e Tecnologia. Campus de Presidente Prudente-UNESP. 2000. 88p.

 

MONTEIRO, C. A. F. Adentra a cidade para tomar-lhe a temperatura. Rev. Geosul, Florianópolis-SC, 1990 v.5, n.9, p. 61-79.

 

VICENTE, A. K.;  TOMMASELLI, J. T. G.; AMORIM, M. C. T. Conforto térmico em Presidente Prudente-SP. Os climas das cidades brasileiras São Luis (MA), Aracaju (SE), Campo Grande(MS), Petrópolis (RJ), Sorocaba (SP), Penápolis (SP), e Presidente Prudente (SP). (Org) João Lima Sant’ Anna Neto. Presidente Prudente: Editora da Unesp. 2002. p.197-227.