Voltar à Página da AGB-Nacional

 

 

 

X SIMPÓSIO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA FÍSICA APLICADA

 

Construção de Mapas de Unidades de Paisagens com utilização de Geotecnologias no Município de Lençois - BA

 

 

Luis Magno Gomes das Virgens

Lucio Ivo de Melo Oliveira

Joselina Maria Chaves

Washington de Jesus Sant'anna da Franca Rocha

Carlos Cesar Uchoa de Lima

Rita de Cássia Ferreira Hagge

 

 

 Palavras chave: censoriamento remoto, geomorfologia, SIG

 

Eixo Temático: 3 - Aplicação da Geografia à Pesquisa

Sub-eixo: 3.4 – Aplicações Temáticas em Estudos de Caso

 

 

 

1 – Introdução

 

A Geomorfologia, importante ramo da Geografia Física, tem como objeto de estudo as diferentes formas de relevo na tentativa de esclarecer a sociedade como acontecem os processos de formação da superfície terrestre. Numa análise crítica do espaço geográfico, percebe-se que o homem tem a capacidade de alterar o terreno onde vive, modificando as características naturais para a consolidação de moradias e construção de territórios econômicos.

Atualmente, a globalização mundial é um fator preponderante na busca da sociedade em evoluir o conhecimento cientifico, utilizando-se esta de instrumentos tecnológicos capazes de aumentar a aquisição de informações em um curto espaço de tempo. Dentro deste contexto, as geotecnologias inserem-se com o intuito de aumentar a capacidade processual das informações contribuindo para ampliação conceitual tecnológica da humanidade.

A paisagem remete-se a representação espacial e visual do ambiente, diferindo de outras áreas por apresentar particularidades que serão características de uma determinada unidade (Novaes Pinto, 1994). Baseado nesta análise, o presente trabalho propõe-se a construir um mapa de unidades de paisagem, com base em observação dos dados, análise das informações e processamento digital, contribuindo para ampliar os conhecimentos da região da Chapada Diamantina em temas naturais que são englobados pela Geografia Física.

 

2 – Área de Estudo

 

A área escolhida corresponde a carta topográfica de Lençóis que se localiza entre as coordenadas latitudinais de 12º30’00”N e 13°00’00”N e longitudinais de 41°00’00” W e 41°30’00”W, área central do Estado da Bahia (Figura 1). As estradas que dão acesso ao município são a BR-324, BR-116, BR-242 e BA-850. Lençóis, que dista 409 km de Salvador, apresenta como característica marcante o fato de ser um importante pólo turístico da Bahia, impulsionando o desenvolvimento econômico da região. Uma atividade que até hoje é desenvolvida nas proximidades do município é a exploração de minerais nos garimpos, a qual já foi mais intensa contribuindo para a degradação ambiental decorrente da ação antrópica sobre a natureza, observadas nos registros geológicos gerados pelos garimpos (Nolasco, 2002)

 

 

Figura 1 – Mapa de Localização da área de Estudo. Em detalhe a imagem da Carta Lençóis. Fontes: SRH (2003).

 

Por fazer parte de uma região bastante rica com relação à biodiversidade, o município de Lençóis insere-se no Parque Nacional da Chapada Diamantina, enquadrando uma área de proteção ambiental, APA de Marimbus-Iraquara. Nas proximidades do município, também são encontradas diversas nascentes, dando origem a rios que podem percorrer os domínios urbanos, fazendo parte da bacia hidrográfica do Paraguaçu.

No tocante ao clima apresenta estações bem definidas, com uma alta amplitude térmica, que embora, esteja num domínio morfoclimático semi-árido, de topografia acidentada, faz parte de uma dinâmica climática regional semi-úmida, com presença de chuvas orográficas (Nimer, 1989). Este aspecto contribui para o desenvolvimento da vegetação que tem a particularidade de apresentar campo rupestre e em menor proporção, áreas de cobertura vegetal de grande porte.

Segundo Lima e Nolasco (1997), a geologia regional é representada por afloramentos litológicos do Grupo Chapada Diamantina, que são constituídos por quartzitos, arenitos finos, materiais siltosos, lamitos, argilitos, folhelhos, rochas não clásticas e conglomerados, formando um conjunto de rochas que se formaram de 1,7 bilhões a 900 milhões de anos.

 

3 – Materiais

 

Foram utilizados para a realização desta pesquisa: i) Imagem de satélite Landsat 7 ETM+, cena 217, ponto 69, bandas 1,2,3,4,5 e 7, coletada em 28 de outubro de 2001, com resolução de 25 m; ii) Carta topográfica, Folha Lençóis - SD.24-V-A-V (SUDENE, 1976), na escala de 1:100.000; iii) Mapas temáticos digitais de Geologia, Geomorfologia e Solos da Secretaria de Recursos Hídricos do Estado da Bahia (SRH); e, iv) Dados de campo obtidos com o GPS. Além desses materiais utilizou-se a carta hipsométrica digital do município de Lençóis na escala 1:100000 com intervalo de contorno de 40m, cedida pelo Projeto Sempre Viva (Mucugê – BA). Adicionalmente à topografia, a carta possui também a rede de drenagem. O material bibliográfico e cartográfico em formato analógico foi obtido junto à área de Geociências, Universidade Estadual de Feira de Santana.

O processamento digital da imagem de satélite foi realizado no software ENVI (versão 3.5). A carta digital e os dados gerados pelo processamento e integração das informações foram compatibilizados e armazenados no Arcview (Versão3.3), gerando um Banco de Dados georreferenciados.

 

4 – Métodos

 

A pesquisa foi realizada em três etapas: campo, processamento de imagem e construção de um Sistema de Informações Geográficas (SIG) (Figura 2). Essas metodologias apoiaram-se em levantamento bibliográfico feito em pesquisas anteriores (Oliveira e Chaves 2002 e Chaves 2002) e nos dados adquiridos ao longo de toda a pesquisa, tais como dados digitais da SRH, SEI e Projeto Sempre Viva.

 

Figura 2 - Fluxograma das atividades desenvolvidas na pesquisa.

 

4.1 Campo

 

A etapa de campo teve como principal objetivo o reconhecimento das feições espectrais observadas na análise preliminar da imagem, aliado aos aspectos fisiográficos levantados da paisagem, tais como: uso e ocupação do solo, relevo, vegetação e formação geológica. Esta etapa serviu também para obtenção de registros fotográficos e pontos georreferenciados, além de parâmetro para o ajuste do mapa de unidades de paisagem.

 

4.2 Processamento digital de imagem

 

Para o processamento digital de imagem foi necessário inicialmente realizar o pré-processamento, que objetiva delimitar a área de interesse, para posteriormente espacializar segundo uma projeção geográfica conhecida. Para georreferenciar os dados orbitais em relação à base cartográfica, foi definida uma malha de pontos de controle, que é decisiva para a qualidade da correção geométrica.

Em seguida realizou-se o processamento da imagem propriamente dito, que constou da escolha da melhor combinação de bandas e realce da imagem. Esses procedimentos foram fundamentais para a análise visual, que possibilitou a geração de uma carta imagem contendo as unidades de paisagem. As unidades observadas em campo foram visualizadas na imagem do Landsat ETM+ com a composição escolhida. A separação das unidades foi feita com base na análise visual, sendo os polígonos digitalizados na própria imagem, utilizando-se do programa Arcview.

 

4.3 Dados Temáticos

 

Empregou-se dados temáticos em formato analógico, principalmente para consulta, e digital que possibilitaram a formação de uma base geocodificada.

As informações espaciais codificadas em pontos, linhas e polígonos (mapas digitais), permitem uma análise das interações entre as entidades individualmente identificáveis por seus atributos contidos em um banco de dados alfanuméricos (Guerra e Cunha, 1994). A facilidade na atualização e versatilidade no manuseio dos dados auxilia a caracterização do espaço geográfico.

Os dados vetoriais foram processados no Arcview. O mapa digital, contendo as curvas de nível e pontos cotados, foi usado primeiramente para gerar o Modelo Digital do Terreno (MDT). Deste mapa foram gerados os mapas de declividade, de aspecto e hillshade. Esses mapas juntos com o mapa de drenagem auxiliaram no detalhamento das unidades de paisagem mapeadas na carta imagem.

 

4.4 Integração dos Dados

 

Após o tratamento dos dados nas etapas descritas acima, foi realizada uma compatibilização, buscando uma integração sistematizada das informações, que teve como produto final o mapa de unidades de paisagem, onde podem ser observadas características físicas e ambientais. Para tanto foi criado inicialmente um banco de dados, gerenciado pelo Arcview, o qual permite armazenar e recuperar dados geográficos em suas diferentes geometrias (imagens, vetores, grades) bem como atributos não espaciais como as informações descritivas. Os dados gerados pelos processamentos da imagem e dos dados digitais e pela visita de campo foram armazenados neste banco.

 

5 – Resultados e Discussões

 

A visita de campo, com a duração de cinco dias serviu principalmente para descrever e caracterizar os diferentes aspectos da paisagem auxiliando no reconhecimento das feições espectrais observadas na análise preliminar da imagem (Figura 3). Também foram feitos registros fotográficos que compõe o banco de dados. Foram obtidos com o GPS 27 pontos que serviram para utilização no banco de dados e no georrefenciamento da imagem.

No pré-processamento da imagem, foi realizada à delimitação da área de interesse, a qual corresponde a folha cartográfica de Lençóis, para posterior recorte na imagem, sendo feito o georreferenciamento, levando em conta as projeções cartográficas Universal Transversa de Mercator (UTM), datum Córrego Alegre, fuso 24.

Para realizar a retificação geométrica utilizou-se o registro mapa-imagem. O mapa utilizado foi o digital do Projeto Sempre Viva. O método adotado foi à transformação polinomial de primeiro grau. O erro médio quadrático (RMS) que é uma medida do desvio dos valores calculados em relação aos valores originais encontrado foi de 12 m. Levando-se em conta que a resolução da imagem é de 25 m o valor obtido para o RMS é considerado um erro satisfatório.

O processamento digital da imagem teve como objetivo principal realçar as características espectrais. Neste sentido, foram testadas diferentes composições de bandas, sendo escolhidas as bandas 7, 4 e 3, as que melhor realçaram os alvos das unidades estudadas. Essas bandas foram associadas às cores vermelho, verde e azul, respectivamente. Testou-se ainda outros processamentos de realce, sendo o que mostrou uma imagem boa para análise visual foi a Ampliação Linear de Contraste, a 2%.

No procedimento de análise visual da imagem foram observados os alvos espectrais, com base nos estudos bibliográficos realizados, obtendo-se um produto que confirma as informações derivadas da atividade de campo (Figura 3).

 

Figura 3 – Carta imagem. Composição RGB e Bandas 7, 4 e 3. Unidades geradas a partir da interpretação visual.

 

Paralelamente ao processamento da imagem Landsat foram tratados os dados digitais disponíveis, especialmente as curvas de nível, pontos cotados e drenagem. Com o modelo digital do terreno, onde se visualizou as diferentes classes hipsométricas e foi possível sobrepor as unidades definidas pela interpretação visual (Figura 4), gerou-se os seguintes mapas: declividade (Figura 5), aspecto e hillshade.  

Figura 4 – Modelo Digital do Terreno

 

Figura 5 – Mapa de declividade.

 

A gama de informações coletadas e geradas foi armazenada em um banco de dados digitais, que permitiu a discriminação das unidades observadas nas etapas anteriores (campo, imagem e SIG) (Figura 6).

 

 

Figura 6 – Mapa de Unidade de Paisagem da folha Lençóis.

As unidades de paisagem que foram definidas são:

 

a) Relevo plano cárstico, localizado na região mais oriental da área de estudo caracteriza-se por possuir uma topografia rebaixada e plana, com cotas entre 320 a 520 m; as declividades são menores que 3%, apresentando-se superfícies de topografia horizontal com desnivelamentos pequenos; a drenagem observada é pouco expressiva, não possuindo padrão definido, os rios presentes apresentam-se com a forma meandrante (pontuando um substrato homogêneo), ou seja, as rochas sedimentares presentes aparecem dispostas em estratos horizontais; à Geologia é constituída pela Formação Salitre (calcários); os solos dessa unidade classificam-se como Latossolos Vermelho-amarelos eutróficos, com potencial para agricultura bom, aptidão agrícola média a alta e como Latossolos Vermelho amarelo distrófico, na parte mais a norte da unidade, com potencial médio e aptidão agrícola baixa a média; a vegetação é de grande porte em diversas localidades, encontrando-se cobertura vegetal degradada. Essa compartimentação configura-se em parte por possuir alta fertilidade em função do tipo de rocha e solo, que propiciam um aproveitamento sócio-econômico da região para os setores agrícolas e agropecuários em determinados pontos.

 

b) Relevo suavemente ondulado, situado nos limites orientais da Chapada Diamantina, onde ocorre a Formação Bebedouro (diamictitos e tilitos), com altimetria entre 360 a 600 m; os solos presentes são de quatro tipos, sendo o mais expressivo o Latossolo Vermelho-amarelo distrófico, com potencial médio e aptidão agrícola baixa a média, mais subordinadamente ocorre o Latossolo Vermelho eutrófico, Cambissolo Háplico e Neossolo Flúvico; nota-se que a topografia é pouco dinamizada, com declividades variando entre 3 e 8%, constituindo um relevo suavemente ondulado; o padrão de drenagem dendrítico (Teixeira et al. 1999) assemelha-se a unidade descrita anteriormente, sendo com uma densidade relativamente maior; a cobertura vegetal apresenta-se na forma de campo rupestre e Mata Estacional semidecídua.

 

c) Relevo estrutural de chapada de topo plano, que se caracteriza pelo afloramento do Grupo Chapada Diamantina, representado pela Formação Tombador (quartzito e meta-conglomerado) e de forma mais restrita ocorre a Formação Caboclo (ritmitos), nota-se ainda localmente o afloramento do Grupo Paraguaçu; no geral está unidade possui as maiores elevações altimétricas, com cotas de 700 a 1720 m; predominam solos do tipo Neossolos Litólito distrófico, com um potencial baixo a restrito e uma aptidão restrita a nula, conferindo a esta unidade uma vegetação definida como Campo Rupestre, e principalmente em função da drenagem, nota-se a presença de Floresta Montana, grande porte com copas altas e Mata Ciliar. Tem como feição marcante formas abruptas contendo flancos de serras e vertentes de declives muito fortes de vales encaixados; exibindo alta densidade relativa de drenagem, bem estruturadas, com direções preferenciais E-W e NW-SE, com padrões paralelos e dendríticos.

 

d) Unidade de paisagem com menor expressão espacial na área mapeada, posicionado na região mais a oeste da imagem, no canto inferior; aflorando a Cobertura Tércio-quaternária com relevo do tipo Encostas Inferiores de algumas serras e uma área rebaixada plana; possui cotas entre 320 a 600 m com declividade no padrão plano, semelhante à primeira; apresenta um padrão de drenagem em treliça onde os tributários encontram-se paralelo entre si, formando um arranjo retangular (Teixeira et al. 1999).

Com as observações descritas nas unidades de paisagem constatou-se que há diferenciação no padrão geomorfológico da região mapeada destacando-se alguns aspectos naturais, tais como, vegetação, geologia, padrões de drenagens, tipos de solo, ocupação e uso do solo. A integração dessas feições foi melhor realizada com o ferramental das Geotecnologias (SR e SIG). Uma das unidades que é notada com relevância é a Chapada Diamantina.

 

6 – Conclusão

 

As técnicas de geoprocessamento e SIG mostraram-se eficientes para a análise geomorfológica da região, permitindo também, uma revisão de conceitos geológicos, geomorfológicos, biogeográficos e pedológicos que serviram de base para interpretação da paisagem. O trabalho de campo mostrou-se eficiente na análise geomorfológica, embora necessitasse de um melhor aprofundamento na caracterização dos solos e da vegetação.

Apesar da visita de campo trazer os resultados esperados recomenda-se para a continuidade da pesquisa que sejam feitas novas visitas ao campo para melhor detalhamento das unidades, podendo até ser feita subdivisões das unidades mapeadas, além de uma maior precisão dos contatos entre as unidades.

 

7-Agradecimentos:

 

Os autores agradecem ao Projeto Sempre Viva com sede na cidade de Mucugê-BA pela cessão dos mapas em formato digital. Ao Fundo Nacional de Meio Ambiente - PROBIO pelas diárias de campo e a PROBIC (Programação Institucional de bolsas de iniciação científica) e FAPESB (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia) pelo apoio financeiro, relativo às bolsas de iniciação científica dos primeiros autores.Agradecemos também a Área de Geociências pelo apoio logístico, disponibilização de computadores e programas para o tratamento dos dados.

 

 

8 – Referências

 

CHAVES, J. M. 2002. Discriminação de litotipos com base em dados de radar de abertura sintética e sinergismo radar/sistema óptico. Tese de doutorado. Instituto de Geociências/Unb, Brasília. 159 p.

 

GUERRA, Antonio José Teixeira e CUNHA, Sandra Baptista, 1994. Geomorfologia: uma atualização de bases e conceitos. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil. 406 p.

 

LIMA, C. C. U. e NOLASCO, M. C. 1998. Lençóis, uma ponte entre a Geologia e o Homem. Feira de Santana.

 

NIMER, Edmon, 1989. Climatologia do Brasil. Rio de Janeiro: IBGE, Dep. de Recursos Naturais e Estudos Ambientais.

 

NOLASCO, M. C. 2002. Registros Geológicos Gerados Pelo Garimpo. Lavras Diamantina – Bahia. Tese Doutorado. Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Porto Alegre – RS, 355 p.

 

NOVAES PINTO, M Paissagem do cerrado do Distrito Ferderal. In Novais Pinto, M. (org.), Cerradso: Carscterização, Ocupação e pespectivas. Editora da Universidade de Brasília, Brasília, 1994 b cap . 9 p. 285-344.

 

OLIVEIRA, L.I. de M. 2002 e CHAVES, J. M. Construção de uma base de dados geo-referenciada no município de Lençóis-BA. In anais do VI Seminário UEFS de iniciação científica. UEFS.Feira de Santana. 60 p.

 

SEI. 1999. Base Cartográfica Digital do Estado da Bahia. Folha Lençóis. Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia. Cd-rom.

 

SOUZA, Celso Gutemberg (coordenador). Manual Técnico de Pedologia. Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, Departamento de Recursos Naturais e Estudos Ambientais. Rio de Janeiro: IBGE,1994.

 

SUDENE, Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste. Folha Lençóis - SD.24-V-A-V escala: 100.000, 1976.

 

SRH. 2003. SIG – Sistema de Informações Georreferenciadas. Secretária de Recursos Hídricos. Governo do Estado da Bahia. Volume 1. Cd-rom.

 

TEIXEIRA, Wilson, TOLEDO, M. C. M de, FAIRCHILD, Thomas Rich, TAIOLI, Fabio Decifrando a Terra. São Paulo: Oficina de Textos, 2000. 196 p.