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X SIMPÓSIO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA FÍSICA APLICADA

 

 

 

PROPOSTA DE RECUPERAÇÃO EM ÁREAS DEGRADADAS POR VOÇOROCAS NA ZONA URBANA DO MUNICÍPIO DE SÃO LUÍS – MA*

 

 

 

Jane Karina Silva Mendonça, UFMA, raiogeo@hotmail.com

José Fernando Rodrigues Bezerra, UFMA, fernangeo@hotmail.com

Eulina Paz de Almeida, UFMA, eulinapaz@hotmail.com

Antônio José Teixeira Guerra, UFRJ, antonioguerra@openlink.com.br

Antônio Cordeiro Feitosa, UFMA, feitos@hotmail.com

 

 

 

Palavras-chave: voçoroca, recuperação de áreas degradadas, bioengenharia.

Eixo: 3 – aplicação da Geografia Física à pesquisa

Sub-eixo: aplicações temáticas em estudo de casos

 

 

*Realizado com o apoio do CNPq

 

 

1. INTRODUÇÃO

 

Com a crescente urbanização, os problemas sócio-ambientais nas cidades se intensificam, devido ao crescimento urbano desordenado, desconsiderando os limites impostos pelo ambiente. Nesse sentido, os processos erosivos tornam-se cada vez mais presentes nos centros urbanos, em todo país, principalmente nas zonas de cobertura sedimentar recente, contendo sedimentos inconsolidados e friáveis.

Os processos erosivos encontram-se diretamente relacionados ao desequilíbrio da paisagem, que pode ter origem natural, antrópica ou conjugada. Para Sudo (2000:130), a modalidade de erosão acelerada ou antrópica, ao contrário da erosão natural, caracteriza-se pela retirada das camadas superficiais dos solos numa velocidade muito maior do que a natureza é capaz de reconstituí-las, de tal maneira que a conseqüência final é a exposição da rocha matriz às intempéries, levando assim, aos processos erosivos.

No Estado do Maranhão esse processo demonstra-se cada vez mais intenso, tendo como uma das principais causas, o desmatamento freqüente em áreas de rápido crescimento urbano. Esses fenômenos estão sendo registrados com maior intensidade nas áreas de expansão demográfica recente, onde se identificam zonas de risco ambiental potencial implicando perdas de patrimônio e risco de vida.

O município de São Luís possui uma área de 831,7 Km², localizando-se na parte centro-oeste da Ilha do Maranhão, com coordenadas 2º 19’ 09" - 2º 51’ 00" S e 44º 01’ 16" - 44º 19’ 37" W, tendo como limites: a leste - São José de Ribamar; ao norte - Oceano Atlântico; a oeste – baia de São Marcos e ao sul - Rosário, (fig. 01), com uma população em torno de 867.690 habitantes e uma crescente população urbana com 834.968 habitantes segundo dados do IBGE (2001).

Ao longo dos dois anos de pesquisas foram identificados e monitorados processos erosivos com alto grau de evolução, destacando-se as voçorocas do Sacavém, Salina, Coeduc, Araçagi, Castelão, sítio Santa Eulária, Bequimão dentre outras. Partindo do pressuposto que todo conhecimento científico tem a sua aplicabilidade, após essas etapas de caracterização e identificação dos processos erosivos, tem-se a recuperação das áreas degradadas, a partir dos resultados de uma estação experimental na voçoroca do Sacavém, com o emprego da bioengenharia.

 

Figura 01 – Mapa de localização da área de estudo

 

 

2. METODOLOGIA

 

Para o alcance dos objetivos propostos no projeto, estão sendo realizadas algumas atividades, tais como: levantamento e análise do material bibliográfico e cartográfico; trabalhos de campo; análises de laboratório e de gabinete.

Para a fundamentação teórica sobre o tema abordado foram analisados publicações em livros, anais de congresso, revistas, teses de doutorado, dissertações de mestrados, monografias de graduação, destacam-se: Guerra (1998, 1999, 2001), Oliveira (1999), Ramalho (1999), Reis (1988), Salomão (1999), Mafra (1999), Holanda (1999), Pereira (2001) entre outros. a nível local, utilizou-se, para o levantamento das características da área estudada, os trabalhos de Freire (1990), Maranhão (1998), Feitosa (1989), Mendonça et al (2000, 2003).

Para a confecção das cartas temáticas serão utilizadas imagens dos satélites: SPOT, de 1991, na escala de 1:100.000 e TM-landsat-5, de 1996, Bandas 3, 4 e 5, na escala de 1:70.000; cartas da DSG, de 1976, na escala de 1:100.000, com eqüidistância das curvas de nível de 50 m e fotografias aéreas de 1999 e de 2001, na escala de 1:8.000. As diferentes escalas foram compatibilizadas para a escala de trabalho, com o emprego do pantógrafo, em 1:400.000, para a localização da voçoroca do Sacavém.

A partir dos trabalhos de campo está sendo implantada uma estação experimental com extensão de 60 m2, para recuperação de uma encosta da voçoroca do Sacavém (Bairro do Sacavém) a partir dos estudos de Pereira (2001), Guerra e Fuler (2002), com os seguintes procedimentos:

§             Seleção da área para a instalação da estação;

§             Palestras, discussões, conscientização sobre a importância das obras de contenção de erosão junto à comunidade do Sacavém e bairros circunvizinhos;

§             Confecção de 80 (oitenta) telas biodegradáveis com fibra do buriti (50 X 50 cm), com utilização de agulhas (15 cm), compensado de madeira (55 X 55 cm) de acordo com a foto 01.

§             Retirada dos sedimentos soltos para o acerto do terreno;

§             Proteção das cabeceiras de drenagem a partir da construção das canaletas de drenagem;

§             Drenagem para a captação das águas pluviais, para a proteção da estação;

§             Preparo do solo com aplicação de insumos, tais como sementes, fertilizantes e adubação orgânica para o revestimento vegetal;

§             Aplicação da tela vegetal confeccionada com palha de buriti.

Quanto às análises de laboratório, pretende-se determinar propriedades químicas e físicas do solo, a partir da análise de amostras de sedimentos coletados nos trabalhos de campo, de acordo com métodos propostos pela Embrapa (2001), com o intuito de correlacionar esses resultados com as demais variáveis.

Em gabinete, será realizado o cruzamento dos dados e informações, com base no monitoramento da estação experimental, com o objetivo de verificar a eficiência da bioengenharia na recuperação das áreas degradadas por erosão. Se a estação apresentar os resultados esperados, de acordo com as experiências já realizadas no país, serão elaborados projetos para a recuperação a partir dessas técnicas para todas as voçorocas monitoradas, com ampla participação dos órgãos públicos, privados e as comunidades circunvizinhas às voçorocas.

 

 

Foto 01 – Confecção das telas de palha de buriti

 

 

3. RESULTADOS E DISCUSSÕES

 

3.1 Áreas sob monitoramento

 

A erosão é um dos principais processos de modificação da paisagem, podendo ser intensificado pela ação antrópica, essa interferência pode ser percebida de forma direta em áreas urbanas e rurais. Nos centros urbanos onde a transformação da paisagem apresenta-se de forma desordenada, sem que haja um planejamento adequado, os problemas ambientais são eminentes, afetando direta ou indiretamente a qualidade de vida da população.

De acordo com Guerra (2001, p. 183-184) “as voçorocas são características erosivas permanentes nas encostas, possuindo paredes laterais íngremes e, em geral, fundo chato, ocorrendo fluxo de água no seu interior durante os eventos chuvosos. Algumas vezes, as voçorocas se aprofundam tanto, que chegam a atingir o lençol freático”.

Os critérios adotados para seleção das voçorocas submetidas ao monitoramento, foram: diferentes uso e ocupação do solo; acessibilidade e a questão da segurança na coleta dos dados. As voçorocas selecionadas, para o monitoramento, estão localizadas em quatro pontos da área urbana de São Luís com características específicas de uso e ocupação do solo. Dessa forma, estão sendo monitoradas voçorocas próximas a ocupações irregulares, como a do bairro do Sacavém; nos conjuntos habitacionais, Bequimão; áreas costeiras e próximas a loteamentos irregulares, Calhau e Araçagi e em áreas próximas a construções públicas, Vila Palmeira.

Paralelamente ao monitoramento das voçorocas, foram levantadas as características físicas e sócio-ambientais, considerando também os condicionantes dos processos erosivos, para correlações entre as diferentes feições encontradas na área urbana do município de São Luís, no intuito de fornecer informações fundamentais para a aplicação de medidas de controle e recuperação das áreas degradadas.

Das voçorocas cadastradas na área em estudo, analisou-se mais detalhadamente, duas localizadas no bairro Sacavém: uma com o mesmo nome do bairro e a outra da Salina , ambas sob monitoramento. A área apresenta afloramento da Formação Barreiras, com encostas íngremes e pouca vegetação (floresta secundária), a mesma tem sido objeto de intensa atividade de extração mineral, inclusive pela própria população local, que residem próxima às torres de transmissão de energia da ELETRONORTE, e por terceiros que retiram o material para construção civil.

No monitoramento realizado nessa área, constatou-se evoluções diferentes nas duas voçorocas, apesar de estarem bem próximas, a maior  evolução ocorre na voçoroca da Salina, que durante esses dois anos de análise já apresentou o aumento de até 5m na cabeceira, decorrente da intensa interferência humana através de queimadas realizadas periodicamente a montante da área degradada, além disso a população mais próxima da área contribui para o agravamento da situação jogando lixo e pneus velhos no local.

A voçoroca do Sacavém (tab. 01), apresenta pouca evolução de suas cabeceiras se comparada com a voçoroca da salina, por está localizado em um terreno que segundo moradores pertence a ELETRONORTE, ainda apresenta remoção de suas bases causada pela atividade de extração ilegal, mostrando recuos significativos como os apresentados pelas medidas da estaca 10 e 13 (fig. 02), em alguma de suas cabeceiras devido o grau de compactação e a pouca vegetação que possui, podendo comprometer as torres de transmissão da Eletronorte, localizada a montante da voçoroca .

O regime de chuvas da ilha contribui fortemente para o aumento das taxas de evolução das voçorocas, verificando que os maiores recuos, de acordo com os dados do monitoramento foram observados nas coletas durante ou após o período chuvoso, considerando que nesse período os índices pluviométricos, segundo dados de pluviosidade fornecidos pelo Laboratório de Meteorologia da UEMA, apresentam maiores índices de chuva nos meses de março e abril.

O constante desmatamento e a queima da vegetação da área expõe o solo ao impacto direto das gotas da chuva, causando o processo de encrostamento, tendo como conseqüência baixas taxas de infiltração e o aumento do escoamento superficial favorecendo a evolução da erosão, o que foi comprovado através dos ensaios com o infiltrômetro realizados nas cabeceiras das voçorocas, durante o período seco, para que a umidade antecedente do solo não influenciasse nos resultados (Figura 03).

Na análise granulométrica dos solos, constatou-se uma predominância de areia fina com um percentual de 46%, seguida de areia grossa com 25%, as taxas de  silte e argila, foram equilibradas, com 17% e 12% respectivamente, o que está relacionado diretamente com resistência do material em ser carreado, comprovando o que foi observado em campo, correlacionando-se com as baixas taxas de infiltração e a formação de crostas, quedas de blocos, filetes de erosão, formação de pedestais, solapamentos, etc.

A predominância da caolinita obtida na análise de mineralogia das argilas contribui para o aumento do fluxo subsuperficial, pois quando submentida a umidade se satura, formando grandes blocos consolidados, que impermeabilizam o solo, principalmente no horizonte B, resultando em feições como os dutos ou “pipers”.

 

Tabela 01 Dados do monitoramento da voçoroca do Sacavém

LOCALIZAÇÃO

MEDIDAS

ESTACAS

Azimute

26.12.00

05.04.01

3
º

20.07.01

18.03.02

16.09.02

Estaca 10

188º

13,50

13,40

13,17

13,10

13,05

192º

13,40

13,40

12,58

11,56

11,50

203º

11,03

11,00

9,55

9,54

9,54

Estaca 11

191º

14,85

14,14

13,58

13,56

13,40

196º

13,93

13,65

13,33

13,16

13,16

205º

14,35

13,45

13,29

13,25

13,00

Estaca 12

195º

17,15

16,78

16,60

16,60

16,60

208º

19,30

18,00

17,95

17,20

17,20

224º

19,80

19,37

19,28

19,13

18,60

Estaca 13

200º

19,35

18,80

18,70

17,90

17,90

240º

7,63

7,22

7,10

7,03

7,00

250º

13,40

12,80

12,50

12,45

9,50

Fonte: Mendonça, 2003

 

Cerca de 50 m a jusante das voçorocas há um dos tributários do rio das Bicas que está em processo de assoreamento, em conseqüência da grande quantidade de sedimentos, provenientes da evolução das voçorocas.

A instalação da estação experimental na voçoroca do Sacavém, foi em virtude de já ser foco de estudos os quais constatam um grande avanço das cabeceiras das voçorocas, pondo em risco as residências circunvizinhas. Essa estação baseia-se na aplicação da técnica da bioengenharia, com o emprego da tela vegetal confeccionada com palha de buriti, que é uma palmeira típica do Maranhão, conhecida pela resistência de suas folhas e muito utilizada no artesanato local.

 

Figura 02 Croqui da voçoroca do Sacavém

 

 

Figura 03 – Gráfico de infiltração da voçoroca do Sacavém

 

3.2 Proposta de recuperação de áreas degradadas por erosão na área urbana de São Luís

 

A erosão é considerada um processo natural de degradação dos solos. Porém, a interferência antrópica pode acelerar esse processo, causando uma rápida evolução, dando origem, assim, às voçorocas que de acordo com Neboit (1983, in Oliveira, 1999:581), o termo voçoroca vem sendo associado à erosão acelerada dos solos, derivando da concepção de que ravinas e voçorocas resultam de intervenção causada pela atividade humana.

Dessa forma, Cunha & Guerra (2000:338) consideram a possibilidade de recuperação de áreas degradadas mediante a elaboração de diagnósticos da degradação, argumentando que, para tal, o estudo básico, acadêmico, desse problema, requer levantamentos sistemáticos, que são feitos muitas vezes, através do monitoramento das várias formas de degradação, como por exemplo, o monitoramento de processos erosivos acelerados (voçorocas) e da erosão das margens dos rios”.

De acordo com Salomão (1999:229), a adoção de medidas efetivas de controle preventivo e corretivo da erosão depende do entendimento correto dos processos relacionados com a dinâmica de funcionamento hídrico sobre o terreno, devendo considerar também a dinâmica do uso do solo, suas propriedades físicas e químicas, bem como as condições climáticas, em áreas urbanas em especial a interferência antrópica.

As medidas de recuperação das encostas afetadas pela erosão dos solos e pelos movimentos de massa que não levem em conta os processos geomorfológicos que causaram esses impactos, nem as características hidrológicas e geológicas, podem ter insucessos, ou seja, muitas vezes as técnicas de recuperação adotadas atuam sobre a conseqüência, sem averiguar quais as causas que deram origem a um determinado impacto numa encosta (GUERRA,2003,p.211).

A Geomorfologia pode dar uma grande contribuição na recuperação de encostas, em conjunto com a Engenharia, Geologia, Pedologia e outras ciências afins. Nem sempre a melhor solução precisa ser necessariamente um grande muro de arrimo, muitas vezes, outras técnicas, ditas naturais e de custo mais baixo, podem trazer os mesmos benefícios, sem transformar tanto a paisagem anterior. Além disso, sua durabilidade pode ser igual ou até maior do que as obras tradicionais de contenção de encostas feitas pela engenharia, em que o grande volume de cimento areia, ferro, pedras etc. é utilizado (GUERRA,2003,p.212).

De acordo com características geológicas, geomorfológicas e climáticas da ilha do Maranhão, onde está localizado o município de São Luís, pode-se constatar a ação dos processos e agentes erosivos de forma intensa, principalmente naquelas áreas desprovidas de vegetação, onde aparecem várias feições erosivas, como sulcos, ravinas e voçorocas. Nesse município, encontram-se vários trechos em que se identificam fenômenos erosivos em larga escala, como já foi observado anteriormente.

Para reverter essa situação, faz-se necessário o emprego de várias técnicas de recuperação e controle de erosão, destacando-se a bioengenharia, que segundo Pereira (2001) é uma associação de alternativas, envolvendo estruturas biodegradáveis como: fibras vegetais, estacas de madeira e estruturas rígidas como pedra, concreto, ferro e outros.

Como proposta de recuperação das voçorocas na área urbana de São Luís, está o emprego da bioengenharia, com a utilização de tela vegetal confeccionada com palha de buriti (foto 02). Essa técnica será utilizada como subsídio para a construção de uma estação experimental, que já está em fase de implantação (foto 03), numa encosta da voçoroca do Sacavém que ocupa uma área de 60 m2. No total essa feição erosiva apresenta uma área degradada de 10.000 m2 tendo também características físicas e sócio-ambientais propícias à ocorrência desses processos.

A bioengenharia pode solucionar toda essa problemática de degradação dos solos, baseando-se em tecnologia moderna, com grande utilização de produtos de origem vegetal, abundante nos países tropicais, e ainda minimizando o uso de equipamentos pesados, mão de obra e materiais de preço elevado.

A recuperação das áreas degradadas por erosão na área de estudo, baseia-se em adoção de medidas e materiais cada vez menos impactantes, tanto em relação aos aspectos ambientais quanto aos estéticos das paisagens, como por exemplo a engenharia naturalística, que utiliza-se de materiais biodegradáveis, tais como: bambu, redes de fibras vegetais entre outros. Porém para o emprego de qualquer que seja a medida de recuperação, deve-se levar em consideração as características ambientais.

 

Foto 02 – Tela vegetal confeccionada com palha de buriti

 

 

 

Foto 03 – Encosta selecionada para a instalação da estação experimental

 

 

4. CONSIDERAÇÕES FINAIS

 

Devido ao alto estágio erosivo que se encontram as voçorocas estudadas, apresentando alto declive e vales profundos, a utilização de telas biodegradáveis pode ser a melhor solução, como mostram várias experiências apresentadas em congressos, seminários, simpósios e livros sobre o assunto.

Portanto, este trabalho justifica-se pela necessidade de conhecer melhor os problemas relacionados com esse tema que vem se desenvolvendo em áreas urbanas, com o intuito de propor medidas de controle e recuperação de áreas degradadas por voçorocas, através do emprego da bioengenharia, sendo uma associação de alternativas, envolvendo estruturas biodegradáveis, que vai ser aplicada no município de São Luís, especificamente nos bairros dos Parques Pindorama, Sacavém, Salina, Coroadinho, Bom Jesus, e outros.

Dessa forma, entende-se que o estudo dos processos erosivos torna-se cada vez mais importante, na medida em que busca a elaboração de projetos de controle e recuperação, a partir da identificação dos seus mecanismos determinantes, assim como, de que maneira a ação antrópica pode interferir nesses processos, seja de forma positiva ou negativa, pois suas conseqüências, no caso dos impactos negativos envolvem não apenas perdas materiais mas também humanas.

 

 

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