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X SIMPÓSIO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA FÍSICA APLICADA

 

 

COMPARTIMENTAÇÃO CLIMÁTICA DA BACIA DO RIO DAS GARÇAS - PE PARA FINS DE APROVEITAMENTO AGRÍCOLA
 

 

Daniella Azevedo de A. Costa (UnB)
Ercília Torres Steinke (UnB)
 

 


Palavras- chave: Climatologia, Sistemas de Informação Geográfica
3 - Aplicação da Geografia Física à Pesquisa
3.4 - Aplicação temática em estudos de casos

 

 

 

 


Introdução - Este trabalho buscou uma compartimentação climática regional como subsídio à gestão espaço-temporal de atividades agro-pastoris regionais, sob o aspecto da escassez hídrica, originando-se dois produtos: Com SIG, elaborou-se zoneamento climatológico identificando núcleos diferenciados pelo regime hídrico; classificaram-se os meses por favorabilidade hídrica. A Bacia do Rio das Garças que apresenta regime temporário e irregularidade hídrica situa-se entre 8°10’ e 8°50’ Sul e 39°40’ e 40°50’ Oeste.
Metodologia - Utilizou-se: dados básicos de precipitação, SUDENE, e temperatura, calculada pela equação linear de regressão, Jatobá (1982); e cartas topográficas, SUDENE. Aplicou-se o balanço hídrico de Thornthwaite-Camargo, Varejão-Silva (1990); e CAD de 25 mm. Pra transformar dados tabulares em geo-informações, aplicou-se geoprocessamento.

Resultados – as isoietas anuais aumentam nas cabeceiras da bacia e em Jutaí; as médias mensais elevadas ocorrem entre janeiro/abril, com máxima em março; sendo reduzidas em junho/setembro, com mínima em agosto. As isotermas anuais elevam-se na confluência com o São Francisco. Suas médias mensais superiores estão entre outubro/janeiro, sendo a máxima em novembro; e inferiores de junho/agosto, ocorrendo mínimas em julho. Em direção ao são Francisco a evapotranspiração potencial e os índices de aridez e deficiência hídrica elevam-se; e a evapotranspiração real diminui.

Considerações – Identificou-se condições semi-áridas a sub-desérticas e definiu-se dois núcleos e três porções de gradação. Para otimização hídrica, associam-se os meses cuja precipitação iguala ou ultrapassa a evapotranspiração potencial com a distribuição dos núcleos. O quadro 01 exibe a predisposição hídrica regional. Nessa escala, manifestam-se variações transacionais no regime, verificando-se a exigência de complementação hídrica a considerar: o calendário, a geografia, o tipo de cultura e os insumos hídricos de produção. Por fim, a associação do balanço hídrico ao geoprocessamento, para caracterizações climáticas, atingiu seu objetivo, porém necessita-se de base informacional para análise e gestão.

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