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X SIMPÓSIO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA FÍSICA APLICADA


ALTERAÇÕES E IMPACTOS AMBIENTAIS NA MICRO-BACIA DO ANGELIM-ES AO LONGO DE VINTE E CINCO ANOS (1975-2000)




Leonardo Matiazzi Corrêa l.mc@bol.com.br
Aluno de graduação em Geografia da Universidade Federal do Espírito Santo


Profa Dra Antonia Brito Rodrigues Frattolillo britoantonia@hotmail.com
Departamento de Geografia da Universidade Federal do Espírito Santo



Palavra-Chave: Monitoramento Ambiental, Bacia Hidrográfica e Geoprocessamento
Eixo 3: Aplicação da Geografia Física a pesquisa
Sub-eixo 3.4: Aplicações temáticas em estudos de casos




 

I – Introdução

O objetivo deste trabalho é apresentar uma análise ambiental da micro-bacia do Angelim, integrante a bacia do rio Itaunas, localizada no norte do Espírito Santo. A análise é baseada na identificação e constatação das alterações e impactos ambientais ao longo dos últimos vinte e cinco anos (1975-2000), decorrentes do processo de uso e ocupação do solo. A evolução dos usos na região está diretamente ligada a uma série de transformações ocorridas no espaço.
Segundo Morais(1991) as formas espaciais são produtos históricos, ou seja, o espaço produzido é resultado da ação humana sobre a superfície terrestre, que expressa a cada momento as relações sociais que lhe deram origem. Portanto é necessário o resgate histórico da área em estudo para poder estabelecer uma melhor compreensão da evolução do uso e ocupação do solo.
O modelo de exploração do espaço ocorrido na micro-bacia desenvolveu de forma altamente degradante, associada a um modelo de uso extrativo e intenso, por sua vez, esse tipo de exploração transformou a ocupação do espaço desta bacia dentro dos municípios de São Mateus e Conceição da Barra.
A metodologia adotada apoia-se em análise ambiental usando sistema geográfico de informação com a finalidade de geração de mapas analógicos de uso e ocupação do solo para os anos de 1975 e 2000, apresentando a quantificação das áreas degradas e os possíveis impactos ambientais na bacia no decorrer da seqüência temporal de 1975-2000.
Vale ressaltar que este trabalho apresenta alguns resultados da pesquisa do projeto de monografia desenvolvida no Laboratório de Geografia Física com apoio dos Laboratórios de Cartografia e de Geomática do Departamento de Geografia da Universidade Federal do Espírito Santo.

II – Metodologia

Como já foi ressaltado a pesquisa teve como técnicas de SISTEMAS DE INFORMAÇÕES GEOGRÁFICAS (SIG). Câmara & Medeiros define esse termo como a capacidade de inserir e integrar, numa única BASE DE DADOS informações espaciais provenientes de dados cartográficos censitários e cadastro urbano e rural e imagens de satélite através e manipulações e análise.

2.1 Geração de base cartográfica

A base de dados foi gerada pelo projeto Metodologia Cartográficas Para Diagnóstico e Gestão Ambiental Aplicadas a Bacia do Rio Itaunas – ES desenvolvido no Laboratório de Cartografia do Departamento de Geografia da Universidade Federal do Espírito Santo. Os dados são correspondente ao uso do solo na bacia d rio Itaunas, no período de 1975 e 2000, na escala de 1:100 000.
A representação com data de 1975 foi produzida por fotointerpretação, já a de 2000, foi obtida por copilação de mapeamentos elaborado a partir de interpretação de imagens orbitais obtidas na Aracruz Celulose.
Ao basear nas informações de Rocha (2000), os bancos de dados são formados pelos dados espaciais, descrevendo a forma e a posição das características da superfície do terreno. A escolha da escala de trabalho utilizada no estudo será as recomendáveis para aplicações em zoneamentos (para fins de planejamento, monitoramento e gestão ambiental), florestais (desmatamentos e reflorestamentos).
Após a consulta ao banco de dados, será obtido como resultado a geração de mapas de uso e ocupação do solo para os anos de 1975 e 2000. Estes foram digitalizadas por meio de uma mesa digitalizadora utilizando o aplicativo arc view.
Ao realizar esta etapa, serão gerados dados espaciais na forma vetorial, ou seja, mapas vetoriais dos anos de 1975 – 2000. dessa forma, são armazenados e representados no SIG as entidades do mundo real que são identificadas graficamente (representa os pontos, linha e áreas como conjunto de partes de coordenadas X, Y ou longitude e latitude).
Com a geração dos mapas vetoriais iniciará um processo de importação, observando através de conversão de polígonos de vetor para polígonos matricial resultando assim mapas matriciais de 1975 e 2000.
Neste formato, obtém uma matriz de células, as quais estão associadas a valores que permitem reconhecer os objetos sob a forma de imagem digital. Cada uma das células é denominada de pixel, endereçadas por meios de coordenadas (linhas e colunas).
Entretanto, os valores do pixels representam uma medição e alguma grandeza física correspondente a um fragmento do mundo real, podendo assim, quantificar as áreas degradadas e os possiveis impactos ambientais na bacia do Angelim. O aplicativo utilizado será o IDRISI FOR Windows, visando comparar as alterações do uso e ocupação do solo na seqüência temporal de 1975 – 2000. A partir desta analise, propõe medidas mitigadoras que poderão subsidiar o plano de manejo da micro-bacia, bem como estabelecer estratégias de monitoramento e áreas degradas, implementando práticas comprometidas com a sustentabilidade ambiental.

2.2 ESCOLHA DOS INDICADORES.

A escolha dos indicadores será baseada na sensibilidade do meio natural impactados por danos causados por usos antrópicos, ou seja, a substituição da cobertura vegetal decorrentes do processo de ocupação ao longo de 25 anos (1975-2000) na bacia do rio Angelim, provocando assim, algumas alterações no uso do solo, em decorrência disso que geraram impacto ambientais.
Segundo Guerra 1998, o impacto ambiental é definido como sendo “mudanças sensíveis”, positiva ou negativas nas condições de saúde e bem estar das pessoas e na estabilidade dos ecossistemas, do qual defendem a sobrevivência humana. Dessa maneira são considerados os efeitos e as transformações provocadas pelas ações humanas nos aspectos de meio físico e que são refletidos pela intervenção nas condições ambientais que envolvem a vida humana.
Deve-se mencionar que os impactos (ou efeitos) produzido na bacia do Angelim está diretamente ligada aos componentes espaciais e temporais, podendo ser descritos através de mudanças no parâmetro de meio ambiente, durante um período (específico de uma área determinada) 25 anos de uso do solo, assim os avanços das culturas e o recuo de outras determinaram os indicadores, objetivando indicar e avaliar os impactos existentes na bacia, compilando assim o diagnóstico proposto.
Segundo Rodrigues (apud Medeiros et al 1993:14) um diagnóstico deve constar de informações cartográficas com áreas de influência devidamente caracterizada em escala compatível ao nível de detalhamento dos fatores ambientais estudados.
Entretanto o procedimento do diagnóstico será importante para analisar a situação ambiental da micro-bacia do Angelim além de determinar os possíveis impactos, cuja ocorrência será determinada partir de um inventário.
Segundo Xavier-da-Silva (1982 um inventário seria um modelo digital do ambiente, no qual transformações dirigidas podem ser executadas sobre os dados, gerando, como resultado, esquema classificatório mapeados, acompanhado da evolução de fenômeno e geração de elementos de controle do território em questão.
Assim, os indicadores forma obtidos através de duas variáveis, o tipo de cobertura vegetal e a variação espaço temporal. A cobertura vegetal encontrada na bacia observou-se quatro tipos: vegetação natural, eucalipto, pastagem e cana-de-açucar.

III – Bibliograifa

ALMEIDA, Jocimar Ribeiro de. Planejamento Ambiental: Caminho para a participação popular e gestão ambiental para nosso futuro comum: uma necessidade, um desafio – 2. ed. Rio de Janeiro: Thex/ Biblioteca Estácio de Sá, 1999.

CRISOLIA, J. F. A. Projeto de Manejo da Bacia Hidrográfica do Ribeirão das Antas; Serviço do Vale do Paraíba, boletim técnico. n. 4 – DAEE; 1970.
GACEZ, L. N. Hidrologia. s.l./Edigar Becher, 1967.

IBAMA. Lei de Crimes Ambientais, ES, Lei n. 9605, decreto 3179.

MORAES, Antonio Carlos Robert. Meio Ambiente e Ciências Humanas. São Paulo: Hucitec, 1994.

ROCHA, César Henrique Barra. Geoprocessamento: Tecnologia transdiciplinar – Juiz de Fora: s.n., 2000.
Politica Estadual de Recursos Hídricos, Seama, ES, lei, 5818