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    X SIMPÓSIO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA FÍSICA APLICADA

     

     

    AVALIAÇÃO  DO  PASSIVO  AMBIENTAL  DECORRENTE

    DE  ATIVIDADE  GARIMPEIRA  NA  REGIÃO 

    DO  RIO  GURUPI - MA

     

     

     

     

    Josimar Ribeiro de Almeida ¹

    Laís Alencar de Aguiar ²

    R. Ricardo B. Cunha Rachid

     

     

     

    ¹ P. D. Sc., Prof. Adjunto UFRJ – EE (CNPq)

    ² M.Sc., Engenheira Química. Doutoranda, UFRJ – COPPE/PEN

     

     

     

    Eixo 3: Aplicação da Geografia Física à Pesquisa

    Sub-eixo 3.4: Aplicações Temáticas em Estudos de Casos

     

     

     

    Introdução:

     

    A entrada da atividade garimpeira na área teve como primeira conseqüência a retirada da cobertura vegetal original (mata primária), motivada pelo adensamento populacional em determinadas áreas e pela liberação da camada orgânica do solo através de derrubada, queimada e coivara para limpeza do solo de todo o material orgânico existente.  Em seguida houve, a remoção da camada superior do solo (agricultável), e finalmente a fase de garimpagem strictu senso.

     

    A fauna terrestre na forma de caça, foi consumida pela população de garimpeiros como suplemento protéico, enquanto a avifauna perdeu seu habitat natural.  Sendo que aqueles indivíduos que conseguiram migrar estabeleceram-se nas áreas de mata periférica remanescentes. A fauna de solo, por sua vez, foi totalmente eliminada.

     

    Na região adjacente ao garimpo, foi retirada a cobertura vegetal original, para a instalação de empreendimentos agrícolas com atividades pecuárias através da formação de pastagens (principalmente bovinocultura) e agricultura de subsistência com plantio de mandioca, feijão e arroz.  Estas atividades não utilizam tecnologias adequadas, e o fogo constitui a principal ferramenta de manejo para a renovação das culturas, principalmente no período de maior estiagem, que corresponde de setembro a dezembro.

     

    A partir de 1997, com o “encerramento” da atividade garimpeira, notou-se uma recolonização da área degradada por espécies sucessoras primárias resistentes e adaptadas a solos degradados e de baixa fertilidade, provocada pela intensa manipulação promovida pelos garimpeiros e, somado a isso, a lixiviação dos nutrientes no período das chuvas.  Os nutrientes são carreados para o sistema de drenagem, constituído por igarapés ou pequenos rios, como também depositados nas áreas mais baixas.  Observou-se in loco que o acúmulo de nutrientes e água nessas microregiões promoveu a instalação de microhabitats dentro das áreas garimpeiras, onde começam a se instalar espécies botânicas aquáticas (juncos e taboas), propiciando a colonização por espécies de peixes autóctones mais rústicas.

     

                A grande diversidade biológica da mata amazônica oculta também a sua significativa fragilidade, sendo considerada como uma formação muito heterogênea, com um grande número de espécies vegetais de ocorrência e distribuição restrita.  Ou seja, a destruição da cobertura vegetal original que se verifica no garimpo do Gurupi teve efeito direto e imediato sobre a redução quase total da biodiversidade.

     

                A retirada da cobertura vegetal provocou uma alteração no habitat das espécies animais ocorrentes na área, sendo que muitas delas têm um papel fundamental na manutenção dos processos sucessórios da comunidade, através da zoodispersão.  A fauna terrestre (caça, incluindo mamíferos e répteis) remanescente da fase anterior às atividades de lavra foi consumida pela população de garimpeiros como suplemento protéico.  A avifauna, um dos principais dispersores de sementes, perdeu seu habitat natural, sendo que aqueles indivíduos que conseguiram migrar estabeleceram-se nas áreas de capoeira ou mata periféricas remanescentes.

     

                O ciclo reprodutivo das aves está associado às estações do ano, que condicionaram a disponibilidade de alimentos, facilitando a criação da prole.  O começo das chuvas provoca o aumento da quantidade de insetos, beneficiando os insetívoros.  Pelo fim da época seca, a maior abundância de frutos favorece os frugívoros; já os granívoros dependem da maturação das sementes, posterior à época seca, e determinadas espécies beneficiam-se do período de floração (Miller, 1960).

     

                A ocorrência de determinadas espécies animais em áreas perturbadas está associada às suas características em termos de oferta de alimento e abrigo para manter sua reprodução.  O nível de preferência por determinado microhabitat indica um maior ou menor grau de especialização do animal (Freitas, 1998).  As observações de campo e as informações obtidas nos depoimentos dos sitiantes remanescentes indicam a não ocorrência de pequenos mamíferos, principalmente roedores, que correspondem às espécies silvestres mais resistentes e versáteis, em caso de impacto ou destruição de seus habitats naturais.

     

                Geralmente, os garimpeiros não utilizam grandes extensões de terra, embora as conseqüências ambientais decorrentes do seu estabelecimento se estendam muito além do espaço físico real que ocupam.  Na região do Gurupi, a entrada da atividade garimpeira teve como primeira conseqüência a retirada da cobertura vegetal original (mata primária), motivada pelo adensamento populacional em determinadas áreas e pela necessidade de liberação da camada orgânica do solo através de derrubada, queimada e coivara para limpeza do solo de todo o material orgânico existente.  Em seguida, a remoção da camada superior do solo (agricultável), e finalmente a fase de garimpagem stricto sensu.

     

                A exposição da superfície do solo (terra nua) às condições climáticas verificadas na região, onde predominam altos índices pluviométricos associados a elevadas temperaturas, constituiu o clímax de degradação das comunidades bióticas das áreas trabalhadas; somando a isso, a grande movimentação de solo e o pisoteio constante exercido pelos garimpeiros tornaram ainda mais desfavoráveis as condições naturais de reorganização dos ecossistemas.  A micro e mesofauna de solo, por sua vez, foi quase totalmente eliminada, devido à lixiviação do solo nos períodos chuvosos.

     

     Material e Métodos.

     

                O material necessário para o início dos levantamentos em campo.  Foi constituído de: mapas da área total de concessão de lavra da MCT, na escala 1:25.000, digitalizados de aerofotogrametria executada pela Aerosul S.A. no programa Autocad e fotografias aéreas digitalizadas.

                A construção dos bancos de dados foi estruturada com base no material fornecido pela MCT, que permitiu o conhecimento prévio da área de estudo.  O levantamento das lavras de garimpo foi realizado inicialmente com a interpretação dos mapas e fotos aéreas disponíveis no acampamento central da MCT, servindo de roteiro para as entrevistas com os garimpeiros que ainda estão atuando nas lavras remanescentes.

     

                A região da Vila do Chega Tudo, por convenção, foi dividida em 9 (nove) áreas de intervenção (perturbadas) para melhor interpretação in situ, Nivaldo, Antônio Torres, Chega Tudo, Inácio, Chega Tudinho, Estopeiro, Belém, Olinda e Cajueiro.  A região da Vila Cipoeiro foi dividida em 5 (cinco) áreas: Dona Bela, Garimpeira, Mina Nova e Aliança.

     

                Estas intervenções foram documentadas através de fotografias mostrando panorâmicas dos distúrbios causados pelas atividades garimpeiras, no que concerne à retirada da cobertura vegetal, movimentação de terra, abertura de cavas com acúmulo de água, disposição dos rejeitos, capacidade de sucessão ecológica, reintrodução de espécies vegetais e tipos de utilização atual das áreas perturbadas.

     

                Os “pits” que ainda continuam em operação foram documentados com o máximo de detalhes para caracterizar a situação atual das áreas problemáticas na interpretação do conjunto dos dados colhidos em campo.  Foi realizado um dimensionamento individual das intervenções no período de pico máximo de estiagem (dezembro), nos pits que apresentam perenidade no acúmulo de água.

     

                As coletas de material botânico das áreas perturbadas foram acompanhadas pelo depoimento de um antigo garimpeiro (hoje funcionário da MCT) para a avaliação da capacidade de regeneração natural ou induzida após cada tipo de intervenção observada.  Todo o material foi prensado ainda em campo e enviado aos especialistas do Museu Paraense Emílio Goeldi para a identificação.

     

     

    Identificação da dinâmica de fluxos e dos pontos de interferência nas funções de conversão de energia e ciclagem biogeoquímica.

     

                Neste caso, foi feita a delimitação cartográfica da bacia de drenagem onde se encontra a área de estudo, avaliado o estado de conservação/regeneração da cobertura vegetal, como também a capacidade de suporte do substrato a fim de garantir a sucessão ecológica.  Estas informações foram auxiliadas com base nas observações in situ da ecologia vegetal, realizado a partir da identificação das espécies vegetais coletadas em campo.  Foram avaliados os fatores ecológicos intervenientes sobre esta recolonização ou introdução, segundo o caso.

     

     

    Identificação e mensuração de danos ambientais e externalidades de agravos.

     

                Foi realizada através da superposição de layers de informações no software Autocad, e do cálculo das áreas totais trabalhadas pela atividade garimpeira, das lagoas formadas pelas cavas, e da relação percentual entre a área total e as lagoas em cada subdivisão de garimpo, Tanto na Vila Chega Tudo como na Vila do Cipoeiro.  Quando às extremidades de agravos, foram identificadas por meio de observações de campo e entrevistas com garimpeiros e ex-garimpeiros da região.

     

     

    Eleição dos indicadores de susceptibilidade à diminuição/perda da biostasia.

     

               Baseou-se nas observações de campo e nos dados geológicos identificados a intensidade de trabalho exercido no substrato de sustentação da cobertura vegetal, e a quantidade de nutrientes disponível para a recolonização, segundo o tipo de solo e do grau de lixiviação.

     

     

    Caracterização de parâmetros passíveis de monitoramento para efeito de estudo de controle/recuperação.

     

                Foi auxiliada por meio de observações de campo, revisão da literatura e entrevistas.  As informações de antigos garimpeiros que fixaram residências no local e que atualmente são pequenos sitiantes, sobrevivendo da agricultura de subsistência possibilitaram a identificação de cinco áreas de acúmulo perene de água na Vila Chega Tudo, e uma na Vila Cipoeiro, de onde retiram organismos aquáticos para consumo.  Essas áreas foram selecionadas para coleta de materiais destinados à análise de mercúrio (sedimento e organismos aquáticos pertencentes aos diversos níveis da cadeia trófica).  Esta análise não será realizada para a água, pois a literatura refere que o mercúrio só é detectável a nível de background no particulado em suspensão.

     

                A avaliação do Estado de Conservação Ambiental ou Diagnóstico Físico-Conservacionista (DFC) tem por objetivo determinar  e estado de conservação em que se encontra um sistema ambiental.  O mesmo é levado a efeito correlacionando-se uma série de parâmetro ou variáveis ambientais de modo a refletir o mais exato possível o seu estado de funcionalidade.  O estado de conservação de uma região, pode ser expresso em função de variáveis que se reflitam o clima, o relevo, a geologia e a cobertura vegetal, correlacionadas como se segue: Erosão: (f) (CO . E . S) (D) / (L, R, e) (CA)  onde: CO Þ Cobertura vegetal original, E Þ Erosão potencial, S Þ Sedimentação média, D Þ Declive média do terreno, L Þ Litologia, R Þ Erodibilidade, e Þ Cobertura de erosão atual e CA Þ Cobertura de vegetação atual.

     

     

    Cobertura Vegetal Original (CO)

     

                Esta variável expressa o tipo de cobertura que existia na região, antes de intervenção humana.  Entendendo-se por cobertura original uma unidade climática natural, na qual agrupam-se diferentes comunidades vegetais, relacionadas com valores de temperatura, precipitação e umidade.  Numa mesma região podem existir tipos diferentes de cobertura vegetal.  Para o estudo em questão, deve ser tomada aquela for dominante.  Uma vez identificada a cobertura original dominante, deve-se estabelecer o grau de semelhança entre a cobertura atual e a original.  Para análise desta variável, é necessário preparar mapas das duas coberturas (original e atual) da região.  Para entrar na expressão, o tipo de cobertura original é representado por um algarismo romano, (Quadro 1) seguido de um índice que expressa o grau de semelhança (Quadro 2).  Exemplo: Símbolo (CO)14 Þ Originalmente predominava floresta.  A vegetação atual tem baixa semelhança com a vegetação original, grau de semelhança entre 21 e 40%.

     

    Quadro 1: Símbolos dos tipos de cobertura original

    No

    Tipos de Vegetação Original

    Símbolo

    01

    Floresta

    I

    02

    Cerrado

    II

    03

    Campo Limpo

    III

    04

    Vegetação Litorânea

    IV

    05

    Vegetação de Araucárias

    V

    06

    Vegetação de Transição

    VI

      

    Quadro 2: Semelhança entre a cobertura vegetal atual e a original

    Grau de semelhança

    Símbolo

    Classificação

    81 – 100%

    (CO)1

    Altamente semelhante

    61 – 80%

    (CO)2

    Semelhante

    41 – 60%

    (CO)3

    Mediante semelhante

    21 – 40%

    (CO)4

    Baixa semelhança

    1 – 20%

    (CO)5

    Nenhuma semelhança

     

     Erosão Potencial (E)

     

                O impacto da água da chuva e o resultante desprendimento das partículas de solo é a principal causa da erosão do solo pela água.  A quantidade de solo que pode ser perdida neste processo é denominada de erosão potencial.  Na quantificação da erosão do solo, os seguintes parâmetros devem ser considerados:  declividade, tipo de clima e a relação entre o quadrado da precipitação média mensal e a precipitação média anual (coeficiente de Fournier).  A determinação desta variável, implica no conhecimento dos totais de chuva da região, com registros de pelo menos 10 anos.

     

                De posse da erosão potencial (E), em ton./ha.ano ou unidade equivalente, faz-se a classificação do tipo de erosão, conforme o quadro 3.  Exemplo: E3 Þ Erosão potencial média, variando entre 6 a 9 ton./ha.ano.

     

    Quadro 3: Classificação da erosão potencial

    Erosão (ton./há.ano)

    Símbolo

    Classificação

    < 3

    E1

    Erosão geológica

    3 a 6

    E2

    Erosão fraca

    6 a 9

    E3

    Erosão média

    9 a 12

    E4

    Erosão forte

    > 12

    E5

    Erosão excessiva

     

     

    Sedimentos (S)

     

                O estado de deterioração do solo é função, dentre outras variáveis, do carreamento de sedimentos.  A quantidade de solo que está sendo perdida na região, durante o processo erosivo, é expressa em t/ha/ano e representada pela variável S no presente diagnóstico.  O valor obtido pela medição dos sedimentos produzidos pela erosão é classificado conforme os intervalos apresentados no quadro 4.  Exemplo: Símbolo Símbolo S4 Þ Alta taxa de sedimentos, correspondendo a um arraste de 9 a 12 ton./ha.ano.

     

    Quadro 4: Classificação dos sedimentos

    Sedimentos (ton./ha.ano)

    Símbolo

    Classificação

    < 3

    E1

    Muito baixo

    3 a 6

    E2

    Baixo

    6 a 9

    E3

    Médio

    9 a 12

    E4

    Alto

    > 12

    E5

    Muito alto

     

     

    Declividade Média (D)

     

                A declividade do terreno é um parâmetro importante no DFC, uma vez que quanto maior for a mesma, maior será a velocidade de escoamento da água e, conseqüentemente, a sua capacidade de erosão.  Com base no valor de declividade média do terreno, classifica-se o relevo conforme o quadro 5.  Exemplo:  Símbolo D4 Þ  Relevo colinoso, com declividade média variando entre 10 e 15%.

     

    Quadro 5: Classificação do relevo

    Sedimentos (ton./ha.ano)

    Símbolo

    Classificação

    < 2

    D1

    Relevo plano

    2 – 5

    D2

    Relevo suave

    5 – 10

    D3

    Relevo ondulado

    10 – 15

    D4

    Relevo colinoso

    15 – 45

    D5

    Relevo fortemente inclinado

    45 – 70

    D6

    Relevo montanhoso

    > 70

    D7

    Relevo escarpado

     

     

    Litología (L) e Erodibilidade (R)

     

                O substrato rochoso de uma região é um elemento chave no DFC, visto que cada rocha, em função de suas características genéticas e físico-químicas, irá apresentar um comportamento distinto frente à atividade intempérica, que a torna mais suscetível ou menos suscetível ao fenômeno erosivo.  De posse das informações classifica-se as rochas, através do quadro 6.  Associando-se sua origem e litotipo, determina-se a sua susceptibilidade à erosão, conforme o quadro 7.  Exemplo: Símbolo L2 (2) Þ Rochas friáveis, do tipo ígnea Vulcânica.  Símbolo R1 Þ Solo pouco suscetível à erosão.

     

     

    Cobertura Erodida Atual (E)

     

                Através deste parâmetro tem-se conhecimento do estado de erosão do terreno.  As informações devem expressar em termos de percentagem da área total, quanto da região está sendo atacada pela erosão.  Os tipos de erosão (Laminar, em sulcos ou em Voçorocas) devem ser discriminados em termos de percentagem da erosão total.  Com a percentagem obtida, retira-se do quadro 8 o símbolo correspondente.  Exemplo:  Símbolo: e2 Þ 21 a 40% da área está afetada pelo processo erosivo, sendo que desse total, 25% corresponde a erosão em sulcos e o restante a erosão laminar.

     

    Quadro 6: Desagregabilidade e instabilidade das rochas

    Rochas

    Litotipos

    Símbolo

    1. Duras

    1) Sedimentares: Conglomerados, Arenitos, Siltitos, Argilitos, Diamictitos, Folhetos, Calcários, Dolomitos.

     

    L1 (1)

     

    2) Ígneas: Vulcânicas (Basaltos e Diabásios), Plutônicas (Granitóides e Corpos alcalinos).

     

    L1 (2)

     

    3) Metamórficas: Metabásicas, Migmatitos, Granulitos, Gnaises, Mármores (Calcários/Dolomitos).

     

    L1 (3)

    2. Friáveis

    1) Sedimentares: Arenitos, Arenitos conglomeráticos, Arcósios, Siltitos, Argilitos, Depósitos aluvionares.

     

    L2 (1)

     

    2) Ígneas vulcânicas: Tufos.

    L2 (2)

     

    3) Metamórficas: Xistos, Filitos, Quartzitos.

    L2 (3)

    3. Muito Friáveis

    1) Depósitos coluvionares estabilizados.

    L3 (1)

     

    2) Depósitos fluviais quaternários.

    L3 (2)

     

    3) Terraços e várzeas quaternários.

    L3 (3)

     

    4) Rochas das classes L1 e L2, muito alteradas.

    L3 (4)

    4. Altamente Friáveis

    1) Depósitos de encostas (Talus).

    L4 (1)

     

    2) Depósitos coluvionares não estabilizados.

    L4 (2)

     

    3) Seixaria aluvionar.

    L4 (3)

     

     

    Quadro 7: Susceptibilidade à erosão dos diferentes litotipos

    Litotipos

    Símbolo

    Classificação

    §       Calcários, Dolomitos, Granitos/Granitóides, Alcalinas, Basaltos, Metabásicas, Tufos, Diabásios, Gabros e Mármores.

    R1

    Pouco suscetível à erosão

    §       Migmatitos, Folhetos, Magnititos, Filitos, Granulitos e Gnaises.

    R2

    Medianamente suscetível à erosão

    §       Arenitos, Arcósios, Conglomerados, Siltitos Argilitos, Diamictitos, Xistos Vulvânicos e Quartizitos.

    R3

    Altamente suscetível à erosão

     

     

    Quadro 8: Cobertura erodida atual

    Cobertura erodida

    Símbolo

    Classificação

    01 – 20%

    e1

    Muito baixa

    21 – 40%

    e2

    Baixa

    41 – 60%

    e3

    Média

    61 – 80%

    e4

    Alta

    81 – 100%

    e5

    Muito alta

     

    Cobertura vegetal Atual (CA)

     

                Esta variável mede o grau de proteção que a cobertura vegetal atual confere ao solo para controle da erosão.  A proteção da cobertura vegetal depende de sua natureza, isto é, dos tipos de vegetação, do seu desenvolvimento e densidade nos diferentes meses do ano.  Determina-se o grau de proteção que a cobertura vegetal confere ao solo, a qual oscila entre 0,00 e 1,00 e 1,00: 0,00 (zero) para os solos completamente erodidos e desnudos; 1,00 (um) para os solos totalmente protegidos por florestas primárias intactas, conforme classificação apresentada no quadro 9.

     

                Para obter-se o índice total, procede-se do seguinte modo:  a. Para cada tipo de cobertura.  Determina-se a área correspondente; b. Para cada tipo de cobertura determina-se o índice de proteção, de acordo com o quadro 9; c. Multiplica-se os valores obtidos no item (a) pelos valores do obtido no item (b), determina-se assim, a área correspondente a cada índice encontrado; d. A soma das áreas protegidas obtidas no item (c), dividida pela área total, nos dá o índice de proteção total.  Com o índice de proteção total assim obtido, entra-se no quadro 10 e obtém-se o símbolo correspondente.  Exemplo:  Símbolo: (CA)4 Þ Solo medianamente protegido, índice de proteção total da cobertura vegetal variando entre 0,40 e 0,59.

     

    Quadro 9: Cobertura vegetal atual

    Classificação

    Tipo de Cobertura Vegetal

    Índice de Proteção

    1

    Floresta tropical intacta

     

    1a

    -Floresta primitiva densa

    1,0

    1b

    -Floresta prim. Descaracterizada

    0,8 – 0,9

    2

    Vegetação secundária

     

    2a

    -Mata secundária e capoeirão

    0,8 – 0,9

    2b

    -Capoeira, capoeirinha e ervas

    0,6 – 0,7

    3

    Reflorestamento

    0,5 – 0,7

    4

    Pastagens

     

    4a

    -Pastagens manejadas

    0,8 – 0,9

    4b

    -Pastagens naturais não degradadas

    0,6 – 0,8

    4c

    -Pastagens naturais degradadas

    0,3 – 0,6

    5

    Cultivo

     

    5a

    -Com técnicas conservacionistas

    0,5 – 0,7

    5b

    -Sem técnicas conservacionistas

    0,2 – 0,4

    6

    Hortas

     

    6a

    -Com técnicas conservacionistas

    0,6 – 0,7

    6b

    -Sem técnicas conservacionistas

    0,3 – 0,5

    7

    Várzea

     

    7a

    -Arroz irrigado

    0,6 – 0,8

     

     

    Quadro 10: Índice de proteção total

    Índice de Proteção

    Símbolo

    Classificação

    1,00

    CA1

    Total

    0,80 – 0,99

    CA2

    Muito alta

    0,60 – 0,79

    CA3

    Alta

    0,40 – 0,59

    CA4

    Média

    0,20 – 0,39

    CA5

    Baixa

    0,00 – 0,19

    CA6

    Muito baixa

    0,00

    CA7

    Nenhuma

     

     

    Apresentação do diagnóstico e determinação do valor crítico

     

                Com os dados encontrados monta-se a expressão que sintetiza, mediante a simbologia aplicada, o estado de conservação do solo.  O diagnóstico é apresentado em duaas partes.  Na primeira, apresenta-se uma descrição qualitativa da simbologia encontrada.  Na segunda parte, faz-se uma análise quantitativa dos dados, através do valor crítico acumulado.

     

    Avaliação do Nível de Deterioração Causados Pelos Impactos Ambientais

     

                A avaliação do nível de deterioração causados pelos impactos ambientais ou Diagnóstico da Poluição Ambiental (DPA), tem por objetivo determinar o grau de poluição ambiental.  O método aqui descrito, compreende os prognósticos da poluição hídrica, da poluição atmosférica, da poluição sonora, e da poluição por resíduos sólidos (poluição do solo).  A poluição tem sua origem nas fontes poluidoras, quando da geração e emissão dos poluentes pelas mesmas.  Estas podem ser fixas ou móveis.  Entende-se por fixas aquelas cujo lançamentos ocorrem em locais invariáveis no tempo, tais como as industrias e redes de esgotos.  São fontes móveis aquelas cujas descargas são especialmente variáveis ao longo do tempo, como o uso de agrotóxicos e fertilizantes, cujos residuais e excedentes vão, direta ou indiretamente, para a água, o ar e o solo.

     

     

    Poluição Hídrica

     

                A poluição hídrica, seja de fonte móvel ou fixa, é avaliada através da análise de indicadores de poluição, tais como: DBO, OD, Ph, temperatura, nitrato, fosfato, DQO, sólidos, índices de coliformes, tóxicos diversos, etc., cujos limites estão assegurados através dos padrões de qualidade, a serem observados para cada uma das classes de corpos d’água, identificadas na Resolução CONAMA no 020/86.  Para fins da avaliação do nível de deterioração causado pelos impactos ambientais (DPA) faz-se uso da DBO5 para a classificação da poluição hídrica, conforme o quadro 11.

    ,

    Quadro 11.  Classificação da poluição hídrica, de fontes fixas e móveis, em (mg/l)

    Classificação

    Nível de DBO

    Índice

    Baixa

    < 3,0

    1

    Média baixa

    3,0 a 6,0

    2

    Média

    6,0 a 7,0

    3

    Média alta

    7,0 a 9,0

    4

    Alta

    > 10

    5

     

     

    Poluição Atmosférica

     

                A Resolução CONAMA no 003/90, estabelece os padrões de qualidade do ar para todo o território nacional, considerando os níveis máximos toleráveis de concentração de poluentes atmosféricos – padrões primários -, e os níveis desejáveis de concentrações de poluentes atmosféricos – padrões secundários -, para fontes fixas e móveis.  Para os fins a que se destina esta avaliação do nível de deterioração causado pelos impactos ambientais (DIA), a poluição atmosférica é classificada conforme os quadros 12 e 13, baseados na Resolução CONAMA no 003/90.

     

    Quadro 12. Concentração de CO, média de 8 horas, em µg/m3 (fontes móveis)

    Classificação

    Nível de CO

    Índice

    Baixa

    < 5.000

    1

    Média baixa

    5.000 a 9.000

    2

    Média

    10.000

    3

    Média alta

    11.000 a 39.000

    4

    Alta

    > 40.000

    5

     

     

    Quadro 13.

    Classificação

    Nível de MP

    Índice

    Baixa

    < 20

    1

    Média baixa

    20 a 40

    2

    Média

    40 a 60

    3

    Média alta

    60 a 80

    4

    Alta

    > 80

    5

     


     

    Poluição Sonora

     

                Entende-se por poluição sonora qualquer alteração no som ambiente, causada por ruído, que de alguma maneira venha a prejudicar as atividades humanas.  A Resolução CONAMA 001/90, estabelece as normas observadas, a nível nacional, no tocante à emissão de ruídos em decorrência de quaisquer atividades.  Os critérios e padrões a serem aplicados são os das normas NBR 10.151 e 10.152, da Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABTN.  Na avaliação do nível de deterioração causados pelos impactos ambientais (DPA), a poluição sonora passa a ser classificada conforme o quadro 14.

     

    Quadro 14.  Poluição sonora por fontes fixas e móveis, em dB.

    Classificação

    Nível de ruído

    Índice

    Baixa

    Zero a 40

    1

    Média baixa

    40 a 50

    2

    Média

    50 a 60

    3

    Média alta

    60 a 70

    4

    Alta

    > 75

    5

     

     

    Poluição por Resíduos Sólidos

     

                Para a avaliação do nível de deterioração causado pelos impactos ambientais (DIA), considera-se apenas a poluição causada pelos resíduos sólidos.  Entende-se que o problema da poluição do solo surge no momento em que os resíduos sólidos deixa de ser manejado ou não é manejado corretamente.  Resíduo sólido manejado que é coletado e transportado para tratamento e/ou disposição final.  O manejo de resíduo sólido tóxico ou não tóxico, pode ser enquadrado em uma das três classificações:

     

    §       Adequado (A).  Quando o tratamento e/ou disposição final dos resíduos é feito segundo critérios de engenharia e atendem aos padrões de segurança quanto a proteção do meio ambiente e da saúde pública.  Exemplo: Aterro Sanitário, Usina de Compostagem, Incineradores, etc.

     

    §       Inadequado Coberto (IC).  Corresponde aos casos em que há descarga livre dos resíduos sobre o solo, com cobertura diária do material, sem medidas complementares, tais como coleta e tratamento do chorume, drenagem dos gases, etc.  Exemplo: Aterros controlados.

     

    §       Inadequado Descoberto (ID).  Corresponde aos casos em que há descarga livre do resíduo sólido sobre o solo, sem cobertura do material ou outro tipo de medida complementar. Exemplo: Lixões ou Vazadouros a céu aberto.

     

    Os resíduos tóxicos podem ser coletados, tratados e/ou dispostos pelo serviço de limpeza podem ser coletados, tratados e/ou dispostos pelo serviço de limpeza pública do município, mas, em princípio, o seu gerenciamento é de responsabilidade da própria fonte geradora e recebem a destinação final de acordo com o grau de periculosidade do resíduo.  São considerados tóxicos os resíduos provenientes de usinas atômicas, laboratórios de pesquisas das Universidades e Instituições de Ciências e Tecnologia, hospitais, indústrias de tintas, fertilizantes, pesticidas, fármacos, desinfetantes, etc., sistemas de tratamento de esgoto sanitários, galvanoplastias e cortumes.

     

                O grau de manejo dos resíduos é determinado através da avaliação do percentual coletado pelo serviço de limpeza e do tratamento e/ou disposição final.  A partir do cruzamento destas duas informações, obtém-se o índice correspondente à poluição por resíduos sólidos, conforme o quadro 15.

     


     

    Quadro 15.  Poluição por resíduos sólidos tóxicos e não tóxicos.

    Classificação

    % Manejado

    Índice

    A

     

    IC

     

    ID

    Baixa

    < 75

    1

    2

    3

    Média baixa

    50 a 75

    2

    3

    4

    Média

    25 a 50

    3

    4

    5

    Média alta

    < 25

    4

    5

    5

    Alta

    -----

    5

    5

    5

     

     

                A metodologia do diagnóstico da poluição ambiental segue o princípio do cálculo do valor crítico.  Parte-se da hipótese de que o menor valor (valor 1), corresponde a situação “menos grave” e o maior valor (valor 5), corresponde a situação “mais grave”, ao aplicar o correspondente índice para cada tipo de poluição considerado.  A soma de todos os índices mínimos corresponde a 9, e a soma de todos os índices máximos a 45.

     

    Quadro 16. Unidade de risco da poluição ambiental.

    Tipo de poluição

    Mínimo

    Máximo

    §       Pol. Hídrica fontes fixas (PHFF)

    1

    5

    §       Pol. Hídrica fontes móveis (PHFM)

    1

    5

    §       Pol. Atmosférica fontes fixas (PAFF)

    1

    5

    §       Pol. Atmosférica fontes móveis (PAFM)

    1

    5

    §       Pol. Sonora fontes fixas (PSFF)

    1

    5

    §       Pol. Sonora fontes móveis (PSFM)

    1

    5

    §       Pol. por res. sol. urbanos (PRSU)

    1

    5

    §       Pol. por res. sol. urbanos tóxicos (PRSUT)

    1

    5

    §       Pol. por res. sol. rurais (PRSR)

    1

    5

    Unidades de Risco

    8  9

    40  45

     

     

                A conclusão do diagnóstico deve apresentar a análise quantitativa do VC% e a descrição da situação da poluição ambiental na região, ressaltando-se os parâmetros mais críticos, as fontes poluidoras e as conseqüências da poluição, estabelecendo os problemas prioritários, que resultarão nos programas de controle ambiental.

     

    Quadro 17.

    Intervalos de unidades

    de risco (UR) do DFC

    Valor crítico

    do DFC

    Nível da capacidade suporte do sistema ambiental (CSSA)

    Intervalos de unidade

    de risco (UR) do DPA

    Valor crítico (VC)

    do DPA

    [8 – 11]

    zero

    @

    8 – 11

    Zero

    [11 – 14]

    0,13

    0.95

    11 – 14

    0.05

    [14 – 17]

    0,25

    0.90

    14 – 17

    0.10

    [17 – 20]

    0,38

    0.85

    17 – 20

    0,15

    [20 – 23]

    0,44

    0.80

    20 – 28

    0.20

    [23 – 26]

    0,5

    0.75

    23 – 26

    0.25

    [26 – 29]

    0.56

    0.70

    26 – 29

    0.30

    [29 – 31]

    0,63

    0.65

    29 – 31

    0.35

    [31 – 34]

    0,75

    0.60

    31 – 34

    0.40

    [34 – 37]

    0,88

    0.55

    34 – 37

    0.45

    [37 – 41]

    1

    0.50

    37 – 40

    0.50

     

     

                Avaliação do custo (AC) dos impactos ambientais sobre a capacidade de suporte do sistema AC = CSSA – VC (DPA).

     


     

    Tabela 1: Caracterização Ecodinâmica 

    Evolução

    do Modelado

     

    Ritmo

     

    Lento

    Moderado

    Rápido

     

    Evolução

    do Modelado

     

    Regime

     

    Permanente

    Oscilante

    Flutuante

     

    Evolução

    do Modelado

     

    Influência

    Biológica

     

    Alta

    Moderada

    Mínima

    Nula

    Evolução

    do Modelado

     

    Influência Pedogênica

    Alta

    Moderada

    Mínima

    Nula

    Evolução

    do Modelado

     

    Influência Morfogênica

    Alta

    Moderada

    Mínima

    Nula

    Evolução

    do Modelado

     

    Influência

    Litogênica

     

    Alta

    Moderada

    Mínima

    Nula

    Evolução

    do Modelado

     

    Influência

    Climática

     

    Alta

    Moderada

    Mínima

    Nula

    Evolução

    do Modelado

     

    Influência Hidrológica

    Alta

    Moderada

    Mínima

    Nula

     

    Balanço Morfope Dogênico

     

    Predomínio Pedogenético

    Neutralidade

    Neutralidade

    Predomínio Morfogenético

    Enclaves Geodinâmicos ou Hidrodinâmicos Instáveis

     

    Acima

    da Média

     

    Na Média

    Abaixo da Média

    Abaixo da Média

    Ausentes

    Dissecação e Processos

    Peliculares

     

    Nulo

     

    Baixo

    Moderado

    Moderado

    Alto

    Susceptibilidade a Fenômenos de Amplificação

     

    Nula

     

    Mínima

    Moderada

    Moderada

    Máximo

    Eficiência da Vegetação Ante-Processos

    Mecânicos

     

    Máxima

     

    Moderada

    Mínima

    Mínima

    Nula

     

     

    Resultados

     

    Substituindo-se todos os valores mínimos e máximos, encontrados nos quadros de 1 a 10, na expressão obtém-se o seguinte:

     

         Erosão (f) (CO1 E1 S1) (D1) / (L1 R1 e1) (CA1) = 8   (soma dos índices mínimos)

         Erosão (f) (CO5 E5 S5) (D7) / (L4 R3 e5) (CA7) = 41 (soma dos índices máximos)

     

     

      

    UR

    VC%

    8

    0

    12.13

    12.5

    16.25

    25

    20.38

    37.5

    24.5

    50

    28.63

    62.5

    32.75

    75

    38.88

    27.5

    41

    100

     

                Com os valores máximos e mínimos, denominados unidades de risco (UR) natural ao processo erosivo, colocados no eixo das abcissas em um sistema cartesiano e fazendo o valor máximo (41) corresponder à 100% de degradação, e o mínimo à 0%, onde os valores de 0 a 100% representam os valores críticos (VC) colocados no eixo das ordenadas, obtém-se uma reta.  Com o auxílio da mesma tem-se qualquer valor crítico em %, equivalente a unidades de risco entre 8 a 41.  A reta assim obtida obedece a equação CV% = 3,03UR – 24,24.

     

                As regiões que apresentam valores iguais ou próximos a 8, encontram-se em muito boas condições com respeito a ocorrência de erosão.  Em contrapartida, as regiões com valores iguais ou próximos a 41, encontram-se nas piores condições em relação aos processos erosivos.

     

                O solo, em condições normais, está em equilíbrio com o meio ambiente fornecendo nutrientes e água para as plantas e, contra-partida, recebe destas a devida proteção contra o impacto das gotas de chuvas, responsável pelo início do processo erosivo, através da cobertura vegetal e residual e, ainda, proteção contra a força da enxurrada, responsável pela formação de sulcos no solo, através da resistência oferecida pelos troncos de árvores, talos de plantas, resíduos vegetais e, inclusive, o seu travamento pelo emaranhado de raízes.

     

                Mesmo com cobertura natural a erosão sempre acontece e existe desde a origem de nosso planeta.  A superfície da Terra está sempre sofrendo mudanças, com montanhas se desgastando e vales sendo larga e profundamente cortados, com as linhas costeiras avançando e regredindo.  A conformação atual da Terra não é resultado de uma única mudança rápida e violenta, mas sim, o resultado de um somatório infinitamente grande de variações cujos efeitos são notados apenas após séculos de atividades.  A erosão, que caracteriza apenas um aspecto deste processo constante de mudança, é considerada erosão do tipo geológico.  Por outro lado, variações ocorridas em intervalos de tempo relativamente curtos, que prejudicam muito o solo agriculturável, são considerados erosão do tipo acelerado.

     

                Se mantido sob floresta, um solo estaria apenas sujeito à erosão geológica e o desgaste seria mínimo, levando 440.000 anos para que se perdesse uma camada de 15 cm.  (Bertoni et al., 1972).  Dizemos que existe erosão geológica natural ou normal quando apenas de forças da natureza, sem a influência do homem.  A erosão natural se processa numa velocidade tal que as perdas existentes são compensadas com a formação de uma nova camada de solo.  Diz-se, então, que existe um perfeito equilíbrio natural.  Este tipo de erosão é responsável pela existência das bacias sedimentares formadas durante milhares de anos, pelo aparecimento de vales e elevações e, ainda, é parcialmente responsável pela seqüência de solos existentes numa dada região.  Ela é considerada uma erosão efetiva e é fundamental para a formação de solos e rochas sedimentares (Pereira, 1994).

     

                A erosão tipo geológico não deixa de atuar após a formação da rocha sedimentar.  O escorrimento de água superficial sobre uma camada sedimentar, com o passar de milhares de anos, tende a desgastar as diversas camadas de rochas formadas nos diversos períodos geológicos.  Assim, um simples rio, após milhares de anos, origina profundos vales, expondo as diversas camadas de rochas, as quais, sofrendo processo contínuo de intemperização dão origem a uma razoável seqüência de solos.  Isto acontece porque, na formação de vales, as camadas superficiais de rochas são parcialmente erodidas, expondo aos agentes atmosféricos, camadas de rochas que se localizam em profundidades.  Essa exposição possibilita a formação de novos solos numa mesma microbacia e sua seqüência varia de região para região dependendo de quais camadas tenham sido expostas pela erosão geológica.  O processo erosivo se manifesta, inicialmente, na forma de erosão por impacto.  Neste caso, as partículas de solo são desagregadas, gerando grande quantidade de partículas unitárias que tendem a obturar os poros da superfície, diminuindo a infiltração da água no solo, dando início ao escorrimento superficial, caracterizada por uma fina lâmina d’água que passa a transportar as partículas menores do solo, principalmente silte e argila, além da matéria orgânica coloidal, caracterizando a forma de erosão denominada de lâmina.

     

                Se o solo não apresentasse irregularidades na superfície, só ocorreriam estas formas de erosão.  Entretanto, com a continuidade do processo erosivo, a água acumulada em pequenas depressões e, a partir dessas depressões, encontrando um ponto de maior fraqueza, a água passa a escorrer na forma concentrada, iniciando o desenvolvimento da erosão em sulcos.  Se a área for constituída de rampas extensas, esses sulcos podem evoluir para sulcos maiores que passam a receber a denominação de voçorocas, aumentando a capacidade de transporte e destruição, à medida que se tornam mais profundos.  Sem a proteção das plantas, o solo fica sujeito ao processo erosivo pelo vento (erosão eólica) e pela água (erosão hídrica), sendo esta última considerada a mais importante do Brasil.  O material retirado do solo pela erosão hídrica é constituído, principalmente, por matéria orgânica e partículas finas, com predominância da argila.  Esse material constitui a parte ativa do solo; é a que retém nutrientes que são fornecidos às plantas. Portanto, o prejuízo que fica mais aparente é a perda de fertilidade do solo.  A contribuição dos adubos é, exatamente, suprir essa deficiência em nutrientes.

     

                Modelos de perdas de solo são ferramentas que permitem estimar a quantidade de solo perdido em função dos fatores de erosão.  Eles permitem que o agricultor possa decidir pelo sistema de manejo mais adequado para que as perdas não atinjam um valor limite (tolerância) e coloca-lo em prática no campo.  No passado, o estudo do processo erosivo pela água era bastante dificultado pelo fato de ele depender da chuva natural.  Com o aparecimento do simulador-de-chuvas, os estudos experimentais de erosão foram intensificados e culminaram com a publicação da Equação Universal de Perdas de Solo de Wischmeier & Smith (1965): A = R.K.LS.C.P., onde: A = Perdas de solo em t.ha – 1.ano-1; R = Erosividade da chuva (potencial de erosão), Mj.mm-1.ano-1; K = Erodibilidade do solo (resistência do solo), t . mm . ha – 1; LS = Fator topográfico (declividade e rampa), (adimensional); C = Fator de cobertura e manejo (adimensional); P = Fator práticas conservacionistas (antrópico), (adimensional).

     

                Com base em medições próprias e em bibliografia, (Duvigneaud, 1992; Muller, 1977, 1980; Troppmair, 1995) estabelecemos 10 classes de formações de cobertura vegetal com suas respectivas biomassas.  A Fitomassa sempre alcaça valores acima de 99% enquanto a zoomassa completa os 100%, ou seja, menos de 1%.  Por motivos pedagógicos, climáticos, hidrológicos, topográficos e outras condições geoecológicas, é óbvio que, de local para local, há variações importantes na fitomassa.  Apresentamos os valores máximos, mínimos e médios.

      

    Tabela 5:

    Formação Vegetal

    Fitomassa (t/há)

    Média (t/ha)

    1. Solo desnudo

    0

    0

    2. Vegetação pioneira, rala ou esparsa

    1 a 3

    1,5

    3. Campo limpo, cobertura gramínea contínua

    3 a 15

    9

    4. Campos sujos

    15 a 30

    22,5

    5. Cerradinho, caatinga arbustiva

    30 a 50

    40

    6. Cerrado, caatinga arbórea, agreste

    50 a 80

    65

    7. Cerradão, capoeira

    80 a 110

    95

    8. Mata secundária, mata galeria, reflorestamento e florestamento

    110 a 200

    155

    9. Mata tropical semi-perene, mata subtropical

    320 a 600

    460

    10. Mata latifoliada tropical e mata pluvial

    320 a 600

    460

      

                Com base nessas classes interpretou-se fotografias aéreas e imagens de satélites, desenvolvendo as seguintes etapas:  Sobre a foto (ou imagem) colocou-se uma grade cuja textura pode variar de acordo com a escala da foto ou com o detalhe.  Para facilitar os cálculos de fitomassa e impacto, trabalhou-se com quadrículas que correspondem a um hectare na foto (100 por 100 metros) pois assim os dados de fitomassa podem ser aplicados diretamente sem necessidade de correção.

     

     

     

    A

    B

    C

    D

    E

     

     

     

     

    A

    B

    C

    D

    E

     

    Caixa de texto:    Cerrado

     

    1

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

    1

    10

    10

    10

    6

    6

    2

    Caixa de texto:    Mata

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

    2

    10

    10

    6

    6

    6

    3

     

     

     

     

    Caixa de texto:   Urbano

     

     

     

     

     

     

    3

    10

    10

    3

    6

    6

    4

    Caixa de texto:    Campo

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

    4

    10

    7

    3

    3

    5

    5

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

    5

    3

    3

    3

    0

    0

    1978

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

    Interpretou-se as formações vegetais da foto de determinado período e colocou-se o número correspondente da classe da cobertura vegetal.  Quando partículas contém mais de uma formação vegetal procede-se de duas formas: 1) coloca-se a classe da formação vegetal que predomina na quadrícula ou 2) calcula-se a média. Ex: formações 10 e 6 = 16 : 2 = 8, portanto coloca-se 8 ou quando é classe ímpar: 10 e 3 = 13 : 2 = 6,5 passa-se para 7, se predominar a classe 10 ou para 6, se predominar a classe 3.  Age-se da mesma com uma foto ou imagem mais recente.

      



     

     

    A

    B

    C

    D

    E

     

     

     

     

    A

    B

    C

    D

    E

     

    Caixa de texto:   Mata

     

    1

     

     

     

     

     

    Cerrado

     

     

     

    1

    10

    10

    10

    6

    6

    2

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

    2

    10

    10

    6

    6

    6

    Caixa de texto:  Desflorestamento

     

    3

     

     

     

     

     

     

    Caixa de texto:  Urbano

     

     

     

     

     

     

    3

    10

    10

    3

    6

    6

    4

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

    4

    10

    7

    3

    3

    5

    5

    Campo

     

     

     

     

     

     

     

     

    5

    3

    3

    3

    0

    0

    1998

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

      

    Numa terceira matriz lançou-se as classes mapeadas nas duas épocas, e na quarta as diferenças ou as alterações positivas ou negativas.  A partir deste momento determinou-se os espaços onde não houve impactos e onde estes foram positivos (aumento da fitomassa) ou negativos (redução da fitomassa).

      

     

    A

    B

    C

    D

    E

     

     

    A

    B

    C

    D

    E

     

    1

    10

    10

    10

    10

    10

    8

    6

    6

    6

    6

     

    1

    0

    0

    -2

    0

    0

     

    2

    10

    10

    10

    10

    6

    6

    6

    6

    6

    6

     

    2

    0

    0

    0

    0

    0

     

    3

    10

    3

    10

    3

    3

    8

    6

    8

    6

    5

    3

    -7

    -7

    +5

    +2

    -1

     

    4

    10

    3

    7

    3

    3

    0

    3

    0

    5

    0

     

    4

    -7

    -4

    -3

    -3

    -5

     

    5

    3

    3

    3

    3

    3

    0

    0

    0

    0

    0

     

    5

    0

    0

    -3

    0

    0

     

     

    1970/1990

     

          Variação de classes

     

    Fig. 10

     

    Fig. 11

     

      

    Se houver interesse, numa última matriz pode-se lançar as variações da fitomassa de cada quadrícula e finalmente calcular o aumento ou redução de fitomassa de toda foto e apontar as conseqüências na cadeia trófica, na dinâmica climática, nos processos erosivos e na dinâmica geral de todo quadro.

     

               

     

     

    No presente estudo as avaliações dos quadrículos revelam:

    A3 = 10 e 3 = 460 t e 9 t = - 451 t/ha

    A4 = 10 e 3 = 460 t e 9 t = - 451 t/ha

    B3 = 10 e 3 = 460 t e 9 t = - 451 t/ha

    B4 = 7 e 3   = 95 t  e 9 t  = - 86 t/ha

    C1 = 10 e 8 = 460 t e 155 t = -305 t/ha

    C3 = 3 e 8   = 9 t e 155 t = + 1456 t/ha

    C4 = 3 e 0  = 9 t e 0 t = - 9 t/ha

    C5 = 3 e 0  = 9 t e 0 t = - 9 t/ha

    D3 = 6 3 8  = 65 t e 155 t = + 90 t/ha

    D4 = 3 e 0 = 9 t e 0 t = - 9 t/ha

    E3 = 6 e 5 = 65 t e 40 t = - 25 t/ha

    E4 = 5 e 0 = 40 t e 0 t = - 40 t/ha

    _________________________________

    Total Ganho: + 236 t  Perda: - 1836 t

    Diferença: 236 t e 1836 t = Perda Total: 1600 t

     

                Comparando as fotos de 1978 e 1998 concluí-se que os impactos na área em estudo, através da redução da fitomassa, foram maiores nas quadrículas A3, B3 e A4.  Como impactos médios, considerando os valores da foto, pode-se considerar C1 e C3, sendo as demais pequenos ou nulos.  Recorrendo a dados sobre absorção da chuva pela vegetação, o poder de acumulação de água na camada de húmus do solo, a intensidade de escoamento e conseqüente processo erosivo em solos desnudos ou de esparsa cobertura vegetal, estimar-se e calcular-se os impactos causados à área, afetando todo sistema, inclusive na esfera humana de inundações, surgimento de pragas, áreas de risco com desabamentos.

     

     

    Conclusão:

     

    Tabela 2: Quadro Síntese da Qualidade Ambiental

    Sistema

    Condição da Qualidade Ambiental

    Riscos Ecológicos Decorrentes da Ação Antrópica

     

    Valor da Escala de Qualidade Ambiental

    A1 Z1

    Degradação Moderada Insignificante a Longo Prazo, Distúrbio Intermitente de Baixo Nível

    3+5

    0,7

    A1 Z2

    Degradação Moderada Insignificante a Longo Prazo, Distúrbio Intermitente de Baixo Nível

    3+5

    0,7

    A1 Z3

    Degradação Severa, mas de Curta Duração (Insignificante a Longo Prazo) Degradação Total de Apenas Alguns Fatores Ambientais

    3+4

    0,5

    A1 Z4

    Degradação Reversível após cerca de Cinco Anos. Fator Inferior a Qualidade Média

    1+2+3+4+5+7

    0,2

    A1 Z5

    Degradação Severa, mais Reversível após Muitos Anos ou Degradação Contínua Muito Alta

    1+2+3+4+5+6

    0,1

    A1 Z6

    Degradação Total de fatores Basais da QA

    1+2+3+4+5+6+7

    zero

    A1 Z7

    Degradação Total de fatores Basais da QA

    1+2+3+4+5+6+7

    Zero

    A1 Z8

    Degradação Total de fatores Basais da QA

    1+2+3+4+5+6+7

    Zero

    A1 Z9

    Degradação Total de fatores Basais da QA

    1+2+3+4+5+6+7

    Zero

    A1 Z10

    Degradação Total de fatores Basais da QA

    1+2+3+4+5+6+7

    Zero

    A1 Z11

    Degradação Pequena ou Contínua de Baixo Nível de Intensidade

    2+3+4+5+7

    0,4

    A1 Z12

    Degradação Pequena ou Contínua de Baixo Nível de Intensidade

    2+3+4+5+7

    0,4

    A2 Z1

    Degradação Intensa Insignificante a Longo Prazo

    3+4

    0,6

    A2 Z2

    Degradação Intensa Insignificante a Longo Prazo

    3+4

    0,6

    A2 Z3

    Degradação Severa, mais Reversível após Muitos Anos ou Degradação Contínua Muito Alta

    1+2+3+4+5+6

    0,1

    A2 Z4

    Degradação Severa, mais Reversível após Muitos Anos ou Degradação Contínua Muito Alta

    1+2+3+4+5+6

    0,1

    A2 Z5

    Degradação Severa, mais Reversível após Muitos Anos ou Degradação Contínua Muito Alta

    1+2+3+4+5+6

    0,1

    A2 Z6

    Degradação Severa, mais Reversível após Muitos Anos ou Degradação Contínua Muito Alta

    1+2+3+4+5+6

    0,1

    A2 Z7

    Degradação Severa, mais Reversível após Muitos Anos ou Degradação Contínua Muito Alta

    1+2+3+4+5+6

    0,1

    A2 Z8

    Degradação Reversível após Cinco Anos. Fator Inferior a Qualidade Média

    1+2+3+4+5+7

    0,2

    A2 Z9

    Degradação Moderada Reversível após Dois Anos

    2+3+4+5+6+7

    0,3

     


     

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